Terça, 12 de Junho de 2018 - 08:05

Empreendedorismo feminino é uma alternativa para driblar o desemprego

por Rafaela Souza

Empreendedorismo feminino é uma alternativa para driblar o desemprego

Como uma forma de alcançar a autonomia financeira, muitas mulheres têm investido no seu próprio negócio. De acordo com o levantamento mundial Global Entrepreneurship Monitor 2017, que no Brasil é realizado em parceria com o Sebrae, em 2016 a maioria das novas empresas foi fundada por mulheres. O número saltou de 1,3 milhão, em 2013, para 3 milhões em 2018, um aumento de 124%. A Bahia aparece como o quinto estado com maior número de microempreendedores. Do total de 375 mil, cerca de 176 mil são mulheres.

 

Além da autonomia financeira, empreender tem sido uma alternativa que muitas mulheres buscam para fugir do desemprego. Isso porque, segundo o IBGE, o sexo feminino ainda é maioria quando se fala em falta de oportunidade de trabalho.

 

Empreender tem sido um caminho

 

Criar uma microempresa foi a solução que a bacharel de humanidades e estudo de gênero, Lara Carina Amorim, 24, encontrou para não ficar parada no ano passado. A estudante começou o negócio de uma forma despretensiosa e hoje é proprietária da marca Tia Nastácia Doces e Trufas. “A venda dos doces começou por necessidade. Eu estava desempregada, morava fora da casa da minha mãe e precisava juntar grana para pagar minhas contas. Eu gostava de fazer doces, então comecei a fazer brigadeiros para vender na universidade”, relata.

 

A estudante reconhece que não é nada fácil manter um negócio, mas admite que apesar dos problemas, o empreendedorismo é repleto de desafios que a fazem acreditar na sua marca. “Ainda não temos um nome consolidado no ramo dos doces e contamos com a ajuda das pessoas que acreditam no que estamos fazendo”.

Assim como Lara, a estudante de Nutrição Ana Flávia Correia, 21, também resolveu empreender na área gastronômica. Há três anos ela transformou o hobby de confeitar bolos em uma profissão e fonte de renda. Mesmo investindo há algum tempo, foi somente em janeiro que Ana Flávia regularizou a informalidade no Sebrae. A proprietária da Di’Ana: bolos e doces se cadastrou no MEI devido aos benefícios que ele pode oferecer, desde a obtenção de CNPJ até a contribuição para o INSS. Para ela, ter saído da informalidade foi algo muito importante no contexto atual.

 

“É um benefício que abre diversas portas, como empréstimos para investir na empresa, abertura de conta empresarial, compras com preços diferenciados”, destaca Ana Flávia.

A importância do MEI

 

Criado em 2008, entrou em vigor partir de 2009. Graças ao Microempreendedor Individual (MEI), que muitos empreendedores deixaram a informalidade e regularizaram a sua situação. O MEI é destinado para os trabalhadores independentes e que se classificam como pequenos empresários, com carga tributária mais baixa e acesso a benefícios como a Previdência Social. Para se tornar MEI, é necessário fazer um cadastro no site http://www.portaldoempreendedor.gov.br/.

Na próxima matéria você vai saber sobre os benefícios, as regras, quais são as obrigações mensais e quem não pode ser um MEI. Na Próxima terça feira (19), aqui, em Empreender no BN Mulher!

Conheça o Instagram das nossas entrevistadas:

 

Di’Ana: Bolos e doces (Ana Flávia Correia)

Tia Nastácia- Trufas e doces (Lara Carina Amorim)

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