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Governo do Rio manda encerrar exposição com obra sobre tortura na ditadura militar
Não é a 1ª vez que a mostra é censurada | Foto: Divulgação

A Secretaria de Cultura do estado do Rio de Janeiro encerrou, neste domingo (13), uma exposição que estava em cartaz desde 4 de dezembro na Casa França-Brasil, espaço gerido pelo governo. "Informamos que amanhã, domingo, dia 13 do corrente mês, a Casa França-Brasil estará fechada para o público, por ordem do Excelentíssimo Senhor Governador Wilson Witzel, considerando que a programação para o dia referido, conforme informada a direção do equipamento público, não encontra-se presente no contrato previamente assinado", publicou o curador, em suas redes sociais. "Fecharam nossa exposição um dia antes da data oficial como forma de impedir que as performances [...] acontecessem", acrescentou.


De acordo com informações da Folha de S. Paulo, a mostra “Literatura Exposta” foi encerrada um dia antes do previsto. O encerramento previa uma performance do coletivo de artistas “És Uma Maluca”, com nudez feminina e referências à tortura durante a ditadura militar no Brasil.


O secretário de Cultura e Economia Criativa, Ruan Lira, no entanto, afirmou que o cancelamento aconteceu porque a programação de domingo não faria parte do contrato firmado. "A decisão foi tomada devido ao descumprimento do contrato assinado entre as partes em 3 de julho de 2018 e que prevê o cancelamento unilateral em caso de descumprimento das obrigações estabelecidas. O referido contrato não inclui em seu objeto a programação informada para o último dia do evento. Também exige que as atividades sejam autorizadas pelo Iphan, com pedido feito com 45 dias de antecedência, o que não ocorreu –impedindo, portanto, a realização do programa agendado para este domingo", diz nota oficial.  


Esta não é a primeira vez que a mostra é alvo de censura (clique aqui e saiba mais). Em dezembro o secretário de Cultura e o diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak, proibiram que um áudio com declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro fosse usado em uma instalação artística. Também realizada pelo “És Uma Maluca”, “A voz do ralo é a voz de Deus” é composta de 6 mil baratas de plástico em volta de uma tampa de bueiro, pelo qual são transmitidos discursos de Bolsonaro.

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