Segunda, 09 de Julho de 2018 - 10:30

Galvão Bueno cobra explicação de Neymar sobre atuação contra Bélgica

por Leandro Aragão

Galvão Bueno cobra explicação de Neymar sobre atuação contra Bélgica
Foto: Lucas Figueiredo/ CBF

O narrador da TV Globo, Galvão Bueno, disse em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, que o atacante Neymar precisa explicar porque não conseguiu jogar o que se esperava dele na derrota da Seleção Brasileira para a Bélgica. O time Canarinho perdeu por 2 a 1, na última sexta-feira (6), pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2018. O resultado custou a eliminação do Brasil no Mundial.

 

"Todo mundo esperava mais do Neymar. Então, eu esperava que ele explicasse por que não foi o Neymar que ele mesmo esperava e que todos esperavam. O Alisson falou, o Miranda falou, o Renato Augusto falou, o Douglas Costa falou. Eu acho que cabe aquele que é o líder técnico do time, que é a grande estrela do time, acho que passa sim por um processo de ter que dizer. Olha, eu não sei se ele sentiu o tornozelo esquerdo durante o jogo. Ele saiu para ser atendido, mas a gente não até que ponto aquilo possa ter prejudicado... "Eu tive uma dificuldade nisso, naquilo ou não tive dificuldade nenhuma ou só não fui bem ou achei que fui bem"... Qualquer coisa que falasse, mas falasse", afirmou.

 

Para Galvão, a partida contra a Bélgica era a oportunidade de Neymar brilhar na Copa de 2018. Segundo o narrador, o atacante do PSG vinha numa crescente no Mundial. "Claro que se esperava [mais de Neymar], porque ele veio numa crescente. Não esteve bem no primeiro jogo, jogou razoável no segundo, esteve bem no terceiro e muito bem no quarto. Era o dia dele brilhar. O Philippe Coutinho começou maravilhosamente bem, mas caiu. Não que tenham jogado mal, mas eram aqueles de quem a gente esperava na decisão. O Gabriel Jesus não foi feliz também. Eu não gosto de elencar culpados, para mim não tem culpados, é o conjunto da obra. Ninguém tem que cair para ser crucificado", disse.

 

Sobre a continuidade de Tite no comando do Brasil, Galvão defende um novo ciclo para o comandante. "Se a Alemanha, que o Low fez opções erradas no trabalho de renovação reconheceu os próprios erros e está lá desde 2006, está confirmado para 2022. Eu nunca concordei que a Seleção tivesse um dono, que o cara dá uma canetada e diz quem é o técnico. Não pode ser assim no futebol brasileiro. Tem que existir uma discussão de um trabalho a ser feito. A Bélgica está onde está, porque teve um trabalho feito por anos e anos. A Alemanha fez um trabalho longo para ser quarta, ser terceira e ser campeã do mundo. A Inglaterra está aí trazendo um trabalho longo. Eles conquistaram o Mundial Sub-17, sub-20, conquistou em cima do Brasil e faz um trabalho de recuperação. As coisas no Brasil sempre foram no emocional por um dono. Não pode. Até porque o nosso presidente [da CBF] é mandato tampão, foi uma saída política encontrada. Não se pode jogar a sujeira para debaixo do tapete. Nossos ex-presidentes, um está preso, um está sob investigação e o outro está banido do futebol", falou. "Tite pode ter cometido os erros dele? Pode. Errado numa substituição aqui? Ou não trouxe o Arthur [meio-campista do Grêmio] ou o Luan [atacante do Grêmio]? Não sei, isso são opiniões pessoais. Não sou dono da verdade. Mas acho que ele fez um belíssimo trabalho de recuperação da Seleção Brasileira, da autoestima da Seleção Brasileira. A comissão técnica dele é muito bom em preparação física, médica... O Edu Gaspar fez um trabalho de organização bom. Não deu. Perdeu da Bélgica, perdeu para um grande time. Não sabemos onde a Bélgica chegará, mas pode realmente ser o grande nome da Copa. A sequência é o mais correto nesse momento e o Tite vai está também mais amadurecido nas escolhas, nas opções", completou.

 

A Seleção Brasileira voltará ao gramado no dia 7 de setembro deste ano, uma sexta-feira, para o jogo amistoso contra os Estados Unidos, Nova Jersey. A próxima competição oficial a ser disputada pelo time Canarinho será a Copa América, marcada para ser realizada entre junho e julho de 2019. Porém, antes disso o Brasil terá a oportunidade de disputar mais outros sete jogos amistosos em datas Fifa.

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