Sexta, 26 de Abril de 2019 - 11:05

Nem sempre "de bem comigo", mas chego lá!

por Ana Claudia Oliveira

Nem sempre

Hoje estava saindo para o trabalho quando reparei no meu corpo. Lembrei de um pensamento que sempre tive no meu subconsciente: "nunca vou ser pequena". E é isso, existem mulheres pequenas e existem mulheres grandes, e eu faço parte do segundo grupo.

 

Não é todo dia que encaro isso com tranquilidade, não é todo dia que me vejo bem e estou ok com o espelho, na verdade, nos últimos anos não estou de bem com o espelho, mas por mais que eu faça as pazes, eu nunca serei a “mion”.

 

Existem mulheres que nasceram magras e serão magras sempre, a manequim 36/38. São chamadas de magrelas, são vitimas de chacotas, piadas, tentam esconder a clavícula (que chamam de saboneteira) por que é ossuda. Algumas comem sem parar para ter uma gordura a mais. O problema não é querer ter uma gordura a mais, mas querer ter para que os outros aprovem.

 

Existem mulheres gordas, que serão sempre gordas. Igualmente as magras.  Não sei medir quanto, mas também sofrem. As roupas nunca cabem e quando cabem são sem modelagem, e quando acha a modelagem legal não cabe no bolso.

 

A luta da mulher com seu corpo sempre vai existir, mas o que eu quero internalizar e esquecer é a necessidade da aprovação alheia para o que só diz respeito a mim mesma. Sempre me incomodei com minhas pernas grandes, por que achava que os outros achavam feio, e por ter pernas grandes e quadril avantajado sempre ouvi que era gorda. Mas não, aprendi e hoje aceito que elas são lindas do jeito que são. É meu biótipo, contra isso não há briga.

 

Não é todo dia que se acorda “de bem” com você mesma, mas quando esse dia surge é bom exercitar e refletir para que o aprendizado seja contínuo e internalizado. E você já se aceitou do jeito que é ? Bem, eu estou neste processo!

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