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Quarta, 29 de Maio de 2013 - 11:00

'Espero definir o mais rápido possível para voltar a jogar', diz Rômulo

por Cláudia Callado

'Espero definir o mais rápido possível para voltar a jogar', diz Rômulo
Foto: Marcelo Oliveira


 
O antigo Bahia de Feira, agora Esporte Clube Feira de Santana, campeão baiano em 2011, passou longe de disputar o título estadual em 2013. No entanto, se o time não brilhou, o atacante Rômulo deu destaque à agremiação. O atleta foi artilheiro do Baianão, com 13 gols, dois deles em cima do Bahia, no empate em 2 a 2, na segunda fase da competição. Por conta disso, ficou conhecido como “o atacante dos gols bonitos” e ganhou visibilidade no futebol nacional. Ainda durante o campeonato, o jogador recebeu propostas de clubes como o Atlético Paranaense e se tornou desejo da diretoria do Bahia. Após a disputa, recebeu propostas do Vitória. Em entrevista ao Bahia Notícias, o valorizado atleta falou sobre os planos para o futuro. O atacante afirmou que não há nada certo com o Leão, explicou porque não fechou com o tricolor e disse que pretende sim sair da equipe feirense.


Bahia Notícias: Você disputou em 2012 o Campeonato Baiano, mas não teve tanto destaque. O que mudou em um ano?
Rômulo: Quando eu cheguei aqui, tinha a base que foi campeã baiana em 2011. O ataque já era o que foi campeão, o Carlinhos e João Neto. Então aos poucos eu fui tentando procurar o meu espaço. Joguei quase metade das partidas, mas não tive a sequência que tive este ano. Neste ano eu cheguei já na Taça Estado, fui titular, estava bem e dei continuidade durante Baiano, dei o meu melhor e as coisas foram acontecendo.

 
BN: Diferentemente de você, o Bahia de Feira não teve sucesso no Campeonato Baiano. O que você acredita que tenha acontecido com a equipe?  
R: É verdade. No começo do nosso trabalho, colocaram a gente como um dos favoritos entre os times do interior. Mas aconteceram alguns problemas, contusão de alguns jogadores, saída de outros no meio da competição e também chegaram outros. Teve também a mudança do treinador, então foi muito tumultuado este campeonato. Oscilamos bastante, principalmente na primeira fase e na segunda fase quando nos recuperamos já era tarde. Não deu para chegar. 
 
BN: Os golaços que você fez em cima do Bahia chamaram atenção. Foram os mais especiais da sua carreira?
R: Foram dois belos gols, principalmente o de bicicleta que ganhou o prêmio de mais bonito do campeonato. Foi o gol mais bonito que fiz até hoje. Espero continuar fazendo minha parte, fazendo gols e claro que contra o Bahia tem um destaque maior por ser um time grande. Foi a coroação de todo o trabalho que fiz durante o campeonato.

 


 
BN: Durante o Campeonato Baiano o presidente do Bahia de Feira chegou a dizer que recebeu cinco propostas por você. Você sabe quais foram os times?
R: Falava-se muito em Atlético-PR, Bahia, Vitória, tinha times de São Paulo e Rio de Janeiro também. Era mais especulação, mas tiveram algumas propostas concretas que não chegaram a finalizar.

 
BN: Houve negociação com o Bahia? Porque não concretizou?
R: Houve um interesse do Bahia. Eles fizeram uma proposta, mas o Bahia de Feira fez essa parceria com o Vitória e ficou até um pouco feio o Bahia de Feira fechar a parceira com o Vitória e aí negociar com o Bahia. Ou seja, não aconteceu acho que por causa disso.


BN: O clube que mais chegou perto foi o Atlético PR, certo? O que aconteceu que a negociação não vingou?
R: Algumas coisas chegaram do Atlético. A proposta financeiramente era boa para mim, mas não era boa para o Bahia de Feira. Como chegaram também propostas que eram boas para o clube, mas não eram boas para mim. 

 


 
BN: Seu futebol passou a ser gerenciado pela mesma empresa que administra a carreira de Jadson, do São Paulo, Liedson, do Porto, e o goleiro Felipe, do Flamengo. Isso ajudou a te dar mais visibilidade?
R: Isso também. Ajudou a divulgar um pouco mais e disputar um campeonato muito bom vai ajudar a valorizar também. É um grupo sério, que está sempre procurando o melhor para o jogador. Então eu estou muito feliz por ter fechado esta parceria com eles e estamos trabalhando juntos aí para que as coisas deem certo.

 
BN: E agora se fala muito sobre uma possível transferência para o Vitória. O que tem de verdade nisso?
R: É como eu te falei: existe um acordo entre o Vitória e o Bahia de Feira, mas para mim não interessa. As coisas que foram passadas para mim estão com meu empresário, são valores maiores e eu tive propostas muito melhores, nas quais fui mais valorizado. Então não chegamos a um acordo. Não tem nada certo com o Vitória, está longe de fechar. Meu empresário que é o Bruno Paiva, ele está fazendo essas negociações. E, neste momento, eu acho difícil fechar com o Vitória.

 
BN: Então quais são os planos para o futuro? Pretende continuar no Bahia de Feira?
R: Pelo que eu fiz no Campeonato Baiano eu acho que fui bastante valorizado e, por isso, as portas estão se abrindo. Não pretendo ficar no Bahia de Feira e estou esperando definir algumas situações que meu empresário está avaliando. Espero definir o mais rápido possível para voltar a jogar.

 


 
BN: Você teria alguma preferência entre Bahia e Vitória?
R: Não tenho preferência, não. São dois clubes grandes, apesar de o Bahia não estar em um bom momento a gente sabe que time grande é fácil de dar a volta por cima. Então a gente busca trabalhar, dar o nosso melhor, independente de Bahia e Vitória, ou qualquer time. A gente é profissional e não pode escolher não. Temos que buscar jogar da melhor maneira possível e trabalhar forte.

 
BN: Você se destacou em um campeonato que o nível técnico é considerado baixo, mas, mesmo assim, teve mais sucesso que jogadores da dupla Ba-Vi, mais famosos e mais bem remunerados. Agora você já está preparado para conquistar seu espaço no cenário nacional?
R: Verdade, talvez esse não seja um campeonato com um nível técnico tão alto, mas a gente soube se sair bem diante de grandes jogadores, tanto do Bahia, quanto do Vitória. Eu acho que é um orgulho muito grande para mim. Estou preparado sim para disputar um campeonato mais forte, o Campeonato Brasileiro, em times grandes. Joguei na Ponte Preta e sei como é, já tive essa experiência e estou preparado sim.


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