Sexta, 03 de Abril de 2020 - 07:20

Maturidade de Doria e Lula e a necessidade de falar a verdade

por Fernando Duarte

Maturidade de Doria e Lula e a necessidade de falar a verdade
A quinta-feira foi marcada pelo afago do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao compartilhar um tweet do petista, em que Lula citava o tucano para “reconhecer quem tá fazendo o trabalho mais sério nessa crise [do coronavírus]”, Doria agradeceu: “Temos diferença. Mas agora não é hora de expor discordâncias. O vírus não escolhe ideologia nem partido”. No entanto, isso gerou mais críticas do que o reconhecimento de que havia maturidade nessa troca de mensagens.

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Quinta, 02 de Abril de 2020 - 07:20

Calamidade pública é cheque em branco para prefeitos e aumenta risco de desvios

por Fernando Duarte

Calamidade pública é cheque em branco para prefeitos e aumenta risco de desvios
Mais de 20 cidades baianas tiveram a calamidade pública reconhecida pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) nesta quarta-feira (1º), mesmo que algumas delas não tenham um único caso confirmado do novo coronavírus. A discussão sobre a aprovação desses pedidos levantou polêmica entre os deputados. Em um primeiro momento, houve resistência em antecipar o aval da Assembleia. Para além disso, a preocupação deveria ser outra: o risco desse “cheque em branco” lesar cofres públicos em municípios já cambaleantes.

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Condenação comprova que 'La Vue' foi 'início do fim' para carreira política de Geddel
A condenação do ex-ministro Geddel Vieira Lima no caso do Edifício La Vue é o encerramento de uma história que pode ser tratada como o “início do fim” do emedebista. Até a denúncia do então ministro da Cultura, Marcelo Calero, Geddel, atualmente em cumprimento de pena pelo episódio do bunker de R$ 51 milhões, era considerado um homem extremamente poderoso. Tanto que, mesmo tendo rompido com o PT na Bahia, se manteve em cargos federais durante a administração da petista Dilma Rousseff. A derrocada política do emedebista baiano foi no governo de Michel Temer, quando Calero trouxe a público o eventual tráfico de influência. Agora, mais de três anos depois, a Justiça confirmou que houve improbidade administrativa.

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'Cada macaco no seu galho': Riachão cantava há tanto tempo e políticos nunca aprenderam
A Bahia quase não teve oportunidade de se despedir do mestre Riachão. O sambista morreu dormindo, segundo a família, em meio ao caos da pandemia do novo coronavírus. Devido às medidas restritivas, que impedem a aglomeração de pessoas, o adeus a um dos ícones na música baiana não esteve à altura da história de Clementino Rodrigues que, desde a década de 1970, já entoava que cada macaco deveria continuar no seu galho. Passados tantos anos, os políticos não aprenderam, não é mesmo?

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Ao politizar distribuição de cestas, PT vai na contramão das relações de Rui e ACM Neto
O PT em Salvador perdeu uma boa oportunidade de não politizar uma tragédia. Ao ingressar com uma ação contra a prefeitura de Salvador e o vice-prefeito Bruno Reis, por distribuir cestas básicas aos alunos da rede municipal de ensino, o diretório local parece não ter seguido o republicanismo presente nas relações entre o governador Rui Costa e o prefeito ACM Neto durante a crise do novo coronavírus. É radicalismo puro e simples, tão criticado pelo PT no bolsonarismo.

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Domingo, 29 de Março de 2020 - 07:20

Salvador completa 471 anos sem festa, mas com resignação. Parabéns!

por Fernando Duarte

Salvador completa 471 anos sem festa, mas com resignação. Parabéns!
Salvador completa 471 neste domingo (29). Pelo menos simbolicamente. Assim como  o dia 25 de dezembro foi definido como data do natalício de Jesus Cristo, a comemoração soteropolitana é um acordo tácito criado a partir de uma tradição. Porém, apesar de tantas mudanças e da promessa de novos tempos para a cidade, o momento não é de celebrar. Há muito tempo não vivíamos sob tanta tensão – e viveremos com medidas restritivas em meio ao novo coronavírus por um período maior do que qualquer um gostaria.

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Sexta, 27 de Março de 2020 - 07:20

Rui busca minimizar colapso da economia como Bolsonaro quer, mas sabe reconhecer perigo

por Fernando Duarte

Rui busca minimizar colapso da economia como Bolsonaro quer, mas sabe reconhecer perigo
Muito criticado por propor o fim do “lockdown”, o nome gourmet do fechamento do comércio, o presidente Jair Bolsonaro não parece estar completamente equivocado. Tanto que o governador da Bahia, Rui Costa, adversário público do presidente, defendeu uma postura similar durante conversas com prefeitos baianos. A diferença é que Rui sugeriu a evolução gradual das medidas restritivas, enquanto Bolsonaro é contrário a toda e qualquer ação, para que a população viva em normalidade.

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Adiar eleição pode não ser pauta primordial e viável, mas será um debate necessário
Mesmo que seja uma minoria, um grupo de políticos influentes começa a ventilar a hipótese de adiamento das eleições para prefeito e vereador em 2020. A tese é rechaçada por operadores do Direito, a exemplo do vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Luiz Viana, porém, caso mantidas as perspectivas atuais da crise do novo coronavírus, a hipótese de adiar o pleito vai ganhar força. A discussão perpassa, inclusive, pela campanha para que o Fundo Eleitoral seja utilizado para o combate à Covid-19.

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Sacrifício em prol do combate ao coronavírus tem que atingir vespeiro do setor público
É tempo de sacrifício coletivo e não apenas das camadas menos abastadas da população, como alguns governantes ensaiaram provocar. Para além do uso de recursos do orçamento público para o combate ao novo coronavírus, é preciso também que todos os Poderes da República façam algum tipo de “doação”. O desafio é fazer com que membros dos Executivos, dos Legislativos e dos Judiciários “sofram” no bolso os impactos dessa crise com a Covid-19. Até aqui, na prática, o que se viu foi a alocação de dinheiro público para conter o contágio em massa.

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Terça, 24 de Março de 2020 - 07:20

Fiquei em dúvida: é 'gripezinha' ou vai durar quatro meses?

por Fernando Duarte

Fiquei em dúvida: é 'gripezinha' ou vai durar quatro meses?
Idas e vindas no governo Jair Bolsonaro já são parte da rotina. Dessa vez, uma Medida Provisória (MP) não precisou nem de 12h para ser revogada. Após permitir a suspensão por quatro meses dos contratos de trabalho - sem o pagamento de salários -, o presidente da República recuou. Retirou da MP o artigo que tratava do tema, não sem antes tentar mantê-lo. Chegou a afirmar na tradicional coletiva do cercadinho à frente da Alvorada que a medida era uma defesa do direito dos trabalhadores. Nem o bolsonarismo acreditou.

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