Sexta, 18 de Janeiro de 2019 - 09:05

A mãe que eu quero ser em 2019

por Nine Lima

A mãe que eu quero ser em 2019

 

A chegada de um novo ano sempre nos traz reflexões sobre o ano que passou e muitas expectativas para o que estar por vir. E para nós, mães, não é diferente quando pensamos em tudo que fomos e em tudo que queremos ser como mães. A cada ano, são inúmeras as descobertas, as aprendizagens e aquele desejo íntimo de que poderia ter sido melhor, eu queria ter sido uma mãe “melhor”.

 

Certamente esse pensamento deve passar pela cabeça de toda mãe, mas o que seria uma mãe melhor para o seu filho? E que mãe eu quero ser a partir de 2019? A resposta pode parecer óbvia, mas os caminhos são muitos e os desafios também. O que você mudaria? O que gostaria que acontecesse e não aconteceu?

 

Ser mais paciente, ter mais tempo de qualidade com eles, fazer mais coisas juntos são coisas que com certeza muitas mães gostariam que acontecessem em 2019. Mas, o que você tem feito para conseguir ser a mãe que você tanto deseja?

 

Sem síndrome de perfeição ou excesso de culpa, aquilo que você quer ser como mãe começa a nascer bem aí dentro, quando você se propõe a pensar sobre o assunto e começa a colocar em prática aquilo que acha que é importante para se tornar a mãe que você quer ser na vida do seu filho. E eu não acho bobagem listar tudo que queremos ser e dedicar um tempo para encontrar maneiras de tornar esses desejos possíveis.

 

Já percebeu que em qualquer outra área da sua vida quando temos metas claras, criamos estratégias para alcançá-las? Estudamos, listamos e encontramos meios para conseguir, então por que com a maternidade seria ser diferente?

 

Por isso, a mãe que você quer ser só depende de você! Aproveite a oportunidade deste novo ano e dedique um tempo para listar aquilo que gostaria de melhorar e trabalhar na sua vida, crie rotinas que incluam um tempo para leitura sobre uma parentalidade consciente e participativa, inclua mais momentos de lazer, programações para fazer coisas juntos, em família, construam pontes, façam receitas juntos e crie até momentos de “fazer nada” em casa, mas que boa parte do tempo juntos! E construa memórias que você deseja deixar para seu filho ou filha...

 

A mãe que você quer ser depende muito de você e tem muito a ver com o que você quer deixar de si mesma para o seu filho, mas pense também no filho que você quer deixar para você e para a vida, mãe!

 

36 anos, mãe de Gêmeos, Administradora, Servidora Pública e Autora do Blog Querida Mamãe 

www.queridamamae.com

IG @blogqueridamamae

Facebook /blogqueridamamae

Blogando: Os diversos problemas de colocar um corpo negro no espaço de hiperssexualização

 

Gostaria de provocar reflexões sobre o clipe do single “Melhor Que Eu” lançado por Cleo Pires, com participação do cantor e compositor Mano Brown.  A atriz vem investindo na carreira musical há alguns meses e este último clipe ilustra uma faixa que fala sobre sexo. O que causou rebuliço na internet não foi o fato de Mano Brown fazer uma participação sem cantar, mas sim como o personagem dele é incluído na história.

 

São diversos os problemas de colocar um corpo negro no espaço de hiperssexualização, mas é preciso antes esclarecer que achar alguém sexy não é necessariamente hiperssexualizar aquele corpo, ok?

 

Se a gente pensa em como são construídas identidades negras, veremos que o corpo negro sempre esteve no lugar de subalterno e serviçal, servindo apenas para o trabalho ou para o sexo. Temos o corpo da mulher negra que, já na época escravista, era visto não como um corpo a ser amado, mas a ser usado. E quando pensamos em homens negros, não parece ser diferente. É um ser que sempre esteve no papel da não-emoção e da virilidade inquebrável.

 

Muita gente deve pensar que não houve nada demais no clipe da Cleo Pires. Isso porque uma das faces do racismo é a sutileza, pois ele está tão presente nas estruturas que parece imperceptível e só aqueles que estão sendo agredidos vão perceber que se trata de uma agressão. Às vezes, nem mesmo os agredidos percebem a dor, de tão enraizado.

 

O clipe reforça uma série de estereótipos sobre o corpo do homem negro. Aquele que é desejado pelas brancas por causa do corpo, por causa da pegada. É um homem negro colocado sem nenhum enredo, ele está ali apenas em função dela e, inclusive, a única relação dos dois é apresentada no contexto sexual. Ele não tem vida, não pensa e nem sente. Ele só está ali em função da mulher branca, para satisfazê-la.

 

Como não pensar que é problemático colocar um corpo negro novamente neste lugar de objeto? Um corpo que sempre esteve na posição de subalterno sendo colocado mais uma vez neste lugar. É interessante pensar no quanto a "fetichização" perpetua no imaginário social branco a ideia de que os homens negros sempre tem o orgão sexual maior do que o normal, que sempre são viris e másculos e que servem apenas para isso.

 

A questão da hiperssexualização de corpos negros sempre irá me remeter ao filme Vênus Negra, que conta a história de Saartjie Baartman, uma mulher negra que deixou o sul do continente Áfricano e virou atração de circo na Europa por causa do seu corpo e órgãos sexuais considerados inusitados e exóticos. Apesar de falar sobre a sexualização do corpo da mulher negra, é uma história que me lembra o quanto esses corpos negros são marginalizados e nunca colocados no lugar de intelectualidade e sensibilidade, mas sempre no espaço de desumanização.

 

Muito me surpreende o fato de Mano Brown ter aceitado fazer parte disso, porém, apesar de saber que existe um grande problema além disso, faço das palavras do Mitchell Masterson e Caio Cesar as minhas: “a hiperssexualização é um problema de quem o faz, não de quem se mostra”.

@Asheley Malia

Sexta, 04 de Janeiro de 2019 - 08:05

A importância de manter um bom relacionamento no ambiente corporativo!

por Patricia Lopes

A importância de manter um bom relacionamento no ambiente corporativo!

Uma boa imagem profissional é um dos principais itens buscados pelas empresas em seus processos seletivos.

 

Afinal, a partir dela é possível identificar se o candidato possui elementos importantes para construir relações produtivas e duradouras, como confiança, ética e respeito.

 

Realizar uma gestão de reputação é fundamental para uma carreira bem-sucedida. Uma boa reputação pode ser definida com a formação e manutenção de uma imagem positiva sobre o profissional frente as suas ações, comportamento e caráter.

 

No entanto, não se trata apenas de um momento, mas sim de toda sua trajetória profissional. Esse cuidado é muito valorizado pelas empresas, pois existe uma transferência da imagem da organização para os profissionais contratados. Porém, a reputação não está relacionada apenas a imagem profissional, mas também ao comportamento com o outro.

 

Atitudes éticas dentro das organizações fazem toda a diferença quando o assunto é reputação profissional. São elas que farão com que as pessoas respeitem você, queiram trabalhar com você e mantenha uma relação de confiança.  

 

Um mercado competitivo e dinâmico exige que os profissionais invistam em relacionamentos corporativos.

Afinal de contas, quem cuida de sua imagem costuma investir em si mesmo fazendo um bom networking, frequentando eventos do setor, ministrando palestras ou escrevendo artigos sobre tendências, por exemplo. Todas essas práticas contribuem para que os laços profissionais sejam fortalecidos.

 

Por isso, se você deseja crescer e investir na sua carreira, foque na sua imagem, comunicação e comportamento, pois eles terão papéis decisivos no seu ambiente de trabalho. 

Patrícia Lopes

Consultora de Etiqueta e Imagem 

Instagram @etiqueta_patricialopes

Sexta, 28 de Dezembro de 2018 - 08:05

8 vitaminas essenciais para saúde de nossos cabelos

por Rafaela Santos

8 vitaminas essenciais para saúde de nossos cabelos

Além do estresse e da poluição, uma das principais causas da queda de cabelo é a deficiência de vitaminas. Normalmente, as pessoas que sofrem com a queda de cabelo também sofrem de deficiência de vitamina em suas dietas.

 

Claro que existem outros fatores que provocam a queda capilar como problemas hormonais, efeitos colaterais de medicamentos e o corte químico. Tirando essas situações em que o organismo está “doente”, neste caso recomendo que  procure um médico ou tricologista para te orientar. Mas se seus cabelos estão quebradiços, opacos, sem movimento, brilho e crescimento você pode estar sofrendo da deficiência de vitaminas em seu organismo. 

 

Quais são as vitaminas eu preciso? Bem, quando uma pessoa está  internada, sofre uma cirurgia, a equipe de nutrição costuma fornecer determinados tipos de alimentos que irão ajudar na cicatrização, etc...

 

É bem assim com os cabelos também... temos que fornecer as vitaminas que irão agir a favor da saúde capilar. Na tabela de vitaminas temos 8 que são essências para a saúde dos cabelos:

 

1. Ferro 

2. Vitamina B 

3. Zinco 

4. Anti-Oxidantes 

5. Vitamina A 

6. Proteínas. 

7. Ácido Pantotênico ou Vitamina B5. 

8.Biotina 

 

1.Ferro: 

A falta de ferro no organismo não provoca apenas a anemia, mas também contribui para a queda dos cabelo. Aumentar a ingestão de ferro promove  uma mudança significativa no crescimento do cabelo. 

 

2. Vitamina B:

É comum encontrarmos esta vitamina como ingredientes de shampoos. Comer alimentos com alto teor de vitamina B vai aumentar o crescimento do cabelo e reduzir a sua queda.

 

3. Zinco: 

Abundante em carnes vermelhas, pode reverter qualquer problemas no couro cabeludo. Outro benefício do consumo de zinco  (para aqueles que sofrem de deficiência de zinco), é que estimula a vida sexual.

 

4. Anti oxidantes:

Anti-oxidantes, mais popularmente conhecido como vitaminas A, C e E, tais vitaminas são geralmente tomadas para ter uma pele mais bonita.

 

5. Vitamina A:

Embora seja  parte do grupo de anti-oxidantes, a vitamina A quando tomado em excesso leva à queda de cabelo. Portanto, é aconselhável fazer o check up com o acompanhamento de um médico.

 

6. Proteínas:

Comumente encontrada em carnes e aves, a proteína é mais um componente vital do cabelo. Na verdade, ela compõe 90% da estrutura do cabelo. Junto com vitaminas do complexo B.

 

7- Ácido pantotênico ou vitamina B5:

É  mineral essencial para a saúde do couro cabeludo.

 

8- Biotina (Vitamina H)

É a vitamina mais popular na ajuda contra queda de cabelo.

Rafaela santos 

@rafafranciscablog

Sábado, 24 de Novembro de 2018 - 07:44

'Diabetes sem Medo' acontece na Praça Ana Lúcia Magalhães

por Larissa Rosado

'Diabetes sem Medo' acontece na Praça Ana Lúcia Magalhães

Eu sou diabética desde os sete anos de idade e estamos tentando criar uma associação com o objetivo de orientar pessoas em todos os aspectos que envolvem diabetes, inclusive no jurídico que é a minha área. Mas enquanto não temos associação criamos Ações.

Tendo em vista que o Novembro é o mês Mundial de atenção ao diabetes, pensei em realizar uma ação que motivasse a sociedade como um todo. Vamos compartilhar informações do tipo como orientar os familiares a lidar com a diabetes, entender alguns aspectos do prato do dia a dia que são importantes para um bom controle da doença entre outros assuntos.

 

Então, estou aqui no Blogando do Bahia Notícias Mulher a convite de Iga Bastianelli para dizer a vocês que é a amanhã domingo 25.11 que acontece a Feira de Saúde com serviços gratuitos na Praça Ana Lúcia Magalhães. Entre às 8 e 13h, o evento “Diabetes Sem Medo” irá alertar sobre a doença que mata mais de 60 mil pessoas por ano no Brasil, teremos atendimentos odontológicos, além de orientação sobre bem-estar com uma equipe multiprofissional e aferição da pressão arterial. 

Durante a ação, será montado um espaço kids para o público infantil, no intuito de trabalhar a conscientização precoce sobre a doença com músicas e entretenimento educativos. Aulas de alongamento e atividades físicas também serão promovidas durante a mobilização. 

Essa ação busca sensibilizar as famílias e população em geral para além dos postos de saúde e hospitais, quanto maior o alcance de informações sobre o diabetes mais fácil fica o controle e prevenção da doença.


Dados – De acordo com o Ministério da Saúde Salvador aparece como uma das capitais que tem o maior percentual de pessoas com a enfermidade, com uma média de 6,6% do total da população portadora do agravo. Nos últimos 10 anos, o percentual de mulheres soteropolitanas que apresentaram diagnóstico médico de diabetes aumentou 45%.

Domingo, 18 de Novembro de 2018 - 08:30

Dicas da consultora de etiqueta para as festas de Final de Ano na empresa!

por Patrícia Lopes

Dicas da consultora de etiqueta para as festas de Final de Ano na empresa!

Bom senso é fundamental para evitar deslizes e ganhar pontos com o chefe e colegas de trabalho.

Evite excessos!

O ambiente festivo exige cuidados para que a confraternização não se torne um arranhão na imagem pessoal e profissional do funcionário.

Apesar das festas de fim de ano serem um momento de descontração em que nos permitimos uma maior aproximação de alguns colegas e até do chefe, não se pode descuidar da postura.

As atitudes neste tipo de ambiente devem ser as mesmas do ambiente profissional, mais com um pouco mais de leveza.

 

Um comportamento inadequado, uma roupa extravagante ou exagero no consumo de bebidas alcóolicas podem ser determinantes para que o funcionário passe a ser malvisto na empresa.

“Em contraponto, um comportamento adequado, condizente com as regras da empresa, somadas a uma conversa agradável podem contar pontos a seu favor”.

Embora, muitos não percebam, estes são excelentes momentos para atualizar a rede de relacionamentos, pois permitem a aproximação com colegas de diferentes áreas.

 

Dicas:

 

Presença - Apareça!

Traje- discrição e sobriedade são fundamentais.

Conversa -ao tentar se aproximar de alguém com quem não tem muito contato no dia a dia, se apresente antes.

Não fale gírias, evite gargalhadas, fale sempre em tom baixo.

Comportamento-

Encher o prato, e repitir diversas vezes é algo muito deselegante.

Não fale de coisas negativas como tragédias, vida alheia,etc.

Bom humor, sempre!

 

Patrícia Lopes

Consultoria em Etiqueta e Imagem

Instagram:

@etiqueta_patricialopes

Sexta, 09 de Novembro de 2018 - 08:05

Reflexões de uma Mãe Blogueira: um dia após o outro!

por Carol Machado Lopes

Reflexões de uma Mãe Blogueira: um dia após o outro!

19:37.
Desde 5:20 em pé, Francisco gripado, não quer entrar no banho, não quer sair do banho, não quer botar a fralda, não quer fazer nebulização, não quer subir, não quer descer, não quer nada, chorando, gritando, batendo as pernas. Lavagem nasal é de 2hx2h uma guerra, só aceita comer banana e pão, se não for joga no chão. O pai viajando, casa de cabeça pra baixo, fiz uma canja potente, ele só bebericou. 19:37 e eu sou uma mãe frustrada, preocupada, exausta.


19:37 e eu pensando que adoraria ter passado o dia no trabalho de batom e salto alto, pensando em outras coisas, no silêncio tranquilo do mundo sem crianças.

20:18 ele não quis dormir e eu não quis insistir. Resolvi desligar a mãe desesperada e simplesmente esperar o dia acabar. "Qué banana mamãe"
Banana não tem filho. "Qué pão"
Pão não tem. Tem sopa.
Já tava em paz com o não que ele ainda nem tinha dito, quando ofereci só o caldinho na xícara.
"Na xícara é? Quero." Tomou tudo, tomou mais, comeu os legumes, repetiu, disse huum. Tocou violão com a irmã, riu, brincou, escovou os dentes, deitou feliz e tranquilo, me abraçou e dormiu. 

21:40 e só falta eu tomar minha canja, deixar a casa habitável e fazer nebulização enquanto ele dorme. 

22:54 e o dia acabou. Eu ensaio uma reflexão sobre o quanto ele relaxa da necessidade de se impor indivíduo quando eu relaxo da necessidade de me impor mãe. Fica pra amanhã que hoje o dia já acabou. Filho melhorando, o coração vai acalmando, e o dia já acabou. O dia sempre acaba minha gente. O dia sempre acaba.

Sábado, 03 de Novembro de 2018 - 08:58

Você não é relógio!

por Aline Castelo Branco

Você não é relógio!

O problema não está na hora a que o outro volta para casa, mas na confiança que você tem (ou não) na capacidade dele colocar limites. Certa vez, uma mulher, bem vivida, independente, bonita, procurou-me para tratar uma “esquisitice”, que estava a atrapalhar bastante o seu casamento. A “esquisitice” dela tratava-se de insegurança.

 

Ciúmes não têm relação com amor. Aprenda isso. Os homens gostam de mulheres seguras de si, diretas e sem pieguices. Por isso, pare de ligar para dizer a que horas o outro tem que voltar para casa. A não ser que de facto precise da pessoa, caso contrário, esqueça! Deixe o seu parceiro organizar o próprio horário e aproveitar os seus momentos de lazer, caso esteja a tomar uns copos com amigos ou a jogar futebol.

 

Guardadas as situações exageradas, não vale a pena ficar a cercear a alegria alheia. O problema não está na hora a que o outro volta para casa, mas na confiança que você tem (ou não) na capacidade de ele colocar limites.

 

Quanto mais damos liberdade ao nosso companheiro, mais segurança tem para retornar. Quando aprisionamos alguém, ao soltarmos, a primeira coisa que a pessoa faz é voar sem limites. Ser livre é tão bom que, ao perceber isso, o outro nunca mais volta. Somos como pássaros, gostamos de ser livres, mas não podemos achar que a relação é viver eternamente numa gaiola.

 

Confiança é algo muito grande e tem a ver com sabedoria. Casamento é entrega: de emoções, de razão, de paixão, de amor e de liberdade.

Sexta, 26 de Outubro de 2018 - 08:31

O que você sabe sobre 'Fake News'? Reflexões de uma advogada sobre notícias falsas

por Olívia Pimentel

O que você sabe sobre 'Fake News'? Reflexões de uma advogada sobre notícias falsas
Foto: Arquivo Pessoal

O que eu tenho recebido de notícias falsas por conta da eleição para Presidente me fez refletir e escrever esse texto. São tantas informações improcedentes e sem conteúdos que muito me admira inclusive a falta de cuidado na divulgação de certas informações por determinadas pessoas. Não é de hoje que notícias falsas são implantadas, elas tiveram sua origem na Grécia Antiga, evoluíram ao longo dos anos e com o advento da internet mudaram de nome, agora são conhecidas como “Fake News”.

 

Com a popularização das mídias sociais cada vez mais as falsas notícias fazem parte do nosso dia a dia, pois a rapidez e facilidade de sua divulgação são instantâneas, em frações de segundos é muito fácil implantar uma notícia falsa mundialmente, o problema é como fica a pessoa ou empresa prejudicada? Como retirar da mídia a informação? Dependendo da extensão, praticamente é impossível.

 

A legislação brasileira vem adotando medidas ao longo desses anos visando a proteção à aqueles que por conta de uma divulgação de uma notícia falsa, experimentaram o dissabor de ver a sua honra e a imagem severamente denegridas. Inicialmente tínhamos apenas a proteção Constitucional, através dos incisos V e X do artigo 5º da Constituição Federal de 1988, qual cuida do direito de resposta e de indenização, porém não se aprofunda na matéria, porém não paramos por aí, muito anterior a CF, esse tipo de crime poderia ser enquadrado nos artigos 138 a 140, que cuidam de calúnia, difamação e injúria.

 

Após um grande lapso temporal, e por conta de toda a evolução, finalmente somente em 2012 com a promulgação da famosa Lei Carolina Dieckmann, assim como ficou conhecida a Lei 12.737 foi que promoveu as alterações no Código Penal, tipificando os chamados delitos ou crimes informáticos. Daí em diante não paramos, em 2014 ingressamos de vez na era digital com o Marco Civil da Internet, que veio para consagrar o direito da inviolabilidade da intimidade e da vida privada.

 

Porém o mundo não parou, conhecida pelas siglas em inglês GDPR (Regulamento Geral de Proteção de Dados), Lei da União Europeia que protege os dados das pessoas veio afetar todo o mundo, inclusive nós brasileiros. Por conta disso, recentemente foi promulgada a Lei 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados, LGPD, como está sendo chamada, qual apenas entrará em vigor em 2020, justamente para que todos se adaptem a implantar controles de proteção de dados pessoais. Toda essa história somente para dizer que as consequências de uma divulgação de notícias falsas não ficarão mais na seara criminal, assim como a utilização inadequada de informações pessoais implicará em sérias consequências.

 

A responsabilidade sobre a divulgação falsa não será apenas de quem a implantou, será também do veículo de comunicação, inclusive de quem as repassa. A novidade é que a proteção de dados será geral, qualquer tipo de informação, seja essa de pessoa física ou jurídica será de inteira responsabilidade de que as detém, ou seja, caso a parte envolvida detenha informações pessoais de terceiros, seja qual for a informação, será de sua inteira responsabilidade a guarda e a proteção, a divulgação somente será possível com autorização prévia da pessoa ou dos órgãos autorizados. O vazamento de informações indevidamente acarretará multas altíssimas que vão de 2% do faturamento da empresa até R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais) por infração.

 

Mas depois de tudo que falamos, fica a pergunta, o que fazer se você for vítima de uma fake news? “Nós orientamos a ingressar com uma ação de obrigação de fazer em face da empresa que disponibilizou o espaço virtual para divulgação, pois é possível descobrir a origem através do endereço IP. Além disso, por via judicial a empresa além de responder solidariamente, é obrigada a fornecer a identificação, do divulgador, o que fica mais fácil para obter uma indenização, o que se busca é a reparações do prejuízo e o dano moral. Nosso conselho é “antes de divulgar uma notícia falsa, de mandar correntes, de encaminhar aquela piadinha sem graça, ou aquela foto montada, pense duas vezes, você fará parte da cadeia de divulgação e será responsabilizado por isso”.

 

Olívia Pimentel é advogada formada pela Universidade paulista, pós graduada em Ánalise de Negócios pela FAAP e pós graduanda em Direito Ambiental Novas tendências pela FGV, especialista em Direito do Consumidor e Direito Imobiliário.

Sexta, 19 de Outubro de 2018 - 05:37

Reflexões sobre o filme 'Felicidade por um Fio'

por Ashley Malia

Reflexões sobre o filme 'Felicidade por um Fio'

A Netflix lançou o filme “Felicidade Por Um Fio” (Nappily Ever After), uma comédia romântica que conta a história de Violet Jones, uma mulher negra, publicitária e que, aparentemente, tem a vida perfeita, o emprego perfeito, as roupas perfeitas e... o cabelo liso perfeito.

 

Quando vi todo mundo falando sobre o filme e após alguns amigos me indicarem, fui rapidamente assisti-lo. Principalmente por conta do tema da minha pesquisa de conclusão do curso de jornalismo que fala sobre cabelo crespo e afirmação da identidade negra.

 

Logo na primeira cena, o filme me faz disparar vários gatilhos com relação a cabelo na infância. Violet não podia brincar e se sujar como as outras crianças e nem podia tomar banho de piscina, tudo isso por causa do seu cabelo alisado e pelo fato de ser negra. A mãe obrigava Violet a estar sempre limpa, arrumada, comportada e perfeita. Nesse filme, a perfeição é uma questão muito importante para entender as subjetividades tanto de Violet, quanto da sua mãe.

 

Na obra, destaco principalmente quatro personagens-chave: a protagonista, Violet, interpretada pela atriz Sanaa Lathan; sua mãe, Paulette Jones, interpretada por Lynn Whitfield; Will, o cabeleireiro, interpretado por Lyriq Bent; e Zoe, a filha de Will, interpretada por Daria Johns. Cada um desses personagens têm papéis fundamentais no desenvolvimento da personagem principal e, ao longo do filme, vamos percebendo isso.

 

Após um incidente que lhe causou um corte químico, Violet se vê obrigada a mudar sua relação com o cabelo. E, junto a isso, romper o relacionamento foi também um fator decisivo para a personagem com esse cabelo. Apesar de ter me incomodado essa motivação ter se dado a partir da figura masculina e essas relações terem girado em torno de todo o enredo, acho que faz parte também da subjetividade de Violet, que sempre foi ensinada pela mãe a estar linda, perfeita e lisa para agradar os homens.

 

A mãe de Violet, Paulette, é colocada no filme como a figura responsável por moldar e construir o comportamento da personagem. A postura perfeita e embranquecida foi, desde a infância, incentivada pela mãe. E aqui não a critico, pois nós mulheres negras sabemos o peso do racismo em nossas vidas e imagino que não deve ser fácil criar uma criança negra nesse mundo. Foi questão de sobrevivência e percebemos isso em uma cena no final do filme.

 

Will, o cabeleireiro, entra no filme como um contraponto a Clint, o ex-namorado de Violet. Eles se relacionam durante um momento e Will é esse cara que a faz se sentir confortável e ela mesma. Além disso, a relação que o personagem tem com o cabelo crespo e a identidade negra é um fator importante para as decisões que Violet toma em certos momentos.

 

A filha de Will, Zoe, é tudo o que Violet queria ser. Uma criança doce e livre com o seu cabelo e sua identidade. Podemos dizer que Zoe é uma criança empoderada (risos). E isso se deve a criação do pai, que sempre resistiu à mãe da garota, que alisava o cabelo, e nunca deixou que ela alisasse o cabelo da filha. E Zoe é uma criança livre, ela faz o que quer e o que sente vontade. Em uma cena com Zoe e Paulette é possível perceber o quanto uma criança negra incomoda, mesmo sendo igual às outras crianças brancas. Na cena, a menina estava próximo da mesa de comidas, olhando e escolhendo o que comer, e sabemos que isso é coisa de criança, mas Paulette a olha feio, briga com Zoe e demonstra ser um incômodo.

 

Por fim, Violet é a personagem que nos mostra que não é só cabelo. Existe um sentimento de liberdade na cena onde ela raspa os cabelos que me emocionou, porque foi como me senti quando fiz o big-chop e tenho certeza que outras mulheres negras que passaram pela transição capilar também sentiram. O filme conseguiu transparecer muito bem esse sentimento de liberdade.  E é a partir desse momento que a identidade de Violet começa a florescer, ela começa a perceber que não é obrigada a agradar os outros, ela percebe como o racismo age quando passa a ser ignorada com o cabelo raspado ou crespo, ela percebe os olhares.

 

Felicidade Por Um Fio é um filme que mostra o quanto a transição capilar é um processo importante na vida de mulheres negras. Assumir a estética crespa é assumir uma corporeidade e identidade racial que sempre foi sua, mas esteve escondida, pois na minha opinião a branquitude se auto-afirma como estética bela e superior e coloca a estética negra como inferior. E no momento em que decidimos assumir nossos cabelos crespos, estamos assumindo também uma estética de afirmação, de orgulho e também de resistência, pois se sentir bonita com a estética que é colocada como feia durante toda a sua vida é um ato revolucionário.

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