Governo quer votar pelo menos urgência de reajuste nesta terça; sindicato promete protesto
Fotos: Max Haack / Ag. Haack/ BN | Tiago Melo / Bahia Notícias
O anúncio do reajuste salarial de 2,5% para os servidores públicos estaduais gerou insatisfação e promessa de protestos por parte de diversas categorias. A intenção do governo é votar pelo menos o caráter de urgência da proposta nesta terça-feira (30) – véspera do feriado do Dia do Trabalhador – informou o líder da maioria na Assembleia Legislativa da Bahia, o petista Zé Neto. “Vou me reunir com os líderes e ver a conjuntura”, afirmou o deputado, em entrevista ao Bahia Notícias. A matéria chegou à Casa na noite desta segunda (29). Em nota, a Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM-BA) repudiou o porcentual de aumento oferecido pelo Executivo estadual. “Conclamamos os deputados de bem, principalmente os que foram eleitos com o voto da tropa, a não permitirem que este reajuste ínfimo seja aprovado”, diz a entidade.

Já a diretora jurídica da Associação dos Trabalhadores em Educação (APLB-Sindicato), Marilene Betros, informou que diversas categorias irão nesta terça para a AL-BA com o objetivo de tentar impedir a votação da matéria. De acordo com ela, a manifestação foi convocada pela Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia (Fetrab) e terá o apoio de sindicatos como o dos Trabalhadores em Saúde do Estado da Bahia (Sindsaúde) e dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia (Sindsefaz). “Vamos cercar os deputados. Não podemos aceitar que essa mensagem seja aprovada. Não queremos que votem nem a urgência. A expectativa era no mínimo que o governador mantivesse o que tem praticado há algum tempo”, disse a dirigente, ao se referir ao fato de o incremento ser inferior à inflação do ano passado, de 5,84%. Sobre o ponto mencionado, Zé Neto avaliou: “O problema é que nós, nos últimos seis anos, fizemos essa movimentação. E agora, atualmente, não podemos ir contra a maré. Apenas três estados deram o reajuste linear. Uma parte grande não tem sequer o linear, porque os reajustes são por categoria, como é o caso de Minas Gerais, governado pela oposição, inclusive”. Por meio de nota, o governo afirmou que categorias como professores e policiais militares tiveram negociações diferenciadas. Além disso, a administração estadual declarou que, no mês de abril, os educadores licenciados, que fizeram curso, terão direito, além dos 2,5%, a outros 7% por meio de promoção. Já os PMs, de acordo com a Lei 12.566/12, que estabelece a progressão dos servidores nos níveis da Gratificação por Atividade Policial (GAP), receberam a segunda parcela da GAP IV. A primeira foi paga em novembro do ano passado.

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