MP-BA recebe prêmio do CNMP por aplicativo Mapa do Racismo
Foto: Divulgação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recebeu nesta quinta-feira (22) o prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pela criação do aplicativo Mapa do Racismo. O aplicativo recebeu duas premiações do CNMP na categoria “Comunicação e Relacionamento” e “Mérito e Afeto” como o projeto mais curtido. A entrega do prêmio aconteceu na cerimônia de abertura do 10º Congresso de Gestão do Ministério Público, em Brasília.

 

Os prêmios foram entregues pelo conselheiro Sebastião Caixeta a procuradora-geral de Justiça da Bahia, Ediene Lousado, e a idealizadora do aplicativo, promotora de Justiça Lívia Santana e Sant’Anna Vaz. O projeto “Mapa do Racismo e da Intolerância Religiosa” concorreu com outros 1.130 projetos estratégicos inscritos por unidades do Ministério Público de todo o país para concorrer aos prêmios de nove categorias. 

 

“Este é um instrumento de combate a um câncer que mina a nossa democracia, que é o racismo. 131 anos depois da declaração de abolição da escravatura no Brasil, o racismo segue sendo um fator determinante de todas as desigualdades do nosso país”, afirmou Lívia Vaz ao receber o prêmio. Ela agradeceu o apoio da procuradora-geral de Justiça, das promotoras de Justiça Márcia Teixeira e Nadja Brito, dos servidores da Central Integrada de Comunicação Social (Cecom) e integrantes da Gestão Estratégica (CGE), representada na oportunidade pelo coordenador Fábio Velloso, e fez um agradecimento especial aos servidores Pedro e Lucas, que trabalham com ela no projeto.

 

A procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado lembrou que “Salvador é a cidade mais negra fora da África e, evidentemente, temos muitos problemas relacionados ao racismo, injúria racial e intolerância religiosa. Mas estes problemas, infelizmente, são vivenciados em qualquer lugar do Brasil”. Ela informou que o projeto contou com verba oriunda de uma emenda parlamentar e agradeceu a todos que trabalharam no desenvolvimento do aplicativo, em especial a Lívia Vaz que também atua no combate à violência contra as mulheres.

 

Lançado em novembro de 2018, o aplicativo possibilita o registro de denúncias anônimas de discriminação racial, intolerância religiosa, injúria racial e racismo institucional e reúne informações sobre casos de racismo e intolerância religiosa no estado da Bahia. De novembro de 2018 a agosto de 2019, foram registradas 117 denúncias, sendo 48 denúncias de racismo, 47 de intolerância religiosa e 22 de injúria racial. As denúncias foram distribuídas para apuração por promotores de Justiça.

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