Domingo, 02 de Agosto de 2020 - 10:05

Mercado de Luxo: empresária baiana acredita no luxo acessível e na economia circular

por Iga Bastianelli

Mercado de Luxo: empresária baiana acredita no luxo acessível e na economia circular

 

O empreendedor brasileiro passa por desafios diários e riscos enormes para gerir um negócio, entre eles o pagamento de taxas e inúmeros impostos, e apesar de gerar centenas e até milhares de empregos muitas vezes é visto como um vilão. Mas o principal dos desafios é conseguir alinhar seu projeto, seu ideal, que não deve ser apenas baseado em metas numéricas e sim ter uma causa que o impulsione, um propósito! É nisso que acredita a empresária Paula Frank que começou a trabalhar aos 17 anos. Apesar das dificuldades que a pandemia impõe hoje ao comércio, ela continua tendo um olhar positivo e acredita que a crise mundial do Covid-19 irá incentivar a sustentabilidade, o uso compartilhado e o consumo inteligente.

 

“Meu primeiro grande obstáculo foi o dinheiro, não tive quem me ajudasse no início e nem investidor, fui com a cara e a coragem! “Acredito muito na força do meu trabalho, no amor e energia que coloco no que faço”, disse ela. A marca Paula Frank surgiu há 14 anos, mas Paula já tem 19 anos de experiência no varejo. O propósito dela está bem definido desde o início: tornar o Luxo Acessível. Não é à toa que os serviços idealizados pela marca Paula Frank, já há algum tempo, estão completamente alinhados com o momento que o mundo enfrenta. A moda vem se mostrando cada vez mais sustentável e baseada na economia circular. Além de vender bolsas de luxo seminovas e incentivar o uso compartilhado, Paula é representante autorizada da marca americana Coach e também lançou a própria marca de bolsas e acessórios. 

Clube das Bolsas

Ela identificou a oportunidade de vender bolsas seminovas, observando que muitas mulheres enjoavam das bolsas que tinham e daí surgiu a idéia de tornar o luxo acessível. “As mulheres e minhas amigas trocavam muito de bolsas, pegavam emprestada uma da outra, então passei a ouvir muito e ficar atenta às necessidades, tive um insight e criei o serviço chamado Clube das Bolsas! Que hoje continua um sucesso!”, comemora ela.

Nesse Clube cerca de 150 mulheres tem acesso a um enorme acervo de bolsas multimarcas: Chanel, Gucci, Prada, MiuMiu, YSL, Fendi, Louis Vuitton, Versace, entre outras. A cada quinze dias as associadas podem trocar de bolsas e assim experimentar diversos modelos, e perceber a que melhor atende às suas necessidades. Isso evita a compra por impulso e possíveis arrependimentos. Outra vantagem é que ao final da assinatura, caso queira, a cliente pode adquirir a própria bolsa com atrativos descontos.

 

"Chance to Change"

Outro serviço importante criado por Paula Frank é o “Chance to Change”, é mais um exemplo da preocupação da marca com a sustentabilidade, com a prática da economia circular. “Este serviço que disponibilizamos é uma tendência de consumo muito forte. A cliente traz sua bolsa, colocamos à venda e com o crédito gerado ela pode comprar outra bolsa ou receber o valor acertado”, explicou Paula Frank.

 

A primeira loja da marca Paula Frank foi aberta no Mundo Plaza e depois passou para uma loja na Bahia Marina. A empresária também teve um espaços em diversas lojas e todo verão a marca participava do projeto do joalheiro Carlinhos Rodeiro. Mas há quase 4 anos a loja Paula Frank funciona exclusivamente no shopping Barra. “Este espaço é onde recebo as amigas, conversamos, interagimos e fazemos negócios, escolhas e compras inteligentes. Acostumada a uma clientela exigente, Paula faz questão de estar no “front” da Loja. “Amo meu espaço, minha equipe, formamos uma grande família, passo o dia todo voltada para meu negócio e para minha empresa”, disse ela.

 

Segundo a empresária baiana mesmo após a pandemia as pessoas vão continuar gostando do que é luxuoso, pois qualidade superior significa investir em algo que não se perde, que tem garantia e durabilidade. Para ela a crise vai abrir o entendimento das pessoas que ainda resistiam sobre as vantagens do uso compartilhado e em aceitar que a forma de consumir mudou.

@paulafrankimport

 

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