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E-Book mostra como medo do inferno propagou a edificação de igrejas barrocas na Bahia
Foto: Divulgação

O jornalista Biaggio Talento e da médica e pesquisadora da cultura e religiosidade populares Helenita Monte de Hollanda contam como o medo do inferno impulsionou a edificação de igrejas barrocas da Bahia no livro “Basílicas e Capelinhas – um estudo sobre a história, arquitetura e arte das igrejas de Salvador”. A quarta edição da obra, revista e ampliada, está disponível em formato e-Book pela Amazon, enquanto as três anteriores, em formato convencional de papel, estão esgotadas desde 2009. 

 

Alguns questionamentos nortearam os autores, que saíram em busca de respostas para escrever o licro: Por que os colonizadores edificaram tantos templos suntuosas nas cidades ricas do Brasil? O que levou essas pessoas a importarem pedras de lioz de Portugal pra levantar as paredes dos templos e orná-los internamente com ouro, prata e pedras preciosas? Qual a motivação para contratarem os melhores arquitetos, ourives, escultores e pintores da época com o objetivo de decorar essas igrejas? 

 

Eles pesquisaram a história de igrejas construídas entre os séculos XVI e XIX em Salvador, para responder a essas perguntas. Descobriram coisas surpreendentes nesta busca que já dura 20 anos, já que a obra é atualizada regularmente. Dentre os achados estão as revelações sobre a mentalidade da época e os reflexos para a formação do povo brasileiro. Neste sentido, o livro mostra ao leitor como as pessoas se preocupavam com a preparação no pós-vida e acreditavam que poderiam escapar do inferno, passar pouco tempo no purgatório e ascender ao paraíso, ajudando o processo de evangelização de padres e monges.

 

Dentre as histórias desveladas na publicação está a de uma índia brasileira que viaja para a França em 1528, é batizada no catolicismo, retorna a Bahia e, próximo de morrer, elabora testamento onde doa ao Mosteiro de São Bento, a igreja que mandou construir (além de vastas fazendas). Ela pede em troca missas diárias “enquanto o mundo durar” - o que é cumprido pelos frades beneditinos até os dias de hoje -, na esperança de que sua alma passasse pouco tempo no purgatório.

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