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Caetano defende veto de Dilma à proposta de divisão de royalties
Em artigo publicado na edição deste domingo (25) do jornal A Tarde, o cantor e compositor Caetano Veloso se opõe ao projeto que estabelece novas regras de divisão dos royalties do petróleo entre os estados brasileiros. No texto, intitulado “O petróleo é nosso”, Caetano lembra que nesta segunda-feira (26) haverá uma manifestação no Rio de Janeiro “contra a chamada lei Ibsen”, afirma que o projeto de lei “pune o Rio” e “é uma peça de demagogia igualitarista que desrespeita decisões já sacramentadas e fere a constituição de 1988”. Em defesa do Rio de Janeiro, o cantor baiano diz ainda que a cidade “já sofreu o grande baque de deixar de ser a capital federal” e “não merece ser tratada pelo poder federal com tamanho desleixo”. Caetano declara e reitera a sua vontade de que o projeto aprovado pela Câmara Federal não seja sancionado pela presidente da República e, caso o seja, sugere que o poder Judiciário impeça a implementação da proposta. “Se o Legislativo adotou jogada demagógica que assegura sucessos eleitoreiros regionais, que o Executivo responda com altivez: que Dilma vete essa lei ou pressione para permitir uma discussão de médio prazo. E se não for o Executivo, que então seja o Judiciário. Esse Judiciário que brilhou com o discurso sóbrio de Joaquim Barbosa, o primeiro presidente negro do Supremo”, afirma Caetano Veloso em seu artigo. O ilustre filho de Santo Amaro conclui o texto com um último apelo em defesa dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, que encabeçam a lista de insatisfeitos com a nova regra de divisão dos royalties, devido às perdas de recursos que sofrerão. “Contamos com a presidente, com o Supremo e com o bom senso. Que “o petróleo é nosso” possa ser, por agora, um brado legítimo dos fluminenses e dos capixabas”, diz Caetano no último parágrafo.

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