Sexta, 06 de Julho de 2018 - 08:05

Você não é relógio

por Aline Castelo Branco

Você não é relógio

Certa vez, uma mulher, bem vivida, independente, bonita, procurou-me para tratar uma “esquisitice”, que estava a atrapalhar bastante o seu casamento. A “esquisitice” dela tratava-se de insegurança.

 

Ciúmes não têm relação com amor. Aprenda isso. Os gajos gostam de mulheres seguras de si, diretas e sem pieguices. Por isso, pare de ligar para dizer a que horas o outro tem que voltar para casa. A não ser que de facto precise da pessoa, caso contrário, esqueça! Deixe o seu parceiro organizar o próprio horário e aproveitar os seus momentos de lazer, caso esteja a tomar uns copos com amigos ou a jogar futebol.

 

Guardadas as situações exageradas, não vale a pena ficar a cercear a alegria alheia. O problema não está na hora a que o outro volta para casa, mas na confiança que você tem (ou não) na capacidade de ele colocar limites.

 

Quanto mais damos liberdade ao nosso companheiro, mais segurança tem para retornar. Quando aprisionamos alguém, ao soltarmos, a primeira coisa que a pessoa faz é voar sem limites. Ser livre é tão bom que, ao perceber isso, o outro nunca mais volta. Somos como pássaros, gostamos de ser livres, mas não podemos achar que a relação é viver eternamente numa gaiola.

 

Confiança é algo muito grande e tem a ver com sabedoria. Casamento é entrega: de emoções, de razão, de paixão, de amor e de liberdade.

Aline Castelo Branco é educadora sexual, teraopeuta e you tuber

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