Sexta, 19 de Outubro de 2018 - 05:37

Reflexões sobre o filme 'Felicidade por um Fio'

por Ashley Malia

Reflexões sobre o filme 'Felicidade por um Fio'

A Netflix lançou o filme “Felicidade Por Um Fio” (Nappily Ever After), uma comédia romântica que conta a história de Violet Jones, uma mulher negra, publicitária e que, aparentemente, tem a vida perfeita, o emprego perfeito, as roupas perfeitas e... o cabelo liso perfeito.

 

Quando vi todo mundo falando sobre o filme e após alguns amigos me indicarem, fui rapidamente assisti-lo. Principalmente por conta do tema da minha pesquisa de conclusão do curso de jornalismo que fala sobre cabelo crespo e afirmação da identidade negra.

 

Logo na primeira cena, o filme me faz disparar vários gatilhos com relação a cabelo na infância. Violet não podia brincar e se sujar como as outras crianças e nem podia tomar banho de piscina, tudo isso por causa do seu cabelo alisado e pelo fato de ser negra. A mãe obrigava Violet a estar sempre limpa, arrumada, comportada e perfeita. Nesse filme, a perfeição é uma questão muito importante para entender as subjetividades tanto de Violet, quanto da sua mãe.

 

Na obra, destaco principalmente quatro personagens-chave: a protagonista, Violet, interpretada pela atriz Sanaa Lathan; sua mãe, Paulette Jones, interpretada por Lynn Whitfield; Will, o cabeleireiro, interpretado por Lyriq Bent; e Zoe, a filha de Will, interpretada por Daria Johns. Cada um desses personagens têm papéis fundamentais no desenvolvimento da personagem principal e, ao longo do filme, vamos percebendo isso.

 

Após um incidente que lhe causou um corte químico, Violet se vê obrigada a mudar sua relação com o cabelo. E, junto a isso, romper o relacionamento foi também um fator decisivo para a personagem com esse cabelo. Apesar de ter me incomodado essa motivação ter se dado a partir da figura masculina e essas relações terem girado em torno de todo o enredo, acho que faz parte também da subjetividade de Violet, que sempre foi ensinada pela mãe a estar linda, perfeita e lisa para agradar os homens.

 

A mãe de Violet, Paulette, é colocada no filme como a figura responsável por moldar e construir o comportamento da personagem. A postura perfeita e embranquecida foi, desde a infância, incentivada pela mãe. E aqui não a critico, pois nós mulheres negras sabemos o peso do racismo em nossas vidas e imagino que não deve ser fácil criar uma criança negra nesse mundo. Foi questão de sobrevivência e percebemos isso em uma cena no final do filme.

 

Will, o cabeleireiro, entra no filme como um contraponto a Clint, o ex-namorado de Violet. Eles se relacionam durante um momento e Will é esse cara que a faz se sentir confortável e ela mesma. Além disso, a relação que o personagem tem com o cabelo crespo e a identidade negra é um fator importante para as decisões que Violet toma em certos momentos.

 

A filha de Will, Zoe, é tudo o que Violet queria ser. Uma criança doce e livre com o seu cabelo e sua identidade. Podemos dizer que Zoe é uma criança empoderada (risos). E isso se deve a criação do pai, que sempre resistiu à mãe da garota, que alisava o cabelo, e nunca deixou que ela alisasse o cabelo da filha. E Zoe é uma criança livre, ela faz o que quer e o que sente vontade. Em uma cena com Zoe e Paulette é possível perceber o quanto uma criança negra incomoda, mesmo sendo igual às outras crianças brancas. Na cena, a menina estava próximo da mesa de comidas, olhando e escolhendo o que comer, e sabemos que isso é coisa de criança, mas Paulette a olha feio, briga com Zoe e demonstra ser um incômodo.

 

Por fim, Violet é a personagem que nos mostra que não é só cabelo. Existe um sentimento de liberdade na cena onde ela raspa os cabelos que me emocionou, porque foi como me senti quando fiz o big-chop e tenho certeza que outras mulheres negras que passaram pela transição capilar também sentiram. O filme conseguiu transparecer muito bem esse sentimento de liberdade.  E é a partir desse momento que a identidade de Violet começa a florescer, ela começa a perceber que não é obrigada a agradar os outros, ela percebe como o racismo age quando passa a ser ignorada com o cabelo raspado ou crespo, ela percebe os olhares.

 

Felicidade Por Um Fio é um filme que mostra o quanto a transição capilar é um processo importante na vida de mulheres negras. Assumir a estética crespa é assumir uma corporeidade e identidade racial que sempre foi sua, mas esteve escondida, pois na minha opinião a branquitude se auto-afirma como estética bela e superior e coloca a estética negra como inferior. E no momento em que decidimos assumir nossos cabelos crespos, estamos assumindo também uma estética de afirmação, de orgulho e também de resistência, pois se sentir bonita com a estética que é colocada como feia durante toda a sua vida é um ato revolucionário.

Sexta, 05 de Outubro de 2018 - 08:05

Menos julgamentos mais empatia!

por Carol Machado Lopes

Menos julgamentos mais empatia!

Uma amiga me contou que, depois de explodir numa situação super difícil com as filhas de 03 e 04 anos, vinha subindo exausta uma ladeira tentando chegar no carro, carregando uma filha no braço e arrastando a outra que se debatia, a barriga de quase 30 semanas pesando e todas as cargas de um dia difícil nas costas, quando uma mãe da escola das meninas, com sua filha que se comportava lindamente, a ouviu dizer que estava cansada. Essa mãe que pô ... não é possível que ela não sabe das treta, achou que era um bom momento pra dizer à minha amiga: “ainda vem outro aí, hein”, num tom de reprovação e chacota.


A mágoa no olhar de minha amiga ao contar essa história me comoveu, ela que é uma mãe maravilhosa e, diga-se de passagem, tá felicíssima com seu terceirinho! Eu lembrei dos relatos de violência obstétrica que as mulheres sofrem no parto, porque né, muitas ouvem:  “na hora de fazer não tava doendo”. Um anúncio tenebroso de como podemos ser cruéis com as mães. Não bastasse a rotina exaustiva, a carga mental e o saco de culpa nas costas, temos os julgamentos equivocados, os olhares de reprovação e a absoluta falta de empatia.


Eu já ouvi em algumas palestras pessoas questionando sobre empatia, o que seria e como praticar. Gente, faça pelo outro o que você gostaria que fizessem por você, e sua referência continua sendo você! 
Eu aprendi com a Comunicação Não Violenta que empatia pressupõe ação, se interessar verdadeiramente pelas necessidades do outro para então fazer por ele o que ELE gostaria que fizessem por ele.


Minha amiga talvez precisasse apenas de um olhar acolhedor e alguém pra carregar sua bolsa enquanto ela lidava com as meninas. Quando você vir uma mãe com dificuldade com seu filho na rua, na casa da tia, ou na porta da escola, então você terá uma ótima oportunidade de praticar a empatia pra além da hashtag na rede social, perguntando a essa pessoa o que ela precisa e como você pode ajudar. Se não se sentir confortável em oferecer ajuda diretamente, seja o olhar que abraça em oposição aos olhares que acusam. O amor é, por si, um ato de resistência. E se as coisas precisam mudar, sejamos nós, intimamente, o próprio movimento transformador.

Sexta, 21 de Setembro de 2018 - 08:05

Quatro dicas de proteção contra a ação do cloro nos cabelos

por Rafaela Francisca

Quatro dicas de proteção contra a ação do cloro nos cabelos

Primavera chegando, temperaturas mais altas, daí fica difícil resistir ao banho de piscina e atividades aquáticas! Como sabemos o cloro não é amigo do cabelo e  uma vez absorvido pode tornar os fios fracos, quebradiços e opacos. Para não abrir mão dos banhos refrescantes e do lazer no verão fiz uma pesquisa e preparei algumas dicas. Para evitar que os fios fiquem danificados, bastam alguns cuidados básicos antes de se jogar em águas cloradas:

 

1. Fazer uma lavagem profunda com xampu anti-resíduos

Quando feito uma vez por semana (e não mais do que isso!), remove o excesso de cloro e outros minerais que se acumulam nos fios. Finalize com uma boa máscara hidratante ou leave-in com protetor térmico para evitar o ressecamento e proteger ainda mais o cabelo. 

 

 

2. Lavar com água doce antes e depois do mergulho

Se o cabelo já estiver úmido previamente, uma menor quantidade de cloro vai penetrar nos fios. O enxágue depois do mergulho também é obrigatório. Caso tenha dificuldade de encontrar uma ducha, aposte na água termal. É fácil de levar na bolsa, ajuda a remover o cloro e hidrata na medida.

 

 

3. Não abrir mão da touca de mergulho

Se você nada ou passa muito tempo na piscina, a touca é um acessório  importante para diminuir o contato da água clorada com os fios. Mas, não abuse! Opte por um modelo de silicone, seque bem antes de guardar e não esqueça de colocar talco dentro da touca para prolongar sua vida útil. 

 

4. Hidratar é preciso!

Beber ao menos oito copos de água ao dia é um bom começo, já que a hidratação do cabelo começa com a do corpo. Os cremes capilares também são essenciais para quem está exposto ao cloro. Sempre que posso faço todas adoto todas as proteções necessárias e meu cabelo fica top, super definido e sem ressecamento, hidrato 2 vezes com intervalo de 48 horas. 

Agora é hora aplicar as dicas e arrasar neste verão. 

 

Rafaela Francisca - Influenciadora Digital @rafafranciscablog 

Sexta, 14 de Setembro de 2018 - 08:05

Reflexões: o peso da separação para uma Mulher!

por Luciana Santiago

Reflexões: o peso da separação para uma Mulher!

 

Recentemente foi realizada uma pesquisa para responder a seguinte pergunta: os conflitos relacionados à separação judicial e aos processos movidos após a separação conjugal interferem na qualidade de vida das famílias? 

 

O resultado mostrou que a carga da separação é sempre mais negativa para as mulheres, visto que, em geral, são elas que mais se envolvem emocionalmente na separação, ficam com a guarda dos filhos, e ainda recebem uma carga extra de responsabilidades, sofrendo abalos financeiros e mudança de padrão de vida. 

 

A partir daí o conflito eclode e aquela mulher sobrecarregada passa a viver uma guerra infinita com o seu ex companheiro de vida por divisão de bens, guarda de filhos, pensão alimentícia e até mesmo danos morais. 

 

É certo que tantas mudanças na vida da mulher geram intranquilidade e insegurança, o que torna o consenso em uma separação algo muito difícil, doloroso e complexo. 

 

A busca pelo Poder Judiciário somente faz acirrar o conflito e o consenso fica relegado ao desconhecido, uma vez que provocado o Judiciário um sairá perdedor e o outro ganhador na disputa pelo troféu. E pergunto a você mulher, qual o preço você pretende pagar por suas escolhas de vida? Quanto mais processos mais caro se torna o valor da dívida. 

 

Pelo que tenho constatado como Conciliadora e Advogada de Famílias que uma a cada três mulheres morrem com o processo judicial, morrem por perder o companheiro de vida para outra pessoa, morrem por não conseguirem manter o padrão de vida, morrem por dentro e morrem por fora. Se pudessem dar um conselho escolha o diálogo e viva! O poder de ser feliz está em nós e porque não hoje? Ganhar um processo judicial lhe trará anos perdidos e noites em claro, esqueça o troféu. 

 

Tenha em mente que a vida é simples e efêmera e que amar é também saber deixar partir. As pessoas não tem posse e propriedade sobre as outras e que é natural haver divergências e conflitos, entretanto a chave para se chegar ao fim de um processo doloroso, sem sofrimento é o consenso.

 

Pensando na necessidade de diminuir as angústias da vida e disseminar a valorização da empatia entre as pessoas que incentivo as mulheres leitoras a buscarem o consenso. 

 

A vida humana poderia facilmente ser resumida através da música “encontros e despedidas”, de autoria de Milton Nascimento e eternizada na voz de Maria Rita, afinal, somos ou não todos passageiros de uma mesma viagem? Viver é uma viagem sem roteiro e sem rumo. Uma versão final sem rascunhos, aproveite agora e procure viver em paz. 

 

Luciana Santiago tem um Blog, é Advogada, Conciliadora de Famílias e Presidente da Instituto Consenso Luciana Santiago

Insta: @dralucianasantiago

Site:institutoconsenso.com.br

Sábado, 08 de Setembro de 2018 - 08:05

A moda como um reflexo de momentos marcantes da sociedade

por Estela Marques

A moda como um reflexo de momentos marcantes da sociedade

 

No mês passado participei de uma atividade de Leitura. Discutimos o capítulo "Há sempre uma releitura?", de Vera Lima, publicado no livro "O Ciclo da Moda" (Senac, 2008). Para além da interessante reflexão sobre parecer que não existe mais moda para se inventar, me chamou a atenção a ruptura.

 

A autora sugere que movimentos geopolíticos influenciaram na vestimenta de sua sociedade ao longo do século passado. Por exemplo, a I Guerra Mundial levou as pessoas a preferirem roupas em tons escuros e mais curtas (na altura dos tornozelos), em função da realidade imposta às mulheres, que passaram a trabalhar. 

 

Terminado o conflito, foi preciso se adaptar à independência feminina que surgiu e ameaçava se manter. A mulher trabalhava fora, consumia, praticava esportes, tinha atividades de lazer, começava a dirigir e a fumar em público, de acordo com Vera Lima. Isso levou, por exemplo, ao encurtamento das saias, que adquiriram a forma de tubinho, como conhecemos hoje.

 

Décadas depois, a II Guerra Mundial se tornou um acontecimento que também marcou uma ruptura na moda. Se entre os anos 1920 e 1930 havia feminilidade, ostentação e elegância, na virada da década os trajes femininos passaram a se assemelhar aos que eram comuns aos homens. 

 

A inspiração vinha dos trajes militares, mas existia também a necessidade de economizar em tecido, se apropriar de peças práticas e simples. No texto, Lima dá exemplos: "os tecidos racionados, o controle de gastos e a limitação da metragem deram contorno às saias justas e aos casacos usados de noite e de dia, indistintamente, e às ombreiras". 

 

Foi nessa ocasião também que apareceram turbantes, redes, chapéus feitos de jornal, bolsas grandes, sapatos tipo plataforma, saias-calças, reciclagem de roupas aproveitamento de tecidos para a decoração e até mesmo o risco nas pernas para imitar as meias de náilon. O fim do conflito trouxe o "New Look" de Christian Dior, nos anos 1950. A silhueta feminina foi resgatada com todo seu glamour. 

 

Hoje, ano 2018 do século XXI, vemos uma outra proposta de silhueta para a mulher. E, até onde sabemos, não houve qualquer acontecimento geopolítico que causasse uma nova ruptura. Aos poucos abandonamos o justo como sendo sensual e passamos a enxergar beleza em formas maiores. 

 

A que será que devemos isso?

 

Durante a atividade de Leitura que estava participando, fiz uma aposta. Não é necessariamente político, não submete à escassez ou mexe objetivamente com a vida das pessoas, mas existe e tem um impacto enorme quando aceito: o feminismo. Minha aposta é que a ruptura na moda deste começo de século é a luta por igualdade (aqui refletida nas diversas estratégias de vestuário para parecermos menos frágil possível), o empoderamento de si e a plena consciência de que nossos corpos não são objetos de apreciação.

 

Os indícios estão aí. A forma oversized sobrevive a cada temporada, há pelo menos três temporadas. O comprimento mídi segue firme desde pelo menos 2016. As calças pantacourt, que não marcam coxas e bumbuns, têm se popularizado cada vez mais entre as mulheres e já ocupa espaço nas araras com a coleção de verão 2019.

 

Mas isso não quer dizer que deixamos de mostrar pele, haja vista o encurtamento do cropped para a temporada de alta estação, os decotes formados com nós, as fendas poderosas que chamam a atenção em peças mais ousadas. A mensagem que esta variedade de propostas passa é representativa: reflete em como nós mulheres vamos nos sentir. 

Passa a vigorar uma nova proposta para o sensual. E esta se distancia cada vez mais do vulgar que tanto reforçou a objetificação do corpo da mulher. 

Que bom que tivemos o feminismo para construir uma nova lógica de moda.

 

Estela Marques é jornalista, mestranda do PósCom/Ufba e produtora de conteúdo do blog Moça Criada.

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Olhe para seu Filho: Desafios e

É preocupante. Estamos vendo crianças e adolescentes perderem a vida bem debaixo dos nossos olhos… Assim como o jogo Baleia Azul, que fez muitas vítimas entre jovens e crianças no mundo inteiro, chega ao Brasil um novo "jogo", o Desafio da Momo, uma espécie de desafio de asfixia, feito por uma perfil que tem aparência uma "boneca" horrível e que ao que tudo indica, teria sido a causa do enforcamento de um menino de 09 anos no estado de Pernambuco na semana passada.

 

O caso do garoto de Pernambuco, que se enforcou no quintal de casa na quarta-feira (16/05), ainda está sendo investigado, e na Argentina, um caso parecido deixou pais de crianças e adolescentes em alerta no final de julho: a polícia começou a investigação sobre o suicídio de uma menina de 12 anos que recebia ameaças pelo WhatsApp de um contato identificado como Momo.

 

O que podemos fazer para evitar que coisas desse tipo aconteçam ? Sem sombra de dúvidas é preciso reforçar o ALERTA AOS PAIS, especialmente aqueles que tem filhos que já POSSUEM CELULAR e acesso livre a tablets, pois o que esses desafios tem em comum é chegam através destes aparelhos,  por meio das redes sociais como Facebook e em Apps de mensagens, como o whatsapp. Mas, ainda para pais de crianças menores é preciso lembrar o diálogo e a boa comunicação deve ser plantados desde cedo!

 

MAS o que é a MOMO, e como funciona?

A imagem usada como perfil é a imagem horrível de uma “boneca”, e se trata de uma escultura japonesa exposta que pertence ao museu Vanilla Gallery, no distrito de Ginza, em Tóquio, no Japão. A imagem do Momo ficou famosa pelo aplicativo de conversas e vem causando curiosidade entre os internautas. Mas, especialistas advertem que o desafio pode ser algo muito mais sério do que uma simples distração online.

 

O desafio consiste em adicionar um contato com o suposto número do Momo e iniciar uma conversa. Segundo youtubers que testaram o desafio e postaram vídeos sobre a experiência, “Momo” seria uma suposta entidade sobrenatural que fala a partir de um número específico pelo WhatsApp. Segundo os relatos, o número envia fotos e vídeos perturbadores, além de realizar chantagens com informações pessoais e ameaças. Como toda lenda urbana, a história de Momo, claro, não é real. 

 

OLHE PARA SEU FILHO! 

Para mim o mais importante em qualquer caso, tanto para amizades reais e virtuais , é estar atento ao seu filho, o que falam, como brincam e o que sentem. Diálogo, conversas e momentos juntos trazem intimidade e é possível criar um canal mais estreito com ele de confiança e criando um ambiente e um clima para que ele se sinta confortável em conversar sobre qualquer assunto com você querida mamãe, papai, avó ou cuidador.

 

O que dizem os Especialistas

Em matéria especial a Pais & Filhos entrevistou a especialista Andrea Ramal, consultora em Educação, Doutora em Educação pela PUC-Rio e autora do livro Educação na Cibercultura para saber como agir e como proteger os nossos filhos:

 

Para proteger sua família de desafios onlines desse tipo, que nada têm de brincadeira, é preciso observar comportamentos que fujam do normal, como alteração do humor, aumento da agressividade, tristeza, prostração ou emagrecimento. “A atenção deve ser redobrada com aqueles jovens que já apresentem tendência à depressão, que costumam ser especialmente atraídos por jogos prejudiciais”, aconselha Andrea Ramal, consultora em Educação, Doutora em Educação pela PUC-Rio e autora do livro Educação na Cibercultura,.

 

Caso seu filho seja exposto a golpes e cibercrimes como esse, o melhor caminho é denunciar e registrar pelo número 181 ou diretamente em uma delegacia.  Além disso é muito importante procurar a escola, conversar com o diretor, psicopedagogo ou psicólogo, e com os professores que acompanham a criança, para avaliar a situação como um todo, a partir de diferentes pontos de vista. “É necessário incentivar, na escola e em casa, o questionamento sobre as razões e consequências de atos e escolhas, e refletir sobre valores”, aconselha a especialista.

 

Para Alexandre Barbosa, gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) o ambiente escolar também precisa atuar no combate ao mau uso da internet. De acordo com a pesquisa TIC Educação 2017, realizada pelo  Centro, apenas 18% das escolas públicas e 41% das particulares - das principais capitais do Brasil, como o Recife - realizaram palestras, debates ou cursos sobre o uso responsável da Internet nos últimos 12 meses. "Tal resultado pode ser um indício de que as discussões sobre o uso seguro, consciente e responsável da internet são tratadas na escola de forma esporádica".

 

 

Nine Lima - Mãe de Gêmeos

Autora do Blog Querida Mamãe

www.queridamamae.com

Instragram: @blogqueridamamae

 

Sexta, 24 de Agosto de 2018 - 09:00

Quando é a mãe que precisa aprender a ceder!

por Carol Machado Lopes

Quando é a mãe que precisa aprender a ceder!

 

"Eu, mamãaae. Mamãe, eeeeeu"! E chora contrariado porque, distraída (ou apressada), eu descasquei a banana, ou desliguei a luz, ou fechei a mangueira, todas tarefas que ele tomou pra si no minuto que soube que era capaz de realizá-las sozinho. Desde que Francisco é bem pequeno, a gente vem cultivando instintivamente seu senso de autonomia. Ele já garantiu muitos arranhões e alguns galos enquanto exercia seu direito de explorar o mundo com o mínimo de liberdade. Hoje nos deparamos com novos desafios - a medida que ele cresce, seu domínio da linguagem vai se desenvolvendo e seus interesses ficando um pouco mais complexos, é fácil perceber em seu comportamento uma necessidade constante de se afirmar indivíduo, sempre querendo ou (especialmente) não querendo alguma coisa, demonstrando urgência em fazer as coisas sozinho e até brincando de expressar sentimentos ou emoções através de caras e bocas habilmente simuladas!

 

Nesse processo de respeitar sua individualidade e estimular sua autonomia que, assim eu espero, resultará em um adulto independente e seguro, eu percebi duas armadilhas das quais precisamos nos desviar. A primeira é o ímpeto de fazer as coisas pela criança, esquecendo que não temos mais um bebê que precisa de nossa ajuda pra tudo e lhes tirando a oportunidade de realizar tarefas do seu jeito e no seu tempo, aprendendo com os erros e conquistando habilidades pra vida como paciência, persistência, senso de conquista, ou lidar com a frustração (quando descobre sozinho os limites de suas capacidades),e depois, a resiliência e a humildade necessária para pedir ajuda. A segunda armadilha é a nossa necessidade de nos impor o tempo todo, entrando em disputas de poder sem sentido que nada nos ensinam, querendo controlar absolutamente cada detalhe de tudo, o dia inteiro dizendo não e lhes dando ordens. Não é difícil imaginar como é limitador pra eles e o comportamento reativo que nossa conduta desencadeia. Claro que tem regras que são inegociáveis, e nessas ele terá suas chances de aprender sobre si, lidando com os próprios sentimentos. Tem muitas brigas que a gente compra desnecessariamente. Isso é disputa de poder.

 

Ao ceder em situações onde é possível ceder, eu o ensino sobre ser flexível e demonstro respeito por seus sentimentos. Ao lhe dar opções limitadas eu estimulo sua autonomia e o exercício de escolha (quantos adultos conhecemos que não conseguem nem decidir o que vão comer sem que isso os deixe inseguros). Você prefere tomar banho ou escovar os dentes primeiro? Você quer usar o pijama azul ou o vermelho? maçã ou banana? No fim, deixar que meu filho decida sobre coisas simples, assumindo algum controle de sua vidinha, traz como consequência uma criança menos reativa, mais segura de si, melhor conectada comigo e, principalmente, com maior disponibilidade para cooperar. Aqui em casa tem sido transformador.

Carol Machado Lopes é servidora pública federal, mãe de Francisco, de 02 anos, e madrasta de Elisa, de 15, estudante de pedagogia, educadora parental e palestrante certificada pela Positive Discipline Association dos EUA, e escreve aqui no Blogando BN Mulher e no Instagram sobre maternidade real e educação não violenta.

@carolmachadolopes

Sexta, 17 de Agosto de 2018 - 08:05

Blogueira orienta sobre etiqueta: detalhes que fazem a diferença!

por Patrícia Lopes

Blogueira orienta sobre etiqueta: detalhes que fazem a diferença!

A imagem que transmitimos às pessoas fala muito a respeito de nós, e o comportamento é um dos pilares mais importantes da imagem.  É importante  agir com elegância, desenvoltura e naturalidade diante de uma mesa de refeições, de acordo com as regras de etiqueta à mesa, aprimorando sua imagem no convívio social e profissional.                   

Vou aqui apresentar algumas regras simples para você começar a incorporar no seu dia a dia!

 

Num Almoço de negócios:

Quem tem o cargo mais alto da empresa é quem convida.

Independente de ser homem ou mulher é importante que essa pessoa tome a iniciativa, dando assim o tom da reunião e mostrando que está no comando.

Nas mesas, o lugar de honra é determinado a partir de onde se senta o anfitrião, considerado o ponto de partida ou ponto central, para a partir daí, estabelecer a organização.

 

Uso da taça:

A Taça é composta por três partes: O pé, a haste (parte fina) e o corpo (bojo). Seguramos a taça pela HASTE, SEMPRE! O ideal é deixar os dedos afastados do corpo, para que o calor da mão não seja transmitido para a bebida, pois além das características próprias da bebida, algumas marcas perdem a qualidade e tem o seu sabor modificado se forem até mesmo pouco aquecidas.

 

Sobre o cafezinho:

Não é errado já servir as xícaras com café, mas nunca adoçado. Cada um adoça como desejar, até porque há pessoas que tomam o café puro (sem adoçar). Mexa sem fazer barulho e nada de levar a colher á boca para provar o café. Ao terminar, a colher fica no pires, na frente da xícara, jamais dentro da xícara. Se o café estiver muito quente, espere educadamente que ele esfrie um pouco, e nada de levantar o dedinho ao segurar a asa da xícara. As asas da xícara ficam viradas sempre para o lado direito.

Bem, essas são apenas algumas dicas que irão ajudar você  imprimir uma imagem elegante no seu dia a dia! Aos poucos, irei trazer aqui no Blogando mais dicas para vocês!

 

Sexta, 10 de Agosto de 2018 - 08:05

Reflexões da Blogueira sobre o Agosto Dourado!

por Nine Lima

Reflexões da Blogueira sobre o Agosto Dourado!

Eu acho muito bacana as cores dadas aos meses, as bandeiras que são levantadass, o trabalho e o incentivo que vem com tudo isso. É importante? Demais. Vou pegar como exemplo o Agosto Dourado que busca incentivar a Amamentação. E eu defendo muito isso... Tenho um blog e criei uma série que conta o depoimento de mães com a amamentação para de certa forma incentivar e estimular mães que desejam amamentar!
 

Mas, em que pese todo esse apelo e incentivo à amamentação e todas as dificuldades das mulheres enfretadas até hoje me choca ler alguns comentários, textos e opiniões que enxergam as escolhas que muitas de nós, mulheres, fazemos, como simplesmente meras escolhas.
 

Sim, a mulher é dona do seu corpo, ela é a mãe, ela quem decide sobre muitos aspectos, mas queridas, ainda vivemos uma realidade muito distante do total controle de nossas vontades. 
 

Vivemos em um país que tem um percentual de aproximadamente 40% de famílias chefiadas por mulheres (dados do IBGE 2010).
 

Os dados mostram ainda que as mulheres têm chefiado mais famílias mesmo quando possuem maridos. Nesses casos, houve um aumento percentual de 19,5% para 46,4%, entre 2000 e 2010!
 

O senso mostra também que mesmo não chefiando ou sendo a principal renda da família a parcela de contribuição da mulher na renda familiar é importante.
 

Isso significa que estamos em uma sociedade em que as mulheres não estão apenas trabalhando, mas estão sendo cada vez mais o que conhecíamos como "arrimo de família",  sustento de seus lares, e estão cada vez menos podendo ESCOLHER parar de trabalhar  ou até reduzir a carga horária para se dedicar à maternidade como talvez gostariam, e seguindo com uma amamentação exclusiva e todos os outros pontos importantes na criação e desenvolvimento dos seus bebês. 
 

Isso sem falar das mães que criam seus filhos sozinhas, das que são autônomas e não possuem licença maternidade, das empreendedoras que mesmo trabalhando em casa e contribuindo para o governo não recebem qualquer benefício para que se dediquem à maternidade. 
 

O que nos falta é pensar no coletivo, pensar políticas de incentivo e garantias que possibilitem as mulheres decidirem, por escolha própria e não por falta de opção, como será a sua maternidade! 
 

De nada adianta bater cabeça, levantar bandeiras e julgar umas as outras quem amamentou ou quem deixou de amamentar quando na verdade o que pesa mesmo na escolha é se eu parar quem vai me sustentar?
 

Enquanto olharmos superficialmente para essa e tantas questões continuaremos como massa de manobra, lutando por "empoderamento" que só existe nas redes sociais.
 

 

Sexta, 03 de Agosto de 2018 - 11:05

Blogando da Semana

por Kika Maia

Blogando da Semana

Antes de estudar moda, eu tinha a mesma impressão que o senso comum, de que a moda era algo fútil, mas se um dia ela realmente foi, hoje não é mais! A moda é uma forma de expressão da individualidade e dos movimentos sociais, com relevância.

Eu venho afirmando em minhas palestras que o feminismo nos auxiliou nesta evolução de tratar a moda. A partir do momento que nós mulheres percebemos que poderíamos ser quem quiséssemos, indo de encontro ao patriarcado e tudo que a sociedade vem nos impondo, com o amparo da mídia, passamos a exigir da indústria da moda o que nós queríamos que nos representasse.

Movimento recente as mulheres gordas exigiram o crescimento e evolução do plus size, as mulheres com mais de 50 só se vestirão como vovozinhas se elas quiserem, as negras usam peças de estampas e matiz africana quando querem. Algo em comum foi tomado por essas mulheres... SUA VOZ.

As mulheres sempre aprenderam a moldar, costurar, bordar, faziam as vestimentas e indumentarias de todos da casa e durante a revolução industrial elas foram incorporadas ao contingente de trabalho das indústrias têxteis. Nesta época, para as mulheres que não pertenciam as classes mais elevadas, o trabalho nas fábricas foi quase uma condição à sua subsistência, contudo trouxe uma maior lucratividade para os patrões que normalmente eram homens. A especialidade das mulheres ao entrarem no mercado de trabalho se restringia à força braçal, rotineira, mecânica e repetitiva.

Com o crescimento da burguesia e sua inspiração no “life style” da Aristocracia a Moda surgiu e se tornou uma forma de diferenciação hierárquico-social. As vestimentas e indumentarias passaram ter um valor distinto e historicamente se atribuiu este feito a um homem, Franz Frederic Worf. E ele foi acompanhado de muitos outros homens, tendo como exceção Chanel.

Mesmo as mulheres tendo um papel importante na produção da moda, na alta costura, por exemplo, os créditos, volto a dizer, eram atribuídos à nomes masculinos, as marcas tinham o sobrenome deles. Contudo, as mulheres vêm tomando pra si a importância da moda, não tem mais deixado que a “sua moda” seja menos relevante que a moda deles. Chega de uma Moda eurocêntrica, machista e exclusiva.

 

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