Lula discutirá preço de combustíveis na bomba com setor sucroalcooleiro
Por Catia Seabra | Folhapress
O presidente Lula (PT) se reúne nesta terça-feira (9) com representantes do setor sucroalcooleiro para discutir formas de redução do preço dos combustíveis cobrado do consumidor. Em pauta, está o aumento da mistura de etanol na gasolina, de 30% para 32%, para mitigar o impacto dos conflitos no Oriente Médio na alta dos combustíveis.
O governo debate o acréscimo na composição mirando formas de reduzir o impacto da disparada no preço do petróleo causada pela guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Cálculos do Ministério de Minas e Energia apontam que a mudança na mistura permitirá que as distribuidoras cortem a importação de 454 milhões de litros de gasolina no prazo de 180 dias, período em que a medida vigoraria.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, além da redução na importação de gasolina, a mudança poderia diminuir as emissões de carbono em aproximadamente 552 mil toneladas de CO?, ainda segundo os cálculos da pasta.
Para defender a proposta, o ministério afirma que realizou testes com misturas de E30 e E32 em 2025, com apoio do Instituto Mauá de Tecnologia. Esses testes envolveram veículos leves e motocicletas, com modelos flex e gasolina.
A decisão de ter testado a mistura com 32% no ano passado já atendia a exigências legais do setor. Uma lei de 1993 exige que seja testado efeito de 1% acima da mistura. Outro 1% adicional está ligado a normas técnicas do setor. Por isso, quando mediu a mistura de 32%, o governo procurava atender a obrigações para colocar a mistura de 30% nas bombas de combustível.
Além do aumento do etanol na composição da gasolina, o presidente quer discutir com o setor o preço que chega aos postos de combustível. Segundo auxiliares do presidente, o governo tem identificado prática abusiva no percurso que vai das usinas até a bomba.
Ainda conforme aliados do mandatário, Lula quer entender onde, na cadeia produtiva e de distribuição dos combustíveis, ocorre o aumento.
