Sábado, 25 de Janeiro de 2020 - 05:01

Negativa de autoria

por Jorge Ramos

Negativa de autoria
Futucando o baú deparei-me com algumas atas da nossa confraria e, para matar a saudade e meio que intimar o autor Jorge Ramos a voltar a redigi-las, se bem que deu um trabalho danado selecionar porque as ditas atas estão sempre recheadas de aleivosias e pequenas vinganças do redator contra pessoas que o derrotaram em alguma discussão na citada reunião. Daí que ninguém queria vencer Jorginho em discussões, ou zombar das piadas ambientadas em Cachoeira que sempre contava. Mantive-a no original e em sendo assim estou me esquivando de qualquer responsabilidade ou perigo de ação judicial que este documento possa causar. Até porque, dado o tempo já corrido, um hipotético possível processo estaria extinto por usucapião. Carlos Navarro Filho (Em tempo: não lembro quem é Beleu).

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Sábado, 18 de Janeiro de 2020 - 05:01

1693, o voo que acabou fondo

por Carlos Navarro Filho

1693, o voo que acabou fondo
Veja as peripécias de um cristão que se arvorou em passar a virada do ano com a família em São Paulo e na chegada deu de cara com uma tempestade sobre Guarulhos, o que não apenas impediu o pouso do avião, mas o obrigou a ficar horas dando voltas em meio à forte turbulência, a ponto de uma parte dos passageiros, apavorada com os solavancos, pedir para descer, deixando tonta a tripulação. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 11 de Janeiro de 2020 - 05:11

É muito tarde para não te amar

por Ruy Espinheira Filho

É muito tarde para não te amar
E continuamos 2020 com o lirismo da obra de Ruy Espinheira Filho, poeta e escritor baiano entre os maiores, de projeção e muitos prêmios nacionais e considerado pela crítica um inovador da poesia brasileira. Sou suspeito para elogios pois somos amigos e convivemos desde os bancos da velha escola de jornalismo, daí selecionei aleatoriamente sonetos e poesias do livro “Campo de Eros e outros poemas de amor” lançado por ele há 15 dias, em Salvador, para publicar aqui. Todo o livro é tão belo quanto. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 04 de Janeiro de 2020 - 05:07

Aquele Aquiles

por Carolina Freitas

Aquele Aquiles
Na última semana do ano que se foi tarde e nesta primeira semana de 2020, que espero seja mais deliberado e menos confuso, brindemos a beleza da arte. A beleza dos poemas de Carolina Freitas, esta rica poetisa baiana, ousada, independente, que fala da mulher para espelhar a humanidade e os seus sentimentos, profundos, pesados, leves, soltos, contraditórios, cruéis. Leia, você vai gostar. Feliz Ano Novo. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 28 de Dezembro de 2019 - 05:01

O escancaro das portas abertas

por Carolina Freitas

O escancaro das portas abertas
Nesta última semana do ano, que já vai tarde (quantas vezes dizemos isso nos fins de dezembro, só que desta vez o ano foi de muitos sobressaltos e temores) e na primeira semana de 2020, que espero seja mais deliberado, vamos brindar a beleza da arte. A beleza dos poemas de Carolina Freitas, esta rica poetisa baiana, ousada, independente, que fala da mulher para espelhar a humanidade e os seus sentimentos, profundos, leves, soltos, contraditórios. Leia, você vai gostar. Feliz Ano Novo. Carlos Navarro Filho.

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Sábado, 21 de Dezembro de 2019 - 05:04

O presente eterno

por Miguel Sanchez Neto

O presente eterno
Um dos nossos poetas maiores, Ruy Espinheira Filho, lançou neste mês que se finda (e com ele, felizmente, um ano desastroso) o livro “Campo de Eros e outros poemas de amor”, pela Caramurê. E mereceu resenha, pelo conjunto da obra, do também poeta, crítico literário e ensaísta paranaense Miguel Sanchez Neto, que o enaltece como um inovador e expoente da poesia brasileira. Leia a resenha que me foi enviada por outro grande na poesia baiana, o amigo Florisvaldo Mattos. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 14 de Dezembro de 2019 - 05:09

A velha e o anzol

por Cristiano Teixeira

A velha e o anzol
Um nativo, um turista e a velha pescadora, aliás figura incomum em nossas praias. Catadoras de papa-fumo, chumbinho, lambreta e outros mariscos há muitas. Mulheres em cima das pedras, o vento levantando o vestido rodado de chita estampaa, o mar batendo, com vara e anzol é raro. Uma dessas mulheres, idosa e de aparência frágil, foi flagrada por Cristiano em andanças habituais vistoriando território no seu Reino do Rio Vermelho. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 07 de Dezembro de 2019 - 05:04

A viúva Machado

por Helenita Monte de Hollanda

A viúva Machado
Na semana passada falei aqui de infância e de crianças sertanejas ansiosas por histórias contadas por um mais velho ao anoitecer, especialmente as que assustam, até pegarem no sono. Nesta semana a médica e pesquisadora Helenita de Hollanda volta ao tema explicando o prazer oculto de sentir medo, explícito universalmente em manifestações orais. Trabalhando nos sertões nordestinos, a autora recolhe dados culturais e de comportamento, e os relaciona às entidades que mais impressionam meninos e meninas ao longo dos anos. Pelo menos uma dessas entidades foi trazida pelo colonizador. Leia, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 30 de Novembro de 2019 - 05:01

Tranquilino papo reto

por Carlos Navarro Filho

Tranquilino papo reto
Eu deveria contar a história de seu Tranquilino gente prestativa, boníssima, da melhor qualidade, tirante o fato de ter a conversa mais longa e enrodilhada e parabolada da face da terra. Um “bom dia” a seu Tranquilino rendia umas boas duras horas de conversa compulsória mesmo se o cristão colocutado não estivesse muito disposto a conversa, ele ia atrás sem parar de falar, lenta e explicadamente, até o pobre cristão pedir pelo amor de Deus para se despedir pois já estava a furar o compromisso. Ninguém tinha coragem nem cometeria a descortesia de deixa-lo falando sozinho. Pois é, mas aí lembrei do meu avô João, outro muito bom de papo, que alimentou os meus sonhos infantis e os dos meus irmãos e primos. Aí a história de seu Tranquilino, que prometi às meninas da sala, fica para depois, na próxima eu conto. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 23 de Novembro de 2019 - 05:11

O círculo de fogo adormecido

por Carolina Freitas

O círculo de fogo adormecido
Aqui está mais uma vez Carolina Freitas no lirismo de uma poesia na qual se despe, melhor, na qual despe a mulher, o homem, a humanidade. Carol nos trás beleza, sensualidade e a coragem de falar de si mesma e do mundo em poemas sem títulos, nem rótulos, soltos, independentes, muito ricos e agradáveis aos sentidos. Conheça a poesia dela, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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