Terça, 07 de Agosto de 2012 - 00:00

Baseball: Time recém-formado em Salvador vai enfrentar equipe pernambucana

por Lucas Franco

Baseball: Time recém-formado em Salvador vai enfrentar equipe pernambucana
Fotos: Lucas Franco / Bahia Notícias
Todo esporte tem um introdutor ao chegar em uma região. O “Charles Miller” do baseball de Salvador, se de fato conseguir amadurecer a ideia, será um carioca que conheceu o esporte em Natal, onde morou por sete anos. 
 
- Quando fundei o Salvador Troopers, em seis de maio desse ano, procurei tanto o Natal Solaris, onde joguei, como o Recife Imortais, os únicos do Nordeste. O fundador do time de Pernambuco atendeu meu chamado e doou um bastão, duas luvas e duas bolas e já marcamos amistoso para enfrentá-los no dia nove de dezembro, um domingo, lá em Recife - disse o estudante de arquitetura e psicologia Fernando Fonseca, 20 anos. 
 
Os treinos do Salvador Troopers, time que tem as cores azul, vermelho e branco e uma bola de baseball como mascote, acontecem aos sábados, das 13h às 16h, em um campo de barro na Ufba de Ondina, onde não se paga para jogar. No entanto, assim como a galera do rugby no Parque Santiago, o treino precisa encerrar com pontualidade para que a “turma do futebol” entre em ação antes do anoitecer, já que não há refletor no local. 
 
- As vezes a gente até fica por aqui para bater o baba com o pessoal - diz o estudante de medicina Adalgisio Júnior, que afirmou que seu colega de time Renato Almeida tem atingido velocidade impressionante nos arremessos. 
 
- Medimos no aplicativo de velocidade de arremesso de baseball e vimos que ele [Renato] tem um arremesso de 149 km/h. Na MLB [Major League Baseball, a liga profissional dos Estados Unidos] o arremesso de 160 km/h já faz o público fazer ‘uauuu’. As vezes ele não tem muito controle para colocar na zona de strike, mas tem melhorado - afirma.
 
Os jogadores precisarão bancar a viagem para Recife e os equipamentos que estão por vir, mas dizem ter recebido uma ajuda importante para seguir nos treinamentos. 
 
- Mandei um e-mail para o presidente da CBBS [Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol], Jorge Otsuka, expliquei que estávamos fundando um time em Salvador e perguntei se ele poderia doar materiais, porque treinávamos com tacos de madeira e bolas de tênis. Ele doou 12 bolas de borracha para treinamento. A galera se animou ainda mais. O Nordeste é a região que menos difundiu o baseball no Brasil, pois com o nosso time, há apenas três [O Recife Imortais foi fundado em 2007 e o Natal Solaris em 2009]. Os introdutores do esporte no país foram os japoneses, e em São Paulo, Pará e Amazonas, onde há colônias deles, o esporte é forte e há federação. Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Brasília, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também já estão avançados – diz Fernando.   
 
Estudante de engenharia mecânica, Matheus Souza já treinou em todas as equipes de futebol americano da cidade [Salvador All Saints, Sotero Politans e Salvador Red Phoenix – os dois últimos se fundiram na semana passada], além do rugby do Galícia, embora sem ter atuado em campeonatos.
 
- Treinei no time de rugby do Galícia com um técnico argentino chamado Martin Ortega, em 2009. Depois senti vontade de jogar futebol americano, passei a treinar no Sotero Politans, depois no Salvador All Saints e por último no Salvador Red Phoenix, onde mais me senti em casa dentre os três times. Mas de todos os esportes que pratiquei e assisti, o que eu mais gosto é o baseball. Conheci pelos filmes que já vi, sempre quis praticar e até ensaiei a formação de um time, que seria o Salvador Capitals, mas só teve um treinamento, em 2010. Só voltei praticar novamente com a formação do Salvador Troopers – diz o esportista, que agora se diz focado em apenas um esporte.
 

Time treina desde maio

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