Terça, 01 de Setembro de 2020 - 09:05

Ativista da terapia hormonal Dra Marisabel Boere foi discípula de Dr Elsimar Coutinho

por Iga Bastianelli

Ativista da terapia hormonal Dra Marisabel Boere foi discípula de Dr Elsimar Coutinho


A trajetória profissional da Médica ginecologista Marisabel Boere dá uma amostra sobre o que muitas mulheres a uma certa altura da vida, se perguntam: como é conciliar os papéis de mulher profissional, mãe e esposa? E olha que no caso da nossa entrevistada, ela ainda foi Miss Bahia!

Marisabel escolheu uma das profissões mais disputadas e nem por isso abriu mão de outras áreas da vida. No primeiro ano da faculdade de medicina participou do concurso de beleza e foi eleita Miss Bahia 1985, chegando a ficar entre as finalistas do Miss Brasil, mas sem deslumbramentos deu seguimento ao curso de medicina.

 

Depois de casada chegou a acompanhar o marido que foi transferido para Bolívia e trabalhou por lá como voluntária em um hospital oncológico. Marisabel tem duas filhas e conta que considera ser mãe uma das missões mais importantes da mulher. Ela também passou em concursos públicos, foi discípula do cientista Dr. Elsimar Coutinho, com quem trabalhou durante 4 anos, e agora numa fase mais madura resolveu empreender abrindo a sua própria clínica.

“Sempre consegui conciliar muito bem profissão, filhos e marido. Sempre trabalhei, cuidei da casa e de tudo; nós mulheres temos este privilegio de múltiplas aptidões! Não encaro como tempo gasto a atenção que dediquei às minhas filhas e o acompanhamento que dei; vejo que foi um investimento. Hoje elas são seguras e já caminham por si, o que me permite dedicar maior tempo à minha profissão com tranquilidade.

Conheça agora mais sobre esta médica, grande entusiasta da terapia de reposição hormonal ou da modulação hormonal como também é conhecida:

 

 

Medicina é um dom?

A medicina sempre foi um sonho, desde criança eu falava que iria ser médica para cuidar de crianças, mas depois no internato, na pediatria ... mudei de ideia. A compaixão que sentia pelo sofrimento das crianças me imobilizava. Optei por obstetrícia, que me permitiria continuar lidando com elas, porém, em um momento mais feliz. Faço em dezembro próximo, 29 anos de formada.

Fale um pouco da sua trajetória:

Me formei no final de 91 e fui morar no Rio de Janeiro, onde fiz residência médica no Instituto Fernandes Figueira que é o instituto da Mulher da Fundação Oswaldo Cruz, e fiz também pós graduação na Santa Casa de Misericórdia de lá. Em seguida passei no concurso do município do Rio de Janeiro e fui trabalhar na maternidade Leila Diniz, que foi a pioneira em referência de parto humanizado no Brasil. Lá coordenei o Centro Obstétrico da maternidade.

Depois, já casada, meu marido foi transferido para a Bolívia onde trabalhei voluntariamente por dois anos no hospital oncológico de Santa Cruz de La Sierra, cidade em que morava. Em 2003, retornando a Salvador, prestei concurso para a UFBA e fiquei trabalhando como professora substituta. Também prestei concurso para médica do Estado, onde trabalho até hoje no Instituto de Oncologia do estado, o Cican.

Qual foi seu momento mais desafiador?

O principal desafio foi após estar morando fora por 12 anos voltar a Salvador e recomeçar do zero a vida profissional. Mas, sou afeita a desafios,  que me ajudam até hoje a sair da zona de conforto e evoluir como pessoa e profissional.

Outro desafio tem sido desmistificar a terapia de reposição hormonal. Na década de 90, um grande estudo norte-americano, o WHI (Women’s Health Initiative) que estudava reposição hormonal em mulheres climatéricas, teve que ser interrompido devido ao fato que perceberam aumento da incidência de câncer de mama e de AVC. Isso  foi alardeado para o mundo inteiro e foi um balde de água fria na terapia de reposição hormonal. Porém em seguida, foi observado que o que era utilizado no estudo, eram estrogênios equinos conjugados. Vejam só, estrogênios de éguas, que estavam inclusive prenhas! Hormônios que o organismo das mulheres nem sintetizam! E usavam também, acetato de medroxiprogesterona, que é um progestinico sintético!

 

Atualmente o que utilizamos na terapia hormonal são os hormônios chamados bioidênticos, que são moléculas que embora sejam sintetizadas em laboratório, são idênticas as que o nosso organismo sintetiza e portanto, seguras. Infelizmente, não houve o movimento de retratação explicando os fatos e esse mito vem atravessando décadas e impedindo a mulher de se beneficiar de toda a proteção que a terapia hormonal proporciona. Enfim, isso também é uma missão que me move! Tenho produzido muitos vídeos educativos e tenho tido excelente retorno das mulheres em minhas redes sociais.


Fale um pouco mais sobre Reposição Hormonal

As mulheres devem entender que reposição hormonal não é coisa de mulher fútil que não quer envelhecer e que por castigo dessa vaidade vai ter um câncer. Furtar o organismo desta oportunidade de repor o que está faltando e reequilibrar o organismo, promovendo saúde  bem estar; é como no inicio do século passado,  quando meu avô, por exemplo, morreu cego pelas consequências do diabetes, pois não foi tratado com insulina, que também é um hormônio. Atualmente quantas senhoras a gente não conhece que sofreram fratura do colo do fêmur, tem doenças reumáticas, Alzheimer, tomam remédios para dormir ou antidepressivos? Muitas doenças seriam evitadas ou minimizadas com a terapia hormonal. Na minha página no Instagram @dramarisabelboere, é possível encontrar vários vídeos falando dos benefícios e contra indicações da terapia hormonal. Quem quiser é só ir lá conferir!

Lista de benefícios da terapia hormonal no climatério:


- Proteção da massa óssea, prevenindo osteopenia e a osteoporose.
- Melhora da artralgia relacionada ao climatério .
- Prevenção do Alzheimer 
- Melhora do humor e da labilidade emocional.
- Diminui a incidência de depressão comum no período climatérico.
- Diminui em 20% o risco de desenvolver DM tipo II 
- Diminui a resistência periférica a insulina com melhora do controle glicêmico e da síndrome metabólica.
- Diminui a circunferência abdominal e o nível de gordura corporal.
- Confere proteção cardiovascular. 
- Melhora do trofismo genital e diminui o ressecamento vaginal.
- Melhora a vascularização genital e a resposta aos estímulos sexuais. 
- Melhora da Incontinência urinária de esforço.
- Melhora da Infecção urinária de repetição 
- Manutenção da espessura da derme e da epiderme, com preservação da camada de colágeno e elastina. Garantindo e preservando a hidratação da pele.
- Diminui a incidência de câncer colorretal


As mulheres têm que se informa mais, pois o tratamento de reposição hormonal é hoje é um dos pilares da logenvidade saudável. Nem todas as mulheres, de fato, podem aderir ao tratamento, mas as que podem não devem se privar e perder a oportunidade de ter estes benefícios. Os níveis que mantemos em uma mulher na terapia hormonal é praticamente um décimo do que uma mulher jovem, no período ovulatório produz. É uma terapia muito singela e segura. Eu tenho pacientes, na casa dos 80 anos, que fazem, Dr Elsimar tinha uma senhora na casa dos 90 anos, no Rio de Janeiro que fazia e que segundo ele, estava mais jovem e saudável que as filhas! 


Você teve o privilégio de trabalhar com o médico e cientista Dr Elsimar Coutinho que recentemente faleceu vitima do Covid 19 ... como foi esta experiência?

Trabalhar com Dr Elsimar foi um presente que a vida me proporcionou. Ele foi meu professor no curso de medicina na UFBA; durante 4 anos fiquei sentadinha ao lado dele no consultório na Rua Chile e pude ver como meu grande mestre e ídolo  tratava e lidava com os distúrbios hormonais em mulheres de todas as idades. Aprendi muito!


Não satisfeita agora resolveu empreender e comandar a própria clinica, como é este trabalho?

Ha cerca de 4 anos resolvi estruturar minha clínica e fazer o que sempre amei, sem pressa, com atendimento personalizado e diferenciado. Atendo cada paciente no tempo que ela necessita. O maior desafio em lidar com mulheres é trazer para elas o entendimento que só ela pode cuidar dela. Uma mulher cuida do marido, dos filhos, da casa, das amigas, mas...” só dona Maria pode cuidar de dona Maria”...Não é tarefa fácil transmitir para elas que o maior amor do mundo é o delas por elas mesmas. Sei disso perfeitamente pois isso também é um desafio para mim mesma!

Meu sonho, minha meta é seguir adiante, pois não tenho pressa, mais importante que a velocidade é a direção. Quero difundir conhecimento sobre reposição hormonal, melhorar a saúde das mulheres e incentivar o autocuidado! Sou muito feliz e realizada pelo privilégio dessa profissão que é para mim, uma maravilhosa missão!


Qual o seu maior exemplo feminino?

Meu maior exemplo de superação foi minha mãe, que sempre me ensinou a seguir apesar dos obstáculos e dificuldades externas  e internas. A palavra de ordem sempre foi seguir adiante, “ Vamos em frente”. Frase inclusive que Dr. Elsimar falava com frequência e até hoje me guia : - Vamos em frente!

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Quinta, 20 de Agosto de 2020 - 23:05

O Missólogo baiano Roberto Macedo apresentou Concurso Miss Brasil 2020

por Iga Bastianelli

O Missólogo baiano Roberto Macedo apresentou Concurso Miss Brasil 2020

 

Roberto Macedo é Missólogo, apresentador e porta voz do Miss Brasil e acabou de transmitir de forma extraordinária, ao vivo, pelo You Tube o Concurso Miss Brasil 2020. Anunciada hoje, dia 20 de agosto, a Miss Brasil que representará o país no Miss Universo é Júlia Gama @juliawgama.

 

Confira abaixo a entrevista que Roberto Macedo concedeu ao Bahia Notícias Mulher um dia antes do evento:

 

Roberto Macedo é Missólogo e considerado o primeiro especialista brasileiro no assunto. Arquiteto e jornalista pela Universidade Federal da Bahia –UFBA, trabalhou 12 anos em televisão como repórter. Recentemente foi convidado pelo novo fraqueado do Miss Brasil, o empresário Winston Ling, para ser um dos responsáveis pela organização do evento, porta voz e apresentador do concurso.

Roberto acaba de apresentar o Miss Brasil 2020, que foi transmitido de forma extraordinária on line, pelo You Tube, devido a pandemia!

Segundo Roberto Macedo o Miss Universo autorizou que os países escolhessem as misses por indicação. “Decidimos por uma miss que reúne todos os pré requisitos para trazer o título de miss Universo para o Brasil”, disse o missólogo.

 

Roberto como você se tornou missólogo, aliás é um termo muito curioso, como tudo isso começou?

Desde criança sempre fui estudioso e tinha fama por ter na ponta da língua respostas sobre qualquer assunto de geografia. Era conhecido em Rio Real, cidade onde nasci, por saber todas as capitais dos países, as principais cidades, nomes dos oceanos e rios. Um dia meu pai chegou em casa com 2 revistas onde 2 mulheres que ilustravam as capas pareciam rainhas, logicamente aquela novidade me chamou atenção e fiquei interessado e muito curioso em logo folhear as revistas, mas como era o irmão mais novo fui proibido por minhas irmãs e tive que esperar todos lerem para depois ter acesso ao misterioso conteúdo. As revistas eram sobre a eleição da Miss Universo de 1970 e aquelas mulheres todas representando os diversos países me fascinou. Comecei então a procurar por mais revistas, naquela época as revistas eram colecionadas e daí fui fazendo um acervo muito grande e estudando tudo. Em 1987 fui convidado pela Tv Itapoan/Record para falar sobre os concursos de misses e foi a primeira vez que fui chamado de missólogo, acho que foi a primeira vez no mundo que este termo foi usado. Depois disso não parei mais, fui convidado para ser jurado de vários concursos do Miss Bahia, Miss Paraná, Miss Rio Grande do Norte, Miss Brasil, Miss Brasil USA, Miss Brasil Europa em Estoril. Por diversas vezes fui apresentador de concursos de beleza e coordenador do Miss Bahia em 2005, 2006 e 2007.  

 

Para você este momento é a realização de um sonho?

Sim, um grande desafio a concretização do sonho de uma vida! Fui diretamente  convidado pelo novo franqueado Winston Ling para ser o porta voz e um dos  responsáveis pela organização do Miss Brasil. Quando comecei a gostar de concursos de beleza  não tinha ninguém que gostasse, me sentia um ET! Daíconheci em 1986 uma pessoa, depois outra em 87, em 88 mais interessados no assunto. Mas com o advento das redes sociais, hoje somos milhares de pessoas, alguns fanáticos, que acompanham tudo e todos os detalhes.

 

Roberto, poderia falar um pouco mais sobre o novo franqueado do Miss Brasil?

Vale dizer que Winston Ling é um grande empresário do Rio Grande do Sul, de descendência chinesa e também proprietário de uma revolucionária TV, a SoulTV, primeira plataforma interativa que, em breve, estará funcionando em smarts tvs como LG, Samsumg e também em aparelhos celulares.

 

É um novo momento para o Miss Brasil? Quais as expectativas?

O Miss Brasil está se reerguendo, esperamos ter um concurso honesto, sério desde os concursos municipais, estaduais e o nacional. A expectativa é conquistar com credibilidade e de forma natural o interesse dos brasileiros pelos concursos de misses.

 

Fale um pouco sobre a história do concurso no mundo e no Brasil.

Os concursos de misses em todo o mundo começaram com o advento da fotografia. Na Bahia existia um concurso em 1870 (ou 72), no RJ em 1865, já em 1900 foi eleita a moça mais linda do Rio de Janeiro, Violeta Lima Castro. Porém, apenas em 1921 foi eleita a mais bela brasileira, todos estes concursos eram realizados por fotografias.

Mas o primeiro concurso com o nome de Miss Brasil só aconteceu em 1929. Em 1939 foi realizado outro Miss Brasil e em 1949 ganhou a candidata de Goiás, Jussara Marques. Em 1952 o concurso foi reestruturado nos EUA e a partir de 1954 a primeira Miss Brasil desta nova fase foi Martha Rocha, que venceu o concurso Miss Brasil promovido pelo Jornal A Tarde. Foram selecionadas 7 candidatas e Martha ganhou o concurso que aconteceu no Clube Bahiano de Tênis, tendo ficado em 2o lugar no Miss Universo. Esse foi o inicio da história do Miss Brasil que atingiu seu auge em 1960.

Vale lembrar que concurso de miss é sucesso no mundo inteiro e no Brasil teve uma descontinuidade por causa da crise nos diários associados. Acredito que se a Tv Tupi não tivesse sido fechada e se a Revista O Cruzeiro também tivesse continuado, o concurso estaria brilhando até hoje. De 1981 a 1989 Silvio Santos transmitiu o concurso, já os anos seguintes o Miss Brasil ficou sem casa e em 2003 a Band assumiu até 2019.  

 

Quais são os critérios hoje para uma mulher se tornar Miss?

Para ser uma Miss Brasil é preciso ter entre 18 e 28 anos, segundo o que determina o Miss Universo. Logicamente a beleza é um destaque, ser uma mulher antenada, que fale línguas, que estude, uma mulher que saiba quem ela é e influencie e encante pela sua postura.

 

Porque você sempre acreditou no futuro do Miss Brasil?

Sim, acredito desde sempre! Sou um pesquisador e desde 1950 já encontramos material dizendo que o concurso iria acabar e não acaba, porque a beleza é uma das coisas mais importantes na vida, não falo obviamente em beleza fútil! Observe que as pessoas querem carros bonitos, uma casa bonita, a beleza pode abrir portas, mas sempre digo às candidatas, se não tiver conteúdo e pé no chão a beleza pode destruir, ou seja, a mulher tem que ter muito mais que beleza, é na verdade um conjunto de atributos que a tornam uma mulher uma Miss. 

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Em entrevista para o BN Mulher: 'Se fosse dirigente esportivo apostaria mais nas meninas'

 

Um dos atletas brasileiros que mais acumula vitórias, Robert Scheidt já ganhou cinco medalhas olímpicas na vela sendo duas de ouro.

 

Confira os títulos de Scheidt:


Cinco medalhas:
Ouro : Atlanta/96 e Atenas/2004 (ambas na Classe Laser)
Prata : Sidney/2000 (Laser) e Pequim/2008 (Star)
Bronze : Londres/2012 (Star) 

181 títulos - 89 internacionais e 92 nacionais.

A editora do Bahia Noticias Mulher, Iga Bastianelli, acompanhou a 48o Campeonato Brasileiro de Optmist em Porto Alegre no Clube Veleiros do Sul e conseguiu entrevistar Robert Scheidt. Confira:

Eventos como este são importantes pois fortalecem a vela, certo? E para quem não conhece ainda muito sobre este esporte poderíamos comparar o Campeonato Brasileiro de Optmist com as divisões de base do futebol, aqui está o futuro da vela?

 

Sem dúvida a classe Optmist é a classe formadora, a classe mais numerosa do Brasil nos campeonatos regionais, estaduais e brasileiro, temos cerca de 170 jovens velejadores aqui de diversos estados. É a geração que vai estar disputando os jogos olímpicos e diversas competições importantes mundiais daqui a 6 e 10 anos. Então incentivar esta modalidade, esta classe é essencial para atrair cada vez mais gente. Estimular o esporte não só para competição e sim contribuir com a formação do caráter desta juventude, é um esporte extremamente educador pois interagimos o tempo todo com a natureza, é um esporte onde usamos a força do vento e a natureza.

 

 

O que precisa ser feito para incentivar mais ainda a Vela no país?

Eu acho que uma das coisas importantes a se falar não é só do esporte olímpico, mas a vela como meio de inserção social. Dar a chance da criança praticar uma atividade física é fortalecer o esporte na escola, acho que a é na escola onde pode ser plantada a semente ... não são todas as crianças que tem a chance de frequentar os clubes, que hoje em dia são os maiores formadores do esporte nacional, o esporte na escola tem que ter mais estrutura, mais profissionais, é preciso incentivar a pratica esportiva nas escolas.

 

Como tornar o esporte Vela mais acessível? É um esporte caro?

Acho que é caro em termos de competição, quando a criança começa a participar de campeonatos fora do Brasil ... mas para aprender não é tão caro ... existem escolas de vela no Brasil inteiro. Eu falo de São Paulo, por que sou de São Paulo, a gente tem na represa Guarapiranga diversas escolas de vela, onde você pode, sem ser sócio fazer um curso e aprender a velejar com 12 horas de treinamento. A partir deste momento você já pode comprar um barco usado e praticar este esporte, caro é o alto nível técnico, a formação de base não.

 

Como avalia o esporte Vela hoje no Brasil?

A Vela hoje depende muito do esforço que tem sido feito nos clubes e da CB Velas, e o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro. Eu mesmo tenho muita gratidão de empresas que apostaram em mim, me deram a chance de ter o esporte da Vela como atividade fim na minha vida. No meu caso hoje tenho o apoio do Banco do Brasil e da Rolex.

Acho que para a Vela como um todo, atitudes como a entrada da CBC é muito saudável e ajuda na compra de equipamentos, contratação de profissionais, investe no nível técnico, é um fortalecimento para os clubes e para as escolas de Vela. Importante cada vez mais as crianças terem a chance de velejar. É o que acontece muito em Ilhabela.  Hoje em dia a gente tem a Escola de Vela de Ilhabela, numa escola municipal, que deu a chance para crianças do ensino público ... temos aqui nesta competição 10 crianças da EVI – Escol ade Vela de Ilhabela, com total apoio do município participando deste campeonato Brasileiro.

 

Em campeonatos como este podemos ver a participação ativa dos pais ... como atleta, que conselhos você poderia dar aos pais?

Até uma certa idade a presença dos pais faz a criança se sentir segura, ela está num local diferente, temperatura diferente, ajudar ela a se sentir segura e tranquila. Ponto muito importante. Meu filho Érick está competindo e no meu caso eu procuro não interferir na parte técnica ... é difícil, pois existe um envolvimento emocional forte, mas deixo na mão do técnico e confio nele, acho que no final o atleta aprende muito é através dos seus próprios erros.

 

Como de fato os pais podem contribuir? 

Dedicação, disciplina, acima de tudo gostar, ter prazer ... me deixa feliz ver meu filho ir para água com um sorriso no rosto, não é uma atividade pesada para ele, tendo esta visão, a criança vai evoluir e naturalmente os resultados vão aparecer.

Acho que o excesso de informação vindo dos pais atrapalha. A criança tem capacidade de acompanhar alguns pontos, não consegue assimilar muita informação. Com meu filho  tento não encher ele de informações, porque na verdade mais atrapalha do que ajuda, estou tranquilo que ele está em ótimas mãos. O técnico dele aqui é o Alexandre Paradeda, um companheiro meu da época que velejei de Optimist, ele é qualificado e sei que está em ótimas mãos.

 

O que diferencia um campeão olímpico? Como se tornar um campeão olímpico?

O ponto inicial é a criança ter este sonho, eu despertei este sonho dentro de mim quando comecei a velejar melhor com 13 ou 14 anos, quando comecei a assistir aos jogos olímpicos pela televisão daí eu vi o Joaquim Cruz, o Torben Grael ganhar uma medalha olímpica! O sonho não era do meu pai, da minha mãe, nem do meu irmão, era meu o sonho ...um desejo forte dentro de mim e comecei a persegui-lo, ter um propósito, disciplina dedicação ... sem um objetivo claro fica difícil alcançar, uma pitadinha de sorte também é muito importante para alavancar resultados. Ter prazer e a vontade de ser melhor a cada dia ... não se contentar, sempre buscar evoluir ... ser humilde não se achar melhor, mas ao mesmo tempo não se achar pior, acreditar, ter auto confiança, um aspecto muito importante para um atleta. Ele precisa saber que é capaz de superar qualquer barreira ... é um processo longo e árduo, mas se não fosse tão longo e árduo não seria tão gratificante!

 

Fale um pouco sobre a equipe brasileira de Vela que irá para olimpíadas este ano:

Acho que é uma equipe forte, as preferidas são Martina e Kaiena como grande favoritas. A Fernanda Oliveira e a Ana no 470 também. O Samuel e Gabriela aqui no Nakra, Jorginho, Patrícia e eu no Laser, uma equipe forte, uma mistura de gerações com jovens que estão participando da segunda olimpíada. Mas nas olimpíadas nunca temos certeza de coisa nenhuma, é a execução daquela semana que vai valer !

 

As meninas vem supreendendo? As vagas para meninas ainda são poucas comparadas com as dos meninos?

De uns anos para cá, cerca de 10 a 15 anos atrás, era 70 % das vagas para os homens e 30 % para as mulheres. Hoje em dia o Comitê Olímpico Internacional está buscando a paridade de 50%. E vamos ter esta paridade de novo nos jogos de Tóquio.

Existe muito mais possibilidade hoje das meninas participarem e fazerem parte da equipe olímpica. A gente tem classes mistas, como é o caso do Nakra o 470 que vai virar misto em 2024.

Então se eu fosse um dirigente esportivo apostaria muito nas meninas, nicho importante para conseguir formar uma geração de medalhistas no futuro!

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Domingo, 01 de Dezembro de 2019 - 10:05

O mês é de alerta: Dezembro Laranja!

por por Iga Bastianelli / @bahianoticiasmulher

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A editora do Bahia Notícias Mulher Iga Bastianelli entrevistou a dermatologista Angélica Pessanha sobre os efeitos cumulativos do sol e como prevenir o câncer de pele. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 30% de todos os tumores malignos do Brasil correspondem ao câncer de pele, o tipo da doença mais incidente no Brasil com 176 mil novos casos por ano.

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Domingo, 26 de Maio de 2019 - 08:40

Vera Pontes no Comando da Moda na Bahia há 28 anos

por Iga Bastianelli

Vera Pontes no Comando da Moda na Bahia há 28 anos
Ela já foi estilista, dona de confecção criava coleções para mulheres e crianças e até os 53 anos praticou ballet, era “bailarina profissional”. Foi uma das primeiras mulheres e continua até hoje a comandar a Moda na Bahia. Aos 68 anos, cheia de energia, Vera Pontes ( ‘não minto a idade’  falou sorrindo) está há 28 anos à frente de dois eventos que acontecem todos os anos em Salvador: a Expo de Moda com foco no outono e inverno e Made in Bahia com produtos para o alto verão. Vera chegou para o nosso bate papo dizendo estar “sentida por ter deixado a equipe” (apenas por alguns minutos),  mas disposta a falar sobre o que ama fazer.

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Domingo, 12 de Agosto de 2018 - 10:05

Há 30 anos, Andrea Velame empreende sonhos de decoração

por Iga Bastianelli

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Cheia de garra, empreendedora sempre disposta a superar desafios, para Andrea Velame o maior deles foi criar a própria marca. “Quando as pessoas me perguntam de onde vem o nome Andrea Velame, eu dou muita risada ... porque sou filha de caminhoneiro, não vim de nenhuma família tradicional e esse nome foi construído com muito trabalho e dedicação”.

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Domingo, 20 de Maio de 2018 - 08:05

Miss Bahia concorre com outras 26 candidatas ao título de Miss Brasil

por Iga Bastianelli

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A Miss Bahia 2018 já foi consultora de vendas e é moradora do bairro Santa Cruz, em Salvador. Maria Isabel de Jesus Santos, tem19 anos, começou seu trabalho como modelo em 2014 e participou do Afro Fashion Day por dois anos consecutivos. Em 2018 se tornou Miss Salvador e a última conquista foi, em abril, quando recebeu a coroa de Miss Bahia.

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Domingo, 11 de Março de 2018 - 08:05

"De Olho na Band", olho no olho com Zuleica Andrade

por Iga Bastianelli

Zuleica Andrade, diretora de Jornalismo da TV BandBahia e da Rádio Bandnews FM, é jornalista formada pela Universidade Federal da Bahia e museóloga também pela UFBA. Começou na função de produtora, foi redatora, editora de texto local, editora nacional, editora chefe e chefe de redação. Trabalhou na equipe do Jornal da Band com Paulo Henrique Amorim, Carlos Nascimento e Ricardo Boechat. Ganhou prêmios de jornalismo, junto com a equipe, editando séries como Infância Ferida, 450 anos de Salvador, reportagens especiais sobre a seca e a invasão da UFBA pela Polícia Militar. Zuca, como é chamada pelos mais próximos, é reconhecida no jornalismo de TV por revelar talentos da Bahia para a rede nacional, como Rosana Jatobá, Mariana Monteiro, Jéssica Senra, Ticiana Villas Boas, Natália Boere e outros. Com o apoio de Zuca conseguimos falar com algumas destas jornalistas.

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Sábado, 28 de Outubro de 2017 - 08:05

Elíbia Portela representa a gastronomia baiana e há 35 anos à frente de um programa de Tv

por Iga Bastianelli e Ana Oliveira

Elíbia Portela representa a gastronomia baiana e há 35 anos à frente de um programa de Tv
Quando o assunto é gastronomia Elíbia Portela é uma das grandes representantes da Bahia. Há mais de 30 anos à frente do programa Prato da Casa veiculado na Tv Bandeirantes, muito mais que uma chef de cozinha e apresentadora, Elíbia também é professora e já escreveu dezoito livros. Entre as diversas receitas que inventou destaque para o salgadinho Boliviano que marca presença em quase todas as festas e o Pãozinho Delícia da Bahia receita que se popularizou e foi criada como uma solução para o antigo pãozinho de aniversário que apenas poucas pessoas conseguiam fazer.

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Sábado, 30 de Setembro de 2017 - 08:05

Goya Lopes referência criativa da moda afro-brasileira

por Iga Bastianelli

Goya Lopes referência criativa da moda afro-brasileira
Goya Lopes é uma das pioneiras a trabalhar de maneira criativa com a moda afro-brasileira e com isso se tornou uma referência. Formada em artes plásticas pela UFBA, com especialização em design pela Universitá Internazionale Dell Arte di Firenze, formada em Design de Moda pelo Instituto Brasileiro de Moda, o IBMODA de São Paulo, e com especialização em gestão, mais do que designer de moda ela diz ser uma contadora de história por meio da estamparia.

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