Repórter da Record é denunciado pelo MP por crime de importunação sexual
Foto: Reprodução / Record TV

A Justiça de São Paulo protocolou, na última segunda-feira (3), a denúncia do Ministério Público paulista contra o repórter Gérson de Souza, da Record, por crime de importunação sexual. Segundo o Notícias da TV, a promotora Maria do Carmo Galvão de Barros Toscano, responsável por levar o caso adiante, tomou a decisão conforme resultado da investigação policial iniciada em maio de 2019. 

 

A denúncia do MP refere-se a atos cometidos pelo acusado contra quatro colegas que trabalhavam no programa “Domingo Espetacular”. Segundo investigação da 23º DP de São Paulo, Gérson "por diversas vezes e de forma continuada, importunava as vítimas com palavras maliciosas, comentários de conotação sexual, gestos obscenos e toques lascivos e não consentidos, com elas mantendo contato físico inoportuno, constrangendo-as dentro do local de trabalho". 

 

As quatro vítimas ouvidas nas investigações estão entre 12 mulheres que acusaram Gérson, em 2019, de ter cometido assédios sexuais (relembre aqui). Estas mesmas quatro jornalistas, inclusive, tiveram os seus depoimentos confirmados conforme declarações testemunhais de outras nove pessoas. 

 

Apesar de estar afastado dos trabalhos, Gérson continua recebendo salário já que a Record decidiu por seguir “aguardando o desfecho do caso". Desde o início das acusações, ele vem negando ter cometido o assédios denunciados e a sua defesa registrou que “a inocência será demonstrada". O jornalista pode pegar de um até cinco anos de prisão, caso seja condenado.

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