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Quarta, 06 de Abril de 2022 - 09:30

COI defende limite de idade e quer impedir novas Rayssas nas Olimpíadas

por Demétrio Vecchioli | Folhapress

COI defende limite de idade e quer impedir novas Rayssas nas Olimpíadas
Rayssa subiu no pódio com meninas de 12 e 13 anos | Foto: Divulgação/ Tokyo 2020

O Comitê Olímpico Internacional (COI) recomentou que as federações internacionais incluam limites de idade nos critérios de classificação para os Jogos Olímpicos de Paris apresentados à entidade na semana passada. Após passar por revisão, os primeiros foram publicados nesta terça-feira (5), ainda sem o documento relativo ao skate, mas com imposição de limites em modalidades como o triatlo e o vôlei de praia.
 

Tradicionalmente, cada federação internacional (conhecidas pela sigla IF) têm autonomia para estipular critérios de classificação e de elegibilidade. Nos esportes onde o corpo pequeno pode ser um fator positivo, há várias décadas já existe uma idade mínima, de forma a proteger crianças e adolescentes de rotinas intensas de treinamento e pressão. Na ginástica, por exemplo, as mulheres precisam ter ao menos 15 anos e, os homens, 17.
 

Mas o skate, ao entrar no programa olímpico, não incluiu limite de idade, e isso causou uma situação atípica em Tóquio, especialmente no feminino, com a britânica Sky Brown, a brasileira Rayssa Leal, a japonesa Momiji Nishiya, todas na época com 13 anos, e a também japonesa Kokona Hiraki, então com 12, chegando ao pódio. Também em Tóquio, a síria Hend Zaza, de 12 anos, se tornou a atleta mais jovem nos Jogos Olímpicos em mais de meio século.
 

O cenário se agravou depois que, nos Jogos Olímpicos de Inverno, a russa Kamila Valieva, de 15 anos, em sua primeira temporada na patinação artística adulta, foi pega em exame antidoping, criando uma contradição. Ela podia competir, disputar medalha, mas sua suspensão não podia ser publicada porque ela é menor de idade.
 

Depois disso, a ISU, federação internacional da patinação, recebeu pedidos para aumentar a idade mínima de 15 para 17 anos e encomendou um estudo à sua comissão médica, que apontou que um aumento gradual ajudaria a proteger a saúde física e mental dos atletas.
 

De acordo com o site Inside The Games, o Conselho Executivo do COI recomendou às IFs que incluíssem o limite de idade em seus critérios para 2024 depois que o sistema de classificação foi aprovado na semana passada. Segundo o site, elas foram aconselhadas a fazerem "ajustes apropriados" se necessário.
 

O breaking, que estreia nos Jogos Olímpicos em Paris, divulgou nesta terça-feira seus critérios incluiu a necessidade de o atleta ter nascido antes de 31 de dezembro de 2007, o que tira os menores de 16 anos de Paris-2024. Rayssa, nascida em janeiro de 2008, por exemplo, não poderia competir na França por esse critério.
 

No triatlo, que não tinha limite de idade, impôs uma regra nesse sentido. Para as provas individuais, os atletas precisam ter nascido antes de 31 de dezembro de 2006. No revezamento misto, o limite é mais amplo, para atletas nascidos antes de 31 de dezembro de 2009 — neste caso, Paris poderia ter triatletas de 14 anos e meio. No vôlei de praia, o limite é ter feito 14 anos antes do primeiro dia de competição. Nos dois casos, as regras tendem a ser inócuas, já que são raríssimos os casos de atletas competindo entre os adultos aos 14 anos nesses esportes.

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