'Sol da Meia-Noite': Continuação de 'Crepúsculo' é a mesma história, mas com ‘cenas extras’
Foto: Divulgação

Quando expliquei para algumas pessoas que estava lendo “Sol da Meia-Noite” – a versão do sucesso mundial “Crepúsculo” contada por Edward Cullen –, fui questionada por que eu estava lendo de novo, se era a mesma história. Quando terminei o livro, tive a confirmação: de fato, é exatamente a mesma história, mas isso não significa que seja igual.


A nova versão já era aguardada pelos fãs há anos (mais especificamente há 12 anos), desde que o manuscrito de Stephenie Meyer vazou na internet. Decepcionada com a situação, a autora divulgou que o novo projeto seria suspenso por “tempo indeterminado”. A esperança veio quando a saga completou 10 anos, mas a realidade foi diferente. Ao invés da voz de Edward, Meyer decidiu criar uma versão da história com os gêneros trocados. A ideia era fazer os protagonistas se transformarem na vampira Edhythe Cullen e o adolescente humano Beau Swan para mostrar que não partia de um conceito machista de jovem mulher que precisa ser resgatada por um homem. Porém, se transformou numa paródia confusa e, por muitas vezes, forçada.


Não é o caso de “Sol da Meia-Noite”, principalmente por um grande detalhe: Edward lê mentes. Isso fez com que trechos do novo livro, lançado este mês, funcionassem como uma espécie de “cenas extras” do romance que vendeu milhões de cópias em todo o mundo e se transformou em cinco filmes. 


A versão se aprofunda, por exemplo, em como a família Cullen foi formada, trazendo detalhes das histórias de Carlisle, Esme, Alice, Jasper e Emmett, e como cada um deles lidou com a relação tão próxima com uma humana.


Outros personagens também ganham novos contornos, como os amigos Jéssica, Angela, Tyler e Mike. Graças à capacidade sobrenatural do protagonista, temos acesso às mentes daqueles que o cercam, compreendendo de fato que relação cada um oferecia à novata da escola.


Mas livro também revela mais sobre o próprio protagonista, tornando mais claro o impacto de sua sede em relação ao sangue de Bella e como ele lidou com a chegada do vilão James. E o fim traz uma revelação até então desconhecida – ao menos pra mim – que terá muito impacto na continuação da história.


É possível – e até provável, pelo contexto – que este livro não alcance o mesmo sucesso que o primeiro da saga teve há mais de uma década. Porém, para quem não tem medo de admitir que gostou de ler ‘Crepúsculo’, vale a pena conhecer mais sobre esse universo.

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