Trindade será secretário e presidente ‘provisório’ do Pros, que nasce ‘sem uma banda de conto’
Fotos: Vagner Oliveira / Bahia Notícias
Um decreto do prefeito ACM Neto (DEM), publicado logo no começo da gestão, proíbe membros da gestão municipal de acumularem o cargo de secretário e presidente partidário. Foi por esse motivo que o titular da pasta de Urbanismo e Transporte (Semut), José Carlos Aleluia (DEM), deixou a liderança estadual do Democratas. Contudo, na prática, secretários e outros integrantes da prefeitura seguem no comando de algumas legendas, exercendo a liderança que conquistaram, como faz o próprio prefeito em relação ao DEM. E não será diferente com o secretário municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps), Maurício Trindade, ex PR e agora Pros. Ele permanece na prefeitura, mas também será presidente “provisório” no estado do recém-fundado Partido Republicano da Ordem Social. Em entrevista ao Bahia Notícias, o deputado federal licenciado garantiu que o advogado da legenda encontrou a solução para o ‘quase’ acúmulo de funções. “Como teremos uma comissão provisória por 30 dias, até o registro oficial, não tem problema continuar como secretário. Acho que não é incompatível. Após trinta dias, a comissão ainda vai ficar um pouco mais e só a nacional vai ser permanente. Então, até o fim do ano é provisório”, explicou Trindade. A data para deixar a secretaria ainda não foi definida, mas a saída vai acontecer antes do final do ano, no mês de dezembro. Como recebeu a incumbência do próprio ACM Neto (DEM) de consolidar o Pros na Bahia, o secretário não deve ser sacado pelo gestor, que “a princípio” concordou, segundo Trindade. Ele também adiantou que, até agora, não existe determinação para secretários/candidatos deixarem os cargos no final do ano, como deve acontecer no governo federal e, talvez, no estadual.

 


Na prática, o presidente provisório do Pros terá que se ‘virar nos 30’ para trabalhar na gestão municipal e cuidar da sigla. Na próxima segunda-feira (30), a agenda partidária está cheia, com reuniões na Assembleia Legislativa pela manhã e na Câmara Municipal pela tarde. Maurício Trindade adiantou ao BN que tem conversas marcadas com cerca de oito vereadores e oito deputados, mas acredita que no fim deve conseguir a filiação de “três ou quatro” em cada Casa. “É até melhor, pois senão daqui a três anos embola tudo. É uma matando o outro”, brincou o político, que fez uma consta bastante otimista, ao apostar que os políticos vão fazer a conta, deixando um pouco de lado a ideologia partidária (ver aqui) e apostando na eleição mais tranquila, com menos concorrentes internos. Trindade, bem humorado na véspera do final de semana, também negou as denúncias da Folha de São Paulo (ver aqui) de que o Pros teria prometido pagar cerca de R$ 3, por voto obtido em 2010, para congressistas se filiarem. Nesta linha, parlamentares baianos devem ficar de bolso vazio se entrarem no Pros. “Infelizmente o partido ainda está se formando e não tem uma ‘banda de conto’ (risos). Não tem condição nenhuma [de pagar aos políticos]. Nenhum partido faz isso”, garantiu. Questionado pelo BN sobre qual posição o Pros vai adotar, Trindade revelou que a legenda será oposição “democrática” ao governador Jaques Wagner (PT) e deve ser aliado nacional da presidente Dilma Rousseff (PT), com quem dirigentes da sigla vão se reunir no dia 10. Outra novidade foi o fato de que um deputado federal baiano está perto de desembarcar no Pros para ser candidato ao Senado, mas Trindade não revelou quem seria, já que o “martelo será batido até quarta-feira (2)”. 


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