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Segunda, 25 de Outubro de 2021 - 07:30

Casa de 'BolsoRui' na BA, PL abrigaria Bolsonaro sem traumas e sem apertar Leão

por Fernando Duarte

Casa de 'BolsoRui' na BA, PL abrigaria Bolsonaro sem traumas e sem apertar Leão
Foto: Isac Nóbrega/PR

Após a cortina de fumaça de que o presidente Jair Bolsonaro se filiaria ao Progressistas, parece estar cada vez mais próximo o embarque dele no PL, outra sigla extremamente representativa do governismo partidário. Nos mesmos moldes do PP, o PL se comporta de acordo com a maré e será governo independente de quem esteja no poder. Tanto que apoia Bolsonaro no plano federal e até outro dia era formalmente integrante da base aliada do governador Rui Costa - ainda que tenha simulado uma ruptura em terras baianas.

 

Há algum tempo se especulava a hipótese do presidente optar pelo PL para disputar a eleição em 2022. Diferente do companheiro de centrão, o partido não teria qualquer resistência nos diretórios estaduais para receber de bolsos abertos um Bolsonaro candidato à reeleição. Porém, enquanto Valdemar Costa Neto articulava nos bastidores essa aproximação, foi aventada com força a possibilidade de filiação das hostes bolsonaristas ao PP. Uma boa estratégia para não chamar atenção e, de quebra, sair vitorioso nessa queda de braços.

 

Segundo informações que circulam entre os políticos, os integrantes do PL acreditam com mais fé na possibilidade de reeleição de Bolsonaro do que qualquer outro integrante do centrão. Os membros do partido não cogitam outra hipótese, por isso se mantêm firmes e prontos para a filiação do presidente. Depois de ter sido preso no escândalo conhecido como mensalão como aliado do PT, Valdemar Costa Neto se tornou um camaleão, sabendo se esconder o máximo possível ao mesmo tempo em que conversava com as mais diversas vertentes políticas do Brasil. É um estilo bem próprio, que garante bom trânsito da esquerda à direita.

 

Um exemplo disso é a dobradinha “BolsoRui” dos deputados federais baianos da sigla. José Rocha chegou a ser vice-líder de Bolsonaro no Congresso e jamais perdeu espaços junto a Rui. Jonga Bacelar sempre teve um pé nos dois lados, porém está mais próximo ao flerte com o grupo adversário do PT na Bahia, liderado por ACM Neto. Ainda assim, eu não o classificaria como oposição a Rui. O outro federal, Abílio Santana, não foi eleito pela legenda, então é mais complicado de classificá-lo, apesar de ser o mais bolsonarista dos três. O resumo é o atual presidente do PL na Bahia, José Carlos Araújo, que anunciou homeopaticamente a saída da base aliada do governo estadual, o que só aconteceu muito tempo depois do partido estar completamente associado ao ex-prefeito de Salvador.

 

Caso confirmada a filiação de Bolsonaro ao PL, pelo menos o entorno do vice-governador João Leão respiraria aliviado, pois não precisaria mais lidar com a possibilidade de ruptura com Rui e companhia. O PL ofereceria um palanque discreto para o presidente na Bahia e não precisaria romper com ACM Neto, um objetivo muito claro até aqui. Ninguém sairia ferido e a vida continuaria exatamente a mesma: com PP e PL sendo governo, independente de quem ganhe nas urnas.

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