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Blog do Marrom: Sofia Pitta estreia o show “Pureza Selvagem"
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Luiza Brunet, 64, explicou o motivo de ter apagado a publicação no Instagram na qual se manivestava sobre a filha, Yasmin Brunet, 38, após a divulgação de mensagens trocadas pela modelo com Daniel Vorcaro, 42, ex-banqueiro do Banco Master, preso no âmbito das investigações sobre a instituição.
O motivo da exclusão da publicação foi revelado em uma entrevista de Brunet à coluna Play, do Jornal O Globo, publicada nesta sexta-feira (9).
"Eu percebi que eu poderia fazer algo para além de um post. No calor da emoção, temos que tomar cuidado para ter uma fala que realmente acrescente. Eu percebi que fazer só um post não bastava e que eu precisava fazer algo mais didático e com mais calma, depois das eleições, porque, neste momento, talvez as pessoas não deem nem ouvido", comentou Luiza à Coluna.
Brunet, em ato de solidariedade à filha, publicou no domingo (4) uma mensagem e uma foto ao lado de Yasmin. "Te amo e estou do seu lado, para tudo, sempre", escreveu Luiza na postagem no Instagram.
Na sexta-feira (2), a Polícia Federal divulgou uma nova leva de conteúdos recuperados do celular do ex-banqueiro. Nos arquivos, foram encontradas trocas de mensagens entre Yasmin e Vorcaro. Segundo a revista Veja, as conversas indicam que a relação se estendeu por dois anos e envolveu pedidos de ajuda, viagens em aeronaves do empresário e a utilização de um apartamento em São Paulo.
Entre os episódios citados está um pedido feito por Yasmin em dezembro de 2023 para viajar ao Rio de Janeiro em um avião de Vorcaro. As conversas também apontam que ele teria disponibilizado o imóvel para a modelo, que participou do BBB 24 (Globo).
Em outra ocasião, Vorcaro teria bancado uma festa de aniversário de Yasmin no hotel Rosewood, em junho de 2024. Os gastos com organização, atração e bufê do "Baile da Sereia" foram registrados como patrocínio do Banco Master à marca da modelo. Após o fim da relação, a filha de Luiza tentou permanecer no apartamento, mas não conseguiu.
José de Abreu cobra artistas por silêncio político e cita Selton Mello e Giovanna Antonelli
Por Folhapress
O ator José de Abreu utilizou as redes sociais na última sexta-feira (9) para cobrar colegas do meio artístico sobre um posicionamento público em relação ao cenário político brasileiro e ao que classificou como um avanço do fascismo no país.
Na gravação, o ator da Globo mencionou nominalmente nomes com quem mantém vínculos profissionais e pessoais, como Selton Mello, Danton Mello, Giovanna Antonelli e Carolina Dieckmann.
"Estou perplexo com alguns colegas que estão relutando em nos ajudar a vencer o fascismo", afirmou o ator no vídeo.
"Não é possível que uma pessoa como Selton Mello, que faz um filme a respeito da ditadura como o 'Ainda Estou Aqui', não tenha se posicionado. Giovanna Antonelli, cadê? Carolina Dieckmann, cadê esse pessoal? Danton?"
A manifestação ocorre em meio à disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), colocando novamente em evidência o papel de artistas e figuras públicas nas discussões eleitorais.
No entanto, Abreu pontuou que a cobrança não se restringe a partidos ou eleições específicas, mas sim à defesa democrática contra o autoritarismo.
"Pelo amor de Deus, venham embora, não precisa falar de eleição, Lula e PT, falem sobre o que vocês acham do fascismo que está querendo tomar conta do país", declarou.
O ator também citou manifestações públicas de figuras como a influenciadora Ana Paula Renault e a cantora Anitta, apontando que o engajamento em pautas institucionais e de defesa de órgãos culturais deveria ser mais amplo entre as celebridades.
Wagner Moura e outros votantes brasileiros do Oscar pedem atenção às eleições em carta
Por Folhapress
Em uma carta conjunta divulgada neste sábado (10) pela revista Variety, 58 membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, entre eles o ator Wagner Moura, os cineastas Kleber Mendonça Filho, Fernando Meirelles e o produtor Rodrigo Teixeira, se dizem preocupados com os possíveis desdobramentos do segundo turno das eleições presidenciais no Brasil.
O texto cita propostas de Flávio Bolsonaro (PL) de reescrever a Constituição, o desmonte da cultura sob o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Aborda ainda o caso, revelado pela Folha, da criptomoeda B22, que oferecia tokens a quem divulgasse conteúdos que incentivassem o voto em Flávio e dizia destinar parte dos recursos a crianças de Uganda.
"Sob a administração anterior, a indústria audiovisual brasileira sofreu com o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo do Setor Audiovisual, o enfraquecimento das instituições culturais e as acusações de censura. Tememos um retorno a esse cenário", diz o texto. "Proteger a liberdade de expressão e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria audiovisual brasileira são inseparáveis da defesa da democracia."
Menciona ainda os planos do governo de Donald Trump de enviar US$ 1 milhão para financiar grupos contrários ao STF, noticiados pelo The Guardian, sob a acusação de que a corte extrapola as atribuições judiciais e impõe censura no Brasil.
A carta, assinada também por nomes como Alice Braga, Anna Muylaert, Daniel Filho, Lais Bodanzky, Lucy Barreto, Sônia Braga e outros, pede maior atenção internacional ao pleito no país.
"Consideramos os acontecimentos no Brasil como parte de um padrão mais amplo de suposta interferência eleitoral em toda a América Latina. A defesa da democracia brasileira deve, portanto, depender não apenas do povo brasileiro, por meio de eleições livres, justas e transparentes, mas também da vigilância e do engajamento da comunidade internacional."
*
Leia a íntegra da carta e veja a lista completa dos signatários da carta abaixo.
Nós, profissionais do cinema brasileiro, aqui reunidos como membros brasileiros da Academy of Motion Picture Arts and Sciences, em Hollywood, expressamos nossa preocupação com o atual momento político do Brasil e pedimos atenção ao segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro.
A diferença entre os candidatos no primeiro turno foi de 1,87%. O país está, portanto, dividido. Observamos, no entanto, sinais preocupantes de desrespeito às regras democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil, que merecem apuração transparente e repercussão internacional:
O jornal The Guardian revelou que o governo dos Estados Unidos destinou cerca de US$ 1 milhão, provenientes de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado, a um programa chamado "Countering Lawfare and Censorship in Brazil".
Ao mesmo tempo, observadores da mídia apontam possíveis distorções no alcance de conteúdos políticos nas plataformas da Meta e pedem investigação. Entre os casos mencionados estão os perfis do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instagram, que teriam sofrido quedas de alcance, dificuldades de acesso e problemas de visualização nos mecanismos de busca, além da impossibilidade de impulsionar publicações. Outro caso envolve um site de origem norte-americana que promove a compra de anúncios em favor do candidato Bolsonaro em troca de tokens de criptomoedas, sob a promessa de ajudar crianças carentes em Uganda. A Polícia Federal investiga, ainda, suspeitas de compra de votos em dinheiro vivo em regiões rurais.
Merecem também atenção algumas propostas do candidato Flávio Bolsonaro, entre elas a de reescrever a Constituição de 1988, que marca o fim da ditadura militar e a restauração da democracia no Brasil. Segundo o candidato, a nova Constituição seria elaborada por um Congresso dominado por uma maioria de extrema direita. Essa declaração causa especial preocupação diante da tentativa de golpe de Estado atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro, pai do candidato. O plano incluía o assassinato do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e de seu vice, Geraldo Alckmin. Jair Bolsonaro está preso em decorrência desse caso, enquanto seu filho promete anistiá-lo como primeiro ato de governo.
Nossa preocupação aumenta diante da forma como grande parte da mídia brasileira tem normalizado esses fatos, sem abordar com a devida seriedade as acusações que pesam contra Flávio Bolsonaro e os crimes atribuídos a seu pai. Além da tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro foi denunciado ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, em razão das mais de 600 mil mortes por COVID-19 ocorridas durante a pandemia, em meio a atos e omissões de seu governo. A denúncia sustenta que mais da metade dessas mortes poderia ter sido evitada.
Seu governo também foi associado ao retorno do Brasil ao Mapa da Fome da ONU. Agora, seu filho promete cortes no orçamento da seguridade social inspirados na política de austeridade do governo de Javier Milei, na Argentina. A omissão ou a relativização desses fatos contribui para a desinformação pública e enfraquece a defesa da democracia.
Como profissionais da cultura, conhecemos o custo dessas políticas de austeridade para o nosso setor. Durante o governo anterior, o audiovisual brasileiro sofreu com o fechamento do Ministério da Cultura, a paralisação do Fundo Setorial do Audiovisual, o enfraquecimento de instituições e denúncias de censura. Tememos que esse cenário se repita. A proteção da liberdade de expressão e a sustentabilidade da indústria audiovisual brasileira são inseparáveis da defesa da democracia.
Entendemos o processo em curso no Brasil como parte de um contexto mais amplo de interferência eleitoral em outros países da América Latina. Assim, a defesa da democracia brasileira deve ser conduzida não apenas pelo povo brasileiro, por meio de eleições justas e íntegras, mas também com a atenção e o acompanhamento da comunidade internacional.
Pedimos à imprensa internacional que acompanhe o processo com rigor, à indústria audiovisual internacional que amplifique o debate e às instituições competentes que investiguem as denúncias de forma independente.
- Adrian Teijido
- Alê Abreu
- Alice Braga
- Andrea Barata Ribeiro
- Anita Rocha da Silveira
- Anna Muylaert
- Anna Van Steen
- Bernardo Uzeda
- Carlos Segundo
- Carolina Markowicz
- Claudia Kopke
- Daniel Filho
- Daniel Rezende
- Daniela Thomas
- Eduardo Serrano
- Eliza Capai
- Emilie Lesclaux
- Emilio Domingos
- Fernando Meirelles
- Flávia Amon
- Flávia de Souza
- Gabriel Domingues
- Gabriel Mascaro
- Helena Solberg
- Heloisa Passos
- Ilda Santiago
- Jefferson De
- Jorge Bodanzky
- José Joffily
- Juliana Rojas
- Karen Akerman
- Karen Harley
- Karim Ainouz
- Kleber Mendonça Filho
- Lais Bodanzky
- Lucy Barreto
- Maeve Jinkings
- Marcelo Caetano
- Maria Augusta Ramos
- Mariana Oliva
- Matheus Farias
- Miriam Biderman
- Otto Guerra
- Paula Barreto
- Pedro Kos
- Petra Costa
- Plínio Profeta
- Renata Almeida Magalhães
- Rodrigo Teixeira
- Sara Silveira
- Sônia Braga
- Tatiana Leite
- Thales Junqueira
- Vânia Catani
- Vera Hamburger
- Wagner Moura
- Waldir Xavier
- Wilssa Esser
Blog do Marrom: Sofia Pitta estreia o show “Pureza Selvagem"
Por Osmar Marrom
A cantora e compositora baiana Sofia Pitta estreia, neste sábado (10), o show “Pureza Selvagem”, no Colaboraê. A apresentação marca a chegada aos palcos do universo de seu álbum de estreia, que reúne canções autorais e traduz diferentes experiências de desejo, liberdade, relações e descobertas.
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Além das músicas autorais do álbum, o show também contará com releituras que dialogam com as referências musicais de Sofia, ampliando a experiência proposta pelo projeto.
SERVIÇO
Sofia Pitta | Show de estreia - Pureza Selvagem10 de outubro (sábado)
20h
Vendas: https://www.sympla.com.br/evento/sofia-pitta-pureza-selvagem/3582494?share_id=copiarlink
???? Colaboraê — Rua Borges dos Reis, 81, Rio Vermelho, Salvador (BA)Mariana Salomão Carrara - Renato Parada
Feira de Santana amanheceu de luto neste sábado (10) com a morte do radialista e cronista esportivo Jair Cesarinho, um dos nomes marcantes da história do rádio feirense. Conhecido pela voz inconfundível, pelos bordões que conquistaram os ouvintes e pela paixão pelo esporte, ele construiu uma trajetória que atravessou gerações e deixou sua marca na comunicação baiana.
A notícia da morte provocou manifestações de pesar entre colegas, amigos e ouvintes, que lembraram não apenas o profissional, mas também a generosidade de Jair no convívio com outras pessoas.
Segundo o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, ao longo da carreira, ele ajudou a abrir portas para novos comunicadores e participou de momentos importantes do rádio. O radialista passou por emissoras como Rádio Cultura, Rádio Fundação, Rádio Sociedade e Princesa FM, além de atuar em coberturas esportivas, políticas e culturais.
Jair também participou de grandes jornadas de transmissão de futebol, acompanhou Copas do Mundo e trabalhou na cobertura de eleições, carnavais e micaretas. Sua atuação consolidou seu nome entre as referências da crônica esportiva de Feira de Santana, especialmente pelo trabalho dedicado ao futebol e ao Fluminense de Feira.
O radialista e do portal Acorda Cidade, Dilton Coutinho, parceiro do BN, lamentou a morte do colega e prestou solidariedade ao filho do comunicador, Jair Júnior, seu único filho. Dilton contou que se inspirou em Jair no início da carreira esportiva e destacou a contribuição do radialista para a formação de novos profissionais.
“Jair era uma figura que contagiava a todos nós com sua alegria, sua competência. Jair tinha um jeito todo especial que chamava a atenção de todos nós que estávamos iniciando no rádio, no esporte. Qualquer deslize, ele tinha um carinho especial de chamar a atenção. E eu várias vezes tive a oportunidade de ser corrigido pelo nosso querido Jair Cesarinho. Posso dizer também que, como repórter de pista, repórter esportivo durante muitos anos, eu me inspirei em Jair Cesarinho. Logo depois, ele foi ser narrador esportivo, e eu tive a oportunidade de trabalhar, Jair narrando e eu ao lado dele fazendo a cobertura de campo. Era uma figura humana extraordinária e, além do mais, muito criativo nas suas jornadas esportivas”, afirmou.
Dilton também reforçou o pesar pela perda do colega e amigo, com quem compartilhou momentos importantes da trajetória no rádio.
“Deixo aqui os meus sentimentos, a minha tristeza em perder esse grande colega de trabalho, mas, com certeza, ele vai ser amparado no plano espiritual. Que Deus receba de braços abertos esse grande ser humano, Jair Cesarinho. Fique com Deus, irmão.".
Blog do Marrom: Ilhéus realiza a sua 9ª Festa Literária
Por Osmar Marrom
A Festa Literária de Ilhéus (FLI) chega à sua 9ª edição entre os dias 11 e 14 de novembro, e levará literatura, arte, educação e cultura para diferentes espaços do centro histórico da cidade, na região sul da Bahia. Durante os três dias de programação, ruas e praças de Ilhéus serão ocupadas por escritores, artistas e pelo público, em uma grande celebração, que se estende da Praça Dom Eduardo até a região da Catedral de São Sebastião.
Com o tema “Como será o amanhã? Responda quem puder”, a 9ª FLI propõe um convite à reflexão sobre o futuro e os desafios do presente. A programação terá como eixo central a literatura como espaço de diálogo, pensamento e construção de novas perspectivas, contemplando temas como mudanças climáticas, inclusão, infância, juventude e povos originários.
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Com uma programação voltada ao diálogo e à troca de ideias, a FLI propõe reflexões sobre a literatura e suas conexões. Entre os participantes já confirmados estão os escritores Itamar Vieira Júnior (autor do romance “Torto Arado”, ganhador dos prêmios LeYa de 2018, Jabuti de 2020, Oceanos de 2020 e Montluc Rèsistance et Liberté de 2024) e Mariana Salomão Carrara (escritora, poeta e defensora pública brasileira; autora, dos romances “Não fossem as Sílabas do Sábado” e “A Árvore mais Sozinha do Mundo”, vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura de, respectivamente, 2023 e 2025), que se juntam a outros convidados em encontros e bate-papos ao longo do evento. Estão previstas ainda oficinas literárias, formação de agentes jovens de leitura, bate-papos nas escolas, campanhas de estímulo à leitura, feira de livros, lançamentos literários, feira de artesanato, contação de histórias, atividades voltadas ao público infantil, apresentações artísticas, prêmios literários e atrações musicais.
Marcelo Britto explica mudanças na grade do Festival de Verão Salvador 2027: "Comportamento do público"
Por Bianca Andrade
Um novo caminho para o mesmo destino: celebrar a diversidade musical. O Festival de Verão Salvador surpreendeu o público ao anunciar a grade para a edição de 2027 no final de setembro. A surpresa ficou por conta da direção escolhida para a festa no ano que vem.
Após anos sendo considerado pelo público como a prévia do Carnaval de Salvador, com atrações que podiam ser vistas tanto no Parque de Exposições, antigo endereço da festa, quanto na avenida durante os seis dias de folia, o FV abraça a proposta "festival" e promove na capital baiana uma festa com nomes que não são vistos na rua, mas atendem a uma demanda do público.
Até o momento, a grade do evento é formada por: Gilsons, BaianaSystem + IZA, Maria Bethânia, O Grande Encontro (Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo), As Vozes (Péricles e Ferrugem), e É o Tchan, Marina Sena, João Gomes, Saulo, Timbalada & Olodum.
Foto: André Carvalho/ BN Hall
De acordo com Marcelo Brito, CEO da Salvador Produções, uma das responsáveis pela realização do Festival de Verão, a decisão, tomada em conjunto com Zé Ricardo, diretor artístico do evento, veio após um estudo feito com a edição de 2026.
"Eu acho que isso de mudar um pouco faz parte da característica entender como funciona o setor. Viu que a rota tá um pouco engarrafada a gente vira a rota e a gente vai entendendo qual é a mudança de comportamento do público, entender como o mercado está funcionando."
Neste ano, a festa contou com dois dias de programação, em uma grade com Rachel Reis e Márcio Victor, Ney Matogrosso, Dominguinho, Caetano Veloso, Ivete Sangalo e Carlinhos Brown no sábado, e Teto e WIU, Luísa Sonza, Léo Santana, Wesley Safadão com Elba Ramalho, Péricles e Belo no domingo. Apenas o sábado conseguiu esgotar os ingressos.
"A gente trabalha muito com pesquisa e esse ano foi muito determinante porque que nós fizemos Ney Matogrosso, Caetano Veloso, o projeto Dominguinho, e foi sold out. No outro dia tivemos grandes artistas, Péricles, Léo Santana, Elba Ramalho e Wesley Safadão, mas não conseguiu esgotar. E o que a gente percebeu dessa pesquisa é que o público jovem, que é quem realmente participava antigamente do festival, ele está de olho em outro tipo de evento, principalmente tão perto assim do Carnaval", contou.
O empresário reforça que a ideia do Festival de Verão é continuar comunicando com o Brasil, mesmo acontecendo só em Salvador. "O Festival de Verão de Salvador é o festival do Brasil. Na segunda-feira é feriado em São Paulo, então a gente vai comunicar muito com o público de São Paulo para trazer para cá, porque às vezes as pessoas não conseguem vir para o Carnaval, mas vem para o festival."
Uma das grandes surpresas do público foi a ausência de Ivete Sangalo na grade. A artista, que é a única a se apresentar nas 25 edições da festa, não foi anunciada como um dos dez nomes já garantidos pela produção. A expectativa dos fãs é de que a cantora esteja entre os dois nomes que ainda faltam ser divulgados.
Para Brito, é importante que os fãs entendam que as mudanças feitas no evento atendem a uma demanda do grande público. "Vamos anunciar grandes artistas para o domingo e as pessoas vão entender o que é a line do Festival de Verão, trazer um público um pouco mais eclético que não deixa de ser popular um povo misto, mas Brasil."
O Festival de Verão Salvador acontecerá nos dias 23 e 24 de janeiro, no WET Salvador, que durante o período do evento se transforma em Arena FV. O Festival segue com o patrocínio master da Amstel e patrocínio oficial da Coca-Cola, além de apoio de outras 6 marcas, entre elas, o Shopping da Bahia.
Os ingressos serão vendidos na plataforma Sympla.
Record cancela debate presidencial do segundo turno após ausência de Lula e Flávio Bolsonaro
Por Redação
A Rede Record anunciou o cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República no segundo turno, que estava marcado para este domingo (11), às 21h. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (9), depois que as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não confirmaram presença no encontro.
Em nota oficial enviada à imprensa, a emissora justificou o cancelamento alegando "incompatibilidade de agendas" dos candidatos. Nos bastidores, executivos do canal já avaliavam desde a última quarta-feira (7) a dificuldade de reunir ambos nos estúdios para o confronto.
Com as mudanças, o foco das campanhas fica concentrado em outros dois grandes encontros programados para a reta final: na Band, marcado para o dia 18, e na Globo, marcado para o dia 23.
Enquanto isso, o pool de veículos formado por SBT, RedeTV! e CNN Brasil, que estava previsto para o dia 15, também corre sério risco de cancelamento pelo mesmo motivo.
É tempo de lutar, não de desanimar, diz Urias sobre o cenário eleitoral brasileiro
Por Manuela Mourão | Folhapress
"Foi um ano de coragem", diz Urias, no aniversário de lançamento de "Carranca", seu terceiro álbum de estúdio. A cantora e compositora mineira diz que, durante todo o processo de criação, precisou enfrentar diversos medos em relação ao resultado da obra. "Essa coragem não é ausência de medo, mas de caminhada com o medo."
O risco girava em torno da nova sonoridade e da possibilidade de o público não acompanhar sua transformação. "Tomei a decisão de falar da minha religião, da minha espiritualidade, que acaba sendo muito política, da minha negritude, da minha ancestralidade", diz. O marco de um ano chega com um show nesta sexta, em São Paulo, na Audio, com abertura de Mya Akoma e com a DJ Licciss nas carrapetas da apresentação, realizada pelo Toca Sessions.
Nos últimos meses, Urias sentiu que o público não apenas abraçou o trabalho, mas se deixou levar pela curiosidade provocada por suas referências. Deu certo, afinal, e o resultado foi uma indicação ao Grammy Latino de melhor álbum de rock ou de música alternativa em língua portuguesa. "Hoje em dia eu já não desacredito em mais nada."
A artista diz gostar de deixar espaço para que cada ouvinte encontre sua própria interpretação. "Para mim significa isso, para você significa aquilo", diz. A abertura para falar de espiritualidade também marca uma mudança pessoal.
Ela conta que esse era um aspecto de sua vida que, durante muito tempo, preferiu manter reservado. Com o amadurecimento, porém, sentiu necessidade de apresentar ao público essa dimensão que sempre esteve presente. "Tem mais esse pedacinho aqui de mim que faz parte de um todo, que sempre esteve presente, mas agora eu quero compartilhar", afirma.
Antes de ser cantora, Urias foi muitas coisas. Em Uberlândia, no interior de Minas Gerais, onde nasceu, estudou simultaneamente em duas escolas, fez dança, teatro, canto, piano e inglês. Mais tarde, cursou relações internacionais e depois tradução; trabalhou como modelo e DJ e passou pela equipe de Pabllo Vittar, sua amiga de faculdade.
Também fez covers e chegou a trabalhar em uma loja de departamento. Foi após se cansar da rotina 6x1 na loja que decidiu tentar viver de música e começou a construir a carreira autoral. A decisão ganhou forma com os primeiros shows e, principalmente, com "Diaba", lançada em 2019. Desde então, a artista negra e trans construiu uma obra marcada pela transformação.
Em "Fúria", seu primeiro álbum, colocou o corpo no centro — tanto o corpo físico quanto o corpo político. A experiência de ser uma mulher trans fazia com que as perguntas sobre sua identidade ocupassem espaço recorrente nas entrevistas e na recepção de seu trabalho. Por isso, com "Her Mind", seu segundo disco, a cantora buscou deslocar esse olhar para assuntos da mente.
A diversidade de gêneros que atravessa sua discografia também acompanha essa trajetória. Urias diz que gosta de buscar algo que ainda não tenha feito, sem abdicar daquilo de que gosta. Em "Her Mind", ela já tinha a ideia de fazer "música eletrônica brasileira para o mundo", incorporando instrumentos como berimbau e cuíca.
Em "Carranca", essa lógica se encontrou com a ideia de resgatar ritmos do passado e transportá-los para o presente. "Queria fazer as coisas parecerem como um ‘soul brasileiro’, mas num sentido de buscar os ritmos de antigamente, trazer eles para a modernidade."
Um destes resultados aparece na faixa "Voz do Brasil", que recupera o nome e uma sonoridade associada ao programa radiofônico estatal, e na própria simbologia usada pela cantora, que apareceu em cena com faixa presidencial e bandeira brasileira.
Ao comentar o atual cenário brasileiro, Urias rejeita a ideia de tratar o eleitorado apenas como uma divisão entre "bons" e "maus".
A cantora diz estar "completamente assustada" com a presença de políticos que, segundo ela, mobilizam discursos contra pessoas trans e outros grupos LGBTQIA+. A cantora vê a reeleição de Erika Hilton como um símbolo de resistência, mas afirma que a esquerda precisa encontrar uma comunicação mais direta para alcançar quem não se identifica com o campo progressista.
Para ela, parte dos brasileiros ainda enxerga a política como uma disputa de "meu time contra o seu", sem perceber os efeitos concretos das decisões eleitorais e como podem afetar direitos já conquistados. "A gente tem que se organizar", afirma. "É tempo de lutar, não de desanimar."
A atriz Leticia Isnard iniciou a preparação para interpretar novamente a personagem Ivana na sequência da novela "Avenida Brasil." Aos 51 anos, a artista compartilhou nas redes sociais um registro de seu procedimento nos cabelos para a futura trama das nove, que tem estreia prevista para 25 de janeiro de 2027.
Ao celebrar o retorno do papel que marcou a versão original exibida em 2012, Isnard resgatou o célebre bordão da personagem: "Bebezão tá chegando." Na primeira fase da história, Ivana mantinha uma relação conturbada com Max, personagem de Marcello Novaes, por quem era apaixonada, sem ter dimensão de que o marido a explorava por interesse financeiro e agia como amante e cúmplice de Carminha, interpretada por Adriana Esteves.
A nova produção trará mudanças significativas para o núcleo central da história. O personagem Tufão, interpretado por Murilo Benício, reaparecerá consolidado como um empresário de ainda maior sucesso no setor de negócios.
A narrativa também será marcada pela saída de Carminha da prisão. A antiga vilã reaparecerá, alegando ter passado por um processo de transformação e redenção durante o período de reclusão. Para reconstruir sua imagem, a personagem sustentará ter se dedicado ao trabalho social com famílias em situação de vulnerabilidade após o encerramento das atividades no lixão. O foco de Carminha será reconquistar a credibilidade perante a família de Tufão e buscar o perdão de sua filha, Agatha, vivida por Karol Lannes.
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