Quarta, 06 de Maio de 2020 - 08:05

Jóias: o valor agregado e a importância para as mulheres ao longo das gerações

por Iga Bastianelli

Jóias: o valor agregado e a importância para as mulheres ao longo das gerações

As jóias sempre exerceram fascínio e estiveram presentes nos diversos momentos da história da humanidade. Os adornos são usados desde a pré história, quando eram confeccionados com pedras, conchas e madeiras. O homem pré histórico já se enfeitava acreditando na proteção divina. As civilizações indígenas e diversas tribos da África se embelezavam para os mais diversos ritos. Mas as jóias como as conhecemos hoje: pulseiras, colares, anéis, brincos e braceletes deixaram de ser apenas adornos e com a valorização do ouro passaram a representar riqueza e status social. É muito interessante, por exemplo, acompanhar filmes de época e observar as características e detalhes das jóias usadas pelas atrizes.

As jóias marcam momentos especiais, muitas vezes são passadas das avós para as netas e de mães para filhas. E, sem dúvida, cada família, das mais nobres às mais simples tem diferentes e lindas histórias sobre elas: uma figa que o bebê recebe de presente assim que nasce, alianças de noivado, um brinco de pérolas aos quinze anos ou uma jóia mais especial para o casamento. As jóias muitas vezes passam de geração em geração e costumavam funcionar para as mulheres como um valor imobilizado que poderia, se preciso fosse, ser usado em emergências financeiras.

Para a “expert” no assunto, a empresária e joalheira Claudia Belfort que atua nesta área há mais de 20 anos, as jóias são também uma bela opção para as mulheres fazerem uma espécie de poupança forçada, uma vez que o ouro e as diversas pedras preciosas brasileiras reconhecidas internacionalmente conseguem atravessar crises no mundo inteiro sem perder o seu valor. “O valor do quilate dos diamantes subiu muito ao longo dos anos e do ouro também”, reforça Cláudia Belfort que também acredita muito no valor sentimental que uma jóia carrega ao ser oferecida de presente.

De acordo com a administradora e consultora de finanças, Laura Lavigne, ao optar por comprar jóias, além do sentimento de exclusividade e do alto valor agregado emocional, há o aspecto do investimento financeiro que é interessante considerar. “O ouro é um ativo, que apesar de sofrer oscilações ao longo prazo, demonstra ser um bom investimento. Geralmente tem forte valorização em épocas de crise mundial como a que estamos vivendo atualmente. Nesse aspecto, no caso de uma necessidade financeira, a jóia é uma opção para se negociar e de rápida transformação de ativo em dinheiro, nos casos de venda”, explicou a consultora de Finanças Laura Lavigne. Segundo ela muitas pessoas usam também as jóias na modalidade de penhor, onde a Caixa Econômica Federal faz uma avaliação da jóia e concede um empréstimo a juros mais baixo que o praticado no mercado.

Mas sobre o ponto de vista estético, se estudarmos mais a fundo a história das jóias, segundo a empresária Clauia Belfort podemos ter peças com características bem diferentes e designs diversos. O interesse dela por jóias começou na década de 90, em Londres, onde morou por três anos e participou do curso de jóias no Je deco Jewellery Designers. “O desejo por esse adorno é uma característica humana. A pessoa nasce amando jóias, ou simplesmente não gosta. Mas na minha opinião as mulheres que usam jóias se tornam extremamente elegantes, mesmo que use um vestido básico, com apenas alguns pontos de brilho e de luz das jóias, ficam divinas”, revelou Cláudia.

Conheça um pouco mais:

Tribos indígenas, da região onde hoje é a Colômbia, foram umas das pioneiras a usar o ouro. Os índios criaram peças exuberantes para enfeitar os corpos, principlamente as usadas pelos caciques. 

Já para os egípcios, as jóias estavam relacionadas às crenças. Os acessórios eram criados em formato de animais mitológicos como escaravelhos, insetos, serpentes e dragões.

As jóias gregas não eram muito luxuosas. De modo geral, os gregos eram mais modestos em suas criações.

Para os romanos a relação com metais nobres, como o ouro, existia como uma fonte de renda para guerras. Porém, o metal passou a ser utilizado também para a produção de acessórios. Especialmente para marcar o status do seu povo.

O assunto é extenso e atraente, e se você quiser aprender mais confere lá o conteúdo do Insta de Claudia Belfort, que em 2017 foi a vencedora do prêmio Brazilian Press Awards de Design de Jóias, em Miami, onde morou por um ano. 

@claudiabelfort1

Endereços Lojas: Shopping Barra e Shopping Paseo 

 

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