Sábado, 21 de Abril de 2018 - 05:10

TECELÃO DE MANHÃS

por Florisvaldo Mattos

TECELÃO DE MANHÃS
Florisvaldo Mattos, um dos nossos poetas maiores, está de volta com poemas ao estilo de ode, que ele considera muito adequado aos tempos cabeludos de hoje, aos quais não cabe muito lirismo. Apesar dessa opinião dele, o que não falta nesses versos de Flori é lirismo. A propósito, o poeta foi homenageado, recentemente, pelo Clube Inglês e um grupo de amigos, em tarde literária de discursos, muito ao estilo dos bons tempos da intelectualidade baiana. Você vai gostar dessa poesia. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 14 de Abril de 2018 - 05:06

TONICÃO

por Carlos Navarro Filho

TONICÃO
Este conto é uma homenagem, a algumas amigas e amigos antigos, velhos colegas de escola, de profissão e de vida universitária, velhas e queridas amizades em um tempo duríssimo de ditadura, mas também riquíssimo em resistência política e social, amor, solidariedade, boemia e muita cachaça porque sem ela não daria pra levar, como disse o poeta. Os sobreviventes certamente estão aí a lembrar dessas histórias nas próprias cicatrizes físicas e morais, e a ensinar às meninas e meninos de hoje que não podemos baixar a guarda. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 07 de Abril de 2018 - 10:36

ACASO

por Afonso Machado

ACASO
O escritor Afonso Machado que já visitou a coluna com contos da melhor qualidade, no que tange à leveza no escrever, na escolha dos textos urbanos e sociais narrados com muito talento no descrever o ambiente e o comportamento, em especial nas ações pessoais de funcionários públicos, mendigos e até de foliões de bloco carnavalesco, volta com mais um conto. No mesmo padrão de criatividade dos anteriores, você vai ler e gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 31 de Março de 2018 - 05:03

COPENHAGEN-CAETITÉ

por Nilson Galvão

COPENHAGEN-CAETITÉ
Poeta dos mais ricos e criativos da nova geração na literatura baiana, o jornalista Nilson Galvão fez uma seleção especial de sua obra para a coluna, com trabalhos já publicados em livros e outros inéditos. A poesia de Nilson é onírica, leve, rápida como o vento, fala de gente, mas nesses versos não há lugar para a dor, fala da vida como se a vida fosse só de brincadeira, fala da morte sem a morte matar ninguém, fala do mundo de sandálias douradas em um dia solto véspera de sempre. É uma bela seleção da nova poesia baiana. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 24 de Março de 2018 - 05:00

NO CHUVEIRO

por Carlos Navarro Filho

NO CHUVEIRO
Nada como uma boa farra para divagar, curtir os sentidos, os sons, os cheiros de gentes e das comidas, o barulho do mar, do vento, do assobio entre as palhas dos coqueiros, da fritura, da água caindo em cachoeira, os passos erráticos pelos cômodos da casa de copo na mão, os amantes, os bêbados... a felicidade do encontro. É do que trato hoje nessas poucas linhas. Leia,curta. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 17 de Março de 2018 - 05:05

ICI, PARIS II

por Edson Mendes

ICI, PARIS II
Temos nesta semana a segunda safra das microcrônicas do professor pauloafonsense com mais títulos acadêmicos que qualquer outro beradeiro do São Francisco, na parte baixa em que o rio apruma a proa e embica para o Atlântico. Edson fez a festa durante as férias em Paris, especialmente as festas noturnas. Mas fala também de costumes e faz um trabalho comparativo entre o condomínio do prédio em que ficou hospedado na “cidade luz” e outro do Recife. E conclui brilhantemente com dois temas: um tratado sobre a Torre Eifel e a transcrição de um telefonema ao primo e filósofo Tonho do Juá, o que lê a alma das pessoas “pela bolinha dos olhos”. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 10 de Março de 2018 - 05:00

HISTÓRIA DE UM ENFORCAMENTO

por Flávio VM Costa

HISTÓRIA DE UM ENFORCAMENTO
Sem a preocupação do rebuscamento literário, mas dizendo o que quer dizer em um texto forte, direto, intrigante. Este é o jornalista e escritor baiano Flávio VM Costa, que volta à coluna com uma narrativa que lhe é característica, e já lhe rendeu prêmios, a debulhar o comportamento em comunidade, desnudar pessoas, retratar relações sociais, em um bairro pobre, periférico. Este conto faz parte do livro “Caçada Russa & Outros Relatos, que Flávio publicou em 2016, pela Editora Penalux. No momento, ele finaliza os textos de um novo livro de contos, “Você morre quando esquecem seu nome”. Leia, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 03 de Março de 2018 - 05:02

DESEJO DE AMOR

por Otto Freitas

DESEJO DE AMOR
Tire seu sorriso do caminho.. já cantou outro poeta falando de amores impossíveis. Esta semana Oto Freitas, jornalista que se revelou poeta de imagens sensíveis também canta o amor, igual ao da canção de Nelson Cavaquinho, falando de belos olhos, pernas longas, pele morena, falando de mulher. Oto faz parte de uma bela safra de novos e talentosos autores baianos saídos das redações, para regozijo dos amantes da poesia. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 24 de Fevereiro de 2018 - 05:04

O goleiro que engoliu a bola

por Álvaro Müller

O goleiro que engoliu a bola
Vou aproveitar a verve do jornalista Álvaro Müller, bom texto e belo compositor nos momentos de intimidade com o violão, para dizer que fui amigo de Zé Elegante e jogamos futebol juntos. Figuraça, o adulto com mais alma de menino que conheci. Conto só uma dele. No velho campinho da Liga Desportiva de Alagoinhas, ao fundo de uma das traves tinha a barraca de “seu” Manoel, lá atrás encostada no muro – uma mesinha à guisa de balcão, quatro estacas sustentando a lona, um garrafão de limonada e, embaixo, escondido um litro de Bacardi. No tempo da partida em que Elegante atuava daquele lado, ao ouvir o assobio, o barraqueiro já sabia. E atendia levando meio disfarçado um copinho para o goleiro. “É pra esquentar pade! Os home não chutam, isso aqui fica uma monotonia”... E continuava fechando o gol. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 17 de Fevereiro de 2018 - 12:17

O badogue e o pedreiro

por José de Jesus Barreto

 O badogue e o pedreiro
Revisitando o livro Treze Contos Reais, do poeta e amigo Barretinho de Jesus, paro nesses dois textos curtos no número de linhas, mais para microcontos, e extensos no conteúdo, com paisagens das agruras da vida transformadas em quotidiano pelas mesmas agruras da vida. É a vida, e não somente a morte, que alimenta o poeta. Barretinho lançou o livro em outubro em Cachoeira, na Flica, e posteriormente em Salvador. É muito bom de ler. Carlos Navarro Filho

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