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'Dívida impagável': Presidente explica crise na Confederação Brasileira de Canoagem
Foto: Fábio Canhete / CBCa

Em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (20), o presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), Jonatan Maia, explicou os motivos para a entidade ter demitido todos os funcionários e fechado as portas (saiba detalhes aqui). A CBCa teve a execução de R$ 5,7 milhões na Justiça de São Paulo e o bloqueio de suas contas.

 

"Do ano de 1998 a 2002, a confederação recebeu patrocínio de bingos, de acordo com a lei vigente. Esses bingos tinham uma administradora responsável por fazer o recolhimento de impostos. Por lei, a confederação foi obrigada a ceder o CNPJ para receber o patrocínio. Mas os impostos não foram pagos, e a confederação foi acionada por essa dívida que, do jeito que está agora, é impagável", afirmou. 

 

A maior preocupação neste momento, de acordo com Maia, é a formação de novos atletas. "Precisamos ter novos atletas e eles precisam ser fomentados. A canoagem brasileira tem prejuízo, porém há tratativas com o Comitê Olímpico e Paralímpico para a manutenção. Logicamente, eles têm foco no alto rendimento. Não adianta chegar daqui a 2 ou 3 ciclos olímpicos e não ter formado novos atletas. Essa é uma grande preocupação", pontuou. 

 

Vale lembrar que o Campeonato Brasileiro de Canoagem Velocidade, previsto para 23 a 26 de setembro, na cidade de Cascavel, no Paraná, foi adiado. A Copa Brasil de Paracanoagem, em Campo Grande (MS), também teve sua data alterada. 

 

A canoagem foi um dos grandes destaques do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, com a medalha de ouro conquistada pelo baiano Isaquias Queiroz (relembre aqui), na prova do C1 1000 metros. Na Paralimpíada, Fernando Rufino também levou o ouro na categoria VL2.

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