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'Do que é feito o encontro?': Projeto reúne 16 artistas em livro e exposição virtual
Foto: Divulgação

Propondo reflexões sobre possibilidades de encontros e trocas no cenário da pandemia do coronavírus, o livro “Do que é feito o encontro?” reúne 16 artistas e 32 obras em uma exposição virtual. Os conteúdos, que formam uma coleção de cartões-postais, vão ser publicados no site da Duna Editora para download gratuito no dia 5 de abril.

 

Para a produção das obras que compõem a exposição, a equipe de artistas promoveu oito encontros semanais, realizados entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021. Como parte do lançamento do livro, acontecerá uma roda de conversa virtual para discutir sobre o processo criativo dos artistas que participaram do projeto. O link da chamada estará disponível no Instagram da editora e da Tiragem: Laboratório de Livros.

 

Na live, participaram da conversa todos que fizeram parte do processo criativo do livro, como as artistas-pesquisadoras Arissana Pataxó, Cynthia Cy Barra, Lia Krucken, Lara Marques, Lia Cunha e Manoela Barbosa. Além de Aju Paraguassu, Bruna Carvalho, Bruna Emanuele, Cely Pereira, Charles Ribeiro, Danilo Castro, Felipe Caires, Gabriella Correia, Luma Flôres, Isabella Coretti e Tiago Ribeiro.

 

Para a artista e curadora Lara Marques, a pandemia nos faz repensar os encontros e afetos. "O tipo de encontro que conhecíamos não existe e nem sabemos quando (e se) existirá. Por isso precisamos revisitar antigos encontros, criar novos... pra ver se existe um modelo que funcione. Explorar as nossas mãos em segurança, desligar as telas, meditar na escrita", reflete. 

 

A ideia é que os materiais sejam utilizados pelo público para corresponder-se, física ou digitalmente, e se posicionar como participante ativo, colaborando para a circulação das obras. A organizadora Lia Cunha explica que o projeto busca explorar as formas alternativas de encontro por meio da arte.

 

"Espero que essa publicação viabilize para outras pessoas encontros tão potentes quanto os que experimentamos como coletivo ao criá-la. Este livro pode ser e é uma espécie de ferramenta para promover encontros de diversas naturezas", comenta Lia. 

 

Felipe Caires, que também fez parte do processo criativo do livro, conduzindo uma oficina de pinhole, acredita que no atual cenário político e de saúde coletiva, faz-se necessário “pontos de fuga” que não sejam bobos, tornando-se meios de se conectar através de coisas leves. 

 

"O confinamento reforçou a saudade, destacou a importância de estar, de trocar ideias. Encontrar, de diversas formas, pode ajudar a segurar a pressão", finaliza Caires. 

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