Em 15 dias será possível ver se impactos econômicos serão maiores do que os médicos
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

Os próximos 15 dias serão cruciais para avaliar se os impactos econômicos da quarentena imposta para controlar o contágio do novo coronavírus serão maiores ou menores do que o impacto médico. Essa é a opinião do presidente do hospital Albert Einstein, Sidney Klajner.

"Tenho todas as dúvidas do mundo todos os dias. Nada diz para gente que o isolamento é certo ou não é. Temos uma central de inteligência que mostra que temos comportamento parecido com o europeu. Com isso, o estouro da capacidade de leitos de UTI do sistema do Einstein seria lá pelo dia 15 ou 16 de abril. Por isso o isolamento é o que podemos fazer nesse momento", disse ele durante uma reunião virtual promovida pela XP.

Também participaram do encontro Henrique Salvador, presidente da rede Mater Dei, Romeu Côrtes Domingues, presidente do conselho de administração da Dasa, empresa de diagnósticos médicos, e Leandro Reis, vice-presidente da Rede D'OR.

"O isolamento social é muito importante e deve alcançar pessoas em diversas situações para poupar o dano à saúde. Em contrapartida sabemos o impacto financeiro e econômico que isso vai trazer pro mundo e pro Brasil. Num segundo momento podemos tentar separar a população de menor risco da de maior risco", diz Salvador.

Segundo ele, outro desafio será reverter a quarentena e convencer a população a sair de casa e retomar economia. "Não vai ser simples."

Leandro Reis, da Rede D'OR, não concorda com correntes que defendem que o vírus siga.

"É darwiniano. É jogar fora mais de 100 anos de ciência séria e abrir mão dos mais frágeis. É uma prova de incivilidade. Ao deixar os mais frágeis a própria sorte, a gente perde a característica básica da sociedade", afirma.

Já Romeu Côrtes Domingues, da Dasa, diz que a ampliação do número de exames pode ajudar a diminuir a população obrigada a ficar de quarentena.

"Vejo com otimismo oferecer em uma escala maior. Vamos poder tirar do isolamento, da quarentena e voltar a trabalhar", afirmou.



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