Sexta, 14 de Junho de 2019 - 09:05

Que a empatia não esteja apenas nas 'Hashtags'

por Carol Machado Lopes

Que a empatia não esteja apenas nas 'Hashtags'

Uma amiga me contou que ontem, depois de explodir numa situação super difícil com as filhas de três e quatro anos. Ela vinha subindo exausta uma ladeira tentando chegar no carro, carregando uma filha no braço e arrastando a outra que se debatia, a barriga de quase 30 semanas pesando e todas as cargas de um dia difícil nas costas ... quando uma mãe da escola das meninas, com sua filha que se comportava lindamente, a ouviu dizer que estava cansada. Essa mãe que pô, não é possível que ela não sabe das tretaaa, achou que era um bom momento pra dizer à minha amiga que:  “ainda vem outro aí, hein?!”, num tom de reprovação e chacota.

A mágoa no olhar de minha amiga ao contar essa história me comoveu, ela que é uma mãe maravilhosamente possível e que, pra constar, tá felicíssima com seu terceirinho.

Eu lembrei dos relatos de violência obstétrica que as mulheres sofrem no parto, porque né, "na hora de fazer não tava doendo" - um anúncio tenebroso de como podemos ser cruéis com as mães.

Não bastasse a rotina exaustiva, a carga mental e o saco de culpa nas costas, temos os julgamentos equivocados, os olhares de reprovação e a absoluta falta de empatia.

Eu já ouvi em algumas palestras pessoas questionando sobre empatia, o que seria e como praticar. Faça pelo outro o que você gostaria que fizessem por você, e sua referência continua sendo você!

Eu aprendi com a Comunicação Não Violenta que empatia pressupõe ação, se interessar pelo outro para então fazer por ele o que ELE gostaria que fizessem por ele.

Minha amiga talvez precisasse apenas de um olhar acolhedor e alguém pra carregar sua bolsa enquanto ela lidava com as meninas.

Quando você vir uma mãe com dificuldade com seu filho na rua, na casa da tia, ou na porta da escola, então você terá uma ótima oportunidade de praticar a empatia pra além da hashtag na rede social, perguntando a essa pessoa o que ela precisa e como você pode ajudar. Se não se sentir confortável em oferecer ajuda diretamente, seja o olhar que abraça em oposição aos olhares que acusam.

O amor é, por si, um ato de resistência. E se as coisas precisam mudar, sejamos nós, intimamente, o próprio movimento transformador.

Feliz dia de nós UNIDAS.

Sábado, 08 de Junho de 2019 - 09:05

Depois de Mãe: Nem todo mundo vai entender você, e tá tudo bem!

por Nine Lima

Depois de Mãe: Nem todo mundo vai entender você, e tá tudo bem!

 

Tudo bem se o outro não entende o que você está vivendo... é real o fato de que as amizades mudam, as relações também, é impossível ser a mesma depois que se é mãe, concorda?

A maternidade trás consigo tantas mudanças e ninguém é mesmo obrigado a entender, principalmente quando ainda não viveu essa experiência avassaladora. Mas, mesmo quem experimentou a maternidade, não viveu a sua experiência, ela é só sua. ninguém é igual e a maternidade também não há de ser! Muitas vezes mesmo quem está ali do seu lado pode não viver o mesmo que você tem vivido, simplesmente porque ninguém evolui ninguém, e evolução não se impõe.

 

Ninguém é capaz de amadurecer ninguém que não quer ser amadurecido, porque maturidade vem de dentro pra fora e não de fora pra dentro. É normal achar que hoje muitas coisas tem valores diferentes, que suas prioridades hoje são totalmente diversas daquelas de alguns meses atrás. É normal perceber que o era necessário ontem, hoje é acessório, e que coisas aparentemente simples antes se tornaram verdadeiros milagres diários.


Todas essas coisas mostram o quanto você aprendeu com a vida, e o quanto a vida que cresceu dentro de ti, ou que você escolheu cuidar, te transformou. É normal olhar para as outras pessoas e achar que elas pararam no tempo, e que o nosso "time" é completamente outro.

 

Mudaram-se os gostos e até mesmo os medos. Mudaram-se também a força e até objetivos. O caminho do auto conhecimento é individual, é solitário porque é assim que deve ser. Você só precisa entender esse seu novo "eu", valorizar a pessoa que hoje se tornou depois de toda essa revolução que aconteceu aí dentro no seu interior e quase ninguém viu.

 

Lembre-se de como você pensava antes de ser mãe, lembre de como você imaginava que seria quando fosse mãe e veja o quão distante foi quando se tornou de fato mãe... Desse jeito é mais fácil entender porque muitas pessoas parecem não te entender. Mas é preciso estar segura do seu novo papel e reconhecer suas transformações para que você siga em seu novo caminhar e não ligue muito sobre o que os outros vão pensar!

 

Quem estiver disposto a caminhar ao seu lado vai entender essa nova mulher, mas você também precisará entender que nem todo mundo vai conseguir entender você. E tá tudo bem!

 

 

Nine Lima  - Servidora Pública, Mãe de Gêmeos e Autora do Blog Querida Mamãe

Instagram: @blogqueridamamae

www.queridamamae.com

 

 

Sexta, 24 de Maio de 2019 - 09:05

Ja começou a cuidar de você?

por Ana Claudia Oliveira

Ja começou a cuidar de você?

A correria da vida, infelizmente, nos leva muitas vezes a esquecermos de nós mesmas. Negligenciamos nossas vidas quando na verdade é o que há de mais precioso em nossas mãos.

 

Cuidar de si não é necessariamente gastar rios de dinheiro em tratamentos estéticos e coisa e tal. Mas é curtir a própria companhia e se presentear da maneira mais simples e de um jeito que talvez ninguém saiba, porque só nós nos conhecemos de verdade.

 

Um passeio no shopping, uma corrida na praia, um dia vendo filmes clichês que aquecem o coração, talvez uma ida ao jogo do time do coração.

 

Cuidar de si é prestar atenção no que faz mal e passar a ignorar, é marcar uma hora no salão porque gosto de estar arrumada ou eu mesma fazer meu cabelo e unhas porque sei fazer e me sinto bem fazendo.

 

Outro jeito de se cuidar é procurar um psicólogo e começar a adiada terapia, porque todas nós temos nossos medos e traumas e não precisamos ter vergonha disso...

 

Ou pode ser mais simples esse cuidado, apenas uma ligação para aquela amiga que há anos não troco dez palavras.

 

Gritar quando estamos sufocadas, exigir uma pausa quando tudo está acelerado, correr quando tudo está lento, voar quando estamos presas ao chão. Cuidar de si é buscar o melhor, o que nos faz bem, de um modo não egoísta, mas necessário. Se não cuidarmos da gente, quem cuida? Este é o primeiro passo ... já pensou nisso?

Sexta, 17 de Maio de 2019 - 09:05

Tenho Lúpus. Posso engravidar?

por Dr. Livius Ribas

Tenho Lúpus. Posso engravidar?

Maio é conhecido pela campanha Maio Roxo, de conscientização sobre o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), doença reumática autoimune, com sintomas que variam de acordo com as partes do corpo atingidas, porém os mais comuns são: vermelhidão no rosto em forma de "borboleta" sobre as bochechas e o nariz, lesões na pele que surgem ou pioram quando expostas ao sol, dor nas articulações, rigidez muscular e inchaços, sensibilidade à luz do sol, fadiga crônica, dificuldade para respirar, queda de cabelo, desconforto geral, ansiedade, mal-estar, entre outros. Muitas mulheres que tem Lúpus tem essa dúvida, mas cada caso deve ser avaliado separadamente, já que a gravidez nessas pacientes depende de algumas variáveis. Vale ressaltar que sim, é possível, mas uma reposta mais acertada vai depender de uma análise por parte do reumatologista.

 

Em geral, a doença por si só não é uma contra indicação absoluta para a gravidez, mas ela deve estar em remissão (inativa) por no mínimo seis meses para evitar uma reativação. Também é imprescindível avaliar quais medicamentos estão sendo usados no momento que se decide pela gravidez. Há medicações que podem ser mantidas, sem efeitos colaterais para o bebê, mas a maioria deles deverá ser suspensa no momento, ou antes, do período gestacional, a depender da droga.  Por isso o momento de engravidar deve ser planejado e discutido também com um médico reumatologista.

 

Riscos – Já durante a gestação, os cuidados necessários são, além do acompanhamento regular com o reumatologista e obstetra, a proteção contra o sol, manter uma dieta e hábitos saudáveis e evitar o estresse. Isso pode evitar riscos como o de abortos, pré-eclampsia (hipertensão arterial), nascimento prematuro do bebê ou com baixo peso.

 

A presença do anticorpo Anti Ro, provoca na criança o risco de desenvolver Lúpus Neonatal. De fato, o Lúpus Eritematoso Sistêmico não é transmissível para o bebê, mas esta síndrome é o reflexo da presença temporária do anticorpo da mãe na circulação fetal. Assim, a presença desse anticorpo pode causar lesões cutâneas passageiras e sua manifestação mais grave e, felizmente, rara, é o bloqueio atrioventricular, que deixa  as batidas do coração do bebê mais lentas. Esse problema pode ser identificado já durante o período pré-natal. 

 

Outra característica que pode estar relacionada ao Lúpus e a gestação são os abortos de repetição, que, entre outras causas, podem estar relacionados à presença de anticorpos Anti-Fosfolípides. A presença destes anticorpos e, dependendo do histórico da gestação e da ocorrência de tromboses anteriores, vai requerer orientações específicas durante o pré-natal, para que a gravidez transcorra bem até o final.

 

Bebês saudáveis - Felizmente, na grande maioria das vezes, quando seguidas as orientações médicas, as pacientes com Lúpus dão à luz filhos saudáveis. No momento de escolher um obstetra é importante que esse profissional esteja preparado para atender às particularidades dessa gravidez, além de ter um contato próximo com o reumatologista. É importante que essa mãe e o bebê tenham uma rede de apoio, do pai, familiares e amigos, para enfrentarem esse período de alegria e muitas mudanças sem sofrer com a  doença!

 

Dr. Livius Ribas é obstetra com grande experiência em gestação e parto de risco. 

Sexta, 03 de Maio de 2019 - 13:05

Visibilidade traz responsabilidade

por Patricia Lopes

Visibilidade traz responsabilidade

Como o líder é uma referência, a forma que ele enfrenta as responsabilidades reflete diretamente nos resultados da equipe e na sua imagem profissional. Por esse motivo, é essencial que ele entenda os efeitos de suas ações no comportamento dos liderados, emita mensagem com eficiência e lide adequadamente com a influência que exerce.

 

Dessa maneira, é possível ser uma figura inspiradora e realizar uma liderança genuína, conquistando notoriedade pelas atitudes e não apenas pelo cargo ocupado. Qual o papel da comunicação na imagem do líder? A comunicação é uma das habilidades mais importantes para construção da imagem do líder.

 

Quando ela é eficiente, as informações circulam corretamente e os liderados entendem a sua relevância para o êxito do time, gerando resultados positivos, motivação e engajamento. Assim,  o líder ganha  credibilidade e se torna um  profissional admirado. É importante lembrar que a comunicação não se resume à expressão verbal ela é constituída por diversos fatores, como a linguagem corporal, oratória e comportamento. Como melhorar a comunicação e a imagem diante  dos liderados?

 

O primeiro passo para ter uma comunicação mais eficiente é observar o próprio comportamento e o dos liderados. Dessa maneira, é possível conhecer as características individuais e descobrir quais são os pontos que precisam ser trabalhados.

 

Outro aspecto muito importante é aprender a ouvir. Muitas vezes, os profissionais em cargos de liderança acreditam que não precisam escutar os  colaboradores. Esse  comportamento impede o desenvolvimento do líder e do time,  prejudicando os resultados. A clareza  também é imprescindível na comunicação de um líder. As mensagens precisam ser emitidas de modo simples e objetivo. Assim, são evitados diversos problemas decorrentes de “mal-entendidos”.

 

A  transparência na  fala e nas ações é fundamental. A credibilidade é uma das características básicas de um grande líder. Quais os benefícios de aprimorar a comunicação? O profissional que  buscar o aprimoramento da comunicação consegue realizar interações produtivas e transmitir informações com eficiência. Assim, os processos acontecem de forma correta, e as atividades são feitas com excelência. Além disso, as habilidades conquistadas ajudam a melhorar a percepção e a propagar bons hábitos. Desse modo, é criado um ambiente propício para o desenvolvimento de todos os colaboradores e a formação de equipes de alta performance.

 

Ter consciência, em relação às responsabilidades que estão associadas a ser uma  figura de referência, é essencial para que os líderes tenham êxito na suas funções. Entretanto, é importante não deixar que a visibilidade impeça o desenvolvimento.

 

Muitas vezes, por medo de errar diante dos liberados, os profissionais  nessas posições evitam assumir riscos e estagnam suas carreiras. Bons  líderes não são aqueles  que nunca cometem falhas,  mas os que buscam o  aprimoramento contínuo.

 

Patrícia Lopes

Consultora de Etiqueta e Imagem

@etiqueta_patricialopes  

Sexta, 26 de Abril de 2019 - 11:05

Nem sempre "de bem comigo", mas chego lá!

por Ana Claudia Oliveira

Nem sempre

Hoje estava saindo para o trabalho quando reparei no meu corpo. Lembrei de um pensamento que sempre tive no meu subconsciente: "nunca vou ser pequena". E é isso, existem mulheres pequenas e existem mulheres grandes, e eu faço parte do segundo grupo.

 

Não é todo dia que encaro isso com tranquilidade, não é todo dia que me vejo bem e estou ok com o espelho, na verdade, nos últimos anos não estou de bem com o espelho, mas por mais que eu faça as pazes, eu nunca serei a “mion”.

 

Existem mulheres que nasceram magras e serão magras sempre, a manequim 36/38. São chamadas de magrelas, são vitimas de chacotas, piadas, tentam esconder a clavícula (que chamam de saboneteira) por que é ossuda. Algumas comem sem parar para ter uma gordura a mais. O problema não é querer ter uma gordura a mais, mas querer ter para que os outros aprovem.

 

Existem mulheres gordas, que serão sempre gordas. Igualmente as magras.  Não sei medir quanto, mas também sofrem. As roupas nunca cabem e quando cabem são sem modelagem, e quando acha a modelagem legal não cabe no bolso.

 

A luta da mulher com seu corpo sempre vai existir, mas o que eu quero internalizar e esquecer é a necessidade da aprovação alheia para o que só diz respeito a mim mesma. Sempre me incomodei com minhas pernas grandes, por que achava que os outros achavam feio, e por ter pernas grandes e quadril avantajado sempre ouvi que era gorda. Mas não, aprendi e hoje aceito que elas são lindas do jeito que são. É meu biótipo, contra isso não há briga.

 

Não é todo dia que se acorda “de bem” com você mesma, mas quando esse dia surge é bom exercitar e refletir para que o aprendizado seja contínuo e internalizado. E você já se aceitou do jeito que é ? Bem, eu estou neste processo!

Sexta, 12 de Abril de 2019 - 09:05

Não Apresse a Infância

por Nine Lima

Não Apresse a Infância

Muitas vezes, e de forma até inconsciente, nos pegamos tão preocupadas com futuro e aprendizado dos nossos pequenos, ainda na primeira infância. Nos esquecemos que da real importância para uma infância saudável é o brincar por brincar!


São muitas cobranças, internas, de nós pais e externas, de amigos, familiares e de professores para que crianças se desenvolvam cada vez mais cedo (rápido) e se tornem alunos brilhantes. Preenchemos suas rotinas com diversas atividades, numa espécie de corrida ao pleno desenvolvimento, usando a ludicidade como escudo, quando na verdade deveríamos estar focados nas primeiras experiências das crianças, ou seja, os vínculos que elas criam com seus pais.

 

É na formação dos vínculos que o bebê e a criança irão desenvolver base sólida para crescer segura, com confiança e com estabilidade emocional para passar à tão esperada fase de aprendizados. Apesar de não serem fatores únicos, vínculos familiares e ambientes saudáveis são essenciais ainda na primeira infância – que vai até 6 anos – para desenvolver características cerebrais que irão afetar profundamente seu posterior desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social.

 

Precisamos entender que elas estão aprendendo com tudo, quando lemos historinhas, quando cantamos músicas de ninar e até mesmo quando elas estão apenas observando uma formiguinha andando pela casa. É a liberdade de criar, de inventar e imaginar que torna a simples brincadeira um real aprendizado, não de disciplinas acadêmicas, mas das matérias da vida!

 

Dê ao seu filho tempo para ser criança, não apresse a sua infância... ela precisa ser bem vivida! Permita que tenham experiências ricas, que errem e aprendam. Permita que experimentem, que criem, que sonhem... a infância não deve ser apressada, ela precisa ser plena!

 

 

Nine Lima - Mãe de gêmeos

Bacharel em Administração de empresas, Servidora Pública e autora do Blog Querida Mamãe

Site: www.queridamamae.com

Instagram: @blogqueridamamae

Sexta, 22 de Março de 2019 - 10:05

A culpa não está nas redes sociais, a responsabilidade é nossa!

por Nine Lima

A culpa não está nas redes sociais, a responsabilidade é nossa!

Esta semana nos chocamos com mais um golpe. O retorno da boneca Momo, figura inspirada em uma escultura japonesa que já aterrorizou o whatsapp propondo desafios macabros de asfixia para crianças, levando crianças à morte. Agora, ela aparece em meio a vídeos infantis no Youtube Kids! A boneca assustadora aparece (de surpresa) no meio do vídeo ameaçando e ensinando crianças a cometerem suicídio, inclusive demonstrando com imagens como fazer.

 

É muita maldade. Concordo e não sei o que levam pessoas a fazerem isso ( inserir mensagens macabras dentro de uma programação infantil) , mas a maldade sempre existiu, é tão velha quanto o mundo. Mas, porque temos deixado que elas entrem de forma devastadora em nossas casas? Até quando vamos ignorar sinais, vamos arrumar desculpas para a falta de controle sobre a educação e sobre os conteúdos que autorizamos aos filhos?

 

O que de verdade falta a nós, pais, é querer pagar o preço de educar e arcar com essa responsabilidade. Porque educar bem dá muito trabalho, exige muita paciência, demanda tempo e na nossa sociedade é tudo muito volátil.

Estamos viciados em tecnologia e não estamos nos dando conta que estamos expondo nossos filhos aos mesmos conteúdos viciantes, que estimulam um consumismo exagerado e publicidades nocivas, que nem nós mesmos adultos conseguimos controlar. E o grande problema é que você tem tido contato com esses conteúdos provavelmente após os 20 anos, já os nossos filhos estão tendo esse contato desde a mais tenra infância.

 

A RESPONSABILIDADE SOBRE O CONTEÚDO QUE CHEGA AS CRIANÇAS E ADOLESCENTES É DOS PAIS. Crianças não possuem discernimento, crianças não tem maturidade sobre o que é apropriado ou não; crianças não são capazes, ou não deveriam ser, de decidir o que podem ou não fazer. Essa tarefa pertence a nós pais.

Uma boneca não mata e não causa suicídio. O suicídio acontece quando renunciamos o nosso papel de pais ou não queremos ser chatos, quando não queremos nos indispor, quando não queremos ouvir ataques de birras e choros... O que suicídio  acontece quando substituo minha presença por um tio, ou amiguinha da rede social, quando não tenho conhecimento sobre o que meu filho que ainda não tem 12 anos está vendo em canais; acontece pelo distanciamento dos pais e responsáveis, quando há falta de diálogo e quando não estamos atentos ou simplesmente ignorarmos sinais. 

 

Claro que atos como estes merecem ações, punições e responsabilização por parte das redes sociais e de quem produz o material, mas o que não podemos é transferir às redes sociais um papel que é nosso. O mundo oferece o que tem, mas cabe a nós que ensinarmos e zelarmos pelos nossos filhos... 

 

Vamos parar um pouco, vamos refletir sobre o que querermos para os nossos filhos, sobre como podemos protegê-los, nas redes sociais e fora delas. Seja chato, seja careta, seja jeca, mas lute pela vida do seu filho, eles são o que temos de mais importante! Este sim é o desafio!

 

Nine Lima - Mãe de gêmeos

Bacharel em Administração de empresas

Servidora Pública e autora do Blog Querida Mamãe

www.queridamamae.com

Instagram: @blogqueridamamae

Sexta, 15 de Março de 2019 - 12:05

Sua Imagem, Sua Marca!

por Patricia Lopes

Sua Imagem, Sua Marca!
Foto: Divulgação

 A consultoria de imagem trabalha para que você exerça um controle maior sobre  as impressões e percepções que transmite, por meio das suas roupas, cuidados pessoais, linguagem corporal e comportamento. Indica ainda aspectos da personalidade, estilo pessoal e características físicas, para desenvolver uma forma de se vestir única e que reflita quem você é, harmonizando sua identidade com sua imagem.

 

Outro serviço da Consultoria é fazer aquisição de roupas para o cliente, produzir looks com peças já existentes no guarda-roupa o que facilita a escolha do que vestir para qualquer ocasião.

 

As roupas comunicam diferentes significados, é importante sempre escolher aquelas que estão de acordo com o que você deseja transmitir. Quer saber como transmitir uma boa imagem pessoal? Então fique atento as dicas a seguir!

 

Sabe  aquela expressão “a primeira impressão é a que fica”?

 

O seu vestuário, como você trata seus colegas de trabalho, e até mesmo o seu humor serão analisados minuciosamente pelas pessoas ao seu redor.

 

A imagem pessoal é a sua fachada, a sua embalagem.

 

Você frequentaria um restaurante sujo? Compraria um produto sem rótulo? pois bem, é assim que você vai ser avaliado por terceiros.

 

Mínimos detalhes como transparecer sua autoestima através de sorrisos sinceros devem ser levados em consideração.

 

Então “Voilá”:  

1- Aposte no seu sorriso!

2- Ao sorrir e mostrar confiança no que faz, as pessoas perceberão que você faz o seu trabalho com satisfação.

3- Análise cromática. Descobrir a sua cartela de cores personalizada é um processo surpreendente, rápido e divertido. Conhecer as cores que  te valorizam, harmonizam e complementam a sua coloração pessoal otimiza tempo e investimento. Você sentirá mais segurança na hora de adquirir e usar roupas, acessórios, e maquiagem. Também ganhará uma feição mais iluminada, jovem, descansada, e como bônus, um guarda-roupa mais coordenado.

4- Comportamento social

5- Todos os dias, interagimos com um grande número de pessoas, nas mais diversas ocasiões . Muitas delas podem gerar dúvidas sobre a forma mais correta de se comportar e lidar com pessoas.

6- Ter conhecimento sobre comportamento social, regras de etiqueta e relacionamento interpessoal, traz mais liberdade e autoconfiança.

 

Como à imagem é o primeiro impacto, quanto mais ela for positiva, mais fácil será a representação pessoal ou profissional, num determinado ambiente.

 

O fortalecimento da mesma, depende fundamentalmente da sua capacidade de se relacionar e interagir com qualidade em todas as circunstâncias.

Sexta, 08 de Março de 2019 - 09:05

'Nem sempre é descontrole'

por Carol Machado Lopes

'Nem sempre é descontrole'

 

Nem sempre é descontrole, mas tem dia que dá é vontade de gritar mesmo. Tem dia que vem um desejo lúcido de fazer uma cara de bicho bem agressiva, falar alto e com violência, porque "ahhh aí eu quero ver ele não parar.

 

Porque eu já falei várias vezes de vários jeitos diferentes, porque ele sabe muito bem que não é pra fazer o que tá fazendo, porque que saco isso de falar e ele não ouvir!

 

Já aconteceu várias vezes. Eu sinto essa vontade de agir com violência crescer dentro de mim de forma consciente, e estreito os olhos, imaginando a cena, tipo filme. Eu grito, faço uma cara bem feia. Ele se assusta. O comportamento indesejado pára imediatamente, substituído pelo medo, desapontamento, a ansiedade, tudo visível em seu rostinho amedrontado, e ele chora a culpa de ter provocado essa reação na mamãe.

 

No meu peito cresce o remorso e o arrependimento por ter usado meu tamanho de adulta e sua vulnerabilidade de criança de forma tão desrespeitosa pra conseguir o que quero através do medo. Eu sinto que o que tenho que lidar agora é bem mais difícil e sério do que a ação que que provocou minha reação agressiva pra começar.

 

O filme para e eu me vejo ali de frente pro desafio de comportamento do meu filho de 2 anos e 8 meses. Tipo quando a gente acorda de um pesadelo, eu sinto alívio pela cena não ter sido de verdade e agradeço por ter outra chance. Eu respiro e tento de novo. Proponho uma outra brincadeira, redireciono sua atenção, puxo um assunto que lhe interesse muito.

 

Normalmente, e eu acho que é porque ele sente o meu limite e o meu esforço, funciona. E se não funciona, eu continuo tentando. No meu peito a certeza de estar agindo com respeito me encoraja e reenergiza. O melhor caminho, afinal, há de ser, sempre, o caminho do amor.

@carolmachadolopes

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