Vereza critica 'fritura' e diz que foi 'excelente' a saída de Regina Duarte da Secretaria da Cultura
Ator é ex-apoiador de Bolsonaro | Foto: Reprodução / Facebook

Amigo pessoal de Regina Duarte, o ator Carlos Vereza comemorou a saída da atriz do comando da Secretaria Especial da Cultura. "Acho maravilhoso, excelente ela sair, não deixaram ela fazer nada. Assim que ela entrou, começou um processo de fritura. Ela foi massacrada pelos 'olavetes', ficou sem área de manobra para fazer algo pela cultura. [O governo] é um meio de falsidade e de puxação de tapete", disse ele à coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

 

"Que ótimo que ela saiu, ela é uma pessoa íntegra e muito querida. E agora foi para o lugar certo, que tem tudo a ver com a profissão e a biografia dela, que é a Cinemateca", acrescentou o ator, que hoje é um ex-apoiador do governo Bolsonaro. Vereza “tirou o time de campo” após os ataques do presidente ao ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à pandemia do novo coronavírus (clique aqui e saiba mais).

 

Sobre a nova função de Regina Duarte - ainda não oficializada - na Cinemateca, o ator disse que espera que ela consiga superar a crise financeira enfrentada pela instituição atualmente. O órgão tem sido “asfixiado” e até este mês ainda não recebeu o repasse anual de R$ 12 milhões que o governo federal deveria fazer para a gestão da instituição (clique aqui e entenda). "Espero que ela possa resolver essa questão gravíssima. Espero que ela salve financeiramente a Cinemateca. Culturalmente eu tenho certeza que ela vai salvar", afirmou.

 

Desencantado, Carlos Vereza disse que atualmente não aceitaria qualquer cargo oferecido no governo. Segundo o artista, provavelmente "Bolsonaro vai botar mais um general na secretaria da cultura". A fala reflete os episódios recentes na área da saúde, que perdeu o segundo ministro, Nelson Teich, no meio da pandemia e foi ocupada por uma série de militares. "Imagino, né. Ele botou dez no Ministério da Saúde", ironizou.

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