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Exonerado após campanha de prostitutas critica 'conservadorismo'

Demitido do Ministério da Saúde dias depois de lançar ação voltada para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis entre prostitutas, o ex-diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da pasta, Dirceu Greco, aponta para uma "situação nacional e internacional conservadora". A peça que sustentava a frase "Eu sou feliz sendo prostituta" gerou protestos entre os parlamentares evangélicos e fez com que o ministro Alexandre Padilha suspendesse a ação. Não é a primeira vez que campanhas lançadas por Greco foram retiradas de circulação. No início de 2012, Padilha determinou a troca de uma peça que focava na prevenção de doenças sexuais entre jovens gays. “Minha opinião é que eles perderam a chance de transformar um limão numa limonada: 'Olha o que o Ministério da Saúde está fazendo: discutindo direitos humanos num país laico, valorizando que cada um pode ser o que quiser'”, afirmou Greco em entrevista à Folha. O ex-diretor afirma que a ação tem, sim, relação com a saúde e estava contextualizado com algo maior, que tratava do uso do preservativo. “Estamos vivendo uma situação nacional e internacional conservadora. Nem é religiosa, é briga de poder. Fico preocupado com uma eventual situação de conservadorismo total”, avaliou.