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Sábado, 23 de Outubro de 2021 - 05:27

Lobato e Lima

por Ruy Espinheira Filho

Lobato e Lima
O poeta e escritor Ruy Espinheira Filho, um dos nossos autores maiores, mostra nesse curto texto que poetas já nascem feitos, ou quase isso. No caso dele aos cinco anos já devorava livros, entre eles os de Monteiro Lobato. E lembra que uma vez Lobato, também livreiro, deu a Lima Barreto metade do lucro de um romance que dele editou. E Ruy reclama, com toda a razão, do mercado editorial. Hoje o autor tem apenas dez por cento do preço de capa. E eu acrescento, escritores consagrados. Os novatos ou pouco conhecidos que se virem. Enquanto fecho a edição, chega-me do próprio Ruy uma homenagem a Carlos Eugênio, colega de faculdade e amigo nosso, à qual me associo. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 16 de Outubro de 2021 - 05:08

Desirée, a sexóloga que não sabia amar

por Fernando Vita

Desirée, a sexóloga que não sabia amar
Conheci Fernando Vita no comecinho de 1969 no Jornal da Bahia. Eu focando porque acabara de passar no vestibular de Jornalismo na UFBa, ele egresso da revisão e assim nos batemos na redação, chefiada por Joca, Pastore, Gilson Nascimento e Frederico Simões. Ele já era muito conversador, exímio contador de histórias e piadas. E safado, sabia dobrar as broncas de Mariazinha quando chegávamos nas manhãs de sábado das farras levando verduras ou rolete de cana, comprados nas Sete Portas. Ela ficava sem graça de reclamar com ele e até comigo era mais mansa. Eu chegava correndo para um banho, uma troca de roupa e sair correndo para o jornal. As histórias dele são impagáveis, os personagens mais ainda, conheço alguns ainda daquele tempo. E agora ele reaparece com “Desirée, a sexóloga que não sabia amar”, que terá noite de autógrafos no próximo dia 28 na Livraria Escariz, no Shopping Barra. O lançamento é pela Geração Editorial, a mesma dos três anteriores “Cartas Anônimas”, “O Avião de Noé” e “Repúblicas dos Mentecaptos”. Antes mesmo de chegar ao grande público o livro já é alvo de muitos e gabaritados elogios. Aqui vai um capítulo, você vai gostar.

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Sábado, 09 de Outubro de 2021 - 05:09

O dia em que A. continuou donzelo

por Chico Ribeiro Neto

O dia em que A. continuou donzelo
O amigo e jornalista Chico Neto é maior contador de piadas e estórias que conheci em redações. Algumas são famosas como a da boate (em pequenas cidades, nome elegante para brega) de Serra Pelada que ostentava uma placa na porta “aqui não se trabalha com marcha à ré”, me aparece de volta com uns microcontos de alcova e de iniciação sexual de meninos do interior do estado, que vieram morar em Salvador para ter acesso ao ginásio. Esse texto faz parte do acervo do autor, o interiorano mais ativo na descrição de costumes e particularidades das ruas antigas de Salvador, em especial das famosas pensões de estudantes nas quais ele próprio viveu a adolescência. Você vai rir e gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 02 de Outubro de 2021 - 05:14

O dia em que João Coragem chegou lá em casa

por Marcílio Costa

O dia em que João Coragem chegou lá em casa
O nosso Marcílio Costa volta com mais uma crônica de vida e costumes em Jaguara, o povoado onde nasceu nas cercanias de Feira de Santana. Sucesso nas redes sociais por serem sempre curiosas e hilárias, as histórias do autor falam retratam a tranquilidade na pacata na aldeia onde viveu de vez em quando quebrada por importantes acontecimentos, tipo da chegada da televisão, que gerou um alvoroço com a aglomeração de vizinhos nas duas únicas residências que tinham o aparelho, para ver as novelas. E dessas a de maior sucesso foi a dos Irmãos Coragem. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 25 de Setembro de 2021 - 13:26

Jehová, o bardo dos sonhos e das noites (II)

por Florisvaldo Mattos

Jehová, o bardo dos sonhos e das noites (II)
Nesta homenagem a Jehová de Carvalho, iniciada na semana passada e à qual eu me incorporo, o mestre Florisvaldo Mattos exaltou o grande escritor, jornalista, advogado e boêmio que conheceu as noites e as mulheres da velha Salvador. Agora mostra o também grande poeta no qual Jorge Amado via nos versos o ritmo de Nicolas Guillén e “um canto nascido da vida popular, dirigido ao povo”. É ainda Amado quem ressalta a linguagem irreverente e polemizadora denunciando a realidade baiana sem rebuscamento e refinamento. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho.

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Sábado, 18 de Setembro de 2021 - 05:05

Jehová, o bardo dos sonhos e da noite (I)

por Florisvaldo Mattos

Jehová, o bardo dos sonhos e da noite (I)
Esta semana temos mais uma homenagem, outra da lavra do mestre Florisvaldo Mattos, agora a Jehová de Carvalho, um grande boêmio, poeta, advogado e jornalista baiano no século passado, conhecedor como ninguém dos bares, das boates, da cachaça, do povo e em especial das mulheres da velha Salvador. O texto faz parte de novo livro de Flori, “Academia dos Rebeldes e outros escritos redacionais”, já no prelo e que ele espera lançar até dezembro se a pandemia permitir. Do poeta, professor, escritor, jornalista e amigo Florisvaldo Mattos não precisa dizer mais, você vai gostar. Carlos Navarro Filho.

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Sábado, 11 de Setembro de 2021 - 05:07

Pouquidões e vastezas

por Gabriel Nabuco

Pouquidões e vastezas
E a coluna cumpre mais uma vez um dos objetivos a que se propôs lançando nesta semana um novo poeta. É Gabriel Nabuco, também compositor, que vê nos poemas a descoberta de um mundo novo sempre que olha com a intenção de clareza. Um lugar desconhecido, como diz, de terra, formigas, grãos, sabiás o céu a ânsia dos grandes sentimentos. E na mesa ele apresenta as “insignificâncias e larguras da vida”, caminhando entre tempos de “pouquidões e vastezas”. É ele ainda quem diz: “a poesia é um olhar refinado para a vida, a qual retribui todo o seu gesto empenhado de leitura, em forma de ativação poética”. Preste atenção nele, você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 04 de Setembro de 2021 - 13:25

Nossa família: Ocupações

por Elieser Cesar

Nossa família: Ocupações
O nosso poeta e escritor Elieser Cesar termina aqui a trilogia sobre a briosa família dele e como em toda boa trilogia já prepara o quarto texto amarrando tudo. Não fique aí pondo reparo não porque a pandemia nos jogou em quarentenas de sete, quinze e mais dias, só nunca de quarenta. Exótica, já vimos que a família é nos dois textos anteriores. E agora ele descreve as esdrúxulas e inúteis ocupações dos entes queridos. Tem uma tia que faz bolo de aniversário para presentear quem não conhece e quando acerta a data toma o bolo de volta. Tem primos que viajam no fusca só para ir tirando a sorte na soma dos número das placas dos carros que vêm sentido contrário, tem gente que vai ao cinema e só assiste os trailers, nunca o filme principal, e tem ele próprio que cata panfletos de rua até encher um saco de aniagem, para o deleite de interpretar outras mensagens, além das comerciais, que os papeluchos trazem. Uma beleza de família. Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 28 de Agosto de 2021 - 05:08

O suicídio de LJBL

por Carlos Navarro Filho

O suicídio de LJBL
Nesses dias de melancolia nas horas vagas pela falta do que fazer e principalmente pela falta do frisson de etiquetar e postar vinte, às vezes trinta, exemplares diários de o “Goroba e os amores errantes”, que vivi entre abril e julho; e também porque ainda tem aí uns oitenta exemplares da segunda leva de impressão que precisam de leitores, voltei a escrever. O novo trabalho tem o título provisório de “O Suicídio de LJBL” e vou adiantar um palhinha nesta semana, é um excerto do primeiro capítulo, copião sem revisão. Torço para que você goste. Carlos Navarro Filho

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Sábado, 21 de Agosto de 2021 - 05:06

Batatinha no trono do samba

por Florisvaldo Mattos

Batatinha no trono do samba
Feliz em receber semana passada um bilhete de um dos nossos poetas maiores, Florisvaldo Mattos, precedido de votos de “triunfos sobres os males da Covid-19” e trazendo essa homenagem a outro grande, Oscar da Penha, Batatinha para o povo. Flori e Batatinha trabalharam juntos no extinto Diário de Notícias, ali na Rua Carlos Gomes, um na redação, outro na oficina. Flori vai bem, em plena atividade literária e prestes a lançar livro novo - “Academia dos Rebeldes e outros exercícios redacionais”, já no prelo. Batatinha faria 97 anos agora em agosto, daí a homenagem, republicando um texto de 1997, que saiu naquele ano na Revista da Bahia, pouco depois da morte do sambista, autor desta obra-prima: “Se eu deixar de sofrer como é que vai ser para me acostumar”... Você vai gostar. Carlos Navarro Filho

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