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Reforço do Republicanos a bloquinho pode limitar disputa por vice e presidência da CMS
Foto: Divulgação

O bloquinho formado por MDB, PTB, PSC e Solidariedade tem agora mais um integrante em Salvador com a adesão do Republicanos. E deve ganhar um desafio discursivo: como conquistar a vaga de vice-prefeito na chapa de Bruno Reis (DEM) e ainda viabilizar a presidência da Câmara. Obter sucesso em ambos os pleitos é uma promessa que dificilmente o líder do bloco e presidente do Legislativo, Geraldo Jr. (MDB), vai conseguir concretizar. Não dá para ter as duas coisas, segundo avaliações de quem acompanha as articulações.

 

A adesão do Republicanos ao bloquinho é uma tentativa de fortalecer uma eventual candidatura do partido para a vaga de vice. O grupo do prefeito ACM Neto filiou a ex-secretária de Reparação Social, Ivete Sacramento, para ter uma opção menos ligada à Igreja Universal do Reino de Deus na disputa. Porém, caso integre o bloco ligado a Geraldo Jr., que até aqui detém a prelazia para definir se escolhe a vice ou segue na presidência da Câmara, pode fracassar a viabilidade do nome da ex-reitora da Uneb na briga.

 

Essas demarcações de espaço capitaneadas por Geraldo Jr. têm como objetivo limitar o acesso a partidos como o PDT e PL no enfrentamento para indicar a vice. Ambos os partidos, no entanto, têm como trunfo a origem na base aliada do governador Rui Costa. Caso migrem para o apoio formal para Bruno Reis, as duas legendas ganham um poder de barganha que nenhuma outra sigla já consolidada possui. Política é feita de gestos e esse “rompimento” em 2020, com reflexos em 2022, teria um impacto simbólico muito mais forte do que um grupo formado por legendas que atualmente estão à margem das esferas de decisão em nível local.

 

A aproximação entre o PDT, via Carlos Lupi e Ciro Gomes, e o DEM, de ACM Neto, é uma força a mais nesse processo. Por isso o esforço do bloquinho em tentar excluir a possibilidade de indicação de alguém do PDT para a vaga de vice. Eles sabem que, mesmo que Léo Prates não esteja mais na disputa, caso haja uma decisão nacional da coalizão entre os dois partidos, a vice de Bruno Reis estará reservada para o PDT - com o nome de Ana Paula Matos ou de outro membro da sigla ainda não apresentado publicamente.

 

Por enquanto, a tendência é que o núcleo mais próximo de Bruno Reis cozinhe em banho-maria as movimentações dos aliados. Quando o próprio Bruno foi escolhido para vice de ACM Neto, em 2016, o resultado foi divulgado apenas no prazo final para as convenções partidárias. Até lá, muito barulho vai ser feito. O resultado prático só será conhecido em setembro.

 

Este texto integra o comentário desta terça-feira (28) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios A Tarde FM, Irecê Líder FM, Clube FM, RB FM, Alternativa FM Nazaré, Valença FM e Candeias FM. O comentário pode ser acompanhado também nas principais plataformas de streaming: Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e TuneIn.

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