Segunda, 30 de Março de 2020 - 12:05

Poesia e reflexões em tempos de isolamento social

por Thais Villar

Poesia e reflexões em tempos de isolamento social


Após o carna-val
Do vendaval da carne
A quaresma en-carna
Reclusos no Karma
De um auto isolamento
Ainda dúbio de momento
Adestramento de movimento
Mas eu tento, neste intento
Para a carne, um alento

Vida que é escolha
Convoca à renúncia.
Denúncia de negação.
A um vírus invisível
Uns dizem sim
Outros dizem não
Interdependência que desafia
Coexistência que alerta
Se há carne, pode haver putrefação.
Contaminação.

A pandemia que exala
O que quase todo mundo cala
Sobre o que quase não se fala
O recalque: o desfalque.
Essa falta mais faltosa ainda
O buraco sem fundo
Essa angústia que não finda
Afeto de final de mundo
E tu, e eu e ele, mais humanos, mais ainda
Mas, olho as prateleiras vazias
E vejo um escarro imundo:
Não há oração para todas as crias.

Quarenta e quatro anos tenho
Quaresma não faço
Não sou feita de aço
Tenho pulmões a pleno vapor
Cabeça pensante, labuta constante
Mas a falta de ar afirma
Sim, há um temor
E nesse Isso tem algo que me traga
Me inspira e me murcha
Me melhora e me estraga
E a quarentena resolve:
A ti, o que te move?

Não sou canalha
Enxergo o fio da navalha
Não tenho casta
Reconheço uma “pessoa nefasta”
E por mim sou quase inominável
Estou por um triz, atriz, abominável
Pela falta de paciência
Minha acidez queima e crema
Como esse álcool que ora reina
Encharca a taça, em gel higieniza
Vale a analgesia para ficar na própria companhia
E na escuta de tanta gente que, na blasfêmia, teoriza
Hipócrates e hipocrisia

Covid e cova
Eu quero é prova
De que tu e os teus
Nas tramóias de alcova
Vão se colocar na reta
A mim não me desinfeta
A mim também não me infecta
Porquê não adianta só saber
Tem que saber-fazer
Reconhecimento de um Desejo
E meu ensejo, por hora
É tão somente,
in-conscientemente: viver.

* Thaís Villar é formada em direito e escritora 

Instagram: @thaiscravovillar

Facebook: thaisvillar e tchaulobomau

Blog: pulsoeimpressoes.new.blog

Quinta, 19 de Março de 2020 - 17:05

Saúde emocional durante o isolamento: o que fazer? 

por Elaine Ribeiro

Saúde emocional durante o isolamento: o que fazer? 



Vivemos tempos difíceis e incertos frente à pandemia de coronavírus, que exige de nós muitas mudanças. Por exemplo, novas jornadas de trabalho, isolamento social, adiar compromissos, aumentar os cuidados com higiene pessoal e limpeza dos ambientes e, especialmente, atitudes e posturas responsáveis para evitar o pânico ou aumentar estados ansiosos. 

É um grande desafio para um mundo que nos pede para sermos ativos e produtivos o tempo todo. Porém, a não transmissão desse vírus só será possível se tivermos um comprometimento pessoal em favor do coletivo. 

Conscientes de nossas responsabilidades para frear a disseminação do Coronavírus, é importante também estarmos atentos a ansiedade gerada em muitas pessoas, e agravada naqueles que já sofrem com transtornos de natureza ansiosa. 

Sendo assim, com objetivo de manter o equilíbrio mental e a nossa saúde, podemos recomendar, especialmente àqueles que podem desenvolver quadros de ansiedade, que evitem confirmar a todo momento notícias de casos de infectados e mortos, pois, ao ficar em estado de alerta, fazem projeções ou criam cenários que podem ser piores do que o real. Também é extremamente importante acessar fontes confiáveis de informação, priorizando os canais de órgãos oficiais e meios jornalísticos tradicionais. 

Use sua disposição para atitudes de prevenção e cuidado. Não quebre a quarentena por razões que não estejam previstas neste tempo; não subestime os fatos, esteja, dentro do possível, agindo com segurança. Evite grupos de whatsapp ou redes sociais que propagam um grande número de informações, muitas vezes, sem fonte confiável. A sobrecarga de informações é altamente prejudicial! 

Procure atividades dentro de casa que possam ocupar seu tempo de maneira útil: leia livros, assista filmes, organize sua casa, veja coisas que estavam pendentes e não eram feitas porque você não encontrava tempo. Compreenda que não conseguimos controlar tudo, porém, algumas coisas estão ao nosso alcance! 

Seja realista, mas evite o pessimismo, pois ele aumentará sua angústia. Procure conversar sobre seus sentimentos com pessoas que possam aceitá-los e não influenciá-lo para que fique ainda mais ansioso. Ouça música! Uma boa trilha sonora poderá ajudar, e muito, seu estado de humor. Desenhar, pintar, propor jogos em família e fazer uma prática relaxante pode ser bastante útil. 

Embora o tempo seja de distanciamento no convívio social, use os meios digitais para aproximar-se de amigos e familiares. Mantenha uma boa rotina de sono e alimentação saudável, pois isso contribui para o aumento da resposta imunológica. Entenda a mudança como uma necessidade para um bem maior, porque ao relutar em ter pequenos gestos, você pode colocar em risco seu processo emocional ou de seus parentes. 

É tempo de nos revermos, de aceitarmos mudanças repentinas, pois precisamos deste comprometimento coletivo. Ninguém gosta de viver aprisionado, mas este sentimento pode ser amenizado a partir da forma como você avalia as situações. 

Não é "prisão", é colaboração! Também não é necessário negar a situação, mas, sim, reduzir nosso ritmo de vida, rever nossas posturas e, se necessário, buscar ajuda. Muitos psicólogos estão mantendo atendimento online. O Centro de Valorização da Vida (CVV) está com linhas abertas para o contato telefônico pelo número 188, e muitas iniciativas solidárias têm mostrado que precisamos ter esperança, sempre! 

Elaine Ribeiro é psicóloga clínica e organizacional da Fundação João Paulo II / Canção Nova. 
 

 
Sexta, 06 de Março de 2020 - 16:05

Reflexão de uma líder: "O papel das empresas para equidade de gênero"

por Paula Castro

Reflexão de uma líder:

 

No mês de comemoração ao Dia Internacional da Mulher, é impossível não refletir sobre os avanços feitos na representatividade feminina no mercado de trabalho. Ainda assim, há muitos desafios que estão diante de nós para alcançar níveis mais altos de equidade nos espaços majoritariamente masculinos.

Sabemos que, no Brasil, as mulheres são grande parte da força de trabalho, mas os números relacionados ao poder feminino em cargos de chefia precisam melhorar. O perfil das mulheres de hoje é muito diferente daquele do começo do século.

Chamo atenção sobre isso como alguém que reconhece que ocupa uma posição por tanto tempo masculinizada. Como líder de uma operação de manufatura em uma multinacional como a Bayer, uma indústria química, seria mais rápida a associação a um representante masculino, e não o inverso. No entanto, as mulheres estão construindo um futuro mais igualitário, então torna-se cada vez mais importante o apoio de empresas responsáveis e conscientes, para dar espaço à competência de seus colaboradores sem a preocupação com o gênero.

Minha trajetória profissional sempre me levou para a indústria. Escolhi fazer um curso de Engenharia, onde mais uma vez a maioria é masculina, e desde que saí do colégio técnico, trabalhei com grupos e times majoritariamente formados por homens. Posso dizer que nunca me senti intimidada por isso. Talvez porque, dentro de casa, na educação que recebi de minha mãe Sonia, eu já sabia que precisaria me impor e lutar para ganhar meu espaço, pois ela também fez o mesmo. Eu trabalhava durante o dia, estudava à noite e me inspirava nas poucas mulheres que me rodeavam naquela época, há 20 anos, para seguir e fazer escolhas profissionais.

Hoje aos 38 anos de idade, olho para a minha jornada e me encho de orgulho e gratidão. Orgulho pelas conquistas do trabalho e pela minha vida pessoal. E gratidão por ter encontrado, no meio desse caminho, empresas e líderes que acreditaram no valor da inclusão e diversidade, me permitiram ser quem eu sou. Como mulher e executiva, entendo a minha responsabilidade em contribuir para políticas e práticas mais justas e encorajar outras mulheres a construir suas próprias jornadas de sucesso e felicidade.

Paula Castro é líder de HSE (Saúde, Segurança e Meio Ambiente) para as operações de Manufatura de Sementes na Bayer de Camaçari

 

Sábado, 22 de Fevereiro de 2020 - 07:05

Reflexões da Advogada: "Mas é carnaval", "Foi só um beijinho": #Nãotemdesculpa

por Paula Krempser

Reflexões da Advogada:

Salvador realiza uma das festas mais esperadas do ano. Os sorrisos estampados nos rostos traduzem a alegria dos foliões em curtir os quase 10 dias de festa ao som de bandas afamadas, com diversos gêneros musicais.

 

Como diz Leo Ribeiro, “Vamos cantar, dançar, pular, correr atrás do trio... Vamos brincar, azarar, namorar, cair na folia”, porém, não esqueçamos que o assédio sexual contra foliãs e foliões desde 2018, com a entrada em vigor da Lei nº 13.718, criminaliza os atos de importunação sexual e divulgação de cenas de estupro, nudez, sexo e pornografia, condicionando a pena para as duas condutas em prisão de 1 a 5 anos, mais dura do que para homicídio culposo (sem intenção de matar), cuja pena é de 1 a 3 anos.

 

A importunação sexual foi definida em termos legais como a prática de ato libidinoso contra alguém sem a sua anuência “com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro". Vale destacar que este tipo de crime foi inserido no Código Penal atual no Título VI - Dos crimes contra a dignidade sexual, Capítulo I - Dos crimes contra a liberdade sexual, artigo 215-A, deixando claro que o Poder Legislativo consagrou que o “pudor” não se relaciona mais com a “dignidade sexual”, como ocorria no código de 1940. Mas a proteção desse “pudor público” ainda não foi afastada completamente, visto que se mantiveram os crimes de ato obsceno e objeto obscenocomo dispostos nos artigos 233 e 234 do Código Penal.

 

O crime de importunação sexual, como acima tipificado, tem como bem jurídico protegido a liberdade sexual dos cidadãos, ou seja, seu direito de escolher quando, como e com quem praticar atos de cunho sexual. É crime comum, ou seja, pode ser praticado por qualquer pessoa, seja do mesmo sexo ou gênero, e a vítima também pode ser qualquer pessoa, com exceção a condição de vulnerável, que não impede seu enquadramento do fato à norma, desde que não haja contato físico.

 

O elemento subjetivo sempre será o dolo direto e especial, tal seja vontade dirigida à satisfazer do próprio despudor, libidinagem, ou de terceiros, não bastando o simples toque ou “esbarrão” na pipoca ou no bloco, por exemplo. Deve ser ato doloso capaz de satisfazer a lascívia do agente e ofender a liberdade sexual da vítima ao mesmo tempo. O momento consumativo será com efetiva prática do ato libidinoso, admitindo tentativa, como por exemplo, tentar “passar a mão” nas partes íntimas de alguém no ônibus, na pipoca ou no bloco e ser impedido por populares.

 

Assim, como estamos em um período festivo, onde diversas vezes o efeito do álcool traz perigo aos dias de folia, dando falso empoderamento, ao passo que tem alguns a acharem que a festa em si trás subterfúgios para justificar o assédio com os famosos dizeres: "achei que ela queria", "mas foi só um beijinho", "é carnaval", e "foi o álcool", como assevera a importante campanha do Governo Federal cujo tema é "Assédio é Crime. #Nãotemdesculpa", bem como a ação “Não é Não” que ganhou visibilidade em todo o país em 2017 e chegou na Bahia em 2018, o limite e o conhecimento da lei são fatores importantíssimos para o melhor aproveitamento do Carnaval.

Celebrem a alegria neste Carnaval com todo o respeito e dignidade que qualquer cidadão merece! Bom Carnaval à todos!

Advogada, sócia do Escritório Paula Krempser Advocacia & Assessoria Jurídica, Especialista em Direito Civil, atuante nas áreas de obrigações e contratos e Direito de Família, Especialista em Direito Administrativo com ênfase em Licitações e Contratos Administrativos, Ex-assessora parlamentar da Câmara Municipal de Salvador, Ex-assessora jurídica da Comissão Permanente de Licitação da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, Ex-assessora jurídica da Diretoria de Planejamento, Orçamento e Finanças da Secretaria Municipal de Educação de Salvador, Ex-Assessora jurídica da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, Assessora jurídica da Diretoria Administrativa e Financeira da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza de Salvador.

Quinta, 23 de Janeiro de 2020 - 05:41

Saiba como planejar e economizar com a compra do material escolar 

por Caco Santos

Saiba como planejar e economizar com a compra do material escolar 



O começo do ano é o momento mais complicado para o planejamento financeiro das famílias brasileiras. Além das despesas mensais normais, entram na ordem do dia os pagamentos de impostos como IPVA e IPTU, as pesadas faturas de cartão de crédito com as compras de final de ano e a “temida” lista de material escolar. A compra do material escolar é um dos principais desafios financeiros dos pais no início do novo ano. A variação de preços entre as lojas -- físicas e online -- é enorme e a melhor forma de economizar continua sendo pesquisar antes de ir às compras. 

Importante frisar que, antes de sair comprando a lista que a escola envia, os pais devem fazer uma crítica minuciosa. Primeiro, o que seu filho já tem e consegue continuar usando, ou o que pode ir de um irmão para outro. Nesse caso vale destacar a recomendação para os filhos, durante todo o ano, de cuidarem de seus materiais.

Segundo, com a lista de materiais em mãos, verificar se tudo o que a escola pede é realmente necessário e nas quantidades indicadas? Por exemplo, conheci um caso que uma escola que solicitou “um bloco de papel canson”, produto caríssimo. Entretanto, os alunos utilizaram apenas uma folha do papel canson durante o ano todo. Ou seja, um bloco poderia ter sido utilizado para a sala toda. O bloco foi solicitado de maneira desnecessária e encareceu as listas dos pais.
Os pais, com a lista dos materiais que realmente precisam ser adquirido em mãos, devem realizar uma pesquisa minuciosa. Não devem deixar de ir aos estabelecimentos perto de sua residência e abusar das oportunidades de pesquisa online. Neste começo de ano, por exemplo, o Procon de São Paulo constatou que a diferença de preços dos materiais escolares pelas lojas podem chegar até 333%. A maior variação ocorreu na venda da borracha látex branca da Faber Castell, que em um estabelecimento foi encontrado por R$ 2,60 e no outro, por R$ 0,60. Realmente são números que chamam a atenção, mas o consumidor deve ter cuidado com essa medida, pois o preço menor está sendo praticado pode ser de uma loja longe de sua residência e, só por esse item, pode não valer a pena percorrer uma longa distância.

O ideal é calcular o valor total em reais que irá economizar se fizer as compras em lugares diferentes, levando em conta quanto tempo e dinheiro custaria para ir a cada lugar, pois a conveniência pode sair barato ou não. 

Outra dica importante é participar ou organizar de um grupo de mães e pais para realizar uma compra, do que for possível, em lojas de atacado. Importante ressaltar que é necessária uma pesquisa para indicar se vale a pena comprar no atacado, para que as famílias dividam os valores e os produtos.

Uma outra vantagem do grupo de pais e mães é a possível troca de livros didáticos e paradidáticos. Em algumas escolas, as associações de pais fazem esse trabalho há anos, com esquemas de pontuação maior e prioridade para quem doa livros em bom estado. Neste item estamos falando de potenciais centenas de reais de economia. Vale destacar também que os pais e alunos podem verificar se os livros paradidáticos estão disponíveis em bibliotecas públicas, ou na própria biblioteca da escola. Visitas a sebos (online ou de rua) podem também render boas pechinchas. 

Os pais devem ter cuidado com os pedidos das crianças por itens de marca. É comum eles quererem a mochila da marca x, estojo da marca y, canetinhas caríssimas, etc.. Cabe, então, aos pais educar seus filhos sobre o valor versus o custo das coisas, e saber o que faz sentido pra você e para seu filho. Já que a educação financeira ainda não faz parte oficialmente do currículo escolar, esse é um bom momento para discutir sobre a economia da família com os filhos. 

*Caco Santos é planejador financeiro com certificação CFP (Certified Financial Planner),sócio da GFAI -- Empresa Especializada em Planejamento Financeiro , formado em Administração de Empresas pela FEA-USP e MBA em Finança pela FIA --USP e produtor e apresentador do podcast “Planejamento Financeiro” 
 

Sábado, 11 de Janeiro de 2020 - 11:05

Economia circular e moda sustentável: você pode fazer parte desta mudança!

por Por Luanna Toniolo

Economia circular e moda sustentável: você pode fazer parte desta mudança!

 

O posicionamento radical do certo x errado nos afasta das mudanças simples e de hábitos mais conscientes que podemos incluir sem dificuldade no nosso dia a dia. Ou seja, você não precisa vender seu carro para ser eco-friendly, ou então, não precisa se tornar vegano e se privar de momentos que te dão prazer - como a comida - se ainda não se sente preparado para isto. 

Existem práticas fáceis que, infelizmente, só se tornam uma opção quando combinadas com a apresentação de números alarmantes sobre o meio ambiente. Segue abaixo alguns exemplos: 

• Segundo pesquisa realizada em 2017 pela Fundação Ellen MacArthur, instituição que tem como missão acelerar a economia circular, as pessoas estão comprando duas vezes mais roupas e usando-as apenas a metade do tempo. 

• Além disso, outros dados alarmantes do mesmo estudo demonstram que o futuro da Moda é se reinventar: o equivalente a um caminhão de lixo de têxteis é depositado em aterro ou incinerado a cada segundo no mundo, 108 milhões de toneladas de recursos não renováveis são usados a cada ano para produzir roupas e a indústria têxtil será responsável por 25% da emissão mundial de carbono até 2050 (atualmente equivale a 10%). 

Impacta, não é? 

Ainda sobre o universo de possíveis novos hábitos, te pergunto: Seria mesmo tão difícil optar por potes de vidro ao invés de potes de plástico? Ainda, haveria alguma complexidade em não descartar pilhas no lixo comum? Ou então, não faz todo sentido trabalharmos com coisas já produzidas, utilizando-as ao invés de gerar mais resíduos no mundo? 

Essa última questão se explica para os mais diversos segmentos, desde o simples uso de ecobag para substituir as sacolinhas de plástico no mercado. Mas, funciona ainda mais ao falar de moda, minha grande paixão. Sabemos que existe roupa produzida para os próximos 200 anos no mundo. Que tal dar uma chance para a roupa usada? Se você ainda não se sente confortável e acha que não está preparado, por que não começar por um acessório que já foi de outra pessoa e hoje não está sendo mais utilizado? 

Antes de trabalhar com esse segmento eu não era uma usuária do second hand e agora 90% do meu guarda roupa é composto por peças que já foram usadas por outras pessoas. Isso aconteceu porque eu me conscientizei e aprendi mais duas coisas importantes: 

• Histórias: a maioria das peças que temos no guarda roupa carregam alguma história marcante. Seja porque você usou ela em um momento especial, ou uma situação difícil e, até mesmo, aquelas que te lembram alguém. Sempre que eu compro uma nova peça usada eu faço o exercício de imaginar como a antiga dona deve ter vivido bons momentos com aquela peça.

• Oportunidade de preço - quem nunca desejou uma peça de luxo e pensou que nunca teria condições de comprá-la que atire a primeira pedra. As peças usadas são, em média, 80% mais baratas do que as vendidas nas lojas. 

O meu desafio para você é marcarmos um encontro daqui um ano e analisarmos quais foram os avanços que conquistamos. Eu acredito que o nosso futuro é se tornar mais sustentáveis e imagino que 2020 trará muitas oportunidades para quebrar paradigmas e ter novos hábitos mais conscientes. Eu desejo que possamos ser mais flexíveis neste novo ano e que o extremismo ecochato não exista. Afinal, pensar no futuro de todos é cool, este é o futuro! 

Sobre Luanna Toniolo Domakoski 
Luanna Toniolo Domakoski (32) é mãe, empreendedora e fundadora da TROC, plataforma que conecta pessoas que querem vender e comprar roupas, bolsas, sapatos e acessórios usados das melhores marcas e em perfeito estado. Luanna é advogada e especialista em Direito Tributário, mas sempre foi apaixonada pelo universo da Moda. Em 2015, ela e o marido, Henrique Domakoski, foram morar em Boston, nos EUA, para realizar uma especialização. Ela de Gestão de Marketing em Harvard e ele focado em Gestão, Estratégia e Empreendedorismo no MIT. No final do curso, eles decidiram que deveriam empreender e começaram a analisar o mercado. Foi então que surgiu a ideia de criar a TROC. Mais do que permitir que todas as usuárias tenham acesso aos produtos que sempre sonharam, a startup tem como objetivo educar as brasileiras para que cada vez mais apostem na economia circular.

 

Sexta, 20 de Dezembro de 2019 - 17:05

Reflexões: Como é seu fim de ano? E os planos para 2020?

por Lucia Moyses

Reflexões: Como é seu fim de ano? E os planos para 2020?

 

Fim de ano. A que esta data te remete? Natal, Festa de Ano Novo, presentes, Panetone, árvores, enfeites. Papai Noel, presépio, canções de Natal, fogos de artifício. Férias coletivas, shoppings enfeitados, ruas lotadas, correria de quem deixou tudo para última hora. É assim o seu fim de ano?

Para um grande número de pessoas, sim. No entanto, é comprovado que nesta época a tristeza ataca, a solidão pesa e se você não se sente tão feliz quanto deveria, a sensação de fracasso se instala. 
Sim, não é uma época fácil. Você se obriga a ser feliz, mas nem sempre consegue. Algumas pessoas se isolam e se recusam a comemorar o Natal, não importa qual sua religião.

Mas não deveria ser assim. O fim de ano deveria ser uma época para se repensar e analisar como foi seu ano. O que você fez de bom, onde você errou, o que poderia ter feito de diferente? É o momento da introspecção, do olhar mais profundo, da absolvição das culpas internas, do crescimento. Não devemos virar as costas para este momento só porque foi instituído que nesta data todos estão felizes, as famílias são perfeitas, a vida é cor de rosa e o mundo é colorido.

O que não significa que você não possa aproveitar o máximo desta data. Aproveitar para reunir a família, aproveitar para tornar seu coração mais leve e mais propenso para perdoar, aproveitar para esquecer mágoas antigas e deixar a magia desta época entrar em você.

E o que dizer das resoluções do Ano Novo? Muita gente faz listas do que vai mudar no ano seguinte. De repente, o ano seguinte acabou e quase nada da lista foi feito. Não tem problema, o que importa é tentar. Mas resoluções devem ser tomadas todos os dias e não só no fim do ano. A cada dia podemos ser melhores, se nos dispusermos a melhorar. Ninguém vai mudar do dia para a noite, é preciso perseverança, maturidade, disposição para o que virá. Nunca é fácil, mas é gratificante.

Vestir-se de branco para ter paz, de amarelo para ter dinheiro, de verde para ter esperança, de vermelho para encontrar o amor. Não são as roupas que vão ditar as mudanças em nossas vidas. São nossas atitudes e pensamentos. Claro, quando alguém acredita que o branco lhe trará paz, pode se autossugestionar e se convencer de que está em paz. Mas se você não trabalhar, não terá mais dinheiro. Se você não estiver aberto a relacionamentos, não encontrará seu grande amor. Se você não mudar seus pensamentos pessimistas e amargos não encontrará esperança. Não importa a roupa que você use.
Tudo isso é muito gostoso: comer uvas, pisar com o pé direito, jogar sal por cima dos ombros. Vale uma boa brincadeira. Mas para levar a sério, o que importa é: o que você pretende para o próximo ano e como vai trabalhar no sentido de alcançá-lo? Brincar é divertido, mas quando usamos as brincadeiras para nos esquivarmos do que realmente precisamos fazer, é inútil, é em vão.

É você quem faz o seu ano novo ser melhor e mais feliz.

Natal e Ano Novo são épocas para agradecer, para se unir ao infinito, não importa a sua religião nem se você é ateu. Por que não? Junte-se e comemore a vida, a alegria, a esperança. Agradeça pelas bênçãos e dê leveza ao seu coração. Nem que seja apenas uma vez por ano, embora fosse melhor que se fizesse isso a cada dia. 
Uma prática que pode muito dar certo é escrever, a cada semana, alguma coisa boa que aconteceu e ser agradecido por ela. No fim do ano, abrir todos os papéis e relembrar tudo de bom que aconteceu durante o ano inteiro e ser grato pelo ano maravilhoso que se teve.
Sempre é possível agradecer. Você passa o ano inteiro cuidando de seu filho que está no hospital. É duro, é difícil. Agradecer pelo quê? Pelo fato de você ter alguém para amar, alguém por quem você sente um amor infinito. Nem todas as pessoas têm isso.
Sua mãe morreu. O que tem para agradecer? O fato de você ter tido uma mãe maravilhosa, por tanto tempo em sua vida. 
Seu namorado acabou de dispensá-la e seu mundo caiu. Agradecer por quê? Pelo fato de você estar com o caminho aberto para conhecer alguém que te ame de verdade, do jeito que você merece.

Isso não significa assumir uma posição “Pollyanna” para tudo na vida. Longe disso. Porém, quando agradecemos, nossa mente se abre e conseguimos ver com mais clareza o que fazer para melhorar ou mudar uma situação. 
Enfim, mudanças, agradecimentos, meditação são princípios que devem ser praticados todos os dias. Mas se temos uma época própria para isso, por que não aproveitar?

Basta você definir como quer o seu fim de ano. Uma época para se isolar do mundo? Uma época para se divertir sem consequências? Uma época para trocar presentes, cantar canções e não pensar em mais nada? Tudo bem. O fim do ano é seu. Mas mesmo que o Natal seja uma época triste para você, faça do limão uma limonada. Aproveite para comemorar a vida e agradeça por todas as coisas boas que aconteceram durante o ano. Aproveite para refletir, descobrir como melhorar, entrar em contato com seu mundo interno, conhecer-se melhor.

“tis the season to be jolly”. Aproveite, pois só acontece uma vez por ano e passa rápido. 
E então? Como vai ser seu final de ano?

Lucia Moyses é psicóloga, neuropsicóloga e escritora.
Natural de São Paulo, Lucia teve sua primeira formação em análise de sistemas pela FATEC (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo), complementando os seus estudos com curso de pós-graduação na UNICAMP (Universidade de Campinas).

Quarta, 11 de Dezembro de 2019 - 22:05

Reflexões do Jornalista e Missólogo: "O mundo encantado com a nova Miss Universo"

por Por Roberto Macêdo

Reflexões do Jornalista e Missólogo:



Nos últimos minutos do domingo passado, dia 8, uma nova rainha universal da beleza foi coroada em Atlanta, EUA: Zozibini Tunzi, uma negra sul-africana de 26 anos, cabelos quase raspados, formada em Relações Públicas e Consultoria de Imagem pela Universidade de Tecnologia da Península do Cabo. 90 candidatas disputaram o título, entre elas a jornalista Julia Horta, de Juiz de Fora, MG, que ficou entre as 20 semifinalistas. 

Na terça-feira a nova Miss Universo esteve nos principais programas de entrevistas da TV norte-americana e continuou encantando a todos. Zozi, como gosta de ser chamada, contou que nasceu em Tsolo, no leste do país, cidade distante cerca de 400km de Durban, mas cresceu na vila vizinha de Sidwadeni com seus pais da etnia Xhosa e as três irmãs. A vila amanheceu em festa, com seus conterrâneos cantando na língua nativa e dançando, celebrando a conquista. O presidente do país, Cyrill Ramaphosa, declarou: “Ela está agitando não apenas nossa bandeira nacional, mas também a bandeira da luta global contra a desigualdade de gênero e a crise de violência e feminicídio”.  

Em 2017 Zozi se candidatou pela primeira vez a Miss África do Sul. Ficou apenas entre as 26 selecionadas, no concurso vencido por Demi-Leigh Nel-Peters, loura que venceu também o Miss Universo. O país se tornou uma superpotência da beleza, pois no ano passado a mulata Tamaryn Green ficou em segundo lugar. A primeira Miss Universo sul-africana, no entanto, foi a loura Margaret Gardiner, em 1978, que recebeu a coroa da primeira negra a vencer o concurso, a trinitina Janelle Comissiong. Uma lição que o concurso deu ao mundo em tempos de Apartheid. 
Zozi é a sexta negra a ganhar a coroa desde o início da competição, em 1952. Antes dela, Janelle em 1977, a Miss EUA Chelsie Smith venceu em 1995, outra trinitina Wendy Fitzwilliam foi a escolhida em 1998, que passou a coroa para Mpule Kwelagobe, de Botswana. São Paulo foi a sede do concurso em 2011, coroando a angolana Leila Lopes.


O Brasil passou a enviar concorrente em 1954, estreando com o segundo lugar da baiana Martha Rocha. E venceu duas vezes: em 1963, com a gaúcha Iêda Vargas, e em 1968, com a baiana Martha Vasconcellos. A primeira negra no concurso nacional foi a carioca Vera Couto, que ficou em segundo lugar e ganhou a música Mulata Bossa-Nova, feita em sua homenagem. A segunda negra no Miss Brasil foi a baiana Vera Guerreiro, em 1969. Mas foi somente em 1986 que a primeira negra foi coroada Miss Brasil: a gaúcha Deise Nunes, top 12 no Miss U, que se declarou emocionada com a vitória de Zozi: “Confesso que estou em êxtase, felicíssima da vida. Ela foi carismática e verdadeira na resposta. É simplesmente maravilhoso termos mais uma vez uma Miss Universo negra. Foi uma noite extremamente especial para ela e para nós, negros do Brasil e do mundo”. 

Depois de Deise, esperamos mais 30 anos para uma outra negra ser eleita Miss Brasil: a baiana Raissa Santana, que morava no Paraná, e que ficou entre as 13 semifinalistas do Miss Universo. Na sua rede social, Raissa comemorou: “uma mulher forte, inteligente, linda e com um discurso tão verdadeiro! Estou em êxtase! E foi assim que Zozi ganhou”. Raissa coroou outra negra, a piauiense Monalysa Alcântara, top 10 no Miss Universo 2017. No seu Instagram, Monalysa declarou que “essa noite foi para entrar para a história! Só consigo chorar agoraaaa! Preta, inteligente, empoderada e verdadeira! Rainha de Wakanda”.

O Miss Universo tem se reinventado e acompanhado a evolução da sociedade. Se antes bastavam apenas serem bonitas, agora as misses têm voz, defendem uma plataforma no seu reinado e influenciam milhares de mulheres. A hashtag #missuniverse ficou em primeiro lugar nos trending topics do dia do concurso. No ano passado o concurso acolheu a primeira candidata trans, a espanhola Angela Ponce. Agora, contou pela primeira vez com uma candidata abertamente homossexual, a representante de Mianmar, Swe Zin Htet. 

Mas qual foi mesmo essa mensagem de Zozibibi Tunzi que encantou o mundo? Três dias antes do concurso, ela publicou uma foto de “cara lavada” e pediu que todas as mulheres tenham a coragem de aparecer como são: “suas imperfeições são o que as tornam perfeitas, então façam um favor ao mundo e deixe-nos vê-las em toda a sua maravilhosa glória!” Filha de uma diretora de escola, a miss sempre defendeu a educação como ferramenta para a ascensão social e a conquista de espaços. Durante o concurso, perguntada sobre o que ensinaria às meninas, ela respondeu que “a liderança, porque foi retirada das garotas durante muito tempo, a sociedade definiu o que as mulheres deveriam ser. E as mulheres são os seres mais poderosos do mundo, deveríamos ter acesso a todas as oportunidades e ocupar esses espaços”. 

Mas a consagração veio ao final, com uma frase que viralizou e certamente jamais será esquecida: "Cresci em um mundo onde uma mulher que se parece comigo, com meu tipo de pele e cabelo, nunca foi considerada bonita. Acho que isso pode mudar hoje. Quero que as crianças olhem para mim e vejam seus rostos refletidos no meu".

Zozi certamente continuará encantando os terráqueos, entre eles os seus dois milhões de seguidores no Instagram!  Durante o ano de reinado irá morar em Nova York e viajará por todo o mundo participando dos mais variados eventos e levando essa mensagem dos novos tempos: dignidade, igualdade e oportunidade. Parabéns Zozi. Parabéns África do Sul.

Por Roberto Macêdo, Jornalista, "Missólogo" e autor da biografia de Martha Vasconcellos

Terça, 19 de Novembro de 2019 - 13:05

Menos simpatia e mais empatia: a ascensão das mulheres em cargos de liderança

por Por Melina Alves

Menos simpatia e mais empatia: a ascensão das mulheres em cargos de liderança

 

As mulheres caminham a largos passos rumo ao desenvolvimento de um ambiente de trabalho que favoreça a competência, a colaboração, a especialização e a transparência, valores que se tornam cada vez mais fundamentais para a sobrevivência da liderança no trabalho. Um recente estudo da OIT – Organização Internacional do Trabalho mostrou que a presença feminina em cargos executivos é um dos fatores que contribui para maior desempenho e lucratividade das empresas, já que de 75% das que optaram por mulheres no comando, cerca de 5% a 20% tiveram um aumento considerável nos lucros.

Mas, mesmo sensíveis à diversidade e tão ou mais capacitadas que os homens, a resistência à liderança feminina infelizmente ainda é um obstáculo na maior parte das empresas. Os números ratificam a afirmação de que a competência feminina é amplamente ignorada. Segundo dados do IBGE, os homens ainda ocupam 58,9% dos cargos executivos dentro das corporações e, quando tais posições são das mulheres, a remuneração recebida é aproximadamente 20% menor.

O curioso –e preocupante- é que essa discriminação também vem do público feminino. Não é raro encontrarmos mulheres que endossam tal discurso, atacando profissionais e executivas por serem mães, por exemplo. Cuidar da família e criar os filhos é considerado uma responsabilidade quase que exclusiva materna e incompatível com o mercado de trabalho. Ascender no organograma empresarial, ocupando cargos de liderança, é também visto por muitas mulheres como um abandono às responsabilidades domésticas e familiares.

É preciso derrubar esse arquétipo patriarcal de que a mulher é cuidadora e o viés inconsciente de que o homem nasceu para liderar. As empresas precisam promover a colaboração, a integração entre as pessoas e ter a liderança exercida pela competência e não mais pelo gênero. Há um imenso potencial criativo que está à margem do mercado ou é mal aproveitado nas empresas.

É passada a hora de sermos agentes ativos dessa transformação, abrindo espaço para quem realmente quer fazer a diferença. Só compreendendo as nuances da atualidade nos livraremos do preconceito e nos tornaremos capazes de desenvolver um mercado amplamente competitivo e uma nação que cresce por inteiro e de forma consistente. Pessoas com olhares distintos trazem soluções plurais. O tempo da simpatia passou. É hora de sermos empáticos.   

Melina Alves é CEO e fundadora da DUXcoworkers, Melina Alves é especialista em usabilidade e arquitetura da informação e está entre as 40 mulheres líderes de UX mais lembradas do país. A executiva é pós-graduada em Tecnologia da Informação pela Faculdade Impacta de Tecnologia e em Administração Empreendedora pela FGV.  A empresa liderada pela executiva tem espaço inclusivo para mães 90% de sua mão de obra composta por mulheres.

Domingo, 27 de Outubro de 2019 - 09:05

A Natureza Clama!

por Patrícia Lopes

A Natureza Clama!

Durante toda semana o oléo que invade as praias do nordeste continua sendo notícia. Este assunto me chama atenção e como especialista em petróleo e gás, graduada pela faculdade Estácio de Sá resolvi escrever este artigo aqui no Blogando do Bahia Notícias Mulher.  Aproveito para esclarecer alguns detalhes que muitas pessoas costumam me perguntar por não conhecerem sobre o tema. 


Quando ocorre um vazamento ou derramamento de óleo no mar, a primeira ação das equipes é tentar diminuir o estrago do acidente. São necessárias ações planejadas e imediatas, para garantir que o impacto negativo seja o menor possível para toda fauna, flora e seres vivos. O vento, as ondas e o movimento das águas podem espalhar essas substâncias em minutos. Por isso, a primeira ação a ser tomada é a contenção física da mancha, tanto perto do vazamento, quanto ao longo da sua trajetória estimada, protegendo as áreas vulneráveis e evitando que ela seja levada para outros lugares.
As barreiras de desvio geralmente são utilizadas em locais de preservação ambiental. Elas são utilizadas para conduzir a mancha de petróleo ou derivados para locais mais adequados para absorção.

O óleo e a água tem densidades diferente, por isso, não se misturam.A reação do material em contato com a água salgada varia de acordo com as características do óleo. “O resultado da análise reforça a teoria de que o óleo que atinge às praias não veio boiando pelo oceano, mas submerso”. Trata-se de um óleo denso que não se concentra na superfície, mas viaja em profundidade, de acordo com os movimentos das correntes marítimas. A substância encontrada é a mesma em todos os locais. É possível chegar a origem do local de onde saiu uma amostra de petróleo por causa da composição dela.
Não existe dois lugares com substâncias idênticas, existem vários tipos de petróleo com diferentes composições químicas, densidades, viscosidades e cores. O óleo encontrado é um dos mais densos produzidos no mundo atualmente.
“Esse tipo de óleo tem um valor comercial mais baixo”. O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminação variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais, etc. O óleo cru, é o óleo bruto, produzido diretamente no reservatório geológico e posteriormente escoado para uma refinaria.
Ele precisa ser processado para dar origem a subprodutos comerciais como gasolina, querosene, óleo diesel e lubrificantes.
É importante que a população evite contato direto com o material encontrado nas praias.

Riscos para os animais e ecossistema 

O petróleo em contato com a água do mar, se decompõe e se torna uma gelatina que é altamente nociva para o ecossistema marinho. Os animais marinhos estão sendo afetados tanto pela ingestão da substância, quanto pelo contato com o líquido que gruda e compromete a locomoção. “O nosso ecossistema é frágil “.
No manguezal, um ambiente com biodiversidade excepcional, é praticamente impossível remover o óleo. O dano pode ser irreparável e os ecossistemas levarão anos para se recuperar.
“O óleo encontrado é considerado mais prejudicial ao meio ambiente porque sua decomposição é mais lenta.
Ele tem mais frações tóxicas do que o óleo leve, “cujos componentes seriam vaporizados mas facilmente”.

Dimensão do desastre

A hipótese de que houve um acidente, que afundou um navio, ou que ocorreu um vazamento durante o transshipment são possíveis. “A questão a ser levada em conta é a grandeza do desastre”.
Na minha opinião é necessário seguir os protocolos de segurança contra vazamentos, e fiscalizar com mais rigor as empresas que atuam na exploração e produção de petróleo.

Patrícia Lopes
Além de Consultora de Etiqueta e  Imagem, também sou especialista em petróleo e gás graduada pela faculdade Estácio de Sá.
@etiqueta_patricialopes

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