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 Poeta europeu indicado ao Nobel de literatura traduz  e publica autor baiano em Paris
Foto: Divulgação

O poeta europeu, Athanase Vantchev de Thracy, traduziu para o francês e publicou em Paris o livro Arresto (Arrestation), do escritor baiano Bernardo Almeida. De acordo com Athanase, indicado ao Prêmio Nobel de Literatura de 2019, nos discursos poéticos da obra, às vezes confessionais, o autor desenvolve e expõe um conjunto de “sensações ricas e difíceis de definir, como evidencia a eloquente série de palavras ou qualificadores que buscam transformar o todo em profusão”.

 

Além de especificar ou enriquecer o pensamento linguístico e poético, segundo o tradutor, essas acumulações estéticas têm um acentuado valor estilístico. “Elas combinam com a concisão dos versos e o florescimento das assonâncias, tornando o livro rico pela poesia oral - numa série de ladainhas que estão profundamente enraizadas no espírito e se estabelecem lá, como um incentivo para entender a dureza e complexidade de um mundo cruel, onde o amor é uma luta, violência em uma vida que se assemelha à existência do poeta”.

 

Para o francês, em Arresto, o baiano Bernardo Almeida se revela um poeta da condição trágica e heroica do homem, “perdedor - cuja imensa dignidade não permite que nada se tire dele, ainda que tão baixo caia, porque luta, mesmo sem esperança, e especialmente sem esperança”, sentencia o tradutor Athanase Vantchev de Thracy, na apresentação do livro.

 

Intelectual búlgaro radicado há mais de 50 anos na França, Athanase assinala que Arresto é uma obra marcada pela reunião de três gêneros. “Um deles é quase aforístico, em seus breves poemas; outro combina elegância realista, até crueldade e filosofia da existência; e, finalmente, os poemas-narrativas nos apresentam destinos ou fatias de vida de personagens em luta – com astúcia - contra um destino oposto”, afirma de Thracy, que editou o livro na capital francesa, pelo Institut Culturel de Solenzara, neste ano.

 

A entidade foi criada na década de 1980 por um grupo de personalidades que tinha como objetivo dar visibilidade a obras de grandes poetas e autores eminentes, por meio de uma organização oficial. Entre os fundadores do instituto, o ex-primeiro-ministro da França e ex-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Faure, membro da Academia Francesa, assim como o professor da Sorbonne, Jean Bernard, o filósofo Jean Guitton, o escritor soviético Julian Semenov e o cantor francês Charles Aznavour, morto este ano.

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