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Wagner nega ter orientado bancada a derrubar CPI do Futebol Baiano: 'Desafio qualquer um'

Por José Marques, Evilásio Júnior e Francis Juliano

Wagner nega ter orientado bancada a derrubar CPI do Futebol Baiano: 'Desafio qualquer um'
Foto: Lucas Franco / Bahia Notícias
O governador Jaques Wagner nega ter orientado a bancada governista da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) a retirar assinaturas que protocolariam a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol Baiano, embora não conteste ter opinado a favor de um colegiado de investigação apenas no Esporte Clube Bahia. “Eu não pedi a ninguém para tirar [os nomes]. Desafio a qualquer deputado ou mesmo o [líder do governo na Casa] deputado Zé Neto [PT], até porque essa questão não é uma questão de governo. Dei minha opinião quando lançaram o [movimento] 'Bahia da Torcida' porque sou torcedor também”, afirmou, em entrevista ao Bahia Notícias. A proposta da comissão foi arquivada na última terça-feira (21) após sete parlamentares da base aliada mudarem de posição e desistirem de dar apoio ao projeto. Legisladores da oposição e da própria ala da maioria afirmaram, à época, que a ordem da retirada das assinaturas teria vindo do governo, já que contratos da Embasa com clubes da Federação Baiana de Futebol (FBF) e da Arena Fonte Nova seriam investigados. “O lugar onde tem problema é o Bahia. Se tiver problema objetivo na Sudesb [Superintendência de Desportos do Estado da Bahia], no Vitória ou, como alguns já andaram falando, na Fonte Nova – que está toda auditada por TCU [Tribunal de Contas da União] e TCE [Tribunal de Contas do Estado] –, façam uma CPI. Porque está cheio de gente falando bobagem como é próprio de quem não tem argumento”, criticou Wagner.
 
'Está cheio de gente falando bobagem' sobre a Fonte Nova, critica Wagner | Foto: Max Haack / Ag. Haack / BN
 
Em relação à Embasa, o gestor afirmou que o órgão, a seu pedido, patrocina os clubes “para estimular os times” da Bahia. “Mas ela não é parte da gestão do Bahia. Até porque o patrocínio da Embasa não é a maior parte do dinheiro. A maior parte do dinheiro é oriunda justamente dos direitos que eles ganham de transmissão  de TV e da bilheteria, que quem paga é o povo”, listou. Ele também reclama da possibilidade de parlamentares terem tentado “por vias transversas” investigar a empresa. “A Embasa também é auditada. Se quiserem fazer CPI da Embasa, façam. Agora, vamos jogar o jogo de frente. Peguem uma denúncia e peçam uma CPI da Embasa. Não venham com esse papo de querer por vias transversas chegar lá”, reclamou.
 
 
O governador diz que não pediu “para ninguém assinar, nem pediu para não assinar” o requerimento para investigação do esporte no estado. “Repare, eu posso dizer perante [o presidente da AL-BA] Marcelo Nilo (PDT). Zé Neto sabe que não foi essa a orientação. A orientação que eu dei, entendendo que esta era uma CPI que estava para não apurar nada – porque quando você faz uma CPI em que o foco é 30 coisas, você não apura o que quer –, foi: 'na minha opinião, você deviam, eventualmente, rejeitar essa [CPI] que tem um amplo espectro e fazer a CPI que a torcida do Bahia quer, que é para ver como está a gestão do Bahia e dar mais transparência a ela'. Isso poderia ajudar Marcelo [Guimarães Filho, presidente do Bahia e deputado federal pelo PMDB] e sua diretoria a tomar uma postura de se abrir. Não estou falando de cassar mandato”, minimizou.
 

'Não tenho nada contra Marcelo Guimarães Filho', diz o governador
 
Wagner diz que não tem “nada contra Marcelo Guimarães ou a diretoria do Bahia”. “Não sou conselheiro, mas como cidadão e torcedor do Bahia tenho responsabilidades. Você não faz uma Fonte Nova para ver o futebol ou um time baiano ser degradado. Ao contrário, você fez a Fonte Nova para levantar os times baianos, porque é importante que o Bahia, Vitória, Juazeirense e Juazeiro estejam na Primeira Divisão”, considerou. Para ele, em posição boa no Campeonato Brasileiro, os times trariam mais turistas e o estado “teria mais exposição na televisão”. “O Bahia, na minha opinião, acaba se prejudicando exatamente por conta da imagem de que é um clube a serviço de uma diretoria, e tem que ser ao contrário, tem que ser uma diretoria à serviço de um clube a serviço de uma torcida”, relacionou. Um dia depois de a CPI do Futebol ter sido engavetada, deputados do governo anunciaram que deram entrada no Ministério Público com um pedido de investigação do Esporte Clube Bahia.