Terça, 12 de Fevereiro de 2019 - 11:10

Empresário de entretenimento fala do desafio de presidir o Jacuipense: 'Aceitei a missão'

por Leandro Aragão

Empresário de entretenimento fala do desafio de presidir o Jacuipense: 'Aceitei a missão'
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Desde o último mês de janeiro o empresário Gegê Magalhães se aventurou num novo ramo na sua carreira. Além de ser dono de bares e restaurantes, sócio da empresa de entretenimento Salvador Produções e de ter feito parte do quadro gestor da prefeitura municipal de Salvador, ele agora se arrisca no futebol ano o assumir a presidência do Jacuipense. O clube, com sede em Riachão do Jacuípe, disputa a primeira divisão do Campeonato Baiano.

 

Apesar de ser uma área totalmente nova, Gegê não esconde a ansiedade por ter aceitado a missão como um "bom soldado" e a confiança de que fará um bom trabalho. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele falou sobre como se dividirá entre o Gegê empresário de entretenimento, numa Salvador em ebulição no verão e às vésperas do Carnaval, e o Gegê cartola do Leão do Sisal. E ainda comentou a diferença em lidar com artistas da música e com jogadores de futebol. "São dois artistas, um é artista do palco e o outro é artista da bola", destacou.

 

Como surgiu a ideia de ser presidente do Jacuipense?

O Jacuipense é um projeto mais na parte empresarial que nós temos na Salvador Produções. Eu sou diretor executivo da Salvador Produções e nós gerimos o time do Jacuipense como parte empresarial, com todas as divisões de base, e surgiu desse convite. Eu tomo conta de todos os projetos especiais da Salvador Produções, fora os eventos. Então, o Jacuipense foi um desafio. Eu já gosto muito de futebol, já participava de parte de toda a estrutura do Jacuipense, do novo estatuto. Surgiu o convite e eu, como bom soldado, aceitei a missão e estamos aí, trabalhando, tentando fazer o melhor.


Imaginava um dia chegar à presidência de um clube?

Não. Eu pensei mesmo na estruturação do time. E no momento que Wilson Kraychet, que toma conta hoje da estrutura do Jacuipense como um todo - que é só Salvador Produções -, e Marcelo Brito me fizeram o convite, dizendo que eu teria como opção assumir esse desafio, eu aceitei, porque a gente não tem medo de desafio. Tenho certeza do êxito do projeto Jacuipense a curto prazo. Acho que a gente já tem hoje nas divisões de base resultados expressivos, que seja a segunda ou terceira força do futebol baiano, e o projeto Jacuipense como um todo. Acho que para o futuro, poderemos estar talvez brigando nas cabeças da Bahia.


Inclusive nas divisões de base o Jacuipense está consolidado, participando de torneios importantes de várias categorias. Quais são os planos para o profissional?

A gente vem estruturando o profissional a cada ano. Temos hoje o nosso grande objetivo que é revelar jogadores. Nós temos 70% dos jogadores profissionais que são oriundos das nossas divisões de base. Temos peças experientes, porque tem que ter para dar a segurança para os meninos. Temos Uelliton, Paulinho, Danilo Rios, Marcelo Nicácio... então é uma estrutura muito bacana ali que dá uma segurança para os meninos estarem mais à vontade e dar uma experiência também, porque são jogadores com vivência no futebol nacional com grande destaque. Inclusive, tanto aqui nos nossos times da Bahia, quanto em times de grande expressão de fora como Cruzeiro, São Paulo. Então, nosso objetivo com o profissional é, na verdade, revelar jogadores das divisões de base.


Mas vocês também tem pretensões de subir de divisões nacionais, chegar a uma Série C, Série B?

Sim, sim. Com nosso investimento com jogadores das divisões de base, [com o time] que temos hoje no profissional, nós queremos brigar na Série D com certeza para alcançar a Série C e, quem sabe, daqui a alguns anos, a gente chegar realmente a profissionalizar o time a ponto de disputar a Série B, Série A. Nosso objetivo sempre vai ser a Série A. A gente não pensa pequeno, não. Muito pelo contrário, estamos estruturando o time para ser um time grande no futebol baiano e nacional. Mas nunca vamos perder a nossa essência de privilegiar nossos meninos, nossa garotada.

 

E vocês estabeleceram um prazo para tentar chegar numa Série A?

Nós temos hoje 40 jogadores em times grandes do Brasil todo, espalhados. Nós temos João Pedro no Palmeiras, que já foi algumas vezes convocado para a seleção brasileira. Temos Caíque no Bahia, que hoje é o terceiro ou quarto atacante do Esquadrão. Então, nossa garotada já está saindo. O maior objetivo do Jacuipense é revelar atletas. Lógico que se a gente alcançar um status de poder disputar grande competições nacionais, vamos segurar os atletas e tentar fazer mais. Mas hoje a gente revela atletas para outros times, nós somos um celeiro de atletas, mas que, no futuro, se a gente conseguir... Porque você sabe que para manter um time profissional com a folha alta e com atletas de alto rendimento é um gasto muito grande. Então a gente não tem essa receita hoje para manter um grande elenco com a folha grande para a gente disputar uma Série B, uma Série A. São grandes orçamentos que a gente não disponibiliza. Esperamos um dia, talvez, mas penso num projeto aí de cinco a dez anos para a gente tentar chegar à Série B. Para a Série A é um sonho, mas é um sonho um pouco mais distante.


Falando sobre essa questão financeira, muitos dirigentes dos clubes do interior comentam das dificuldades principalmente em viabilizar patrocínios. Como o Jacuipense tem driblado isso?

O Jacuipense tem alguns parceiros, como a Clínica Viterbo, a R10 Passagens, a Casa de Material Esportivo, a Azul Imagens, mas que não entram com verba muito alta. Mas eles ajudam muito na construção de viabilizar a nossa disputa no Campeonato Baiano, ajudam muito nas divisões de base. Hoje a gente ainda tem muito investimento nosso, empresarial, tanto que a marca de patrocínio máster é o Salvador Fest, que é um produto da Salvador Produções que é nosso. Então ela é nossa master, porque é a que mais investe na divisão de base e no profissional.

 

Você é o diretor executivo, de inovação e novos negócios na Salvador Produções. A gente sabe que as fontes de receitas dos clubes do interior são muito pequenas. Tem algum plano em mente para inovar na geração de receita?

Eu estou modernizando. Já consegui trazer algumas empresas para apoiar o Jacuipense buscando no futuro uma organização melhor de planejamento. Eu também faço a diretoria comercial como um todo da Salvador Produções. Temos um projeto agora, que vamos fazer mais elaborado para buscar realmente investidores que tenham como o futebol uma fonte para eles divulgarem o produto deles, então a gente já está buscando parceiros. Acredito que para o próximo ano já vamos ter melhores parceiros, com melhores investimentos, quem sabe até conseguir com esses recursos bancar a Série A do Baiano, a Série D do Brasileiro, que vamos disputar nesse ano. O objetivo é esse, trazer mais recursos para a gente também não investir tanto como nós investimos do nosso bolso para bancar o time. Hoje não é nem o quinto dia útil do mês e o time do Jacuipense já recebeu salário, está em dia, vai entrar em campo com salário no bolso. Isso é muito importante. A gente sabe que os jogadores que estão ali, os meninos, a divisão de base e o nosso profissional são jogadores que têm essa necessidade do recebimento como todo brasileiro. Eles são operários da bola, então nada como você entrar no seu trabalho com a tranquilidade do dinheiro já na sua conta, né? A gente fez isso com esforço e conseguimos antecipar até o pagamento. Estamos com uma estrutura bacana na cidade de Riachão, com hotel, com quartos individuais, conforto, tudo isso para profissionalizar cada vez mais essa parte.

 

Essa estrutura que você falou é do próprio Jacuipense?

Agora estamos na estrutura de hotel. Estamos em hotéis com toda estrutura profissional, com nutricionista. Tudo para deixar os atletas mais confortáveis possível. O que eu estou buscando dentro do Jacuipense é uma organização para a gente realmente mirar. Não somos um time grande, mas tentamos fazer uma estrutura de time grande, miramos nas estruturas dos outros times para trazer para a nossa estrutura uma tranquilidade melhor para o jogador, para eles terem uma segurança.


Você pensa também em construir uma estrutura, um centro de treinamento para o Jacuipense?

Pensamos. Já estamos conversando com alguns locais dentro de Salvador, na própria Riachão também, que é a nossa cidade. Pensamos em reformar nosso centro, nosso estádio, nosso alojamento. A gente já está nesse plano buscando apoio para isso. E também estamos buscando dentro de Salvador alguns locais para centro de treinamento, inclusive para a Escolinha Leão Grená. Estamos chegando a centenas de alunos, e a gente já está com duas sedes em Salvador e já querendo expandir tanto para Riachão, que não temos escolinha, como para Juazeiro, que temos propostas, para Lauro de Freitas... A escolinha é onde está o nosso celeiro de talentos. Estamos buscando expandir isso, porque daí vamos tirar o nosso grande fruto para subir as divisões com o Jacuipense e também se destacar em outros times tanto da Bahia, quanto do Brasil, como também no mundo, como já temos atletas fora do país.

 

Sobre o estádio, todo o ano o Valfredão tem problemas de iluminação, manutenção. Você falou que pretende reformar a estrutura de CT. E para estádio, você também tem algum plano?

Eu acho que hoje o Valfredão tem um dos melhores gramados daqui da Bahia. Ele está com um gramado muito bom. O sistema de iluminação, a gente busca sempre uma manutenção. A gente se preocupou muito com essa questão, sabemos que tem esse problema lá. A gente busca o apoio da prefeitura de Riachão, porque o Jacuipense é um patrimônio da cidade, tem uma torcida exigente e a prefeitura tem que também estar envolvida nesse processo. Felipe Sales é muito envolvido politicamente, hoje é ex-presidente do clube, diretor de futebol e presidente do Conselho. Ele está lá em Riachão, está buscando essa parceria. Eu não sou de Riachão, sou de Salvador, vou para Riachão só para os jogos, então busco que ele [Felipe] realmente se envolva nessa parte, já que é da cidade. Ele tem que realmente está lá dentro, buscando essas melhorias. No que eu puder fazer como presidente politicamente, vou fazer para melhorar nossa estrutura.

 

Você também falou que tem o objetivo de chegar em competições nacionais no ano que vem. Nesse início de Campeonato Baiano, o Jacuipense está irregular e até um pouco distante desse objetivo. O que você acha que precisa melhorar no time? Pensa em reforçar o time?

Já estamos buscando reforços. Felipe, como diretor de futebol, está buscando reforços e já levou alguns nomes para a gente estudar. Estamos negociando, mas eu acredito muito nesse elenco. Acho que foram duas fatalidades nos dois primeiros jogos [do Campeonato Baiano]. Contra o Bahia de Feira, apesar de ser fã da estrutura do Bahia de Feira, que é um dos times mais organizados do interior da Bahia, nós jogamos muito melhor, merecíamos ganhar. Contra o Fluminense [de Feira] foi a mesma coisa, a gente teve um primeiro tempo desastroso, mas no segundo tempo perdemos pênalti e merecíamos ganhar dentro de Riachão. Mas contra o Vitória, o time já mostrou outra força, outra personalidade, mudou o esquema de jogo. Não vou dizer com certeza, mas tenho grande esperança de que a gente vai dar uma virada nos próximos jogos e vai brigar para ficar entre os quatro no final.


A primeira fase do Campeonato Baiano vai até meado de março (dia 17 é a última rodada), mais ou menos o mesmo período que termina o Carnaval e, consequentemente, as festas de verão em Salvador. Como você está fazendo para se dividir entre o Gegê empresário de entretenimento e o Gegê presidente do Jacuipense?

Quem me conhece acha que eu faço 300 mil coisas, que não durmo, eu sou hiperativo, trabalho 18 horas por dia praticamente, não paro. Eu tenho hoje uma equipe muito boa por trás também, Então não sou só eu. Tenho um bom diretor de futebol, tenho uma boa gerência esportiva, tem o Wilson Kraychet, que é o sócio e toma muito a frente, tem o Luciano Cortizo, que toma conta das divisões de base... Eu estou conseguindo, dentro do Jacuipense, fazer uma grande estrutura. Então, não está sendo grande trabalho para mim, está sendo até prazeroso eu tentar fazer a organização do Jacuipense nessa parte de gestão. A estrutura que tenho hoje, que é a Salvador Produções, me dá uma tranquilidade para trabalhar tanto para a parte de entretenimento, quanto o Jacuipense e a a parte empresarial, pois tem restaurantes e outras coisas. Então, estou conseguindo de forma tranquila e serena encarar os desafios, encarando os resultados negativos, vendo onde podemos melhorar com muita serenidade. Eu estou presidente do Jacuipense e hoje sou torcedor do Jacuipense. Eu sou torcedor do Bahia, nasci Bahia, me criei Bahia, sou torcedor fanático do Bahia, mas nessa dividida sempre o meu lado empresarial vai levar à frente. No jogo Bahia e Jacuipense, eu sou Jacuipense de corpo e alma. Isso não existe. Mas não vou deixar de me privar de torcer para o meu time, que é o Bahia, ir para o estádio na Copa do Nordeste, na Sul-Americana, na Série A do Brasileiro, porque o Jacuipense não disputa esses campeonatos. Enquanto tiver Jacuipense e Bahia, tenha certeza que o Jacuipense vai ser o meu time sem sombra de dúvidas. A minha realização profissional, empresarial está à frente de qualquer torcida. Isso aí eu tenho certeza.

 

Como é a sua parceria com Wilson Kraychet? Vocês são sócios na Salvador Produções. Foi ele que te convidou para assumir a presidência do Jacuipense?

Foi Wilson e Marcelo Brito, que é o CEO da Salvador Produções. Wilson é sócio de Marcelo, toma conta da parte de futebol e ele me convidou. É uma parceria muito boa. Talvez não tenha outra pessoa que tenha um cuidado tão grande com os meninos quanto ele. Wilson cuida desses meninos como um pai de verdade. Acho a paciência dele invejável. Eu não teria jamais uma paciência em ter que lidar com tantas crianças e ter tantos problemas, porque nossos problemas empresariais já são muito grandes. Então, você tem problemas com crianças que vêm de casa, que vêm de não sei da onde, que não têm chuteira... E Wilson tira isso de letra. Ele é uma peça fundamental e importante no processo das divisões de base, apesar de ser uma pessoa de coração incrível. Então, acho que é a soma das coisas. Temos o Luciano Cortizo, que é o Ratinho, uma pessoa extremamente técnica, focada. Temos o Wilson, que é um captador, que cuida das divisões de base. Ele é agente CBF também, está pelo Brasil olhando, tem trâmite em todos os clubes. Então, acredito que hoje não é um time perfeito, mas a gente tem um grande time dentro da Salvador Produções/Jacuipense que dá para casar aí e fazer um grande negócio. Quando a gente fala do Jacuipense, tem que dividir um pouco, a parte do negócio e a parte do esporte. Hoje o Jacuipense para a Salvador Produções é um negócio que temos, mas nós somos grandes entusiastas e torcedores do Jacuipense para o futuro e queremos crescer. Queremos que o Jacuipense cresça e, se um dia deixar de estar com a Salvador Produções, que a gente tenha um legado de grandes conquistas com o Jacuipense.

 

A presidência do Jacuipense é o seu primeiro trabalho no futebol?

No futebol é o meu primeiro trabalho. Eu já fui diretor de esportes da prefeitura de Salvador durante dois anos. Ajudei muito o futebol baiano, fiz muitos campos, fiz a Copa Dente de Leite, a Copa Salvador... Então, já tenho um DNA do esporte, um DNA do futebol. Não sou expert, mas tenho uma visão boa. Lógico que delego funções para outras pessoas, como o professor Joílson Veloso [técnico do Jacuipense] que tem carta branca no time, porque é ele quem entende de futebol, mas também eu cobro quando vejo que o time não está rendendo, porque isso é a parte do cartola, né? A gente também tem que dar nossa proada de vez em quando (risos). Mas eu deixo o trabalho ser bem feito, tento não interferir na parte do futebol de campo. Temos reuniões semanais de avaliação, tenho reuniões com os jogadores. Hoje eu também tento buscar a minha experiência empresarial para com esses jogadores, principalmente com os mais experientes que já participaram de grandes clubes e hoje estão aqui no Jacuipense, que não é time tão grande, mas eles estão mostrando como Marcelo Nicácio. Posso dizer, para mim, que Marcelo Nicácio tem grandes chances de ser artilheiro do Campeonato Baiano, porque ele está jogando muita bola. Eu tenho Uelliton que é um volante muito bom, tenho o Danilo Rios que pode não estar numa boa fase, mas acredito que ele tem um grande futebol. Dos meninos, eu tenho Pantico que é sub-20 e está jogando uma bola sensacional. Tem Paulinho, que é mais experiente também, o nosso lateral. Ele se contundiu, mas tem jogado que nem um menino, foi ele que cruzou para Marcelo Nicácio fazer um golaço. Tem o Tiaguinho, Bernardo... Tem outro atleta experiente que é Daniel Alves. Temos um time que nos orgulha muito pela mescla que é e pela garra que tem. Quando entrei no vestiário, contra o Vitória, e vi a revolta dos jogadores com o erro da arbitragem, mostra que eles estão realmente empenhados com o Jacuipense.

 

Você falou que lida com muitos problemas no ramo de entretenimento e agora no futebol. Nesse pouco tempo à frente do Jacuipense, já deu para perceber quem é mais difícil de lidar, com artistas da música ou com jogadores?

São dois artistas, um é artista do palco e o outro é artista da bola. Acho que, nessa fase, o jogador é um artista que precisa de palco. Com o Jacuipense, eu estou dando palco para os artistas. Os artistas mais consagrados já têm o palco, eles já são consagrados como a maioria dos que eu trato. Mas os artistas de base como nós temos, como Samara Souto da Colher de Pau, que estava no The Voice, como Tico, são artistas de base, que estão crescendo ainda. Bacana essa comparação... São artistas, cada um no seu segmento. Talvez alguns artistas de palco tenham uma instrução até um pouco maior, tenham mais estudo... No Jacuipense hoje a gente briga muito pelo estudo. O menino não vai para lá só jogar futebol e largar o estudo, nada disso! A gente tem um acompanhamento pedagógico com os nossos atletas, com o acompanhamento junto com as famílias para saber como está o desempenho. A gente cobra muito essa questão do estudo dos atletas, não é só ele ser bom de bola que vai largar a vida dele toda. Se ele não estiver bem fora de campo, não vai estar bem dentro de campo no Jacuipense. Ele pode até pegar outro empresário que queira só usar o futebol dele, mas a gente busca muito a formação do atleta como um todo. Por exemplo, Léo Santana é um artista que veio da divisão de base. Eu não estava no processo, mas sempre acompanhei. Léo Santana começou com 17, 18 anos no Parangolé e hoje ele é um artista completo e acho até que um dos maiores do Brasil disparado. É um cara que hoje tem uma cultura surreal e nunca esqueceu. Léo Santana hoje estuda inglês, espanhol... A gente está buscando o estudo dele também, é um cara instruído. "Ah, vamos só tirar o que ele tem de bom do cantor...". Não. A gente tira de Léo Santana tudo o que ele tem de bom. É uma pessoa culta, conversa sobre tudo, estudioso. Nós nos orgulhamos nisso. A gente se orgulha de ter um Léo Santana e se orgulha de ter atletas que estudam também.

Fotos: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

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