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Sábado, 12 de Junho de 2021 - 05:02

Cores e sons da natureza

por Getúlio Borges Fernandes

Cores e sons da natureza
Foto: Detalhe da capa do livro

A natureza

 

É o todo sem fronteiras,

é o céu, terra e mar

vidas e almas fagueiras

belas em suas maneiras

são partes deste lugar.

 

Destruir a natureza

não cabe compreensão,

só Deus em sua grandeza

é capaz da gentileza

de conceder o perdão

 

Vá visitar as campinas

nas doces manhãs mais lindas

onde a vida é cristalina

e a natureza ensina 

onde o belo existe ainda

 

Verdes matas, muitas serras,

riachos e cachoeiras

são grandezas destas terras

de existências eternas

pra vidas tão passageiras.

 

 

 

Itaparica

 

Vou curtir um pouco a ilha

bebendo água da bica

desfrutar da maravilha

sem riscos ou armadilha

pra quem vive em Itaparica.

 

Viva o povo brasileiro

escreveu nosso poeta

da arte foi o primeiro

de modos simples e maneiro

escreveu obra completa.

 

Não vejo porque ter pressa

viver aqui é um encanto

tudo que aqui se expressa, 

tem virtude de promessa,

e beleza por todo canto.

 

Este mundo de beleza

do qual estou a falar, 

preserva a natureza

é justo com a grandeza

de quem vem lhe visitar.

 

 

 

O futuro que resta

 

As águas descem da serra,

as plantas brotam da terra, 

os peixes nadam no mar, 

os homens que fazem as guerras

as mulheres são eternas

na habilidade de amar.

 

Os ventos sacodem as plantas, 

as flores que nos encantam,

terra molhada é pomar.

O fogo que nos espanta

e a ave que se levanta

pra vida continuar.

 

Entre o drama e a beleza

sobrevive a natureza

nas quedas das cachoeiras,

a briga é só por riqueza

de quem se nega a grandeza

nas alas mais traiçoeiras.

 

O mundo não vai acabar

se a gente continuar

a matar nossas florestas,

porém se o rio secar

se a roseira murchar

só a tristeza é que nos resta.

 

 

 

Cores e sons da natureza

 

Verdes são as alegrias

que a natureza empresta,

com suaves melodias, 

os passarinhos anunciam

que o dia agora começa.

Tantas são a suas cores

nesta troca de valores

onde os males valem mais.

Quem não pensa em preservar

gosta da destruição.

Não sabe como será

a mata morta e o ar

frutos da poluição.

Quero ver correr nos rios

água doce e cristalina,

vencendo os desafios

e os argumentos vazios

dos que a vida não fascina 

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