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Sábado, 27 de Setembro de 2014 - 09:00

Seres e etnias

por Paulo Leandro

Seres e etnias
 

Seres e etnias

 

Se você acredita na realidade tal qual ela é, pode parar agora mesmo, nesta primeira linha. Mas, se você tem a sensação de que o nosso mundo aparente é permeado de outros universos, paralelos, simultâneos ou superpostos, do passado e do futuro, preste bem atenção neste pequeno Guia Prático para Encontro com habitantes de outros mundos e outros tempos.

Lirianos e o dom de escrever

Poetas, literatos e pessoas têm o dom de comunicar sentimentos e experimentos com as palavras, de forma agradável e atraente, passando a sensação do que se convencionou entender por 'verdade'. Este grupo seria uma descendência dos lirianos, tido como uma etnia pioneira, se é que se pode estabelecer alguma possibilidade de cronologia ou sentido evolutivo da vida no universo. Os lirianos teriam sido os pais dos orions e dos greys. Sábios, costumam infiltrar-se entre grandes grupos humanos, em momentos de festa, como nos jogos de futebol e no Carnaval. São inspiradores dos melhores textos e manifestam-se nas letras e composições musicais. São atraídos pela boa leitura, quando a pessoa se sente feliz ao ler um bom texto. Ou, em momento inverso, os lirianos inspiram os autores que eles abençoam com o talento.

 

Andrômeda: o lar dos intuitivos

Andrômeda é uma galáxia onde moram seres não-físicos, mas perceptíveis por seres humanos mais intuitivos e sensíveis, que os ditos normais rotulam como 'lunáticos'. As visitações são impossíveis de registrar pelos meios convencionais. Os 'andrômedas' harmonizam ambientes e se entendem bem com os koboldis, seres mágicos domésticos que ajudam a manter as casas arrumadas. Não se sabe o que atrai os andrômedas, materialmente, mas é certo que curtem amor, compreensão, generosidade, sentimentos que são considerados superiores na hierarquia espiritual.

 

O amor integral dos arturianos

Dizem que para existir o amor, é preciso haver também o oposto, o desamor. No entanto, os seres arturianos ultrapassaram esta noção dialética primitiva e alcançaram a plenitude do amor integral. Em momentos de intensa partilha de grandes agrupamentos ou mesmo de um casal em estado de companheirismo ou de uma pessoa, que esteja sozinha, mas sentindo-se em paz e em intensa tranquilidade, é possível atrair a presença de arturianos, mas impossível registrar com os meios conhecidos. Como eles também são puro amor e ultrapassaram a noção ancestral de mobilidade, podem se fazer presente em situações de conflito e guerra no sentido de evitar mais destruição. São, em suma, extremamente do Bem, na mesma vibração positiva de Herman Monstro e sua bem-amada esposa.

 

Azuis são transparentes

Os relatos de quem esteve com os azuis, em local que não seria prudente revelar, indicam tratar-se de seres baixinhos, mais ou menos 1,5 metro, olhos apertadinhos como orientais ou índios da Amazônia e, o que deu um pouco de medo em quem fez contato: a pele é transparente. Não se sabe ainda as intenções dos azuis, mas geralmente os seres que são possíveis de se ver ainda estão em evolução espiritual. Portanto, vale cautela nas caminhadas pelo Vale do Paty, à noite, e na Serra do Veneno, onde foi mais provável que tenham descido em junho de 1989.

 

Sem medo do cygnusiano

Nem queira se bater com um cygnusiano ou uma cygnusiana na noite, pois com certeza, vai tomar um susto. Infelizmente, tudo por culpa de nossa pretensão de superioridade estética ou aversão pela cultura do outro, típico de etnias que constroem sua identidade de forma narcísica, como ainda é o nosso estágio. A tranquilidade tem sido a principal referência, de acordo com os relatos obtidos dos contatos frequentes com estes visitantes na localidade do Alto da Estrela. 'Esmeraldo', 'Fabinho', 'Febe', 'Tabita', 'Idalina', 'Cesinha' são apenas alguns nomes fictícios de vizinhos que fizeram contato. Como alguns dos citados costumam beber um pouco além da conta, foi feito um trabalho de cruzamento de dados para constatar que os relatos tinham coerência entre si, e ocorreram em contextos e épocas distintas (fevereiro de 1988, setembro de 1991, janeiro de 1994, dezembro de 2000, fevereiro de 2005 e fevereiro de 2007). A voz mansa, segundo os relatos, passava uma tranquilidade intensa, como se o visitante tivesse o poder de colocar-se no lugar da pessoa e 'lesse' seus pensamentos e angústias, antecipando situações da vida cotidiana. O que costumamos chamar de vidência. A pele seria viscosa como a de um sapo e houve pelo menos dois contatos em períodos diurnos que indicam ter o cygnusiano capacidade de respirar em terra e dentro da água. Anfíbio, portanto.

O tudo é orion

Os orions representam nossos opostos. Os sentimentos de amor e ódio; confiança e medo; paixão e desprezo; talento e treva, entre outros binários são um reflexo da intensa luta que se trava pelo grande clássico orion: o Conselho da Luz de Betelgeuse x sistema de Rigel. São pequenas diferenças que tornam-se grandes conflitos. O mundo humano-terreno capta a oposição Orion de forma quase espelhada, o que se traduz em situações como as da intolerância religiosa e brigas de torcidas organizadas de futebol, para citar apenas dois exemplos. Nas famílias com dois irmãos, Orion costuma manifestar-se com a construção de tipos antagônicos de personalidade que, não raro, refletem em inimizade.

 

Na Luz de Betel

O Conselho da Luz fica em Betelgeuse. São inspiradores dos guias de turismo, dos líderes espirituais e das pessoas que abrem caminho dentro dos contextos de realidade que submetem a nossa subjetividade. Sem a boa influência do Conselho da Luz, seríamos meros replicantes de padrões e modelos que se impõem a cada momento da vida. Mas a Luz que emana de Orion, devido à força dos conselheiros, escolhe os humanos mais receptivos para tornarem-se líderes, ou pessoas que são capazes de romper com a estrutura e propor um mundo novo e melhor a cada nascer do dia. É a aurora que melhor representa a presença dos conselheiros entre nós. Dizem que é possível perceber, e até ver, alguns deles, ao raiar do dia, olhando-se em direção ao litoral norte, nas primeiras luzes, mas é muito rápido. Para quem mora em Salvador, estas luzes vêm de Itapuã. Não há registro de contato imediato.

Tenha medo do reptiliano

O formato original de um reptiliano, conforme relatos, é de um ser meio homem, meio lagarto. O mais perigoso, no entanto, é que esta etnia desenvolveu o poder de se transmutar em humano. Pode ser que um reptiliano habite, neste momento, seu ambiente. São perigosos, destrutivos, fomentam a incompreensão, que é seu alimento, incentivam o des-conhecimento, submissão a hierarquias com foco no servilismo. Espalham a inveja para destruir os relacionamentos; o ciúme entre os casais que estão apaixonados, pois o amor consome suas forças. É importante estar atento para perceber se há indícios da presença reptiliana. Com amor, amizade, companheirismo, generosidade, solidariedade e os sentimentos do bem, ele se anula e procura outros ambientes. Esta etnia é controlada pelos greys, que conquistaram o planeta Draco. Os greys não entendem o que é bem ou mal, apenas visam o poder para manter a espécie, como se aprende nas lições de evolucionismo de prof. Darwin. ATENÇÂO, os reptilianos 'comem' os espíritos humanos e até a carne humana em situações extremas. Sua expansão entre nós está claramente indicada na iniquidade observada em situações recentes de violência: o prazer de fazer o mal é sua grande motivação.

 

Rigel é o contrário

É de Rigel que vem a emanação do contraste aos bens gerados pelo Conselho da Luz de Betelgeuse. Na falta de uma palavra mais apropriada, pedimos emprestado à tradição judaico-cristã a expressão 'demônios', pois é a que mais se aproxima da noção dos seres rigelianos. Se os conselheiros da luz, na aurora, espalham amor, generosidade, talento, bondade, doçura, os rigelianos plantam ao crepúsculo, todos os opostos, o ódio, a intolerância, o egoísmo, a guerra, a vaidade, o orgulho e a dor. Há relatos de abdução, como se chama o sequestro de seres humanos, para fins de implante de equipamentos desconhecidos por nossos sentidos, mas que fazem as vítimas tornarem-se parceiras dos reptilianos, que são capazes de transmutar-se em aparentes seres humanos, embora mantenham seu coração perverso. Podem destruir a Terra se não forem devidamente identificados e afastados. E isso só se consegue com muito amor.

Maternidade do chão

As árvores não nascem do nada. A natureza é tipo uma maternidade bem grande. Há quem cuide para que as sementes virem plantas. Toda vez que cuidamos com carinho ou mesmo admiramos as plantas e as árvores, os seres que cuidam delas nos retribuem em saúde e sorte.

 

Rocha vira cristal

 

Debaixo da terra, há quem trabalhe para ajudar a transformar rochas em cristais. As pedras preciosas ficam coloridas. A terra fica mais fértil e macia para as sementes serem bem plantadas. Alguns destes trabalhadores subterrâneos curtem tanto as pedras que chegam a morar nelas. Como hora extra, são estes pequeninos velhinhos de cara meio enrugada que contam as coisas do futuro para as videntes das bolas de cristal. Dizem que os anjos curtem, de vez em quando, aparecer para botar a prosa em dia com eles.

Bailam as fadinhas

Elas costumam aparecer de três formas: como libélulas, dentro de bolhas d'água no Serrano, rio próximo à cidade de Lençóis, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil; borboletas, no caminho para o Serrano e para o Ribeirão do Meio; e no corpinho de esperanças, na chegada ao Ribeirão do Meio. São elas que espalham cor e perfumam as flores, antes das pessoas saírem para as trilhas. Não é correto levar as flores para casa porque nelas vão estes seres borrifadores de aroma epintores da natureza. Quando percebem terem sido sequestrados, vão embora, de volta para os jardins e as flores arrancadas tendem a murchar. É mais correto chamar estes seres flexionando no gênero feminino, mas a sexualidade deles não pode ser lida com os mesmos pressupostos que utilizamos nas nossas culturas predominantes. Estes seres alados são também muitíssimo narcisos e vaidosos. Dizem que mergulham nos espelhos quando vêem a si mesmos. Assim, explica-se por que alguns espelhos parecem mesmo nos atrair mais do que outros.

Os nenéns ao despertar

 

A floresta também tem suas criancinhas que cuidam das folhas mais novinhas e das gramas, além de plantas que moram nas árvores maiores. Curtem música e dançam nas noites de qualquer lua, pois entendem que o importante é a magia e a inspiração, independentemente da fase lunar, desde a Nova à Cheia. Um macete para atrair um destes seres é cantar ou assobiar músicas alegres, como 'Three Little Birds', e 'Jah Live', de Bob Marley, ou aquela de Peter Tosh, que tem uma flautinha no arranjo, logo no início, uma que tem uns passarinhos cantando: 'Pick it upyourself'. Está no album Bush Doctor. Estas e outras musiquinhas atraem estes nenéns da floresta para o sonho da pessoa. Experimente e, sinta ao despertar, a sensação de felicidade. Mas ATENÇÃO, se eles curtirem uma vez, podem voltar sempre. Vão se acostumar a você e podem não deixar nunca mais de querer curtir cedinho. Cê q sabe.

 

Bagunçar é preciso

Não existem bem e mal para os seres bagunceirinhos incapazes de fazer julgamento. Eles curtem mesmo é a pândega, a zoação, a alegria. Algumas culturas de origem judaico-cristã, no entanto, os associam, de forma pejorativa, a seres ruins, perversos ou rebeldes. Os seres bagunceirinhos gostam de desmontar eletrodomésticos ou mexer em programas de computador só para ter o prazer de atualizar algum aplicativo compatível com o sistema. Só que às vezes, a coisa não dá certo. Se eles acostumarem-se a visitar a casa em bandos, é possível que contribuam para uma certa, digamos, desarrumação. São os inspiradores das pias entupidas de pratos, das camas por fazer, das roupas por lavar e até de peças íntimas deixadas pelo chão. Eles se divertem gerando ondas imperceptíveis aos sensores humanos, mas que influenciam até na hora de derramar, sem querer, é claro, o refrigerante, a cerveja ou o café quente no chão ou, o que é pior, em cima de alguém. Quando você não consegue encontrar a chave do carro na hora de sair, ou percebe que sumiu algum documento importante para declarar no Imposto de Renda, pode apostar que tem algum bichinho dando uma risada tão baixinha que não dá pra ouvir. Peça para eles devolverem com jeitinho que talvez eles atendam.Talvez.

 

Árvore é igual a gente

 

Nunca corte uma árvore. Nem arranque galho. Só apanhe folhas que ela deixar cair. A árvore é um ser. E tem também um espírito que poderíamos categorizar 'feminino', embora ainda seja muito cedo para garantir esta associação, pois o mundo cultural é muito diferente da natureza. Os seres que habitam as plantas, de vez em quando, saem para dar um rolé e voltam. Plante sempre que possível, porque ao plantar, você também está ajudando a povoar o planeta com estes seres evoluídos. E o bem gerado pela árvore volta pra você. Mas os seres das árvores não são tão bonzinhos com aqueles que buscam destruir a natureza. ATENÇÃO, muitas doenças que seres humanos contraem são originárias da necessidade de defesa que fazem os espíritos das plantas atirar pragas que podem ser fatais naqueles que usam as motosserras.

Cultura e natureza

 

Quem vê assim a natureza tão bela, pode até imaginar que é tudo um presente, uma dádiva, um mistério. Mas há seres que precisam trabalhar duro para este espetáculo acontecer. Ainda não se sabe o que fazem, nem se o que fazem representa o elo entre cultura e natureza, mas é certo que vivem para o trabalho, sempre à noite, e dormem durante o dia. Quando ficam sem trabalho, porque já está tudo muito belo e espetacular, tornam-se irritadiços e provocam pequenos danos que possam ser, claro, consertados, para gerar algum tipo de trabalho. Sua remuneração é a beleza e a harmonia na floresta.

 

A vida é doce

O que seria da vida sem o doce? Mesmo quem tem restrição de açúcar na dieta, há de concordar. Há seres que inspiram a produção de bolos e doces. Mas, ATENÇÃO: toda a preferência para receitas que levam em conta produtos naturais. São meio fundamentalistas quando o assunto é cozinha. Não curtem aromatizantes e conservantes. Todo chocolate chama a presença destes cozinheiros invisíveis que dão boas ideias para quem mexe o tacho e bota as coisas gostosas no forno e na pança.

O som da flauta

A lógica da cadeia alimentar parece mesmo fazer muito sentido nas aulas de biologia, mas a ciência não leva em conta e nem explica por que em algumas situações os animais que são comida de outros, adiam seu fim. Por que, se a natureza é assim, tão perfeita, tem vezes que a zebra escapa do leão e a formiguinha ao tamanduá? Culpa de seres protetores de animais. Há relatos de caçadores que ouviram toques de flauta antes de serem subitamente atacados por animais selvagens. Cuidam também de animais domésticos vítimas de violência. Há relatos de pessoas que maltratavam animais em casa e contraíram doenças provenientes destes mesmos animais e não conseguiram se curar. Os seres protetores dos animais às vezes parecem com um deles. Há relatos de agricultores que avistaram tipos híbridos, com rosto de gente, mas pernas de bode. No Barro Branco, nas proximidades de Lençóis, Chapada Diamantina, Bahia, Brasil, juram que um deles, romântico, namorou com uma moradora do local, mas não há confirmação, só a boataria que tornou-se uma lenda. Quem repete esta história, diz ainda que esta suposta criatura fazia sucesso com sua flauta e a cantoria até altas horas da madrugada, com a rapaziada da área. Mas está a confirmar. O certo é que até hoje a moça suspira por ele.

 

Mania de limpeza

 

Quando a natureza passa a sensação de estar limpa e arrumada, como se fosse (e é) a nossa imensa casa, pode apostar que ali não foi obra do acaso. O mesmo se pode dizer da nossa casa mesmo, sem metáfora, o lugar onde habitamos depois de abrir uma porta, como é comum no mundo ocidental contemporâneo e na maior parte do planeta. No decorrer da civilização, esta noção de higiene vem mudando em um sentido cada vez mais respaldado pela ciência, desde as construções medievais. Tudo limpo, varrido, arrumadinho, pronto, ali está a magia da organização. Além dos seres que se divertem fazendo as pessoas perderem as coisas, estes outros também podem agir desta forma, mas para castigar quem não mantém as coisas limpas e nos seus lugares. Quem tem um ser arrumador dentro do lar é um abençoado. Mas ATENÇÃO: se a conta de água vier com um aumento fora do comum, observe se a mania de limpeza não está exercendo um forte impacto neste resultado negativo para seu bolso e bom para a Embasa. Outra: não deixe nunca faltar água se quiser manter seu ser arrumador em casa pois sem água, não há limpeza, na lógica destes seres ainda invisíveis para a ciência.

 

En-canto fatal

 

Beleza e sedução não seriam nada sem uma voz meiga e doce que representasse o ser feito de e para o amor. O sal da natureza dá o tempero e o sono recupera as noites perdidas pela lascívia e a volúpia. Apaixona-se com facilidade quem as encontra. É o que o senso comum reduziu para 'amor à primeira vista'. Não é justo e pode até se considerar cruel aquele que não corresponde ao en (canto). As lágrimas de um ser amoroso não correspondido ajudam a encher mais o oceano e podem contribuir para a formação de ondas gigantes, a depender da quantidade de água salgada que sai dos olhinhos da deusa, que só desperta para amar. E cantar, claro, um canto inaudível. Mas que en-canta, não há dúvida.

 

Brincando de vento

 

Há também os seres que moram com os ventos, em ondas de ar, subindo e descendo como surfistas ao léu. Eventualmente, param em alguma nuvem, para reabastecer de oxigênio, depois de alguma peripécia de tirar o fôlego. Quando enjoam de brincar de vento, provocam chuvas, mas ATENÇÃO: não há como impedir esta galerinha de também gerar tempestades e outras manifestações mais fortes da natureza, como furacões, tufões, nevascas. Vai depender muito do humor destas criaturinhas, que são amáveis, na maior parte do bom tempo. Seus melhores amigos são as aves migratórias que perguntam os endereços do mundo para chegar no lugar que precisam para garantir o equilíbrio da natureza. Uma curiosidade: acreditamos que o vento modela as nuvens e apenas interpretamos estes desenhos. No entanto, é possível que esta interpretação venha pré-pronta da arte provocada pelos seres da ventania. Nosso 'trabalho', aí, é só receber a mensagem, daí a sensação de alegria, paz e tranquilidade quando paramos para ler as nuvens, despreocupadamente. Na próxima vez, aprecie uma nuvem bem diferente para ver a sensação. O mundo seria melhor se as pessoas parassem ao menos cinco minutos por dia para contemplar a arte dos seres de vento. De preferência, em grupos, comentando e trocando ideias sobre as poesias que vêem no céu.

Fezes do mal

 

Se você conhece alguém que vive sempre enfezadinho, é possível que esta pessoa tenha tido, ainda na primeira infância, uma forte experiência com seres feitos de faíscas e chamas, que vivem meio zangados. Não é para menos. Sua missão é muito mais complexa pois, com seu poder, transformam a química da natureza, que está sempre em movimento, mudando toda hora, embora a gente veja tudo meio paradinho, às vezes. Habitam locais de difícil acesso, já para não serem perturbados, e que tenha água corrente para de vez em quando refrescarem a cuca quente. O fogo, que é seu elemento, passa esta impressão de mau humor, mas é só impressão, pois sua missão também é do bem. Mas ATENÇÃO: não brincar com fogo, como se diz com as crianças, é uma boa dica para quem quer evitar a ira destes seres já irados por natureza e desconhecidos da ciência. Uma boa ideia é não usar armas e combater, sempre que possível, o comércio de revólveres, pistolas, rifles e afins. Armas de fogo, somente para repressão ao crime, porque infelizmente, ainda é necessário. Na Escócia, desde 1997, quando se proibiu o comércio de armas de fogo no país, coincidentemente, reduziu-se o número de homicídios e crimes similares, além dos incêndios, que os seres de fogo às vezes provocavam, como protesto, depois de mais uma irritaçãozinha com os humanos.

 

Galhos tensos

 

Essa dríade foi localizada na Ilha de Açores, Portugal. Tem a habilidade de namorar árvores, em especial em contato com os galhos mais tensos. Sabe escravizar as palavras, com quem mantém um relacionamento sério. Sua aparição foi considerada uma surpresa porque ela está invisível para quem espera afirmações e confirmações, mas o uso do contraste (estima mais a quem a contraria) conseguiu quebrar o encantamento. Zela pelos verbos e as plantas.

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