Mulheres com até R$ 500 de renda são maioria dos assistidos da DPE-BA, diz levantamento
Foto: Google Street View

A Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), traçou o perfil da maioria dos assistidos durante a pandemia do novo coronavírus. Os dados foram divulgados pelo órgão nesta quinta-feira (30). Se tratam de mulheres negras entre 30 e 40 anos que só estudaram até o ensimo médio e não concluíram, trabalham com renda mensal de até R$ 500 e tem de um a cinco filhos.

 

As informações fazem parte de um levantamento feito entre os dias 23 de março a 18 de julho pelo Núcleo de Análise de Dados do órgão, vinculado ao Coordenação de Modernização e Informática. Além do perfil, foram detalhadas outras características socioeconômicas dos assistidos durante o período de atendimento remoto.

 

Em relação à escolaridade, 2,19% dos assistidos não tiveram estudo formal, 48,96% estudou até o ensino médio e não concluiu, 36,43% concluiu o ensino médio e 12,40% cursou ou já concluiu o ensino superior. Já em relação à cor, o relatório indica que do total 90,4% são negros e 9% brancos.

 

Sobre o sexo, 57,98% são mulheres e 42,02% são homens. Um total de 30,54% dos assistidos tem um filho, seguidos em maior número daqueles que possuem dois (26,95%), três (14,30%), quatro (13,63%) e cinco (7,01%), em uma escala de até 12 filhos.

 

A faixa etária do grupo mais assistido pela Defensoria é entre 30 e 40 anos (29,84%), seguidos dos assistidos que têm entre 20 e 30 anos (24,74%). Os dados também apontam que 58,02% estava trabalhando no período do atendimento enquanto que número de desempregados chegou a 40,84% e a porcentagem dos que nunca trabalharam chegou a 1,14%.

 

Quando o assunto foi a renda mensal, 44,21% dos assistidos afirmaram que era de até R$ 500 reais. Já os que ganhavam entre R$ 500 e R$ 1.000 reais somaram 24,04% e a faixa de R$ 1.000 e R$ 1.500 reais correspondia à renda de 20,14% deles. “No cruzamento desses dados com a situação profissional, destaca-se que o grupo de assistidos com renda per capita de até R$ 500 reais é composto, em maioria, por pessoas que atualmente trabalham (77,6%)”, destaca um dos trechos do relatório.

 

“São informações que confirmam quem é o assistido e a assistida da Defensoria Pública e revelam quem ficou ainda mais vulnerável em meio à esta pandemia", comenta o defensor público Rafson Saraiva Ximenes. 

Histórico de Conteúdo