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Em 2010, procurador do STJD teve opinião diferente sobre suposta irregularidade
A Portuguesa só será julgada pela suposta irregularidade envolvendo o jogador Héverton na próxima segunda-feira (16), mas o caso continua sendo motivo de comentários nas redes sociais. E alvo da vez é o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt. Isto porque, em 2010, em uma suposta irregularidade do Fluminense, o campeão daquele ano, Schmitt defendia aspectos morais da competição, em detrimento de medidas técnicas. Discurso diferente do qual defende agora.

 
Em 2010, o Fluminense poderia ter sido punido e perder pontos por escalar Tartá de modo irregular e perder o título brasileiro. Naquele ano, o jogador começou o Brasileiro pelo Atlético-PR e recebeu dois amarelos. Ao voltar para o Fluminense, cumpriu suspensão depois de receber o primeiro amarelo. Se os cartões pelo Furacão não fossem considerados - como no julgamento de Leandro Chaves, no Duque de Caxias na mesma temporada - ele teria recebido o terceiro amarelo contra o Vasco e não poderia jogar contra o Goiás. Na época, em entrevista ao STJD, Paulo Schmitt defendeu a manutenção da decisão de campo, mesmo que tecnicamente houvesse a possibilidade de se retirar pontos do Fluminense.

 
“Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo, da forma como foi, agora, abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos”, afirmou.

 
No entanto, durante essa semana, diante da denúncia de que Flamengo e Portuguesa teriam escalado os jogadores André Santos e Héverton, respectivamente, de forma irregular, Paulo Schmitt defendeu os aspectos técnicos dos casos, que podem rebaixar o time paulista e salvar o Fluminense do rebaixamento para a Série B.

 
“Se clubes não puderem perder pontos quando culpados, passa a ideia de que se faz julgamento político, e não técnico. Se houver interesses clubísticos em julgamentos e as normas não forem aplicadas de acordo com o Direito, é a falência das nossas instituições”, afirmou o procurador do STJD na última quarta-feira (11). 

 
Em resposta às repercussões vistas nas redes sociais, Paulo Schmitt postou comentário em sua conta no Facebook.

Veja na íntegra a mensagem do procurador:
 
"Amigos, e a quem interessar possa!
Existem várias inverdades circulando na WEB, assim como o caso do atleta do Oeste que a ESPN de forma irresponsável veiculou como sendo igual da Portuguesa e ele jogou albergado pelo efeito suspensivo, sendo inclusive diminuída sua pena de 2 para 1 partida no Pleno. Quanto ao vídeo que circula sobre minha declaração em referência ao atleta Tartá do Fluminense em 2010, trata-se de uma fala descontextualizada, mais se assemelhando a algo montado ridículo. E sobre minha fala na defesa do critério técnico e resultado de campo, como fica? Lógico que deve prevalecer resultado de campo que, vale registrar, tbem é obtido com o cumprimento de penas, doa a quem doer e em qq fase da competição. O jogador em referência, do Fluminense (Tartá) coincidentemente, à época foi julgado, punido pelo tribunal e não cumpriu, como no caso da Portuguesa em 2013? Não e não! E como ficam dezenas de atletas nesse campeonato que desfalcaram suas equipes apenas pelo fato de terem cumprido a lei e suas penalidades? Apenas Flamengo e Portuguesa não cumpriram na série A desse ano lembre-se. Lamentável. Isso é que é critério técnico que qq um deveria defender. Cumprir sua pena. Ah mas a Portuguesa não precisa, afinal ela vai salvar o Fluminense! Sejam os críticos mais criativos, por favor... Não é assim que vão convencer quem julga, pois eu não julgo!!!
Paulo Marcos Schmitt


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