Segunda, 15 de Junho de 2020 - 11:05

"O Casulo da Moda" e as reflexões de consultores, especialistas e empresários

por Iga Bastianelli

 

E com esta imagem instigante da capa da 3° edição da Revista Moda: "O Casulo da Moda". Nós do BN Mulher resolvemos “provocar”, também, alguns nomes em Salvador para falarem o que pensam sobre o futuro!

Alice Ferraz com esta imagem da capa propõe uma reflexão sobre como vai ser este momento de renascimento para a moda.

"Ao assistir virtualmente o trabalho de conclusão de curso de duas talentosas alunas da pós-graduação da Polimoda - escola de moda localizada em Florença, Itália - fui inspirada pela obra surrealista do francês Marc Sommer e assim nasceu essa imagem.

A mulher dentro do casulo é impactante, traz certo desconforto e mostra exatamente o lugar que a moda habita nesse momento. Em um misto de questionamentos e uma angustiante necessidade de transformação, a moda parece em repouso, mas guarda dentro de si a metamorfose. Uma alteração na consciência e estrutura do pensamento que deve levar a novas atitudes e a um sistema inovador.

Para a Consultora de moda e de imagem Kika Maia, a moda não é mais sobre roupas! A moda mais do que nunca é sobre pessoas! “Quanto mais rápido corrigirmos o que deveríamos ter feito menores impactos sofreremos. O virtual está aproximando pessoas”, refletiu ela. Segundo Kiko o momento pede conexão com os clientes, empregados, fornecedores, parceiros, terceirizados e todos que cercam a marca. “O futuro chegou causando incertezas, e quem já estava com a produção sob demanda e venda on line, respira mais aliviado”, disse Kika.

Esta é a realidade da marca Paula Frank, há 14 anos no mercado de Bolsas de Luxo já tem todo o negócio no Digital com site, e-commerce e no movimentado instagram @paulafrankimport uma verdadeira vitrine. Para ela o momento é desafiador mas superar crises está diretamente ligado a amar o que se faz!  “Amar e ter prazer na atividade é sempre o que vai impulsionar a superar os problemas. Tenho muito prazer em vender para uma pessoa que não tem nenhum bolsa de luxo e que sonha com este momento ... presenciar a realização desta clente me move muito, acredito sim no luxo acessível”, justificou a empresária Paula Frank.

Para Paula, este momento desnuda outras possibilidades, abre entendimento para novas formas de consumo que aqui na Loja dela já foram adotadas mesmo antes da Pandemia. Temos o “clube de bolsas por assinatura” e serviço chance to change” que permite que a cliente coloque a venda a bolsa dela e use o valor para comprar uma nova.

Já, a especialista global de comunicação, relação e marketing para empresas de renome nacional e internacional, Gabriella Negromonte não acredita nessa expressão “novo normal”. “A “antiga” estrutura da moda definitivamente não era normal”, falou ela.

“Então Iga Bastianelli, quando você me pergunta o que é preciso mudar, a resposta é: o sistema e cultura da moda precisam ser revistos, remodelados e reinventados para se adequar a necessidade sustentável emergencial do mundo. O maior erro da indústria da moda aconteceu quando o mercado de luxo, de fabricação artesanal, tentou competir com a indústria fast-fashion. Foi quando tudo isso desencadeou num desastre fashion”, explicou Gabriella.

Segundo ela, moda é sobre comportamento social e esta acompanha os acontecimentos e necessidades da humanidade. Gabriella Negromonte acredita que é preciso entender agora como as empresas e o consumidor se ajustarão a essa necessidade de transformações. “A moda é importantíssima para o mundo não apenas por ser o reflexo do comportamento social, mas também por sua enorme relevância para a economia global. E os consumidores serão a chave de toda mudança”, finalizou Gabriella.


Alice Ferraz - CEO FHITS
Créditos da capa:
Tricot: Primart oficial - @primart_oficial
Direção Criativa: Fhits - @fhits
Foto: Jacques Dequeker - @jdequeker
Modelo: Juliana Dequeker - @judequeker

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