Quinta, 17 de Maio de 2018 - 11:00

'Falta de expectativa e perspectiva de mudança', diz Lenine sobre 'Em Trânsito'

por Lara Teixeira

'Falta de expectativa e perspectiva de mudança', diz Lenine sobre 'Em Trânsito'
O cantor pernambucano Lenine escolheu a Concha Acústica em Salvador para apresentar e estrear o seu mais novo projeto, “Em Trânsito”. O show acontece neste sábado (19), às 19h, e marca o lançamento do 13ª disco do cantor, gravado durante uma apresentação ao vivo na casa de show carioca Imperator. O artista contou ao Bahia Notícias que percebeu uma diferença muito grande desse novo projeto com relação ao seu último trabalho, "Carbono”. “O foco do 'Em Trânsito' é justamente o núcleo familiar, que está comigo há anos adaptando meus discos para o universo do show. É Pantico Rocha, é Junior Tostoi, é Guila e Bruno Giorgi que também é diretor artístico do projeto todo. Então esse foco é que é bacana porque realça também esse som de banda que eu consegui com esses meus parceiros de som. Então talvez o 'Em trânsito' seja para mim a conquista mais de banda sonora que eu já talvez tenha conseguido realizar”. Além disso, Lenine falou sobre suas parcerias, sobre a mensagem que algumas das suas letras querem passar e sobre sua relação com os fãs da capital baiana. “Salvador tem uma peculiaridade sim. Eu tenho um público aí, que eu não sei se você tem noção. Olhe cara, é uma coisa muito afetiva, muito carinhosa”.

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Quinta, 12 de Abril de 2018 - 11:00

Apoiada pelo Natura Musical, jovem baiana Josyara imprime seu sotaque em novo CD

por Jamile Amine

Apoiada pelo Natura Musical, jovem baiana Josyara imprime seu sotaque em novo CD
Aos 26 anos de idade e com mais de uma década de estrada, a cantora e compositora baiana Josyara se prepara para gravar um disco de inéditas. O CD, que foi contemplado pelo edital Natura Musical, sairá no segundo semestre de 2018 e contará com shows de lançamento em Salvador e São Paulo. Nascida em Juazeiro, a jovem “malina” e “curiosa” teve o primeiro e intenso contato com a música aos dez anos, após encontrar o violão do avô em cima de um guarda-roupa. “Peguei o instrumento para ficar brincando, fingindo que estava tocando, e tal, aquela coisa. Mas, na verdade, eu destruí o violão, pintei todo de branco, foi um contato muito assim de impacto profundo”, lembra a artista, em entrevista ao Bahia Notícias. Do quarto para os barzinhos da cidade foi um pulo, sob tutela de uma amiga da mãe, que se propôs a ensiná-la a tocar, cantar e interpretar.  Aos 14, ela sentiu a necessidade de se expressar de forma autoral. “Eu falava: ‘não, eu quero cantar o que eu estou querendo dizer, com minhas palavras’. E aí veio essa leva de músicas e eu fui escrevendo, anotando…”, conta a cantora, que em 2012, quando ainda usava o nome artístico Josy Lélis, lançou o álbum “Uni Versos”, vencedor do Prêmio Sesc de Música. Agora, em processo de pré-produção do próximo disco, ela pretende firmar uma nova fase, mais madura, na qual assume não só o nome de batismo, Josyara, como também as rédeas de sua própria carreira. “[o novo trabalho] Tem essa mão mais na massa, né, de atuar com a direção mais firme de escolhas e tudo. E, sem dúvida, também a execução de violão. Eu me sinto mais segura tocando, porque, querendo ou não, esse disco já é bem antigo, já vai fazer seis anos”, diz ela, comparando os dois projetos. Ao que parece, a virada já começou. Em março deste ano ela, que começou nos barzinhos, subiu a um dos mais importantes palcos do país - o da sala principal do Teatro Castro Alves -, ao lado de nomes como Larissa Luz e BaianaSystem, para homenagear Ederaldo Gentil. Apesar dos encantos com a proximidade do sucesso, Josyara demonstra ter os pés no chão e plena consciência de suas origens: as margens do São Francisco, entre Juazeiro e Petrolina. Mesmo assim, ela prefere não ser enquadrada. “Eu sei muito de onde eu venho. E como minha mãe fala, como eu falo em casa, como eu cresci. Então, isso está em mim, não tem como negar”, diz ela. “Eu não sou música regional, mas está em mim a música pelo sotaque, pelo jeito de conduzir a melodia. Mas, ao mesmo tempo, eu gosto desse frescor, eu gosto da coisa eletrônica, desse digital”, avalia Josyara, que, em resumo, diz que faz MPB experimental com frescor e vontade de conhecer coisas novas.

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Neojiba quer oferecer 'outros caminhos' para jovens e levar acessibilidade a comunidades
O Neojiba irá realizar a segunda edição do Projeto de iniciação musical em São Tomé de Paripe e Alto do Tororó. Com bons resultados em 2017, envolvendo música e educação, o projeto não é voltado apenas para as crianças e adolescentes. Em entrevista ao Bahia Notícias, Marcos Rangel, maestro coordenador do Neojiba e Olgair Marques, coordenadora de Desenvolvimento Social, contaram de que forma o projeto é realizado, o que ele oferece para as comunidade e como a música, a educação e a formação social podem estar conectadas em um só lugar. "Fornecer outros caminhos é uma questão da acessibilidade. Era a primeira vez que a comunidade saía na televisão sem estar ligada à criminalidade. Conhecer esse outro mundo, conhecer que existe o teatro, que é público, que tem apresentações que eles podem participar, conhecer outros locais...", defendeu Olgair. A preocupação em acompanhar as famílias dos integrantes também é prioridade do projeto e, através de palestras e oficinas com temas como empoderamento feminino e igualdade de gênero a população, essas comunidades têm mais acesso a informação, entendendo seus direitos e conseguindo transmitir isso aos seus filhos.

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Quinta, 22 de Fevereiro de 2018 - 11:00

Bahia 'retoma processo histórico' ao ter Revolta dos Búzios como tema do Carnaval

por Jamile Amine / Lara Teixeira

Bahia 'retoma processo histórico' ao ter Revolta dos Búzios como tema do Carnaval
Esse ano o governo do Estado anunciou como tema do Carnaval do Pelourinho a celebração dos 220 anos da Revolta dos Búzios, um dos acontecimentos mais importantes da história da Bahia. Em entrevista ao Bahia Notícias, Carlos Eduardo Carvalho de Santana, diretor de Educação do Malê Debalê, explica por que a inconfidência baiana tem menos espaço nas discussões sobre a história do Brasil e as diferenças entre o movimento com outras inconfidências que ocorreram no país, como a Mineira e a Carioca. "O que há de diferente na Inconfidência Mineira é que talvez o grande grosso da se dá com a Elite. Tiradentes vai ser uma espécie de um indivíduo representante da classe popular, ele é o mais pobre digamos assim, então foi muito fácil você escolher um ícone, nós vamos ter um herói. Na inconfidência baiana você tem algumas diferenciações. [...] Diferentemente da Inconfidência Mineira, em que você tinha grandes lideranças, grandes senhores de Engenho, escravocratas e um ícone, aqui não, aqui será ao contrário. A maior parte são populares. Era uma revolta que iria enaltecer o povo e, se você enaltece a classe mais baixa, você está mudando o sentido da pirâmide. É muito mais fácil você escolher um ícone e transformar em um mártir do que transformar uma massa em líderes. Tanto que na Revolta de Búzios 11 escravos serão presos, todos os senhores serão absolvidos", detalha. Carlos cita ainda que, mesmo após da independência do Brasil, não se alcançou os objetivos buscados pelos inconfidentes baianos. "É um processo extremamente brutal nesse sentido, o que nos faz fazer uma reflexão de que, assim que o Brasil se torna independente, anos depois, não significa necessariamente a liberdade. Você termina se separando de Portugal, mas a escravidão continua e, quando chega o processo da libertação da escravidão, você ainda tem as demandas que não foram resolvidas desde Búzios. A República só vem depois. É como se houvesse uma tentativa de que esses ideais não fossem postos em prática da forma como foi foram pensados, como se houvesse uma especie de controle", aponta. Mesmo assim, o educador defende a importância de se tratar sobre o assunto durante o Carnaval. "Hoje você vai estar dizendo ao mundo que a Bahia está fazendo uma retomada de um processo histórico e as pessoas vão ter que estudar para saber que processo histórico é esse".

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‘É um momento de renascimento’: Lelo Filho celebra temporada de 30 anos de ‘A Bofetada’
Cerca de dez meses após um incêndio, que inutilizou equipamentos e destruiu o cenário de “A Bofetada”, durante uma temporada no Teatro Sesc Casa do Comércio, a Companhia Baiana de Patifaria volta àquele palco com a mesma montagem, em edição comemorativa pelos 30 anos desde a estreia, em 1988. A peça estreou no último fim de semana e segue em cartaz aos sábados e domingos, até 25 de fevereiro. “Eu acho que é um momento de renascimento. Na arte, essas coisas que acontecem às vezes nos impulsionam, na verdade. O artista tem essa tendência e talvez seja um dom, não sei. É como se fosse a história da Fênix que renasce das cinzas”, comentou Lelo Filho, fundador da companhia de teatro, que se disse aliviado por finalmente saber que o prejuízo gerado pelas chamas está perto de ser sanado. “É muito emocionante para mim voltar aqui, porque vem toda a lembrança, vem todo o filme. Mas o teatro foi recuperado de uma forma... O palco está muito bonito, as novas cortinas que são anti fogo, toda a produção que eles fizeram ali agora já vem com um acréscimo de segurança infinitamente maior, então é realmente uma renovação e eu acho que a peça volta mais renovada do que nunca”, acrescentou. Em entrevista ao Bahia Notícias, o ator revelou ainda novidades sobre esta nova temporada, que contará com uma “invasão” das “Noviças Rebeldes”, além de atualizações no texto. Lelo falou ainda do caráter político - mas não partidário - de “A Bofetada”, destacando sua preocupação com a possibilidade do avanço da censura no país, sobretudo quando balizada por jovens.

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Quinta, 07 de Dezembro de 2017 - 11:00

Curador da ‘Queermuseu’ diz que democracia está ameaçada: ‘A gente já vive outro Brasil’

por Lucas Arraz / Jamile Amine

Curador da ‘Queermuseu’ diz que democracia está ameaçada: ‘A gente já vive outro Brasil’
De passagem por Salvador para participar do Simpósio Internacional Arte na Educação Básica, que aconteceu no início desta semana, na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia, Gaudêncio Fidelis, curador da “Queermuseu”, viu sua rotina mudar drasticamente após a exposição ser acusada de incitar pedofilia e zoofilia. Ao Bahia Notícias, ele contou que soube do fechamento da mostra por mensagem de WhatsApp de um amigo, após as denúncias do MBL, e revelou que já deu mais de 150 entrevistas sobre o tema. “Eu li o texto e fiquei absolutamente em choque. Inclusive eu li duas vezes para ver se realmente o que eu estava lendo era verdade, mas eu não tive mais que cinco minutos para me recuperar da profunda tristeza que se abateu sobre mim, porque imediatamente recebi inúmeras ligações, que nunca mais pararam, da imprensa me procurando para colaborar nesse esclarecimento”, lembra. Gaudêncio, que foi convocado para comparecer à CPI dos Maus Tratos, no Senado, por meio de condução coercitiva, avalia que as reações da extrema direita e de “setores obscurantistas”, não significam simplesmente o fechamento de uma exposição, “mas um processo que já se iniciava de maneira muito forte, que é a criminalização da produção artística e dos artistas”. Ele, que é doutor em História da Arte, pela Universidade do Estado de Nova York, acredita que as investidas contra a “Queermuseu” se configuram em censura, por construir uma situação para que as pessoas se sintam constrangidas e não tenham acesso ao conhecimento através da arte. Apesar de afirmar que no momento é preciso estar alerta para compreender e combater a “engenharia de forças obscurantistas”, o processo de censura em si, as ameaças contra a liberdade de expressão e a democracia, além do crescimento do fundamentalismo, Gaudêncio consegue enxergar também um contraponto mais otimista. “A gente não pode celebrar a tragédia, eu tenho dito isso também, mas eu acho que é o momento que a gente tem que olhar as coisas em sua perspectiva. O debate se reabriu a partir do fechamento da exposição, ele não será fechado. Eu tenho sido em grande parte protagonista desse processo, infelizmente ou felizmente, até porque o Santander se recusou a falar sobre o assunto. Mas eu acho que é uma discussão de uma parcela muito considerável da população brasileira e que não será interrompida”, avalia. Confira a entrevista completa.

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Existe ‘espírito de censura’ parecido com o da ditadura, diz pesquisadora da Tropicália
Há 50 anos e alguns dias Caetano Veloso e Gilberto Gil deram início a uma revolução no seio da cultura brasileira quando apresentaram as músicas “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque” no Festival de Música Popular, em 21 de outubro de 1967. Os cantores misturaram o berimbau das massas com a estrangeira guitarra elétrica americana e bugaram quem ouvia as apresentações. Este foi o pontapé inicial do movimento que mais tarde seria conhecido pela alcunha de Tropicália, personificado pelo disco-manifesto “Tropicália ou Panis et Circencis”. Caetano e Gil não inventaram a mistura, mas bagunçaram um Brasil dicotomizado com um som que era erudito e popular, político, mas não proselitista. Rejeitado, mas reflexo do brasileiro miscigenado. Estudar os impactos da Tropicália na formação cultural do Brasil é o objeto de estudo de Ana de Oliveira. Com seu livro-objeto “Tropicália ou Panis et Circencis”, a pesquisadora referência no assunto analisa o que o movimento musical semeou e não poupa importância para tal relação. “Não é possível compreender o que é ser brasileiro sem passar pelo Tropicalismo”, defende a pesquisadora, que resolveu relançar seu livro no cinquentenário do movimento e em um Brasil tão parecido quanto o de 1967. “Existe esse espírito de censura às artes hoje no Brasil”, conta. “Não sei se precisamos de um novo Tropicalismo, mas o Brasil está muito parecido com o que rejeitou ‘É proibido proibir’ sem ao menos escutar a canção”, completou Ana de Oliveira em entrevista que explorou a importância da Tropicália para a formação cultural do Brasil, como também suas relações com o momento que vive o funk, estilo marginalizado como um dia o movimento tropicalista foi. 

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‘Salvador vai ter um equipamento único no país’, diz arquiteto sobre requalificação do TCA
Em maio de 2016, a capital baiana reabriu as portas da Nova Concha Acústica, em um momento histórico que marcou a conclusão da primeira etapa das obras de requalificação do Teatro Castro Alves. Naquele momento, baianos e turistas puderam conferir o resultado do projeto realizado pelo Estudio América, escritório de arquitetura paulista vencedor do concurso público voltado para este fim . Em entrevista ao Bahia Notícias, o arquiteto Lucas Fehr, sócio da empresa, falou sobre os desafios do trabalho no TCA e em equipamentos culturais, em geral projetos que usualmente requerem esforços de profissionais de diversas áreas. “Nós tivemos cerca de 20 projetos complementares, só para a gente ter uma ideia. Só o projeto de arquitetura a gente tem mais de 500 pranchas. Então é uma equipe já potente pra fazer isso, tanto na fase do projeto, quanto na fase de obra, que precisa ter uma equipe acompanhando”, lembrou o profissional, que contou com especialistas de áreas como acústica, iluminação e cenografia, para tratar das especificidades da obra. Lucas lembrou que um dos principais desafios do projeto foi respeitar a complexidade do espaço multiuso. “Você tem que ter um cuidado acústico muito grande. Por exemplo, agora vai reformar a Sala do Coro e ela fica aberta pro mesmo espaço que a Concha. Então você tem que estar na Concha Acústica ouvindo Novos Baianos, Ivete Sangalo, e lá dentro ter um silêncio pra uma peça de outra característica”, pontuou. Lucas Fehr falou ainda sobre a próxima etapa das obras, agora previstas para a Sala do Coro, que segundo ele, terá seu acesso invertido e dará espaço para soluções diferentes da tradicional configuração palco e plateia. Sobre o acompanhamento destas obras, que será feito por meio de uma consultoria contratada sem licitação, ele lamentou o fato de não ser feito pela própria equipe do Estudio America, desmentindo a versão da Secult, que atribuiu ao próprio escritório de arquitetura a indicação do profissional que tocará o trabalho. Confira a entrevista completa:

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Quinta, 07 de Setembro de 2017 - 11:00

Aposta para 2018, Àttøøxxá quer ser o 'pagode do agora'

por Lucas Arraz

Aposta para 2018, Àttøøxxá quer ser o 'pagode do agora'
O Àttøøxxá é um grupo de pagode diferente. Por vezes chamados de “o novo BaianaSystem”, por outras chamados de “pagode do futuro”, o grupo tem um objetivo claro: não quer só tocar nos paredões da Bahia, quer ganhar o mundo. O grupo formado por Raoni Knalha, Osmar Gomes, Wallace Carvalho e Rafa Dias surgiu de uma inquietação criativa. Eles não querem só fazer sucesso, a banda quer ser “mainstream”. As referências são Psirico e o produtor musical norte americano Skrillex. Se são realmente o “pagode do futuro”, como dizem, eles ainda não sabem. O Àttøøxxá quer ser o "pagode do agora". Querem fazer letras que respeitem homens e mulheres, mas façam todo mundo dançar ao som da Bahia. O grupo é uma das apostas para o verão de 2018 com a regravação de “Elas Gostam” com o Psirico e parcerias com nomes como Ed City.

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'Ainda tenho a expectativa de viver uma grande história de amor', diz Zezé Motta aos 73 anos
Em busca de um repertório especial, a atriz e cantora carioca Zezé Motta fez um mergulho profundo na vida e obra da intérprete Elizeth Cardoso para montar “Divina Saudade”, espetáculo que circula pelo país - e até exterior - há mais de 15 anos, com o qual passou por Salvador em meados de julho. Em entrevista ao Bahia Notícias, a artista contou as motivações para estudar o universo da homenageada, com quem revelou ter profunda identificação. “Tomei um susto com as coincidências. Ela torcia pelo mesmo time que eu… Flamengoooooo! (gargalhada). Ela tinha o mesmo signo que eu: Câncer! Pra você ter uma ideia, ela usava o mesmo sabonete que eu uso até hoje, há 20 anos. Mas eu não posso falar o nome, senão meu empresário me mata! (risos)”, disse a muito bem humorada Zezé Motta. A artista, que prefere ser classificada como “cantriz” - a soma da cantora com a atriz -, destacou ainda mais uma característica em comum com Elizeth: ser “muito namoradeira”. Aos 73 anos, ela conta que continua “piscando os olhos pros meninos” e que ainda tem expectativa de viver uma grande história de amor. Ainda dentro deste tema, seguindo a regra de “contar o milagre sem revelar o santo”, a carioca contou que uma de suas grandes paixões, mas com quem nunca se casou, foi um baiano. “Todo mundo sabe aí na Bahia! Pode pôr só isso na sua entrevista, que os baianos sabem. Os baianos são um perigo, né não, minha amiga? Não sei como é que vocês dão conta!”, disse ela, sem revelar a identidade do amado, mas dando algumas dicas. Durante a entrevista, Zezé explicou ainda como funciona seu processo de concentração para subir ao palco, local considerado por ela como “templo sagrado”; falou sobre sua carreira e também a respeito de política, sobretudo sobre o posicionamento do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, com a classe artística, após tirar verba para a realização do Carnaval. “E essa coisa do Carnaval, eu concordaria se tivesse a absoluta certeza de que cada tostão que estivesse economizando com o Carnaval iria para os hospitais, para educação, para a cultura, mas a gente não tem essa garantia. Eu quero ver na hora de prestar contas. E por que tirar do Carnaval que é um patrimônio do Brasil e que dá lucro para o país?”, disse ela, revelando estar decepcionada pela “traição” de Crivella.

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