Desembargadora orienta mulheres caso sofram violência doméstica em período de reclusão
Foto: TJ-BA

Mesmo com as restrições de isolamento social por conta da pandemia do coronavírus, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) tem atuado para combater a violência doméstica. Diante do convívo que muitas mulheres podem estar sendo obrigadas a ter com os agressores, a desembargadora Nágila Brito, da Coordenadoria da Mulher do TJ-BA, indica alguns cuidados neste momento. “Tente evitar discussões, o diálogo amigável é o caminho mais correto. Esteja sempre atenta a qualquer sinal de perigo, para procurar ajuda ou se afastar de imediato”. 

 

Para pedir ajuda, a magistrada ressalta que “o contato com a Rede de Proteção pode ser por telefone ou e-mail”. Outras pessoas também podem ser aliadas na hora de pedir ajuda. “Existem vizinhos com quem se pode falar a uma distância segura, mandar e-mails, WhatsApp. A tecnologia hoje encurta distâncias e o importante é não se isolar, não se sentir só, pois o isolamento físico não significa isolamento total. Aprenda a conversar com a família e amigos por vídeo”, acrescenta. 

 

A Rede de Proteção a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica continua funcionando, agora de forma remota, por teletrabalho. Vale destacar que as Varas Especializadas de todo o Estado da Bahia também continuam com os trabalhos normais, parando apenas audiências e atendimentos presenciais. As Casas Abrigo também estão disponíveis para retirar, tanto a vítima quanto os filhos, do local de vulnerabilidade. 

Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 
Polícia Militar – Ligue 190 
Defensoria Pública – Ligue 100 

Para acessar o número das Varas de violência doméstica da Bahia, clique aqui 

“Em caso de descumprimento da Medida Protetiva, a mulher deve informar à Vara qualquer descumprimento. Se porventura a vítima ainda não tenha pedido ajuda, e neste momento precise, pode solicitar à unidade responsável uma medida, sem a presença de um advogado”, informa a Desembargadora, destacando ainda que é preciso “observar se há sinais de risco à sua integridade, preparar-se até para fugir, de forma rápida, se isto for necessário”. 

 

A magistrada ainda faz uma comparação entre a pandemia e a violência. “Ambos são inimigos terríveis e colocam em perigo os nossos bens maiores: a saúde e a vida. Então, vamos seguir à risca as recomendações: ficar em casa, mas sem perigo”. 

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