Sexta, 16 de Agosto de 2019 - 09:05

A criança que você foi, gostaria de ter a mãe que você é hoje?  

por Nine Lima

A criança que você foi, gostaria de ter a mãe que você é hoje?  

A criança que você foi, gostaria de ter a mãe que você é hoje?  

Todas as vezes que estou em situações que considero difíceis, me faço essa pergunta. Uma forma que criei para conseguir parar, voltar minha atenção para a real necessidade do meu filho, me colocar no lugar dele e tentar agir como gostaria que agissem comigo. Muitas vezes não consigo, educar não é tarefa fácil, mas sempre estamos buscando acertar, né? Isso é o que de verdade importa.  

 

Muitas vezes atribuímos um peso enorme a situações, falas e vontades da criança, que são apenas coisas de criança mesmo! É, nem tudo é um trauma, nem tudo significa algo por trás, muitas vezes ela está só sendo ela mesma, só querendo mostrar que tem vontade e que está aprendendo que existem coisas que ela gosta e coisas que ela não gosta… Nem tudo é birra, é apenas o não saber lidar com frustação ou até mesmo não saber nominar ou descrever um sentimento… Não querer ir pra um lugar e depois não querer voltar, por exemplo.   Se você foi criança vai com certeza ter uma dessas pra contar! Não querer ir embora daquele parque, do aniversário porque simplesmente acabou o tempo? Ela pode até aceitar, mas gostar e entender às vezes é exigir demais!

 

Cadu tem uma personalidade muito forte, é super sincero, mas se pudesse não saia de casa, nada ele quer de primeira, chora com um sentimento como se tivesse chamando ele para tomar vacina, essa negativa é dele! Insisto, ele vai e depois não quer voltar… Ai chora de novo, com um sentimento ainda maior! Hoje já entendo que muitas vezes o choro é a sua forma de traduzir um sentimento, que precisa ser validado, é a vontade dele, de uma criança que acha que já sabe o que é melhor pra ela! Por isso, a gente precisa cada vez menos se deixar levar por determinados "choros" e perceber que nem sempre se trata de real sofrimento, mas entendê-lo como um extravasamento da emoção da criança, exercitar a paciência e não deixar o stress nos dominar!

 

O melhor mesmo é buscar sanidade, e fazê-los entenderem com gentileza que nem tudo é como a gente quer que seja, nem pra ele e nem pra nós. É dessa forma que eles aprendem sobre frustração também, entender que nem todas as suas vontades serão satisfeitas e a vida segue. Ser firme e ser gentil parece contrastante, mas aí você pensa na frase que abriu esse post e que te fará lembrar de algumas coisas que a gente vive tentando não fazer, mas não consegue! E aí? Seguimos tentando, maternando...

Nine Lima Mãe de Gêmeos e autora do Blog Querida Mamãe

Histórico de Conteúdo