Vice-presidente do Bahia valoriza trabalho no futebol: 'Deixamos de ser time de aluguel'
Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Junto com Guilherme Bellintani, o ex-gerente jurídico do Bahia e hoje vice-presidente, Vitor Ferraz, está completando o seu primeiro ano do triênio 2018-2020 no Tricolor. Na opinião do dirigente, que está desde 2013 no Fazendão, a temporada está caminhando para ser positiva, mesmo com o fato de ter perdido a Copa do Nordeste em junho, diante do Sampaio Corrêa. Para Ferraz, o trabalho no futebol tem sido importante. "Claro que tivemos uma decepção na Copa do Nordeste, esperávamos o título, ainda mais pelas circunstâncias, mas há males que vêm para o bem. Tiramos lições e mesmo com a derrota eu entendo como um ano positivo no futebol de uma maneira macro. A gente costuma dizer que o importante é chegar nas decisões. Existem variáveis que a gente não controla, mas o fato de chegar mostra robustez no trabalho. Se a gente fizer um recorte, Bahia pré e pós democratização, desde o retorno da Copa do Nordeste, no primeiro ano, o Bahia não conseguiu avançar. Entre 2015 e 2018, o Bahia deve duas semifinais, duas finais e um título. Isso mostra a consolidação de um trabalho. Isso não afasta a frustração, mas demonstra que o trabalho vem sendo feito de maneira correta e com firmeza", afirmou.

 

Com o objetivo de se afastar de vez de um rebaixamento, a equipe enfrenta o Vitória, no Barradão. Os últimos clássicos foram marcados pela violência, e o dirigente tricolor citou uma boa relação com a diretoria do maior arquirrival, pedindo educação aos torcedores adversários. "É inadmissível que a gente presencie cenas de barbárie como aquelas. Vamos ser rigorosos na defesa dos nossos direito porque são pessoas que estão indo trabalhar. O Vitória não apoia e vai adotar as medidas para evitar que isso aconteça novamente", pontuou. Além disso, Ferraz falou sobre as polêmicas com o árbitro de vídeo na Sul-Americana, participação na Copa do Nordeste, o trabalho do técnico Enderson Moreira e o jovem volante Ramires, principal revelação do clube no ano. Confira a entrevista completa:


A temporada ainda não acabou, mas como você avalia o ano de 2018?
Claro que o resultado final do Campeonato Brasileiro fala por si, mas já dá para dizer que temos uma expectativa de um ano positivo. Claro que tivemos uma decepção na Copa do Nordeste, esperávamos o título, ainda mais pelas circunstâncias, mas há males que vêm para o bem. Tiramos lições e mesmo com a derrota eu entendo como um ano positivo no futebol de uma maneira macro. A gente costuma dizer que o importante é chegar nas decisões. Existem variáveis que a gente não controla, mas o fato de chegar mostra robustez no trabalho. Se a gente fizer um recorte, Bahia pré e pós democratização, desde o retorno da Copa do Nordeste, no primeiro ano, o Bahia não conseguiu avançar. Entre 2015 e 2018, o Bahia deve duas semifinais, duas finais e um título. Isso mostra a consolidação de um trabalho. Isso não afasta a frustração, mas demonstra que o trabalho vem sendo feito de maneira correta e com firmeza. Chegamos na final, conquistamos o Baiano, chegamos nas quartas de final da Copa do Brasil jogando de igual para igual com o elenco mais completo do futebol brasileiro, que é o Palmeiras, chegamos nas quartas de final da Copa Sul-Americana, o que não conquistávamos desde 1989, e fomos eliminados por circunstâncias alheias. Fizemos quatro gols legais, um só foi validado e fomos eliminados nos pênaltis. Claro que precisamos conquistar pontos para consolidar nossa permanência na Série A, mas esperamos ter um resultado melhor do que no ano passado. Acredito que vamos cumprir essa meta e isso vai coroar um ano bom no futebol. Um outro aspecto é o global, de formação de elenco, que traz um resultado positivo. Repito que é fruto de um trabalho. Fizemos um numero de contratações menor, o número vem diminuindo e aumentando em qualidade, estamos sendo assertivos nas nossas decisões. Estamos conseguindo ter saúde financeira e fazer com que os atletas permaneçam aqui. Deixamos de ser um time de aluguel e somos um clube de aquisições. Essa é a construção de patrimônio, elenco firme, pensado peça a peça, com características observadas exaustivamente. É preciso ressaltar o bom trabalho de Diego Cerri, da nossa Análise de Desempenho, é um centro de inteligência que temos. Tudo isso constitui mudança de caraterística do Bahia em fazer o seu futebol. Se torna um ano especial. Claro que temos muito a crescer, temos metas ousadas. Um trabalho firme se faz aos poucos para que a gente possa tornar uma coisa permanente no clube.


O Bahia foi um dos que aprovou o VAR no Brasileirão, mas acabou sofrendo com as polêmicas mesmo com a tecnologia. A opinião mudou?
A Sul-Americana foi uma fatalidade. Houve uma avaliação equivocada dos árbitros. Todos os comentaristas esportivos Brasil afora ressaltaram a legalidade do primeiro lance. O segundo é difícil, mas o VAR se propõe a não ter dúvidas, mas na minha opinião, não chegou a público qualquer imagem que aquele gol de Ramires foi irregular. Foram erros graves porque modificaram a dinâmica natural da partida e tiraram a possibilidade de avançar para a semifinal. O sistema é bom, indispensável em competições de alto nível, mas não adianta ter aparato tecnológico e os profissionais não estarem preparados para interpretar os lances e tomarem as decisões. A posição do Bahia não muda em nada, mas permanece a crítica em relação à capacitação dos árbitros. Como Enderson falou: o que o árbitro de vídeo mostrou é que o árbitro de campo não viu. O árbitro de vídeo é um elemento a mais, mas a decisão soberana é de campo. Eles não podem se escorar e passar a tomada de decisão para os árbitros de vídeo, que não estão ali sentindo o calor e a dinâmica da partida. Isso precisa ser observado e tratado com rigor.

 

Como vê a relação dos brasileiros com a Conmebol? O que pode melhorar?
Os times brasileiros são a maior expressão do futebol do nosso continente, seja pela condição econômica do nosso país, ou pela condição orçamentária que nossos clubes conseguiram. Economicamente, nosso futebol é mais relevante. Se no ponto esportivo eles equivalem, no econômico somos relevantes. O poderio econômico tem que ser preponderante nas decisões? Não. Mas o respeito passa pela compreensão da importância das instituições para o futebol. A CBF tem que se fazer mais presente e está fazendo. Estive na CBF com o presidente Guilherme Bellintani e conversamos com Walter Feldman, Manoel Flores e o próprio Manoel está integrando um comitê da Conmebol para acompanhar os trabalhos e participar das decisões. Somente a presença, o trabalho e a seriedade vão fazer o futebol brasileiro ser respeitado. O ponto de vista é de que não houve a devida atenção e vai começar um trabalho para que essa dinâmica mude. É um trabalho que demanda tempo e vamos ficar atentos.

 

Como avalia o trabalho do técnico Enderson Moreira?
Apesar de ainda não ter tempo no futebol, a dinâmica nos faz lidar com uma série de profissionais. Trabalhei com Cristóvão Borges, Gilson Kleina, Marquinhos Santos, Charles, Sérgio Soares, Doriva, Guto Ferreira... Foram muitos profissionais e posso dizer que a análise de Enderson é positiva, pela forma de tratar as pessoas do clube, pela firmeza, sereno nos momentos em que se precisa e também pelo trabalho de campo. Ele estuda muito o futebol, um profissional que ascendeu na sua carreira. Ele teve essa ascensão e foi fruto de estudo. Ele é, literalmente, um técnico. Ele avalia como uma ciência. Mas não é apenas teórico, sabe usar a prática. Os resultados vão evoluindo na medida que a teoria se torna prática e a avaliação é positiva, vendo com bons olhos o futuro e a evolução que ele pode proporcionar aos nossos atletas.

 

Junto com Bellintani, Vitor Ferraz costuma acompanhar os treinamentos | Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

 

No próximo domingo (11), Bahia e Vitória voltam a se enfrentar no Barradão, lugar que presenciou cenas violentas neste ano. O que fazer junto com a diretoria rubro-negra para evitar novos casos?
A gente tem uma relação boa com a diretoria do Vitória, como tem que ser. Temos temas em comum que precisamos enfrentar e buscamos tratar disso, sem encontrar resistência. O que não impede que eles adotem posturas que inibam o seu torcedor de tomar essas atitudes. A gente espera educação e firmeza. No último jogo em que tivemos nosso ônibus apedrejado, um dos torcedores que apedrejou está respondendo criminalmente e existem consequências severas. É preciso saber que não há impunidade. Vamos seguir trabalhando normalmente. Contamos com o trabalho da Polícia Militar para reprimir esse tipo de ato e contamos com todos os envolvidos para um trabalho prévio de conscientização por parte de todos para que torcedores não proporcionem essas cenas. É inadmissível que a gente presencie cenas de barbárie como aquelas. Vamos ser rigorosos na defesa dos nossos direito porque são pessoas que estão indo trabalhar. O Vitória não apoia e vai adotar as medidas para evitar que isso aconteça novamente.

 

O clube já começa a pensar em 2019? Alguma renovação adiantada?
A gente evita falar do ano de 2019 enquanto não temos um indicativo de resolução em 2018. Mas evidentemente que um planejamento não se faz em dois meses. O timing é para as medidas mais incisivas. Internamente a gente conversa, faz análises constantes, o Departamento de Análise de Desempenho tem um trabalho dioturno. Eles não fazem 'Ah, vamos parar para analisar possíveis contratados para 2019'. O acompanhamento de alguns atletas é feito durante todo o ano. Já temos esse mapeamento sendo feito, temos atletas em potencial identificados, conversas muito reservadas, sondagens e já temos análises internas sobre o que a gente pretende para o ano que vem. Quando tivermos uma tranquilidade maior no Campeonato Brasileiro, vamos ampliar o debate.

 

O meia Ramires despontou no time e já começa a ser observado por outros clubes. É possível manter o jogador por mais tempo?
O futebol tem uma dinâmica própria, né? É até difícil dizer até quando é possível segurar ele aqui. O torcedor precisa entender que o Bahia é um clube deficitário e precisa adotar medidas para cobrir suas contas e ter garantia em relação ao pagamento das despesas. Uma dessas medidas é a venda de atletas. Quantos e quais atletas vão ser vendidos? Aí é a dinâmica do futebol. Ramires vem chamando atenção, despontou de maneira rápida, mas não dá para cravar se Ramires será ou não vendido. É um ativo valioso, com características valorizadas no mercado e isso faz com que o seu valor seja importante, que não é simples para qualquer investidor. A gente tem ciência disso, mas o torcedor precisa entender que algum atleta certamente será negociado. O Bahia tem um passivo muito grande e isso compromete o nosso dia a dia se a gente não aumentar a nossa arrecadação.

 

Desde que chegou ao Bahia, você tem sido ativo nas resoluções dos processos trabalhistas. Pode contar mais sobre este trabalho?
O Bahia, desde a intervenção, pagou R$ 25 milhões em acordos trabalhistas na Justiça do Trabalho. É um número relevante se você levar em conta que foram pagos em cinco anos. Se pudéssemos aplicar R$ 25 milhões no nosso futebol, teríamos uma estrutura melhor e poderíamos ter elencos mais robustos, mas isso não tira a importância dos cumprimentos desses acordos. Isso eleva a importância e dá ao clube uma perspectiva de que em breve vamos investir mais no futebol. Se o pagamento das dívidas tem um papel fundamental, mais importante que isso é o trabalho de prevenção. Se a memória não me falha, o Bahia teve novas três ou quatro reclamações trabalhistas. Uma empresa que tem 300 funcionários vai ter, é comum. O que não é comum é o Bahia ter 65, 70 reclamações, a maioria de jogadores e atletas porque o Bahia deixava de cumprir suas obrigações básicas. Isso gerava uma bola de neve grande porque quando você vai reclamar na Justiça do Trabalho, as multas impostas e os juros fazem com que a dívida cresça de maneira absurda. Tão importante quanto esse trabalho de quitar dívidas, é esse trabalho preventivo. Requer uma disciplina que precisa ser compreendida por todos os departamentos, principalmente o de futebol. Na condição de dirigente, percebo a dificuldade que é quando se tem resultados adversos, o que é mais fácil para tirar pressão é você trazer um atleta, um fato novo que dê um pouco de tranquilidade, difícil é ter firmeza, ter convicção do seu trabalho e tranquilidade para esperar a turbulência passar sem complicar as contas do clube. Esse trabalho que foi feito a partir da gestão de Marcelo Sant'Ana e Pedro Henriques, que tem dado continuidade comigo e Guilherme, é fundamental para o clube consiga se ajustar de maneira macro. Não adianta só o jurídico fazer um bom trabalho se o futebol não incorpora isso. Essa é a grande mudança pela qual o Bahia está passando.

 

Vitor Ferraz começou o seu trabalho no Bahia em 2013, no cargo de gerente jurídico | Foto: Claudia Callado / Bahia Notícias

 

Recentemente, o presidente Guilherme Bellintani fez duras críticas ao falar da Copa do Nordeste. De que maneira o clube vê a competição?
A gente entende a Copa do Nordeste como um produto fundamental para a nossa região. Ela traz a posibildiade dos clubes da região dimunuírem o abismo que existe em relação aos clubes do eixo Sul/Sudeste nos primeiros meses. Os campeonatos estaduais do Nordeste têm um potencial de arrecadação infinitamente melhor. Para compensar isso, a Copa do Nordeste tem condições de ter um patamar de diferença menor. Temos a perfeita compreensão disso e temos disposição para potencializar esse produto. Mas não adianta somente o Bahia pensar dessa forma se todos os envolvidos, principalmente a Liga do Nordeste, não compreenderem. Precisamos sair da inércia e adotar atitudes incisivas para realizar todo o potencial que a Copa do Nordeste tem. Ficar refém da dinâmica do mercado publicitário e de televisão não será suficiente para fazer com que a gente alcance aquilo que a Copa do Nordeste tem. Essa que é a inquietação do Bahia. No ano passado, o Bahia levou 35% do público de toda a Copa do Nordeste. Não adianta somente o Bahia ter essa compreensão. Se a gente identifica isso e são apresentadas soluções para arrecadar mais, é preciso que a Liga do Nordeste compre isso. A mudança no formato para o ano de 2019, possibilitando um maior número de clássicos, diminuindo partidas de pouco interesse, melhorando os jogos do fim de semana, já mostram um potencial de crescimento que precisam ser abraçados por todos. Tivemos uma conversa muito séria com Eduardo, que é o novo presidente da Liga do Nordeste, e ele parece comprometido com esses propósitos. O Bahia se colocou à disposição para dar ideias e participar dessa melhora. Se isso não for compreendido, vamos promover um debate no Conselho Deliberativo para avaliar se é o caso ou não do Bahia seguir na competição.

 

Como está a questão com o Esporte Interativo? Paralelamente, a que ponto estão as conversas com a Globo?
O Esporte Interativo pegou a todos de surpresa porque foi uma decisão drástica da Turner de encerrar os canais. Isso, no primeiro momento, causa estranheza e uma resistência por partes dos clubes porque você tira um player importante para as receitas dos clubes que fecharam com o Esporte Interativo. A Turner vem passando por mudanças diretivas e nas diretrizes. Estamos mostrando a nossa preocupação e tentar entender de que forma eles vão agir para evitar prejuízo aos clubes. Estamos nesse momento de compreensão e uma demonstração efetiva por parte deles. Em paralelo, estamos em um diálogo aberto com Santos, Internacional, Atlético-PR, Ceará e até o fim do ano vamos ver como o grupo vai se portar sobre a garantia e a continuidade das questões financeiras. Sobre a Globo, não temos contrato. Existem duas janelas que eles têm interesse, que são a TV aberta e o pay-per-view. Assim como temos cuidado sobre a Turner, a gente tem com a Globo, que precisa valorizar o Bahia. Não vamos fazer contrato que a gente entenda que o clube seja desvalorizado. As conversas acontecem, mas nada definitivo.

 

A partir de 2019, o Bahia vai se mudar para a Cidade Tricolor. Já se sabe o que será feito com o Fazendão?
Qualquer decisão que seja relacionada a ativos imobiliários deve necessariamente passar por Assembleia Geral de sócios, porque assim determina nosso estatuto. Isso torna a decisão legítima. A diretoria tem como papel compreender o que o mercado tem à disposição, conduzir eventuais negociações e apresentar alternativas de maneira opinativa. A gente vai intensificar a reforma da Cidade Tricolor, possivelmente iniciando o processo na Copa América do próximo ano. A ideia é que todo o clube passe a trabalhar na Cidade Tricolor e a partir daí vamos debater de maneira mais intensa o futuro do Fazendão. Pelas circunstâncias do local e de como o mercado vê aquele espaço, a gente vê um destino provável, mas vai ser um debate amplo para que não fique qualquer dúvida e a decisão seja a mais legítima possível.

 

O clube tem trabalhado ativamente com as mulheres, realizando questionários e promovendo reuniões. Quais os próximos passos?
Antes de tudo, temos que lembrar que o Bahia tem uma função social relevante. Temos o desafio de propor temas relevantes para a nossa sociedade. Podemos e precisamos contribuir para uma sociedade melhor, com respeito à diversidade. Vivemos uma tensão política no nosso país e refletindo a todo momento de que forma, sem apresentar postura político-partidária, como tornar o nosso país melhor. Convivemos com pessoas de diversas características. Não queremos impor nenhum tipo de pensamento, não queremos impor vertente ideológica, mas fazer com que ele reflita. Uma dessas vertentes é o respeito à mulher. Assinamos um termo de cooperação com o Ministério Público para adotar ações que visem a valorização e o respeito à mulher. O futebol, que é um meio preconceituoso em relação à mulher, tem espaço para esse debate. O nosso estatuto, reformado no último ano, incorporou um número mínimo de mulheres no Conselho Deliberativo. Não para atender um pedido da sociedade, mas porque as mulheres trazem um ponto de vista importante para o clube. A presença de mulheres e compreender como elas vêem o futebol é importante para tornar o clube representativo e para ter ações abrangentes para nossos torcedores. Nosso quadro social tem 11% de mulheres, um número baixo ainda. Se não me engano, 45% do nosso público é de mulheres. É um compromisso nosso, assim como questões raciais e de homofobia. Fizemos uma ação linda que repercutiu no Brasil todo sobre o negro na nossa sociedade. O futebol tem esse poder. Estamos fazendo esse trabalho de maneira cuidadosa.

 

Mulheres torcem, mas também jogam. O time feminino vai sair?
Essa semana a gente deve anunciar uma novidade sobre o time feminino. Vai ser mais uma vertente de atuação nossa, que vai permitir um contato do torcedor ainda maior com o nosso clube.

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