Transpetro é obrigada a reintegrar engenheiro demitido por guardar cápsulas de café
Foto: Divulgação

A Justiça do Trabalho considerou ilegal a demissão por justa causa de um engenheiro dispensado acusado de furtar cápsulas de café. A demissão foi feita pela Petrobras Transportes S.A. (Transpetro). A Justiça obrigou a empresa a recontratar o funcionário e pagar indenização de R$ 200 mil.

 

Ele teria furtado as cápsulas de café expresso durante um treinamento da empresa. Entre os dias 16 e 19 de abril de 2018, o engenheiro participou de evento corporativo realizado na sede de uma cliente da Transpetro. No intervalo do workshop, ele tomou um café expresso. Por ter gostado do sabor, guardou "duas ou três" para consumir depois em máquinas que estavam espalhadas pela sede do evento. O número exato de cápsulas que ele pegou não foi informado.

 

A Transpetro demitiu o funcionário por justa causa em maio de 2018, alegando que a conduta dele no workshop foi inadequada. O Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) determinou a reintegração e pagamento de indenização. O ato do engenheiro foi gravado em vídeo e anexado ao processo, que correu em segredo de Justiça. Segundo o desembargador Marcelo Freire Gonçalves, relator do caso, as imagens mostram o funcionário se dirigindo à mesa do café quatro vezes em três dias.

 

O advogado do caso Marcelo Martins, afirma que o vídeo apresentado pela própria empresa deixou claro que a demissão foi abusiva. Para o relator, ainda que o engenheiro tivesse guardado cápsulas para consumidor depois, a conduta é "inofensiva e insignificante". Ainda disse que o custo total não chegaria a R$ 20, valor irrelevante, pois as cápsulas estavam à disposição para consumo de todos.

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