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TAM poderá ser multada em R$ 6 milhões se comprovadas práticas discriminatórias

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), da Secretaria Nacional do Consumidor, pasta ligada ao Ministério da Justiça, notificou nesta quarta-feira (17) a TAM para que preste esclarecimento sobre a venda de passagens até 400% mais caras para brasileiros
. Em comunicado nesta terça (16), a companhia aérea informou que ocorreu um erro no sistema de disponibilização de tarifas, o que causou uma grande diferença nos preços, para iguais trechos, nos sites do Brasil e do exterior. Uma das rotas mais caras do país, a ponte aérea entre Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ), saía a R$ 232 para quem comprasse o bilhete no site da empresa dedicado aos Estados Unidos, para embarcar no mesmo dia - o que em geral tornaria a passagem muito mais cara. Para brasileiros, no entanto, o mesmo voo custava 400% a mais: R$ 1.263, com as taxas. Após a notificação, a TAM terá dez dias para responder aos questionamentos do DPDC. Em nota, o Ministério da Justiça aponta que se for constatado que a companhia aérea mantinha práticas discriminatórias, poderá pagar multada de mais de R$ 6 milhões. A TAM afirmou, em nota, que o erro foi temporário e corrigido no mesmo dia.