Coluna BBBN: Na 19ª edição faltou de tudo um pouco para ter sido boa de acompanhar
Foto: Reprodução / TV Globo

Não vamos dar razão àqueles que sempre questionam se esse programa ainda existe, ou que a Globo insiste em pôr todos os anos essa “pouca vergonha” em sua programação. Mas devemos admitir que essa 19ª edição do “BBB”, entre todas – ou para não ser extremista, entre as mais recentes –, foi uma das piores do reality na sua versão brasileira.

 

 

Primeiro que eles trataram de fazer algum tipo de "treta" por um motivo constrangedor, que foram os roncos especificamente de Rodrigo, ao mesmo tempo em que Gustavo roncava igual e não era apontado pelos incomodados. Isabella e Diego, tão esperados por mim como dois participantes do tipo “chatinhos”, foram o que imaginava que seriam e protagonizaram um racha que se formou ao longo do programa. E claro, Maycon, outra decepção. 

 

 

Faltou tretas pesadas, tretas de verdade, que questionassem o caráter do outro. Ninguém fez por merecer como Patrícia e Diego do BBB 18, os grandes vilões daquela edição, porque ao longo desta atual os confinados se preocuparam demais em o que as pessoas pensariam lá fora se arrumassem brigas toda horas. Eu particularmente achei entediante, ninguém jogou “fogo no parquinho” e talvez essa atitude teria sido uma estratégia para garantir uma torcida mais forte. 

 

 

Penso que uma potencial confusão poderia ter sido formada entre Hana e Gustavo, mas a torcida concentrada de Hariany/Paula eliminou a carioca cedo demais e tornou justa, sendo assim, a eliminação de Gustavo, já que sua rival não estava mais ali. E como ele forçou demais certas situações e falas durante o confinamento, o paulista cavou sua própria saída com uma porcentagem alta de votos. 

 

 

Desta vez tivemos duas desclassificações. A primeira do gaúcho Fábio – que eu não imagino como poderia ter se saído e em qual grupo poderia ter ficado. A segunda saída foi do acreano Vanderson, envolvido em polêmicas aqui fora, que poderia ter integrado o grupo da Gaiola pelo seu estilo mais good vibes, esquerdista e intelectual. 

 

E por falar em esquerda, é fato que esse “Big Brother” foi político. Enquanto ano passado o telespectador deu a vitória para a negra, militante e petista Gleici, o público desta edição, que acredito não ser o mesmo, encaminha a vitória para Paula, que é uma participante totalmente oposta à última campeã. Essa reação contrária bate exatamente com a polarização que o país vem enfrentando politica e ideologicamente. 

 

 

Falando de nossa participante baiana, Carol Peixinho, me senti surpreso pela sua permanência no reality. Sendo sincero, acredito que inicialmente ela teve sorte de não sair na época de desmanche do grupo do Camarote. Com a reviravolta que culminou no desmanche da Gaiola, ela foi se fortalecendo e ao contrário de "Pauriany", Peixinho se mostrou mais racional nos seus discursos e em suas análises do jogo. 

 

 

Para finalizar esta última Coluna BBBN, queria fazer uma breve crítica sobre a atuação de Tiago Leifert nesta edição. O que aconteceu com o apresentador? Falou demais, deu dicas demais, passou uma percepção errada do jogo. Tiago forçou os participantes a não se exporem de verdade, abafou o fogo que poderia ter surgido no parquinho, se enganou quando disse que a edição não tinha vilões. 

 

 

E Tiago não era assim nas edições anteriores. Ele tinha um comportamento mais distante dos participantes. Se faltaram dois brothers por terem sido desclassificados, Tiago tratou de ocupar o lugar deles como mais um jogador. Não precisava, não foi interessante. Como diz a canção, “deixa acontecer naturalmente”, mas ele interferiu e onde ele mexeu, mudou os rumos do jogo.  

 

Caso Alan venha a não vencer a última prova do líder desta terça-feira (9), a final ficará com o trio Carol, Hariany e Paula. Paula será a vencedora, isso para mim não é nenhuma novidade, e assim como o “BBB17” que teve como campeã a Emily anotarei no meu caderninho como mais uma edição “que deu errado”. E que venha um “BBB20” com mais tretas, com menos gente equivocada sobre a vida e nossa sociedade e com menos interferência de Tiago com os confinados. 

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