Quinta, 23 de Janeiro de 2020 - 05:41

Saiba como planejar e economizar com a compra do material escolar 

por Caco Santos

Saiba como planejar e economizar com a compra do material escolar 



O começo do ano é o momento mais complicado para o planejamento financeiro das famílias brasileiras. Além das despesas mensais normais, entram na ordem do dia os pagamentos de impostos como IPVA e IPTU, as pesadas faturas de cartão de crédito com as compras de final de ano e a “temida” lista de material escolar. A compra do material escolar é um dos principais desafios financeiros dos pais no início do novo ano. A variação de preços entre as lojas -- físicas e online -- é enorme e a melhor forma de economizar continua sendo pesquisar antes de ir às compras. 

Importante frisar que, antes de sair comprando a lista que a escola envia, os pais devem fazer uma crítica minuciosa. Primeiro, o que seu filho já tem e consegue continuar usando, ou o que pode ir de um irmão para outro. Nesse caso vale destacar a recomendação para os filhos, durante todo o ano, de cuidarem de seus materiais.

Segundo, com a lista de materiais em mãos, verificar se tudo o que a escola pede é realmente necessário e nas quantidades indicadas? Por exemplo, conheci um caso que uma escola que solicitou “um bloco de papel canson”, produto caríssimo. Entretanto, os alunos utilizaram apenas uma folha do papel canson durante o ano todo. Ou seja, um bloco poderia ter sido utilizado para a sala toda. O bloco foi solicitado de maneira desnecessária e encareceu as listas dos pais.
Os pais, com a lista dos materiais que realmente precisam ser adquirido em mãos, devem realizar uma pesquisa minuciosa. Não devem deixar de ir aos estabelecimentos perto de sua residência e abusar das oportunidades de pesquisa online. Neste começo de ano, por exemplo, o Procon de São Paulo constatou que a diferença de preços dos materiais escolares pelas lojas podem chegar até 333%. A maior variação ocorreu na venda da borracha látex branca da Faber Castell, que em um estabelecimento foi encontrado por R$ 2,60 e no outro, por R$ 0,60. Realmente são números que chamam a atenção, mas o consumidor deve ter cuidado com essa medida, pois o preço menor está sendo praticado pode ser de uma loja longe de sua residência e, só por esse item, pode não valer a pena percorrer uma longa distância.

O ideal é calcular o valor total em reais que irá economizar se fizer as compras em lugares diferentes, levando em conta quanto tempo e dinheiro custaria para ir a cada lugar, pois a conveniência pode sair barato ou não. 

Outra dica importante é participar ou organizar de um grupo de mães e pais para realizar uma compra, do que for possível, em lojas de atacado. Importante ressaltar que é necessária uma pesquisa para indicar se vale a pena comprar no atacado, para que as famílias dividam os valores e os produtos.

Uma outra vantagem do grupo de pais e mães é a possível troca de livros didáticos e paradidáticos. Em algumas escolas, as associações de pais fazem esse trabalho há anos, com esquemas de pontuação maior e prioridade para quem doa livros em bom estado. Neste item estamos falando de potenciais centenas de reais de economia. Vale destacar também que os pais e alunos podem verificar se os livros paradidáticos estão disponíveis em bibliotecas públicas, ou na própria biblioteca da escola. Visitas a sebos (online ou de rua) podem também render boas pechinchas. 

Os pais devem ter cuidado com os pedidos das crianças por itens de marca. É comum eles quererem a mochila da marca x, estojo da marca y, canetinhas caríssimas, etc.. Cabe, então, aos pais educar seus filhos sobre o valor versus o custo das coisas, e saber o que faz sentido pra você e para seu filho. Já que a educação financeira ainda não faz parte oficialmente do currículo escolar, esse é um bom momento para discutir sobre a economia da família com os filhos. 

*Caco Santos é planejador financeiro com certificação CFP (Certified Financial Planner),sócio da GFAI -- Empresa Especializada em Planejamento Financeiro , formado em Administração de Empresas pela FEA-USP e MBA em Finança pela FIA --USP e produtor e apresentador do podcast “Planejamento Financeiro” 
 

Sábado, 11 de Janeiro de 2020 - 11:05

Economia circular e moda sustentável: você pode fazer parte desta mudança!

por Por Luanna Toniolo

Economia circular e moda sustentável: você pode fazer parte desta mudança!

 

O posicionamento radical do certo x errado nos afasta das mudanças simples e de hábitos mais conscientes que podemos incluir sem dificuldade no nosso dia a dia. Ou seja, você não precisa vender seu carro para ser eco-friendly, ou então, não precisa se tornar vegano e se privar de momentos que te dão prazer - como a comida - se ainda não se sente preparado para isto. 

Existem práticas fáceis que, infelizmente, só se tornam uma opção quando combinadas com a apresentação de números alarmantes sobre o meio ambiente. Segue abaixo alguns exemplos: 

• Segundo pesquisa realizada em 2017 pela Fundação Ellen MacArthur, instituição que tem como missão acelerar a economia circular, as pessoas estão comprando duas vezes mais roupas e usando-as apenas a metade do tempo. 

• Além disso, outros dados alarmantes do mesmo estudo demonstram que o futuro da Moda é se reinventar: o equivalente a um caminhão de lixo de têxteis é depositado em aterro ou incinerado a cada segundo no mundo, 108 milhões de toneladas de recursos não renováveis são usados a cada ano para produzir roupas e a indústria têxtil será responsável por 25% da emissão mundial de carbono até 2050 (atualmente equivale a 10%). 

Impacta, não é? 

Ainda sobre o universo de possíveis novos hábitos, te pergunto: Seria mesmo tão difícil optar por potes de vidro ao invés de potes de plástico? Ainda, haveria alguma complexidade em não descartar pilhas no lixo comum? Ou então, não faz todo sentido trabalharmos com coisas já produzidas, utilizando-as ao invés de gerar mais resíduos no mundo? 

Essa última questão se explica para os mais diversos segmentos, desde o simples uso de ecobag para substituir as sacolinhas de plástico no mercado. Mas, funciona ainda mais ao falar de moda, minha grande paixão. Sabemos que existe roupa produzida para os próximos 200 anos no mundo. Que tal dar uma chance para a roupa usada? Se você ainda não se sente confortável e acha que não está preparado, por que não começar por um acessório que já foi de outra pessoa e hoje não está sendo mais utilizado? 

Antes de trabalhar com esse segmento eu não era uma usuária do second hand e agora 90% do meu guarda roupa é composto por peças que já foram usadas por outras pessoas. Isso aconteceu porque eu me conscientizei e aprendi mais duas coisas importantes: 

• Histórias: a maioria das peças que temos no guarda roupa carregam alguma história marcante. Seja porque você usou ela em um momento especial, ou uma situação difícil e, até mesmo, aquelas que te lembram alguém. Sempre que eu compro uma nova peça usada eu faço o exercício de imaginar como a antiga dona deve ter vivido bons momentos com aquela peça.

• Oportunidade de preço - quem nunca desejou uma peça de luxo e pensou que nunca teria condições de comprá-la que atire a primeira pedra. As peças usadas são, em média, 80% mais baratas do que as vendidas nas lojas. 

O meu desafio para você é marcarmos um encontro daqui um ano e analisarmos quais foram os avanços que conquistamos. Eu acredito que o nosso futuro é se tornar mais sustentáveis e imagino que 2020 trará muitas oportunidades para quebrar paradigmas e ter novos hábitos mais conscientes. Eu desejo que possamos ser mais flexíveis neste novo ano e que o extremismo ecochato não exista. Afinal, pensar no futuro de todos é cool, este é o futuro! 

Sobre Luanna Toniolo Domakoski 
Luanna Toniolo Domakoski (32) é mãe, empreendedora e fundadora da TROC, plataforma que conecta pessoas que querem vender e comprar roupas, bolsas, sapatos e acessórios usados das melhores marcas e em perfeito estado. Luanna é advogada e especialista em Direito Tributário, mas sempre foi apaixonada pelo universo da Moda. Em 2015, ela e o marido, Henrique Domakoski, foram morar em Boston, nos EUA, para realizar uma especialização. Ela de Gestão de Marketing em Harvard e ele focado em Gestão, Estratégia e Empreendedorismo no MIT. No final do curso, eles decidiram que deveriam empreender e começaram a analisar o mercado. Foi então que surgiu a ideia de criar a TROC. Mais do que permitir que todas as usuárias tenham acesso aos produtos que sempre sonharam, a startup tem como objetivo educar as brasileiras para que cada vez mais apostem na economia circular.

 

Sexta, 20 de Dezembro de 2019 - 17:05

Reflexões: Como é seu fim de ano? E os planos para 2020?

por Lucia Moyses

Reflexões: Como é seu fim de ano? E os planos para 2020?

 

Fim de ano. A que esta data te remete? Natal, Festa de Ano Novo, presentes, Panetone, árvores, enfeites. Papai Noel, presépio, canções de Natal, fogos de artifício. Férias coletivas, shoppings enfeitados, ruas lotadas, correria de quem deixou tudo para última hora. É assim o seu fim de ano?

Para um grande número de pessoas, sim. No entanto, é comprovado que nesta época a tristeza ataca, a solidão pesa e se você não se sente tão feliz quanto deveria, a sensação de fracasso se instala. 
Sim, não é uma época fácil. Você se obriga a ser feliz, mas nem sempre consegue. Algumas pessoas se isolam e se recusam a comemorar o Natal, não importa qual sua religião.

Mas não deveria ser assim. O fim de ano deveria ser uma época para se repensar e analisar como foi seu ano. O que você fez de bom, onde você errou, o que poderia ter feito de diferente? É o momento da introspecção, do olhar mais profundo, da absolvição das culpas internas, do crescimento. Não devemos virar as costas para este momento só porque foi instituído que nesta data todos estão felizes, as famílias são perfeitas, a vida é cor de rosa e o mundo é colorido.

O que não significa que você não possa aproveitar o máximo desta data. Aproveitar para reunir a família, aproveitar para tornar seu coração mais leve e mais propenso para perdoar, aproveitar para esquecer mágoas antigas e deixar a magia desta época entrar em você.

E o que dizer das resoluções do Ano Novo? Muita gente faz listas do que vai mudar no ano seguinte. De repente, o ano seguinte acabou e quase nada da lista foi feito. Não tem problema, o que importa é tentar. Mas resoluções devem ser tomadas todos os dias e não só no fim do ano. A cada dia podemos ser melhores, se nos dispusermos a melhorar. Ninguém vai mudar do dia para a noite, é preciso perseverança, maturidade, disposição para o que virá. Nunca é fácil, mas é gratificante.

Vestir-se de branco para ter paz, de amarelo para ter dinheiro, de verde para ter esperança, de vermelho para encontrar o amor. Não são as roupas que vão ditar as mudanças em nossas vidas. São nossas atitudes e pensamentos. Claro, quando alguém acredita que o branco lhe trará paz, pode se autossugestionar e se convencer de que está em paz. Mas se você não trabalhar, não terá mais dinheiro. Se você não estiver aberto a relacionamentos, não encontrará seu grande amor. Se você não mudar seus pensamentos pessimistas e amargos não encontrará esperança. Não importa a roupa que você use.
Tudo isso é muito gostoso: comer uvas, pisar com o pé direito, jogar sal por cima dos ombros. Vale uma boa brincadeira. Mas para levar a sério, o que importa é: o que você pretende para o próximo ano e como vai trabalhar no sentido de alcançá-lo? Brincar é divertido, mas quando usamos as brincadeiras para nos esquivarmos do que realmente precisamos fazer, é inútil, é em vão.

É você quem faz o seu ano novo ser melhor e mais feliz.

Natal e Ano Novo são épocas para agradecer, para se unir ao infinito, não importa a sua religião nem se você é ateu. Por que não? Junte-se e comemore a vida, a alegria, a esperança. Agradeça pelas bênçãos e dê leveza ao seu coração. Nem que seja apenas uma vez por ano, embora fosse melhor que se fizesse isso a cada dia. 
Uma prática que pode muito dar certo é escrever, a cada semana, alguma coisa boa que aconteceu e ser agradecido por ela. No fim do ano, abrir todos os papéis e relembrar tudo de bom que aconteceu durante o ano inteiro e ser grato pelo ano maravilhoso que se teve.
Sempre é possível agradecer. Você passa o ano inteiro cuidando de seu filho que está no hospital. É duro, é difícil. Agradecer pelo quê? Pelo fato de você ter alguém para amar, alguém por quem você sente um amor infinito. Nem todas as pessoas têm isso.
Sua mãe morreu. O que tem para agradecer? O fato de você ter tido uma mãe maravilhosa, por tanto tempo em sua vida. 
Seu namorado acabou de dispensá-la e seu mundo caiu. Agradecer por quê? Pelo fato de você estar com o caminho aberto para conhecer alguém que te ame de verdade, do jeito que você merece.

Isso não significa assumir uma posição “Pollyanna” para tudo na vida. Longe disso. Porém, quando agradecemos, nossa mente se abre e conseguimos ver com mais clareza o que fazer para melhorar ou mudar uma situação. 
Enfim, mudanças, agradecimentos, meditação são princípios que devem ser praticados todos os dias. Mas se temos uma época própria para isso, por que não aproveitar?

Basta você definir como quer o seu fim de ano. Uma época para se isolar do mundo? Uma época para se divertir sem consequências? Uma época para trocar presentes, cantar canções e não pensar em mais nada? Tudo bem. O fim do ano é seu. Mas mesmo que o Natal seja uma época triste para você, faça do limão uma limonada. Aproveite para comemorar a vida e agradeça por todas as coisas boas que aconteceram durante o ano. Aproveite para refletir, descobrir como melhorar, entrar em contato com seu mundo interno, conhecer-se melhor.

“tis the season to be jolly”. Aproveite, pois só acontece uma vez por ano e passa rápido. 
E então? Como vai ser seu final de ano?

Lucia Moyses é psicóloga, neuropsicóloga e escritora.
Natural de São Paulo, Lucia teve sua primeira formação em análise de sistemas pela FATEC (Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo), complementando os seus estudos com curso de pós-graduação na UNICAMP (Universidade de Campinas).

Quarta, 11 de Dezembro de 2019 - 22:05

Reflexões do Jornalista e Missólogo: "O mundo encantado com a nova Miss Universo"

por Por Roberto Macêdo

Reflexões do Jornalista e Missólogo:



Nos últimos minutos do domingo passado, dia 8, uma nova rainha universal da beleza foi coroada em Atlanta, EUA: Zozibini Tunzi, uma negra sul-africana de 26 anos, cabelos quase raspados, formada em Relações Públicas e Consultoria de Imagem pela Universidade de Tecnologia da Península do Cabo. 90 candidatas disputaram o título, entre elas a jornalista Julia Horta, de Juiz de Fora, MG, que ficou entre as 20 semifinalistas. 

Na terça-feira a nova Miss Universo esteve nos principais programas de entrevistas da TV norte-americana e continuou encantando a todos. Zozi, como gosta de ser chamada, contou que nasceu em Tsolo, no leste do país, cidade distante cerca de 400km de Durban, mas cresceu na vila vizinha de Sidwadeni com seus pais da etnia Xhosa e as três irmãs. A vila amanheceu em festa, com seus conterrâneos cantando na língua nativa e dançando, celebrando a conquista. O presidente do país, Cyrill Ramaphosa, declarou: “Ela está agitando não apenas nossa bandeira nacional, mas também a bandeira da luta global contra a desigualdade de gênero e a crise de violência e feminicídio”.  

Em 2017 Zozi se candidatou pela primeira vez a Miss África do Sul. Ficou apenas entre as 26 selecionadas, no concurso vencido por Demi-Leigh Nel-Peters, loura que venceu também o Miss Universo. O país se tornou uma superpotência da beleza, pois no ano passado a mulata Tamaryn Green ficou em segundo lugar. A primeira Miss Universo sul-africana, no entanto, foi a loura Margaret Gardiner, em 1978, que recebeu a coroa da primeira negra a vencer o concurso, a trinitina Janelle Comissiong. Uma lição que o concurso deu ao mundo em tempos de Apartheid. 
Zozi é a sexta negra a ganhar a coroa desde o início da competição, em 1952. Antes dela, Janelle em 1977, a Miss EUA Chelsie Smith venceu em 1995, outra trinitina Wendy Fitzwilliam foi a escolhida em 1998, que passou a coroa para Mpule Kwelagobe, de Botswana. São Paulo foi a sede do concurso em 2011, coroando a angolana Leila Lopes.


O Brasil passou a enviar concorrente em 1954, estreando com o segundo lugar da baiana Martha Rocha. E venceu duas vezes: em 1963, com a gaúcha Iêda Vargas, e em 1968, com a baiana Martha Vasconcellos. A primeira negra no concurso nacional foi a carioca Vera Couto, que ficou em segundo lugar e ganhou a música Mulata Bossa-Nova, feita em sua homenagem. A segunda negra no Miss Brasil foi a baiana Vera Guerreiro, em 1969. Mas foi somente em 1986 que a primeira negra foi coroada Miss Brasil: a gaúcha Deise Nunes, top 12 no Miss U, que se declarou emocionada com a vitória de Zozi: “Confesso que estou em êxtase, felicíssima da vida. Ela foi carismática e verdadeira na resposta. É simplesmente maravilhoso termos mais uma vez uma Miss Universo negra. Foi uma noite extremamente especial para ela e para nós, negros do Brasil e do mundo”. 

Depois de Deise, esperamos mais 30 anos para uma outra negra ser eleita Miss Brasil: a baiana Raissa Santana, que morava no Paraná, e que ficou entre as 13 semifinalistas do Miss Universo. Na sua rede social, Raissa comemorou: “uma mulher forte, inteligente, linda e com um discurso tão verdadeiro! Estou em êxtase! E foi assim que Zozi ganhou”. Raissa coroou outra negra, a piauiense Monalysa Alcântara, top 10 no Miss Universo 2017. No seu Instagram, Monalysa declarou que “essa noite foi para entrar para a história! Só consigo chorar agoraaaa! Preta, inteligente, empoderada e verdadeira! Rainha de Wakanda”.

O Miss Universo tem se reinventado e acompanhado a evolução da sociedade. Se antes bastavam apenas serem bonitas, agora as misses têm voz, defendem uma plataforma no seu reinado e influenciam milhares de mulheres. A hashtag #missuniverse ficou em primeiro lugar nos trending topics do dia do concurso. No ano passado o concurso acolheu a primeira candidata trans, a espanhola Angela Ponce. Agora, contou pela primeira vez com uma candidata abertamente homossexual, a representante de Mianmar, Swe Zin Htet. 

Mas qual foi mesmo essa mensagem de Zozibibi Tunzi que encantou o mundo? Três dias antes do concurso, ela publicou uma foto de “cara lavada” e pediu que todas as mulheres tenham a coragem de aparecer como são: “suas imperfeições são o que as tornam perfeitas, então façam um favor ao mundo e deixe-nos vê-las em toda a sua maravilhosa glória!” Filha de uma diretora de escola, a miss sempre defendeu a educação como ferramenta para a ascensão social e a conquista de espaços. Durante o concurso, perguntada sobre o que ensinaria às meninas, ela respondeu que “a liderança, porque foi retirada das garotas durante muito tempo, a sociedade definiu o que as mulheres deveriam ser. E as mulheres são os seres mais poderosos do mundo, deveríamos ter acesso a todas as oportunidades e ocupar esses espaços”. 

Mas a consagração veio ao final, com uma frase que viralizou e certamente jamais será esquecida: "Cresci em um mundo onde uma mulher que se parece comigo, com meu tipo de pele e cabelo, nunca foi considerada bonita. Acho que isso pode mudar hoje. Quero que as crianças olhem para mim e vejam seus rostos refletidos no meu".

Zozi certamente continuará encantando os terráqueos, entre eles os seus dois milhões de seguidores no Instagram!  Durante o ano de reinado irá morar em Nova York e viajará por todo o mundo participando dos mais variados eventos e levando essa mensagem dos novos tempos: dignidade, igualdade e oportunidade. Parabéns Zozi. Parabéns África do Sul.

Por Roberto Macêdo, Jornalista, "Missólogo" e autor da biografia de Martha Vasconcellos

Terça, 19 de Novembro de 2019 - 13:05

Menos simpatia e mais empatia: a ascensão das mulheres em cargos de liderança

por Por Melina Alves

Menos simpatia e mais empatia: a ascensão das mulheres em cargos de liderança

 

As mulheres caminham a largos passos rumo ao desenvolvimento de um ambiente de trabalho que favoreça a competência, a colaboração, a especialização e a transparência, valores que se tornam cada vez mais fundamentais para a sobrevivência da liderança no trabalho. Um recente estudo da OIT – Organização Internacional do Trabalho mostrou que a presença feminina em cargos executivos é um dos fatores que contribui para maior desempenho e lucratividade das empresas, já que de 75% das que optaram por mulheres no comando, cerca de 5% a 20% tiveram um aumento considerável nos lucros.

Mas, mesmo sensíveis à diversidade e tão ou mais capacitadas que os homens, a resistência à liderança feminina infelizmente ainda é um obstáculo na maior parte das empresas. Os números ratificam a afirmação de que a competência feminina é amplamente ignorada. Segundo dados do IBGE, os homens ainda ocupam 58,9% dos cargos executivos dentro das corporações e, quando tais posições são das mulheres, a remuneração recebida é aproximadamente 20% menor.

O curioso –e preocupante- é que essa discriminação também vem do público feminino. Não é raro encontrarmos mulheres que endossam tal discurso, atacando profissionais e executivas por serem mães, por exemplo. Cuidar da família e criar os filhos é considerado uma responsabilidade quase que exclusiva materna e incompatível com o mercado de trabalho. Ascender no organograma empresarial, ocupando cargos de liderança, é também visto por muitas mulheres como um abandono às responsabilidades domésticas e familiares.

É preciso derrubar esse arquétipo patriarcal de que a mulher é cuidadora e o viés inconsciente de que o homem nasceu para liderar. As empresas precisam promover a colaboração, a integração entre as pessoas e ter a liderança exercida pela competência e não mais pelo gênero. Há um imenso potencial criativo que está à margem do mercado ou é mal aproveitado nas empresas.

É passada a hora de sermos agentes ativos dessa transformação, abrindo espaço para quem realmente quer fazer a diferença. Só compreendendo as nuances da atualidade nos livraremos do preconceito e nos tornaremos capazes de desenvolver um mercado amplamente competitivo e uma nação que cresce por inteiro e de forma consistente. Pessoas com olhares distintos trazem soluções plurais. O tempo da simpatia passou. É hora de sermos empáticos.   

Melina Alves é CEO e fundadora da DUXcoworkers, Melina Alves é especialista em usabilidade e arquitetura da informação e está entre as 40 mulheres líderes de UX mais lembradas do país. A executiva é pós-graduada em Tecnologia da Informação pela Faculdade Impacta de Tecnologia e em Administração Empreendedora pela FGV.  A empresa liderada pela executiva tem espaço inclusivo para mães 90% de sua mão de obra composta por mulheres.

Domingo, 27 de Outubro de 2019 - 09:05

A Natureza Clama!

por Patrícia Lopes

A Natureza Clama!

Durante toda semana o oléo que invade as praias do nordeste continua sendo notícia. Este assunto me chama atenção e como especialista em petróleo e gás, graduada pela faculdade Estácio de Sá resolvi escrever este artigo aqui no Blogando do Bahia Notícias Mulher.  Aproveito para esclarecer alguns detalhes que muitas pessoas costumam me perguntar por não conhecerem sobre o tema. 


Quando ocorre um vazamento ou derramamento de óleo no mar, a primeira ação das equipes é tentar diminuir o estrago do acidente. São necessárias ações planejadas e imediatas, para garantir que o impacto negativo seja o menor possível para toda fauna, flora e seres vivos. O vento, as ondas e o movimento das águas podem espalhar essas substâncias em minutos. Por isso, a primeira ação a ser tomada é a contenção física da mancha, tanto perto do vazamento, quanto ao longo da sua trajetória estimada, protegendo as áreas vulneráveis e evitando que ela seja levada para outros lugares.
As barreiras de desvio geralmente são utilizadas em locais de preservação ambiental. Elas são utilizadas para conduzir a mancha de petróleo ou derivados para locais mais adequados para absorção.

O óleo e a água tem densidades diferente, por isso, não se misturam.A reação do material em contato com a água salgada varia de acordo com as características do óleo. “O resultado da análise reforça a teoria de que o óleo que atinge às praias não veio boiando pelo oceano, mas submerso”. Trata-se de um óleo denso que não se concentra na superfície, mas viaja em profundidade, de acordo com os movimentos das correntes marítimas. A substância encontrada é a mesma em todos os locais. É possível chegar a origem do local de onde saiu uma amostra de petróleo por causa da composição dela.
Não existe dois lugares com substâncias idênticas, existem vários tipos de petróleo com diferentes composições químicas, densidades, viscosidades e cores. O óleo encontrado é um dos mais densos produzidos no mundo atualmente.
“Esse tipo de óleo tem um valor comercial mais baixo”. O petróleo bruto é uma complexa mistura de hidrocarbonetos, que apresenta contaminação variadas de enxofre, nitrogênio, oxigênio e metais, etc. O óleo cru, é o óleo bruto, produzido diretamente no reservatório geológico e posteriormente escoado para uma refinaria.
Ele precisa ser processado para dar origem a subprodutos comerciais como gasolina, querosene, óleo diesel e lubrificantes.
É importante que a população evite contato direto com o material encontrado nas praias.

Riscos para os animais e ecossistema 

O petróleo em contato com a água do mar, se decompõe e se torna uma gelatina que é altamente nociva para o ecossistema marinho. Os animais marinhos estão sendo afetados tanto pela ingestão da substância, quanto pelo contato com o líquido que gruda e compromete a locomoção. “O nosso ecossistema é frágil “.
No manguezal, um ambiente com biodiversidade excepcional, é praticamente impossível remover o óleo. O dano pode ser irreparável e os ecossistemas levarão anos para se recuperar.
“O óleo encontrado é considerado mais prejudicial ao meio ambiente porque sua decomposição é mais lenta.
Ele tem mais frações tóxicas do que o óleo leve, “cujos componentes seriam vaporizados mas facilmente”.

Dimensão do desastre

A hipótese de que houve um acidente, que afundou um navio, ou que ocorreu um vazamento durante o transshipment são possíveis. “A questão a ser levada em conta é a grandeza do desastre”.
Na minha opinião é necessário seguir os protocolos de segurança contra vazamentos, e fiscalizar com mais rigor as empresas que atuam na exploração e produção de petróleo.

Patrícia Lopes
Além de Consultora de Etiqueta e  Imagem, também sou especialista em petróleo e gás graduada pela faculdade Estácio de Sá.
@etiqueta_patricialopes

A atleta de fisiculturismo Renata Sapllicci fala sobre a dieta dinamarquesa. Você conhece?

 

A atleta de fisiculturismo e Rainha de Bateria Renata Spallicci, falou sobre a dieta que é de baixo consumo calórico e tem a duração de apenas 13 dias. Conhecida por muitos nomes, Danish Diet, Dieta Dinamarquesa, Dieta da Dinamarca e até mesmo a dieta oficial do Royal Danish Hospital, este plano alimentar certamente vai levá-lo à perda de peso, já que defende um consumo calórico muito baixo.

Isso se parece muito com outra dieta popular da moda, a dieta de sete dias do Sacred Heart, que é uma dieta baseada em uma sopa supostamente desenvolvida por um hospital para sua unidade cardíaca. Contudo, como a dieta dinamarquesa, nenhum hospital reivindicou a autoria dessa dieta limitada de baixa caloria.

E, para registro, a maioria dos médicos e outros profissionais de saúde não recomendariam uma dieta muito baixa em calorias que pudesse dispensar os nutrientes essenciais, antes de um procedimento cirúrgico.

Segundo Renata Spallicci os tipos de alimentos permitidos na dieta incluem:

  • Água, chá preto sem açúcar ou café;
  • Proteínas magras – como carne bovina, cordeiro, aves e ovos;
  • Legumes com baixo teor de carboidratos, como tomate, espinafre, aipo e couve-flor.

Ao seguir a dieta, você é incentivado a comer três refeições por dia em horários muito específicos, sem nenhum lanche. Se você ficar com fome entre as refeições, a dieta sugere que se beba água. Além disso, não se pode comer depois das 18 horas, e não é permitido consumir nenhum alimento que não esteja no plano.

Um cardápio típico de dieta dinamarquesa pode incluir:

Café da manhã até às 8 horas – composto por café preto e água;

Almoço às 13h com carne magra ou dois ovos e 1/4 a 1 xícara de legumes;

Jantar às 18h com aproximadamente 200 gramas de carne magra e 1/4 a 1 xícara de legumes.

Esta dieta só deve ser seguida por 13 dias. Não deve ser muito difícil adivinhar por que você perde peso seguindo a dieta dinamarquesa.  Estima-se que você coma cerca de 600 calorias por dia com a dieta dinamarquesa e vale lembrar que boa parte dos médicos afirma que não se deve seguir nenhuma dieta para perda de peso que forneça menos de 800 calorias, sem ser monitorada por um médico.

A maioria dos homens e mulheres pode perder peso, limitando sua ingestão de calorias para 1.200 a 1.800 calorias por dia. O número de calorias que você precisa para perder peso depende da idade, sexo, composição corporal e nível de atividade. Se você não tem certeza de quantas calorias precisa para perder peso, consulte um nutricionista.

A dieta dinamarquesa pode ajudá-lo a perder peso, mas você não vai mantê-lo, se não tiver um plano para depois dos 13 dias. E lembre-se: não há uma dieta para perda de peso que funcione para todos. Se você estiver com dificuldades, consulte um nutricionista que possa elaborar um plano individualizado que atenda às suas necessidades nutricionais e objetivas de perda de peso, mas também leve em consideração seu estilo de vida e histórico médico finaliza a atleta de fisiculturismo Renata Spallicci.

 

Sexta, 30 de Agosto de 2019 - 13:05

Dicas para Influenciadores Digitais

Dicas para Influenciadores Digitais

Conheça 7 ferramentas que podem ajudar influenciadores - especialmente nano e micro - a conquistar mais espaço, gerar conversões e conquistar mais seguidores.

 

Clooset

Possui seguidores que se identificam com seu estilo de vida e quer ganhar uma grana sendo você mesmo e divulgando produtos? A Clooset é uma plataforma que conecta micro e nano influenciadores digitais às marcas, voltada para performance de conversão em vendas. Para fazer parte da base da fashion tech, basta realizar inscrição gratuitamente pelo site e, após uma breve aprovação, o influenciador tem acesso a todos os produtos, permitindo postá-los em suas redes sociais e ser remunerado de acordo com o impacto que causa em sua base de seguidores.

 

Mojo

O aplicativo é fácil, moderno e traz diferentes templates para criar um Stories personalizado e interativo com fotos, vídeos e trilha sonora. Para os criadores de conteúdo, é possível investir em criatividade sem gastar nada e trabalhar com stories com efeitos animados, com aspecto de produções profissionais. 
 

Pinterest

A rede social é ideal para quem procura inspiração para postar conteúdos diferenciados e criativos. O Pinterest compila dicas dos mais diversos temas, além de inspirações de looks, ambientes, maquiagens, cabelos e estilos. O aplicativo é intuitivo e interativo, podendo ajudar os influenciadores a profissionalizar ainda mais seus conteúdos.

 

Unum

Um feed bem organizado é tudo! Chama atenção dos seguidores, mostra o engajamento do influenciador com sua rede social e é muito mais atrativo para o público. Esse aplicativo é uma ótima opção para quem quer organizar e ordenar as sequências de publicações, também dispõe de relatório de curtidas e comentários, entre outras funções que oferece para dar um up na influência. 

 

Postgrain

Ferramenta perfeita para gerenciar contas e programar posts tanto no feed quanto no stories. Além disso, garante outras funcionalidades, como anexar imagens ou vídeos, adicionar legendas, inserir localização geográfica, ocultar comentários em publicações e até escolher as hashtags. Mas não é apenas no Instagram que os influenciadores podem aproveitar, sendo disponível também para o Facebook e Twitter.

 

VSCO

Não sabe mexer no Photoshop ou Lightroom? O VSCO pode ser uma ótima opção para manter a qualidade dos conteúdos! Aplicativo amplamente conhecido pela originalidade, o VSCO é um editor de imagem mas também é possível se conectar com uma rede de usuários da própria plataforma. Ele oferece filtros gratuitos mas também é possível ter acesso a outros que são pagos. Os resultados podem ser exportados diretamente nas redes Instagram, Facebook e Twitter.

Sexta, 16 de Agosto de 2019 - 09:05

A criança que você foi, gostaria de ter a mãe que você é hoje?  

por Nine Lima

A criança que você foi, gostaria de ter a mãe que você é hoje?  

A criança que você foi, gostaria de ter a mãe que você é hoje?  

Todas as vezes que estou em situações que considero difíceis, me faço essa pergunta. Uma forma que criei para conseguir parar, voltar minha atenção para a real necessidade do meu filho, me colocar no lugar dele e tentar agir como gostaria que agissem comigo. Muitas vezes não consigo, educar não é tarefa fácil, mas sempre estamos buscando acertar, né? Isso é o que de verdade importa.  

 

Muitas vezes atribuímos um peso enorme a situações, falas e vontades da criança, que são apenas coisas de criança mesmo! É, nem tudo é um trauma, nem tudo significa algo por trás, muitas vezes ela está só sendo ela mesma, só querendo mostrar que tem vontade e que está aprendendo que existem coisas que ela gosta e coisas que ela não gosta… Nem tudo é birra, é apenas o não saber lidar com frustação ou até mesmo não saber nominar ou descrever um sentimento… Não querer ir pra um lugar e depois não querer voltar, por exemplo.   Se você foi criança vai com certeza ter uma dessas pra contar! Não querer ir embora daquele parque, do aniversário porque simplesmente acabou o tempo? Ela pode até aceitar, mas gostar e entender às vezes é exigir demais!

 

Cadu tem uma personalidade muito forte, é super sincero, mas se pudesse não saia de casa, nada ele quer de primeira, chora com um sentimento como se tivesse chamando ele para tomar vacina, essa negativa é dele! Insisto, ele vai e depois não quer voltar… Ai chora de novo, com um sentimento ainda maior! Hoje já entendo que muitas vezes o choro é a sua forma de traduzir um sentimento, que precisa ser validado, é a vontade dele, de uma criança que acha que já sabe o que é melhor pra ela! Por isso, a gente precisa cada vez menos se deixar levar por determinados "choros" e perceber que nem sempre se trata de real sofrimento, mas entendê-lo como um extravasamento da emoção da criança, exercitar a paciência e não deixar o stress nos dominar!

 

O melhor mesmo é buscar sanidade, e fazê-los entenderem com gentileza que nem tudo é como a gente quer que seja, nem pra ele e nem pra nós. É dessa forma que eles aprendem sobre frustração também, entender que nem todas as suas vontades serão satisfeitas e a vida segue. Ser firme e ser gentil parece contrastante, mas aí você pensa na frase que abriu esse post e que te fará lembrar de algumas coisas que a gente vive tentando não fazer, mas não consegue! E aí? Seguimos tentando, maternando...

Nine Lima Mãe de Gêmeos e autora do Blog Querida Mamãe

Sexta, 09 de Agosto de 2019 - 09:05

Reflexões de uma advogada: "Não pode faltar o amor o alimento da alma"

por Paula Krempser

Reflexões de uma advogada:

A espera de um filho é sempre composto por um misto de sentimentos. A futura mãe imagina que seu ventre é o abrigo de toda a pureza existente em um único ser, e aguarda surpreendentemente por meses até que a certeza do amor um dia surja.

 

Tão quão é a certeza do amor entre mãe e filho resumido no ato do nascimento, é a incerteza da provisão daquela criança. Por anos, talvez dias, aquela família concebida com o propósito de nutrir laços afetivos carregam entre si o farto alimento, o amor. Mas quando este um dia acaba entre o homem e a mulher, sobram estilhaços gélidos que em sua grande maioria são fincados naquela criança tão desejada.

 

As amarguras do término de um casamento, por sua vez, são identificadas no olhar do filho que um dia teve em seu lar simultaneamente a presença do pai e da mãe. A aflição da criança não é efêmera. Por tal razão, deve ser identificada e cuidada para que a criança sinta novamente a expressividade do amor de seus pais com ela, independentemente do término de uma relação amorosa.

 

No entanto, por vezes, o dever de cuidado àquela criança é sobreposto por sentimentos individualistas dos pais infectados por valorizações equivocadas. A criança deixa de ser a essência para ser o alvo de intrigas, comprimindo os seus direitos.

 

A norma fundamental que regula a proteção das crianças e adolescentes em nosso país está prevista no artigo 227 da Constituição Federal de 1988 que estabelece que: "é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de coloca-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão". Com isto está explícita a responsabilidade dos pais não somente acerca da sobrevivência do filho, no âmbito alimentar, educacional, da saúde, e etc., mas também na esfera moral e psicológica, posto que uma convivência familiar combalida é uma forma de violência e negligência vedada pela ordem legal.

 

Colocar o filho entre dois mundos antagônicos por questões egocêntricas face a ruptura de um casamento geram distorções em sua saúde e em sua dignidade, que não são supridas unicamente por força de uma prestação de alimentos.

 

A obrigação alimentar é o múnus público regulado por lei incumbido aos pais para que estes proporcionem sustento dos filhos, a fim de torná-los úteis a si, à família e à sociedade. Esta obrigação não se restringe apenas ao dever pecuniário. Incumbe aos pais os deveres instituídos no artigo 227 da Constituição Federal e na Lei nº 8.069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Os pais são obrigados a prover seus filhos materialmente, afetivamente, moralmente e psiquicamente. O artigo  do Estatuto da Criança e do Adolescente preceitua que toda a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, a fim de lhes proporcionar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.

 

Portanto, o que nutre verdadeiramente os filhos não é somente a prestação fornecida em dinheiro, mas a concessão do amor, o alimento da alma. Este é capaz de assentir todos os direitos de personalidade dos filhos, assegurando-os uma boa educação, um ambiente saudável, digno e respeitoso. Todavia, o amor é um sentimento do qual é impossível ensinar, e em se tratando de filho, jamais pode ser substituído ou sobreposto.

 

Advogada Especialista em Direito Administrativo com ênfase em Licitações e Contratos Administrativos Especialista em Direito Civil Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM Ex-assessora parlamentar da Câmara Municipal de Salvador Ex-assessora jurídica da Comissão Permanente de Licitação da Secretaria Municipal de Educação de Salvador Ex - assessora jurídica da Diretoria de Planejamento, Orçamento e Finanças da Secretaria Municipal de Educação de Salvador Assessora jurídica da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador
 

Histórico de Conteúdo