Especialistas em RH discutem sobre o mercado de trabalho do futuro 

 

Saber ouvir e expor o ponto de vista com empatia, não é uma competência que está presente nas grades curriculares. Mas é uma “competência do futuro”. E pode ser desenvolvida, sobretudo na convivência no trabalho, diz Du Migliano, CEO da 99jobs, startup que redesenhou a forma como as organizações e as pessoas se conectam, baseando-se em crenças e valores. 

A conexão com o outro contribui para a realização do desejo que os jovens têm de se sentir útil e trabalhar com propósito e, assim, superar os desafios que essa geração está enfrentando agora, momento de grande transformação das relações de trabalho, pela revolução tecnológica. “Se a gente entender que as empresas não operam apenas para gerar lucro, mas sim, são uma plataforma de desenvolvimento, e que todo o conhecimento que está sendo gerado ali é para desenvolver pessoas, teremos resultado com propósito. E isso gera lucro. Quando criamos espaços de aprendizado, e damos desafios legais para as pessoas resolverem juntas, ela se sentem úteis e ouvidas”, explica Migliano, que possui 4 milhões de usuários em sua plataforma de recrutamento. 
 

Learning Agility 

Uma skill que o mercado de trabalho não vai deixar de exigir é a Learning Agility, ou agilidade de aprendizagem. Uma pesquisa da Korn Ferry, consultoria de gestão fundada na Califórnia, em 1969, e presente em 52 países, aponta que apenas 15% da força de trabalho no mundo desenvolveu a agilidade de aprendizagem. Para o especialista em recrutar líderes da consultoria, Antônio Mendonça, aprender coisas novas com agilidade e de forma constante passa a ser uma das habilidades mais importantes para que os profissionais consigam lidar com qualquer desafio complexo que venha a surgir. 

“E, por outro lado, as empresas têm que entender que será comum ver os jovens trabalhando em duas empresas ao mesmo tempo, em paralelo, como em um modelo de Market Place. E, assim como eles vão escolher trabalhar em companhias com proposito sólido, eles vão escolher quando irão embora também. Estudos mostram que as novas gerações irão trabalhar em 20 empresas. Elas terão uma carreira em espiral. Serão capazes de antecipar, drivar, acelerar, construir parcerias e confiança no ambiente de trabalho”, diz. 

Meta Learning 

Mas além das transformações tecnológicas, o que está acontecendo para o mercado exigir um novo tipo de profissional? 
De acordo com Anderson Pereira, CEO da Universia Brasil, este século precisa mais de cérebros do que de braços. “O Brasil do século XX não conseguiu capacitar os cidadãos para aprender a pensar e, mesmo assim, prosperamos, porque o mercado de trabalho precisava mais de braços do que de cérebros. Agora, vivemos o oposto. O mercado de trabalho vai exigir muito mais uma habilidade cognitiva do que manual. Portanto, nosso desafio como sociedade será capacitar a maior quantidade de cérebros possíveis para os desafios do século XXI. Neste século, serão necessárias competências como aplicar o conhecimento e criatividade em conjunto, realizar trabalho em equipe, ter resiliência, saber tomar riscos, além de “meta learning”, ou seja, aprender a aprender, que é de fato como você se relaciona com o mundo e com os outros”. 

Isso exige pensar que o conceito de “ex-aluno” não existe mais. Vamos ser alunos a vida toda e a todo momento. E o mix do que estamos aprendendo e estudando vai transformar as relações de trabalho. 
E como distribuir esse conhecimento em escala? Segundo Anderson, a educação terá que ser encarada como um desafio global. “Será necessário que todos os agentes da sociedade, e não só as universidades, estejam unidos para capacitar essas pessoas para o trabalho e para viver em um mercado extremamente complexo”. 

Previsões para o futuro 

Esse ritmo acelerado de mudança, na visão do especialista em gestão da mudança e desenvolvimento organizacional, Marcelo Nóbrega, tende a exigir que as pessoas estejam preparadas para correr riscos. “Por não sabermos exatamente como a tecnologia vai nos impactar, nos sentimos ansiosos, achando que as coisas vão piorar. Mas não vão. É natural que as gerações passem por isso em momentos de grandes mudanças. Daqui a pouco vamos entender como conciliar o talento humano com a eficiência das máquinas e tirar o que tem de melhor dos dois lados, e vamos voltar ao patamar de produtividade”, diz. 
Fazer previsões sobre o que mais vai ser importante no futuro é um exercício complexo. “Mas posso dizer a essa geração que: corra riscos, saia da zona de conforto, trabalhe em empresas diferentes, viaje para conhecer outras realidades e se adaptar a elas”, orienta Nóbrega, que investe em 4 empresas brasileiras atualmente. 

Pesquisa revela que 40% das mulheres que tiveram câncer não retornam ao trabalho

 

Enfrentar e vencer um câncer de mama ou de útero não é nada fácil, mas quem pensa que esta luta acaba com o fim da doença se engana. Após esta vitória, as mulheres enfrentam outro desafio: o retorno à rotina e ao mercado de trabalho. No Brasil, uma nova pesquisa realizada no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) revelou que a taxa de retorno ao trabalho de mulheres após dois anos do diagnóstico de câncer de mama é de 60%. Nos Estados Unidos e na Europa, chega a superar os 80%.

Para ajudar as mulheres a enfrentarem este drama, a Assespro-PR aproveita o Outubro Rosa para discutir o assunto sob a perspectiva do setor de Tecnologia da Informação. A diretora adjunta da secretaria Mulher na Tecnologia, Ana Lucia Bittencourt Starepravo, participa de um debate durante o Furacão Rosa – campanha promovida pelo clube Atlético Paranaense em ocasião do Outubro Rosa – que tem como objetivo direcionar as mulheres que tiveram câncer para o caminho de retorno às suas ocupações e a escolherem o mercado de TI por este apresentar um crescimento exponencial. 

Um estudo feito pela Assespro-PR em parceria com o Departamento de Economia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) apontou que o número de vagas de emprego no setor de TI cresceu 300% no Brasil em fevereiro de 2019, em comparação com o mesmo período do ano anterior. No Paraná, este mercado é ainda mais promissor para as mulheres: no período de 10 anos (2007 a 2017) a taxa de crescimento de mulheres empregadas em Serviços de TI (48%) superou em onze pontos percentuais a taxa do Total da Economia do Estado (37%).

O debate, intitulado "Educação, Tecnologia, Inovação e Empreendedorismo", acontece no dia 25 de Outubro, às 15h40, durante o workshop "Os quatro ventos do Furacão Rosa: Ciência, Tecnologia, Comunicação e Inovação": que reserva um dia inteiro de atividades voltadas às mulheres em remissão de câncer. Participam também do Ted Talking Letícia Biroli Ferreira, Jean Pierre Wasem e Vinícius Grein. 

O evento será realizado na Arena da Baixada, com entrada aberta ao público e gratuita.

Brasil recebe programa feminino de aceleração de startups do Vale do Silício

 

Os setores de tecnologia, engenharia e programação estão entre os que mais crescem no mundo. Entretanto, a participação feminina é muito baixa. No Brasil, por exemplo, dados do IBGE apontam que as mulheres representam apenas 20% dos mais de 580 mil profissionais que atuam no mercado de Tecnologia da Informação. E para quebrar essa disparidade no setor que o SiliconVal.ly Institute (www.siliconval.ly) lança em nosso país o Brazilian Women in Tech (BRAwit), programa de aceleração para empreendedoras na área de tecnologia.

Este é o primeiro projeto da instituição exclusivo para empresárias brasileiras e traz a oportunidade de elevar o padrão de suas startups para o mercado internacional, já que contará com uma imersão em São Francisco, nos Estados Unidos. “O Brasil é um país de potencial inexplorado. A força e determinação de suas mulheres são admiráveis e fundamentais para o progresso da nação. E nós assumimos como missão capacitar as mulheres brasileiras em sua jornada em empreendedorismo tecnológico, compartilhando estratégias, frameworks, ferramentas, tecnologias e tudo que há de mais inovador no ecossistema do Vale do Silício”, explica Tommaso Di Bartolo, Fundador e Presidente do SiliconVal.ly Institute.  

A instituição traz para nosso país a experiência de quem já acelerou mais de 800 startups ao redor do mundo e que juntas levantaram cerca de 100 milhões de dólares em investimento. Para a edição brasileira o SiliconVal.ly Institute procura startups em mercados altamente disruptivos como blockchain, IOT, robótica, inteligência artificial, sistemas autônomos, visão computacional e computador quântico. 

Quanto ao perfil da equipe Tommaso destaca que é importante que tenha um sócio técnico e outro comercial com características complementares: “o especialista em desenvolvimento precisará ter senso de produto afinado e paixão por resultados, além de ter a capacidade de explicar de forma simples e didática as tecnologias aplicadas. Já o de vendas, deve ter o jogo de cintura necessário para captar clientes, engajar funcionário e conquistar investidores e fundos de investimento. Tudo isso sem perder de vista os próximos passos para o futuro de seu negócio”, pontua.     

O processo seletivo durará três meses e será composto por três etapas: triagem, entrevista e pitch. As 15 melhores rankeadas serão levadas, durante o programa, a desmontar o status quo e reconstruir sua startup em escala global. “A cada encontro, elas serão levadas a sair de sua zona de conforto e implementar as mesmas práticas de inovação que utilizamos no Vale do Silício em seu modelo de negócios, tecnologia, desenvolvimento do produto, propriedade intelectual e na estratégia go-to-market e fundraising”, pontua Di Bartolo.  

O BRAwit contará com duas fases. A primeira será remota, de janeiro a março de 2020, sendo encerrada com um DemoDay para investidores anjos e fundos de investimento nacionais e internacionais. Já a segunda levará as cinco melhores startups para aceleração no Vale do Silício, de maio a julho do mesmo ano. Ao final do período de imersão, também participarão de um DemoDay, mas desta vez, em São Francisco, para a nata da cena de startup do mundo. 

Além disso, as participantes do BRAwit receberão o Selo “We are SiliconVal.ly”, representando que é startup membro, o que as garantirá acesso vitalício a eventos exclusivos e uma rede de networking formada por executivos, empresários, investidores e universidades focada em startups e inovação de alta performance. 

Para participar, as interessadas devem se inscrever até o dia 30 de novembro em: http://brawit.siliconval.ly

Case Feminino - A startup Jetpack (tryjetpack.com), da empreendedora Fatima Dicko, após participação do programa de aceleração doSiliconVal.ly Institute conseguiu levantar cerca de US$ 1 milhão em investimento pre-seed para sua plataforma online, que ajuda universitários de todo o Estados Unidos a localizar, via GPS, colegas de seu campus ou moradores das proximidades de sua universidade que possam salvar seu dia emprestando, vendendo ou alugando produtos com entrega em minutos.

Sobre o SiliconVal.ly - Instituto especializado em impulsionar a inovação de empresas e startups, em especial na Ásia, África e América Latina, via programas de aceleração compostos por uma rede de mentores da vanguarda do Vale do Silício. 

 

Mercados de saúde e estética devem fechar 2019 com faturamento de R$ 50 bilhões

Os mercados de saúde e estética brasileiro continuam seguindo na contramão do crescimento da economia nacional, que ainda luta para se recuperar. De acordo com o Portal Beaubit só em 2018 o mercado de estética nacional movimentou mais de R$ 47 bilhões, e segundo a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos), a previsão de crescimento para 2019 é de 2% em comparação ao ano passado, com um faturamento em torno de R$ 50 bilhões.

Dados publicados pelo SEBRAE mostram o grande crescimento desse mercado, principalmente nos últimos cinco anos, quando o número de empreendimentos subiu de pouco mais de 70 mil para mais de 500 mil entre 2010 e 2015.

A clínica de Estética Vanessa Vasconcelos, em Salvador, ilustra esta estatística. A fisioterapeuta resolveu empreender e investiu na abertura da própria clínica. Ela realiza diversos tipos de tratamentos estéticos com protocolos que garantem resultados. “Sempre trago novidades para minhas clientes, participo de diversos cursos pois minha área esta sempre em constante mudança e como profissional quero oferecer o que há de mais moderno”, explicou Vanessa. A dentista Camila Conceição que é especialista em harmonização facial também integra a equipe e entre os procedimentos mais procurados destaca o botox. "É incível como um simples procedimento muda auto estima da mulher", revelou Camila. 

Cuidados com os cabelos
 

Com esse crescimento, diversas especialidades vêm se destacando muito em todas as grandes cidades brasileiras. É o caso dos centros de estética dedicados aos cuidados com os cabelos.

A procura por procedimentos estéticos capilares, como os transplantes capilares, seguiu em alta, mesmo diante de todas as dificuldades econômicas enfrentadas em todo o país. O aumento na procura por esse tipo de tratamento em estabelecimentos especializados como a Clínica Yoshimura, entre os fatores pode ter sido causado devido à evolução e avanço das técnicas e equipamentos utilizados nesse tipo de procedimento.

No Salão de Beleza Samantha Hair Stylist, no Edifício Capemy em Salvador, especializado em mechas e luzes o movimento e número de clientes só aumenta. A cabeleireira Samantha Mota aposta na primavera e verão, época segundo ela preferida pelas clientes para mudar o visual e iluminar o rosto. “Fazemos muito morenas iluminadas e diversas técnicas de mechas para que a mulher realize o sonho de ficar loira”, explicou Samantha. 

 

Preocupação com o sorriso


A preocupação com a saúde bucal é apontada como um dos principais fatores para que o mercado odontológico se mantivesse sólido, como em anos anteriores. Mesmo diante de muitos desafios, como a grande concorrência entre os profissionais da área, as previsões para o setor são positivas. Pesquisa do Conselho Federal de Odontologia (CFO) mostrou que de cada dez brasileiros, nove concordam que visitar o dentista com regularidade é importante para a saúde bucal, e desses, mais de 70% visitam um profissional pelo menos uma vez ao ano.

Além dessa conscientização referente a saúde bucal, a questão estética também foi determinante para despertar esse interesse nos brasileiros. Nos últimos anos a Odontologia passou a oferecer tratamentos estéticos minimamente invasivos, o que encorajou até mesmo aqueles que possuíam o velho "medo de dentista" a investir no seu sorriso. "Outro fator que alavancou a Odontologia Estética foi o desenvolvimento de softwares de simulação virtual, os quais permitem que o paciente visualize a transformação de seu sorriso ainda na consulta de avaliação", conforme afirma o especialista Dr. Rowan Vilar.

Uma objeção comum dos pacientes em realizar um tratamento odontológico estético era a grande quantidade de consultas e o longo tempo de duração destas. Isso também tem mudado com o desenvolvimento de escâneres intraorais e de impressoras 3D.

Em Salvador quem vem usando cada vez mais a tecnologia no diagnóstico e nos tratamentos odontológicos é a LiveOdontologia que tem a frente a Dentista Sued Queiroz e o Sócio Frederico Peixoto.

“Além de proporcionar transparência no relacionamento com o cliente a tecnologia nos ajuda a otimizar o tempo de tratamento. Inclusive lançamos o DentalDay, em apenas um dia o paciente, que não tem muito tempo, pode fazer quase todos procedimentos e sair com um sorriso perfeito”, disse Dr Fred.

Problemas respiratórios


O mercado de saúde também vem experimentando anos de crescimento mesmo diante do quadro instável da economia nacional. Problemas respiratórios como asma, bronquite, sinusite e reações alérgicas são atendimentos cada vez mais frequentes em instituições como o Hospital Otorrino da capital federal, e nas clínicas de todo o Brasil. Se antes esses problemas ocorriam com muito mais frequência nos meses mais frios do ano, com períodos de estiagem cada vez maiores em todas as regiões do país e níveis de poluição em crescimento acelerado eles se tornam cada vez mais recorrentes.

o número de profissionais nesta área segue aumentando, como mostra documento da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABROR-CCF). Segundo o censo realizado pela entidade, o número de otorrinos no Brasil aumentou de 6.857 em 2007 para 8.644 em 2018, um aumento de 26%.

Empresa de cosméticos inicia parceria com cooperativa para reciclar embalagens

 

Há 52 anos no mercado da beleza, a Yamá Cosméticos entende o valor da longevidade. Para preservar os recursos naturais e incentivar a geração de renda no município de Cotia, a empresa iniciou uma parceria com a Coopernova Cotia Recicla - iniciativa de vizinhos preocupados com o meio ambiente, mas que hoje gera empregos na cidade vizinha a São Paulo. A cooperativa ficará responsável por recolher os resíduos recicláveis da fábrica  que já realiza a separação dos materiais para a coleta seletiva.

A colaboração começou este mês e já arrecadou, entre papel e plástico, 3,56 toneladas. Assim, a ação contribuirá ambientalmente, a poluição por plástico é um dos maiores problemas ambientais e mesmo quando descartados corretamente no lixo, acabam tendo um destino pouco proveitoso nos aterros sanitários. A reciclagem, além de gerar renda para as cooperativas, diminuem o impacto da produção sobre a Natureza.

“Agradecemos a iniciativa da Yamá Cosméticos em relação a coleta seletiva. Esperamos manter uma boa parceria, buscando recolher todos os resíduos recicláveis, gerando emprego e renda, além de preservarmos o nosso meio ambiente que sofre com o problema gerado pelo grande número de resíduos sólidos descartados em aterros sanitários, sem uma possível reutilização. Precisamos incentivar ações ambientais como esta para garantir uma boa relação entre o homem e o meio ambiente”, comenta a Presidente da Coopernova, Marly Monteiro Andrade dos Santos.

Além da parceria, a Yamá Cosméticos ainda utiliza material reciclado para a elaboração das embalagens da linha Yamasterol Cachos. Cerca de 20% do polietileno de alta densidade (PEAD) utilizado pela empresa para produzir os frascos são provenientes de reciclagem.

 SETEMBRO AMARELO: sintomas de depressão no ambiente profissional?

 

A vida das cidades grandes e a pressão no ambiente de trabalho e/ou acadêmico são situações que acabam desencadeando  a depressão e outras síndromes como a de burnout e transtorno de ansiedade. A palestrante e especialista em desenvolvimento humano, Rebeca Toyama, explica que a depressão pode ser uma válvula para o suicídio e alerta alguns pontos para ser identificado o quanto antes, no mundo corporativo.

A especialista revela que os sintomas podem ser identificados com uma simples observação do comportamento da pessoa em seu dia a dia, assim como em suas ações dentro do ambiente de trabalho. “ Observar se o colaborador está se afastando das pessoas de sua convivência, se houve diminuição na produtividade, redução do autocuidado e faltas frequentes, são alertas importantes para se analisar.”, afirma. 

Para as pessoas que já se viram nessa situação, o ideal é se cuidar, conhecer e respeitar os próprios limites, a busca por ajuda profissional faz muita diferença. Além disso, se afastar do ambiente de trabalho pode não ser a melhor forma de resolver,  já que quando a pessoa retornar, é possível que os sintomas voltem também.

“Nesses momentos, o papel dos líderes é essencial! Acolher e apoiar o colaborador de forma humana, mostrando o quão é importante seu trabalho para equipe, além de ajudar o núcleo entender esse momento sem perder o foco e a motivação”, finaliza, Rebeca Toyama. 
 
Diante disso, a expert apontou 5 dicas para analisar se você possui essa tendência, e diante disso, possa procurar um especialista: 

1 - Dê a devida prioridade ao seu autocuidado;

2 - Inclua em sua rotina atividades prazerosas, como: música, esporte e arte;

3 - Procure dedicar mais tempo ao convívio com pessoas agradáveis;

4 - Dedique seu tempo a novos aprendizados;

5 - Insira na sua agenda atividades que deem significado e sentido a sua existência, como por exemplo: ações de voluntariado ou espiritualidade. 

Baiana é a primeira mulher brasileira a ganhar prêmio da ONU
Foto: Divulgação

Anna Luísa Beserra, 21 anos, criadora da startup Aqualuz, foi uma das vencedoras do Prêmio Jovens Campeões da Terra, da Organização das Nações Unidas. É a primeira vez que uma brasileira recebe o prêmio da ONU voltado para jovens empreendedores com ideias inovadoras para o futuro do planeta.


A empreendedora baiana desenvolveu, junto a outros estudantes da Universidade Federal da Bahia e da Universidade Federal do Ceará, um sistema mecatrônico de filtragem baseada em luz solar. A solução busca resolver um problema comum no Nordeste do Brasil: a falta de acesso à água potável. O filtro purifica a água da chuva coletada por cisternas de áreas rurais por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o consumo é seguro. O Aqualuz já distribui água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.


Anna Luísa ficou entre os 35 finalistas globais e concorreu na categoria América Latina e Caribe com outros quatro jovens. O prêmio será entregue em cerimônia durante a 74ª Sessão da Assembleia Geral da ONU, em 26 de setembro, em Nova Iorque.
 
A startup foi formada ao longo do programa Academic Working Capital, do Instituto TIM, que apoia universitários de todo o país que querem transformar seus Trabalhos de Conclusão de Curso em uma iniciativa de base tecnológica.

Evento global conectará startups lideradas por mulheres a investidores

 

A Women's Startup Lab (WSLab), aceleradora sediada no Vale do Silício voltada a startups lideradas por mulheres, promoverá o primeiro WiSE24, "Mostra Internacional de Empreendedorismo Feminino". No dia 19 de setembro de 2019, as empreendedoras de startups inovadoras em todo o mundo se reunirão em dez diferentes localidades para se apresentar presencialmente e online a potenciais investidores. Espera-se a participação de mais de mil investidores globalmente.

A cidade de São Paulo foi a escolhida para receber o evento, que acontecerá no espaço Natura NASP, das 14h30 às 18h. Cinco startups subirão ao palco às 16h para se apresentar aos investidores. As startups foram selecionadas pela Chapter Leader da Women's Startup Lab no Brasil Regina Noppe. “Após entrevistar dezenas de empreendedoras, chegamos à lista das cinco escolhidas com a certeza de que temos um ótimo panorama da inovação no Brasil”, conta Regina, responsável por trazer o WiSE24 para o Brasil, e que há mais de 20 anos auxilia empresas com internacionalização.

Com entrada gratuita, via inscrição online, a programação do evento trará ainda palestra com Josie Pressinoto Romero, vice-presidente da Natura, além de painel com investidoras, roundtables sobre MVP, design thinking e outros temas de interesse às empreendedoras, que poderão participar das discussões interativas.

“Sendo uma empresa de beleza, que dialoga com milhões de consumidoras também por plataformas online, ficamos muito felizes em estabelecer uma parceria com a Women's Startup Lab. É uma maneira de fortalecer o empreendedorismo feminino e ampliar as oportunidades para construir negócios de impacto”, diz Marina Almeida, Gerente de Inovação Digital que lidera o Natura Startup.

As participantes do WiSE24 ganharão exposição junto a uma audiência global, além de se conectarem com mulheres empreendedoras com ideias semelhantes para explorar novas oportunidades de mercado. "O WiSE24 é sobre inovação: oferecer exposição global para empresas emergentes em ascensão em cada região inspira a próxima onda de inovação e catalisa mudanças", diz Ari Horie, fundadora da Women’s Startup Lab. 

O WiSE24 estará disponível online das 15h às 23h30 (pelo horário de Brasília), com início na Europa e encerramento na Ásia. Investidores podem se inscrever para participar do evento neste link.  Startups de tecnologia de cidades como São Paulo, Toronto, Montreal, Miami, Nova York, Vale do Silício, Tóquio, Taipei, Seul e outras participarão do evento. 

WiSE24 - Mostra Internacional de Empreendedorismo Feminino
Data: 19 de setembro de 2019
Horário: das 14h30 às 18h
Local: Natura NASP - Av. Alexandre Colares, 1188 - Vila Jaguara 
Evento global online: das 15h às 23h30
Inscrições gratuitas pelo site: https://www.womenstartuplab.com/wise24/saopaulowise/


Sobre a Women’s Startup Lab

A Women's Startup Lab (WSLab) é uma das principais aceleradoras de startups e de liderança do Vale do Silício para mulheres empreendedoras de todo o mundo. 

Sediada no Vale do Silício, Califórnia, a WSLab já formou mais de 150 empreendedoras. Dessas ex-alunas, mais de 55% captaram fundos com sucesso e quatro tiveram saídas bem-sucedidas. Também já treinou mais de mil executivas de empresas por meio do programa de aceleração, o Instituto Hito, para avançar ainda mais na colaboração de mulheres, empreendedoras e inovação corporativa. 

Terça, 17 de Setembro de 2019 - 09:05

De engenheira química a orientadora de carreiras

De engenheira química a orientadora de carreiras

 

Como muitos jovens recém-formados, Alana Sales se sentiu perdida e insegura ao concluir o curso de engenharia química e não conseguir ingressar no mercado de trabalho. Entre um caminho de incertezas e inseguranças, ela descobriu que sua afinidade com os números a levaram até aquele curso, mas suas habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal eram muito mais fortes para guiar a sua trajetória profissional. Hoje, Alana se sente extremamente realizada como coach, ajudando jovens a alinharem sua essência com sua atuação profissional, e também como idealizadora da Startup Conexão Carreira, projeto que prepara universitários e recém-formados para o mercado de trabalho, através da simulação de processos seletivos e do desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais, a partir de treinamentos, vivências de autoconhecimento e cursos online. “Estamos numa era de busca por uma vida com propósito. Não dá mais para tentar se encaixar em padrões que não fazem parte da sua identidade. O meu trabalho é despertar a consciência e dar voz a essência de cada pessoa”, destaca Alana.

 

Uma trajetória de desafios e incertezas

Alana finalizou o ensino médio, e como acontece frequentemente entre os jovens, se sentiu pressionada a escolher um curso universitário. A opção foi a engenharia, não porque tinha real interesse na profissão, mas porque gostava da área de exatas. Após concluir o curso, não ser efetivada no estágio e passar por processos seletivos sem sucesso, o desespero bateu. Com a autoestima abalada, Alana resolveu começar a sua busca pelo autoconhecimento. “Eu fiz terapia e um acompanhamento com uma coach, foi um mergulho dentro de mim e compreendi que precisava resgatar minha essência comunicativa, sociável e de energia contagiante, além de desenvolver habilidades de liderança.”

Com a confiança recuperada, Alana não só passou no programa de trainee como rapidamente foi contratada pelo Carrefour em São Paulo; depois participou de um Programa de Talentos da BRF (Programa Aceleração Brasil), uma das maiores companhias de alimentos do mundo, e ali se tornou supervisora de vendas na Paraíba, até voltar para Salvador e entrar para o setor de RH, cuidando do Treinamento e Desenvolvimento de toda Região Nordeste. Foi aí que começou o despertar para sua verdadeira vocação. A engenheira entendeu que sua maior habilidade era impulsionar o potencial de outras pessoas. Começou então uma trajetória de formação nos mais conceituados cursos de coaching e metodologias de desenvolvimento pessoal, como PNL, Thetahealing e Pathwork. 

“Não foi fácil largar um emprego em ascendência dentro de uma empresa multinacional para trabalhar em um segmento fora do convencional, que inclusive ainda sofre com muito preconceito. Passei por muitos momentos de insegurança, mas entendi que precisava me dedicar ao meu propósito. Hoje me sinto extremamente realizada porque sei que estou ajudando a transformar a vida de muitas pessoas que se sentem perdidas ou angustiadas com a carreira profissional”, vibra Alana.

 

Startup Conexão Carreira

Por compreender e ressignificar os desafios que passou durante seu ingresso no mercado de trabalho, Alana Sales entendeu que precisava orientar de alguma forma os jovens universitários a se prepararem para processos seletivos e foi assim que nasceu a Startup Conexão Carreira. “A universidade te dá uma preparação técnica e teórica, mas não ensina a desenvolver competências necessárias para entrar no mercado de trabalho”, afirma a especialista

 

Quarta, 04 de Setembro de 2019 - 17:05

Uma opção para pequenas empreendedoras

Uma opção para pequenas empreendedoras

Em dez anos de existência o MEI - Microempreendedor Individual, conta com oito milhões de brasileiros cadastrados. Segundo o SEBRAE - Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas , a partir do momento em que o empreendedor passa a ser um MEI começa também a ter um CNPJ e proporciona facilidades como conseguir empréstimos e emitir notas fiscais.

Para ser registrado como Microempreendedor Individual, a área de atuação do profissional precisa estar na lista oficial da categoria, já que o MEI foi criado com o objetivo de regularizar a situação de profissionais informais.

Para participar desse programa é necessário:

  • faturar até 81 mil reais por ano;
  • não possuir nenhuma sociedade;
  • e pode ter no máximo um empregado que receba um salário-mínimo.

Ao se tornar um microempreendedor individual será necessário pagar algumas taxas referente ao Simples Nacional. Os valores mensais variam entre R$49,90 e R$55,90. A variação é de acordo com o tipo de atividade exercida: comércio, indústria, prestação de serviço ou misto entre comércio e serviço.

Essa despesa é paga, segundo o SEBRAE, através de débito automático, online ou por emissão do DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional. Assim como os trabalhadores, os microempreendedores individuais tem benefícios e direitos assegurados:

  • auxílio-maternidade;
  • afastamento por problemas de saúde;
  • aposentadoria;
  • isenção de taxas federais como Imposto de Renda

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