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Quinta, 24 de Março de 2022 - 11:30

Ednaldo relembra reunião com Infantino e revela bastidores para vencer eleição da CBF

por Leandro Aragão

Ednaldo relembra reunião com Infantino e revela bastidores para vencer eleição da CBF
Foto: Reprodução / YouTube Rádio Salvador FM 92,3

Já eleito presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com mandato definitivo, Ednaldo Rodrigues participou do programa BN Na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama, na noite desta quarta-feira (23). A atração foi transmitida direto do Rio de Janeiro. Na entrevista, o dirigente baiano relembrou a reunião que teve com o presidente da Fifa Gianni Infantino, em Abu Dhabi, durante a disputa do Mundial de Clubes, que envolveu o Palmeiras, em fevereiro deste ano. Em meio ao imbróglio com a justiça para a realização do pleito presidencial, a entidade nacional correu o risco de sofrer intervenção da controladora do futebol mundial prejudicando a participação dos clubes e das seleções em competições internacionais.

 

"Quando tivemos na reunião com o presidente [da Fifa] Gianni Infantino, inclusive parabenizei há pouco pelo aniversário dele. Tivemos três reuniões durante o Mundial de Clubes, e conversamos bastante sobre o processo na CBF, como vinha acontecendo as intervenções externas do poder judiciário. Ele pediu: "Resista, porque nós temos acompanhado seu trabalho na interinidade e estamos acompanhando tudo. Resista, porque qualquer coisa diferente que possa acontecer a Fifa colocará o futebol brasileiro no rumo". É como se fosse haver uma intervenção e ficamos preocupados com isso, porque uma intervenção da Fifa significa a suspensão de todas as atividades dos clubes brasileiros em qualquer competição internacional, principalmente a Copa do Mundo, que a Seleção Brasileira não poderia jogar. Portanto, foi realmente crucial", relembrou.

 

Ednaldo também revelou os bastidores para vencer a eleição. Apesar de encabeçar a única chapa inscrita na disputa, ele teve um concorrente direto, por trás das cortinas, na corrida pela presidência que era Gustavo Feijó, um dos vice-presidentes da entidade. Ao mesmo tempo era necessário fazer os ajustes nas regras eleitorais para cumprir o acordo judicial firmado com o Ministério Público do Rio de Janeiro.

 

"Nós estamos sofrendo exatamente numa interinidade. A saga do poder por pessoas que poderiam até ter legitimidade, mas não tinham votos para se tornar presidente da CBF. O estatuto é bem claro, tem que ter a qualificação para o cargo, a subscrição da chapa, que inclusive foi reduzido para cumprir a determinação da Justiça para cobrir esse episódio que vinha se arrastando desde 2017. Eram oito federações para inscrever uma chapa e baixou para quatro. Eram cinco clubes e baixou para quarto. Diminuiu bastante essa cláusula de barreiras. Isso fez parte do acordo que fizemos na Justiça para que pudesse acabar com essa briga do judiciário e a CBF. Na realidade não era uma briga entre judiciário e CBF, era um situação do judiciário com um diretor da CBF. No TAC que ajustamos com o Ministério Público do Rio de Janeiro e com a Justiça de 1º grau, fizemos prevalecer todos os cumprimentos no período de até 30 dias úteis. Realizamos a assembleia geral extraordinária que corrigiria o peso dos votos e também a cláusula de barreira. E nesse período a eleição para os poderes da CBF nos próximos quatro anos. Com isso, tivemos a consolidação", contou.

 

"Então, o processo se arrastou e que cada vez mais, enquanto se colocava a intervenção externa do judiciário na CBF, eu me consolidava mais ainda buscando conversar com clubes e federações para fazermos uma CBF diferente. Foi consolidado acima das minhas expectativas. Nesse período todo, nós construímos uma base de 22 federações de 27. Tinha também uma base de 15 clubes de 20 da Série A. Em torno de 14 clubes de 20 da B. Todo trabalho que colocamos e nossas propostas fizeram com que isso aumentasse e o desfecho foi exatamente 26 federações das 27, apenas a federação do próprio concorrente que era Gustavo Feijó", continuou.

 

"Nosso concorrente apenas pedia voto, não voto. Porque Câmara dos Deputados não votam para presidente da CBF, presidente de Câmara ou deputado não vota na CBF. Ministros também não votam na CBF. Enquanto ele buscava esse respaldo do autoritarismo, eu construía diálogo com a base do futebol brasileiro, clubes e federações. Por isso, o desfecho foram 26 federações de 27, 20 clubes de Série A de 20, e 19 clubes da Série B de 20. E eram 20 clubes, mas a Ponte Preta não pôde vir, mas a procuração era para ser registrada na CBF na terça, mas não atentaram para isso, e a comissão eleitoral, de forma muito correta para não suscitar nenhuma dúvida, tirou esse voto e foi importante. Tive a consolidação de todo o colégio eleitoral e isso apenas mostra que trabalhamos com unidade, transparência e pregando que o futebol brasileiro possa ser com a participação e voz de clubes, federações, imprensa, torcedores. É o que pretendemos nesses novos tempos que se iniciam no futebol brasileiro", completou.

 

Na entrevista, Ednaldo Rodrigues voltou a falar da ideia de vender o jatinho e o helicóptero da CBF e investir em melhorias dos estádios do futebol brasileiro. Entre economia com manutenção e a receita das vendas, o dirigente espera arrecadar cerca de R$ 100 milhões. Confira na íntegra a conversa com o novo presidente eleito da entidade:

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