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'É mais fácil o prefeito deixar de agradar a Ademi e agradar os vereadores', diz Carlos Muniz

Por Evilásio Júnior

'É mais fácil o prefeito deixar de agradar a Ademi e agradar os vereadores', diz Carlos Muniz
Foto: Max Haack/ Ag. Haack/ Bahia Notícias
Oficialmente governista, o vereador Carlos Muniz (PTN – maior partido da base aliada do prefeito ACM Neto) lidera uma cruzada na Câmara Municipal de Salvador para barrar qualquer projeto que venha a beneficiar as grandes empreiteiras que atuam na cidade. Ao lado de integrantes da bancada como os seus colegas de sigla Kiki Bispo e Geraldo Júnior, além de Alberto Braga (PSC), Alfredo Mangueira (PMDB), Isnard Araújo (PR), José Trindade (PSL) e Marcell Moraes (PV), autor da emenda que pretende barrar a isenção de ISS para as construtoras que atuarão nas obras do metrô. Em entrevista ao Bahia Notícias, Muniz detalhou parte do "plano para evitar que o Município deixe de arrecadar impostos das milionárias incorporadoras". Além de defender a tributação na construção do modal sobre trilhos, classificada pelo edil como "pensamento da Casa", o grupo pretende motivar os colegas a barrarem qualquer proposta do Executivo que tente derrubar a cobrança de 5% do ISS nas negociações imobiliárias. "Tenho certeza que o prefeito não vai vetar [o artigo que impõe a tarifação]. Passou muito tempo para ele conseguir formar a bancada dele e ele jamais vai deixar de ser pela Câmara para ser pelas incorporadoras. A força que ele tem hoje na Câmara não foi fácil de construir. É mais fácil ele deixar de agradar a Ademi [Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário] e agradar os vereadores. Ele precisa dos vereadores o tempo todo. Ele vai precisar da Ademi para quê? A Ademi vai ter que pagar", alertou o edil. Outro ponto é a judicialização do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) e da Lei de Ordenamento do Uso e Ocupação do Solo (Louos), aprovados na Câmara na derradeira sessão de 2012 e alvo de ação do Ministério Público. Conforme Muniz, independentemente da decisão do juiz José Edivaldo Rotondano sobre o acordo feito entre ACM Neto e a promotoria – que permitiria a execução de obras para a Copa do Mundo –, os vereadores barrarão qualquer proposta diferente da anterior. "Isso não vai passar na Câmara se não for da forma que a Câmara aprovou. Se a Louos e o PDDU vierem diferentes o pensamento é de derrubar", avisou. Carlos Muniz também foi o protagonista no episódio de pressão para que o secretário de Educação João Carlos deixasse a pasta, devido ao "não atendimento de demandas" dos vereadores do PTN.