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Setps confirma faturamento anual de R$ 1 bilhão sem justificar necessidade de aumento da tarifa
Ao prestar um serviço que tem o preço repassado ao consumidor controlado pela gestão pública, cabe ao empresário buscar a eficiência e a redução de custos para aumentar o lucro. A avaliação é de economistas, administradores e também da Secretaria Municipal de Urbanismo e Transportes (Semut). No entanto, pelas poucas palavras do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Salvador (Setps), deixam-se margem para a leitura de que o setor tenta aumentar o lucro apenas com a elevação da tarifa de R$ 2,80 para R$ 3,20, considerada pelos empresários ideal. Em resposta por email ao Bahia Notícias,  o Setps deu indícios de que os proprietários têm conseguido, pelo menos, fechar as contas quase no "zero a zero" com o atual preço da tarifa. O motivo é o fato de o Setps confirmar que possui um faturamento anual de R$ 1 bilhão. Com base na tabela feita pela própria entidade, que traz um gasto total em julho deste ano de R$ 85,7 milhões, é possível projetar que as despesas em 12 meses somem cerca de R$ 1,02 bilhão. Ou seja, a dívida seria de aproximadamente R$ 20 milhões no ano, isso se nenhum custo fosse reduzido durante 365 dias, o que contraria regras básicas de mercado. No mesmo cenário, com a passagem a R$ 3,20, o setor passaria a ter uma arrecadação próxima de R$ 1,142 bilhão, ou seja, garantia de lucro mínimo de R$ 142 milhões.

 


 
Porém, é preciso levar em conta algumas análises feitas pelo secretário José Carlos Aleluia, como o fato de o setor ter apresentado a planilha referente há um mês com grande fluxo de passageiros, ao contrário do que acontece em períodos como carnaval, final de ano e São João. Nestes momentos, é comum a redução do número de transportados, mas também há um número inferior de viagens para atender à demanda, o que resulta em gastos menores com combustível, manutenção e outras despesas. Por se recusar a falar abertamente sobre a planilha, que garante ser “didática”, o Setps prefere manter em segredo dados como a variação dos custos operacionais. Em julho de 2012, as empresas de ônibus também alegaram que gastaram R$ 507 mil com uniformes, o que o Sindicato dos Rodoviários ressalta acontecer apenas duas vezes ao ano. No email enviado ao BN, assinado pelo presidente do Setps, Horácio Brasil, a entidade ainda se esquivou de responder sobre o lucro do sistema, ao declarar apenas que “as empresas concessionárias de transporte fazem declarações anuais a Receita Federal”. Ao ser perguntado sobre como é possível que as companhias se mantenham no mercado, mesmo com a alegação de prejuízos recorrentes, o presidente do Setps deixou a entender que se trata de um compromisso com o atendimento à população. “Quem presta serviço público com a essencialidade que os transportes coletivos urbanos representam, só interrompe a prestação dos serviços nas seguintes hipóteses: a) Falta de recursos para pagamento da folha líquida de pessoal. b) Falta de dinheiro ou crédito para compra de combustível”, finalizou. Clique aqui para conferir a resposta completa do Setps ao BN.


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