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'Poder da fofoca': Déia Freitas transforma dia a dia em sucesso no podcast 'Não Inviabilize'
Há cerca de um ano, o “conglomerado pônei” e frases como “não seja ONG de macho” e “ninguém tem dó de corno” têm se popularizado na internet. Tudo isso, fruto do trabalho de Déia Freitas, voz e mente por trás do podcast “Não Inviabilize”, que atualmente conta com cerca de 8 mil assinantes pagos e ultrapassou a marca de 20 milhões de ouvintes nas plataformas gratuitas. Lançado há poucas semanas, o site oficial do projeto - que chegou a travar por conta dos 668 mil acessos logo na estreia - classifica a iniciativa como “um espaço de contos e crônicas, um laboratório de histórias reais”. O nome, por sua vez, deriva do blog “Não Inviabilize A Minha Existência”, criado nos anos 2000 por Déia, que é curadora, redatora, roteirista e apresentadora do podcast. Para situar melhor o público, o projeto é dividido em quadros como “Picolé de Limão”, sobre os dissabores, mutretas e ciladas da vida; “Amor nas Redes”, com histórias de amor inusitadas, mas com final feliz; “Luz Acesa”, que traz causos de arrepiar e tirar o sono de quem tem medo de assombração; e “Mico Meu”, criado para narrar situações vexatórias da própria criadora, mas que acabou aberto para outros personagens. O podcast tem figurado entre os mais ouvidos nas plataformas digitais.

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Celebrando 40 anos de carreira, Lazzo Matumbi planeja dar continuidade a sua 'missão na terra'
Há quatro décadas a voz de Lazzo Matumbi ecoa para muito além de sua música, sempre poeticamente engajada entre a vida, a arte e o ativismo negro. Em suas letras o dedo na ferida, as dores e amores de um povo que resiste. Os 40 anos de trajetória musical, artística, política e ativista do cantor e compositor serão celebrados com o lançamento do nono disco da sua carreira: intitulado “ÀJÒ”. O álbum estará disponível em todas as principais plataformas digitais de streaming no dia 30 de julho. Já no dia seguinte (31), será realizada uma live com a participação do guitarrista e multi-instrumentista Felipe Guedes, através do canal do cantor no YouTube. Ainda no mês de julho será lançado um videoclipe, com direção de Urânia Munzanzu, da música “14 de Maio”,  composta em parceria com o saudoso Jorge Portugal, que se tornou um dos hinos das comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra. Sendo fiel ao propósito que tem com a sua arte, Lazzo compartilha um pouco de suas memórias, e faz uma reflexão sobre sua missão na terra. 

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À frente da Cidade da Música, Gringo Cardia fará Casa das Ialorixás a pedido de Mãe Stella
Multifacetado, Gringo Cardia acumula experiência de décadas como designer, artista gráfico, cenógrafo, arquiteto, diretor artístico, diretor de vídeos, teatro, ópera, moda, além de criador de shows, tendo trabalhado em projetos de nomes como Cirque du Soleil, Deborah Colker, Carlinhos Brown, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Novos Baianos, Tom Jobim, Marisa Monte, Gilberto Gil e Chico Buarque. Depois de ter assinado a curadoria de equipamentos culturais como a Casa do Rio Vermelho e a Casa do Carnaval da Bahia, em Salvador, seu mais recente trabalho na capital baiana foi a implementação da Cidade da Música. Instalado no Casarão de Azulejos Azuis, localizado na Praça Cayru, no bairro do Comércio, o projeto estava previsto para ser inaugurado em março deste ano, mas foi adiado por causa da pandemia da Covid-19. “Foi o pior mês da pandemia inteira, então não tinha cabimento se comemorar nada no momento em que o Brasil estava mais de luto, e ainda continua. Provavelmente ela deve abrir em julho, mas bem devagar. Porque não é uma comemoração festiva, é um tributo”, conta o artista, em entrevista ao Bahia Notícias, revelando que teve que se mudar do Rio de Janeiro para Salvador durante seis meses para tocar o projeto. Ele, que no fim do ano passado teve o título de cidadão soteropolitano aprovado pela Câmara Municipal, revelou que sua relação com a cidade e a Bahia, como um todo, é “visceral”, construída, sobretudo, a partir da música. “Sempre trabalhei com música e quando você trabalha com música vai na fonte, que é a Bahia. Sempre a Bahia me puxou pra trabalhar lá. O primeiro trabalho que fiz, não sei se foi Daniela, Brown ou Bethânia, enfim, pessoas que foram me chamando pra trabalhar e na verdade eu fui entendendo um pouco da Bahia através do trabalho delas”, lembra o artista, que classifica a oportunidade de liderar a Cidade da Música como uma oportunidade maravilhosa. “Ela coroa toda essa história que eu tive com a Bahia. De conhecer as profundezas da Bahia com Jorge Amado, com o Carnaval. E, na verdade, quando você vai falar de um museu da música, vai falar da música como um todo, de todas as partes invisíveis, que estão presentes ali, mas as pessoas não conhecem”, afirma o artista. Na entrevista, Gringo Cardia comentou ainda sobre sua participação na ideia de implantar um polo audiovisual em Salvador. Meta da nova gestão do presidente da Fundação Gregório de Mattos, Fernando Guerreiro, e da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador, hoje comandada por Fábio Mota, o projeto funcionaria em anexo à Cidade da Música. De olho no potencial artístico da capital baiana, a proposta prevê a criação de uma escola para técnicos na área de entretenimento, aos moldes da Spectaculu, escola mantida por ele junto a Marisa Orth, Vik Muniz, Giovanni Bianco e a Malu Barreto, no Rio de Janeiro. “Salvador precisa demais ter isso, na verdade, Salvador já tem muitos projetos na área de música e artes, mas a área técnica, da infraestrutura do entretenimento, do Carnaval, dos eventos, do show, não tem aqui”, pontua. Por fim, o experiente artista revelou outros dois projetos nos quais está envolvido na Bahia. Um deles, que está em andamento, consiste em transformar a aldeia hippie de Arembepe em um parque ecológico e museu vivo. O outro, ainda no papel, é a criação da Casa das Ialorixás, atendendo um pedido pessoal de Mãe Stella de Oxóssi, líder religiosa que faleceu em 2018, aos 94 anos (clique aqui). “Ela achava importante ter a história das Ialorixás, das grandes mães da Bahia”, conta Gringo, sobre o equipamento que contará a história do Candomblé e ficará situado no Pelourinho, no local de nascimento de Mãe Stella.

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'Por que não tem museu no Subúrbio?': Há mais de uma década, Acervo da Laje dá resposta
Duas casas no São João do Cabrito abrigam o único museu do território do Subúrbio Ferroviário, o Acervo da Laje. Apesar de ser o único equipamento museal, esse não é o único espaço de memória, e isso José (Zé) Eduardo Ferreira Santos tem muito a falar. A partir de uma provocação na banca de doutorado e com o apoio da sua companheira, a professora Vilma Santos, ele montou, em 2009, o que seria o início do que define ser um "museu-casa-escola".

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Na Secult, Mota calcula perda de R$ 2 bi com pandemia e estima retomada para 2º semestre
Ex-titular das secretarias municipais de Mobilidade (Semob) e Serviços Públicos (Sesp), com passagem pela Secretaria Nacional de Turismo, Fábio Mota assumiu a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Salvador, em janeiro deste ano. Na nova pasta, ele aproveitou a experiência anterior para enfrentar a tarefa de elaborar políticas públicas voltadas para um segmento devastado, em meio à pior fase da pandemia do novo coronavírus.  “Você encontra o setor em crise, numa paralisia total, você vai ter que usar de muito trabalho, muita criatividade para sair disso”, avalia o gestor. “É um momento difícil, acho que é o pior momento do turismo que o Brasil e o mundo atravessam, mas eu acho que a experiência como secretário Nacional do Turismo, da Semob, secretário da Sesp, tudo isso vai ajudar”, acrescenta Mota. Em uma longa entrevista concedida ao Bahia Notícias, o secretário fez um balanço da atuação da Secult ao longo de um ano, desde o primeiro caso registrado da Covid-19 no estado; falou dos projetos da pasta em andamento, a exemplo da revitalização da orla marítima e as obras da Cidade da Música da Bahia, prevista para ser inaugurada até o dia 29 de março; e avaliou o papel da Lei Aldir Blanc, classificada por ele como “salvação de 2020 para o setor da cultura”, possibilitando a aplicação de R$18 milhões em projetos na capital baiana. Fabio Mota falou ainda sobre algumas ações da pasta durante o período mais controlados da pandemia, quando foi possível reabrir o comércio e retomar o turismo. “A gente fez um convênio com a ABNT, que passou a fazer a fiscalização e a certificação dos estabelecimentos que estavam cumprindo o protocolo. Essa estratégia foi no intuito de mostrar ao cidadão soteropolitano, baiano e ao turista, que Salvador é uma cidade segura, do ponto de vista da pandemia. E acho que isso fez com que, antes dessa segunda onda a gente saísse de zero a quase 60% de ocupação hoteleira”, lembra o secretário. “Foram estratégias que funcionaram, mas infelizmente a segunda onda chegou forte no fim de fevereiro, estamos vivendo ela agora, e nós novamente tivemos que voltar à estaca zero e nos reinventar para o novo normal da segunda onda”, lamentou. Com a cidade vivendo medidas restritivas mais rígidas, Mota explica que a prefeitura agora concentra as energias em preparar Salvador para o retorno das atividades. “Nós já temos uma luz no fim do túnel, que é a vacina. Estimamos que a quantidade seja bem maior que o que está se recebendo nos próximos dias, para que a gente consiga aí no segundo semestre imunizar muitas pessoas para fazer a retomada”, projeta o titular da Secult, lembrando que haverá um grande desafio com a demanda reprimida de mais de um ano. “A gente tem que estar preparado, tanto a rede hoteleira, como os parques, os equipamentos de cultura precisam estar se adequando para o novo normal e para a retomada que, sem sombra de dúvidas, teremos no segundo semestre”, garante. Enquanto a normalidade não é restaurada, Salvador acumula prejuízos de mais de R$2 bilhões, apenas no setor do entretenimento, Diante desta realidade, a prefeitura estuda novas medidas para apoiar os trabalhadores da área (saiba mais), além de acompanhar o debate nacional, sobretudo o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, aprovado no dia 3 de março pela Câmara dos Deputados.

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'Não dá para ter grandes shows, mas precisamos de estratégias', defende Pola Ribeiro, diretor do MAM
Autor de mais de 40 filmes, Pola Ribeiro assumiu, no último dia 15 de janeiro, um novo desafio em sua carreira: a gestão do Museu de Arte da Bahia (MAM-BA), após o espaço ficar por mais de um ano sem direção. Com experiências de gestão cultural como a de diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb), entre 2007 e 2014, e de secretário de Audiovisual do extinto Ministério da Cultura (MinC), de 2015 a 2016, o cineasta diz querer propor para o MAM a ideia de diálogo com o entorno e com as várias linguagens possíveis para o local. Diálogo proposto desde os primórdios do museu, quando a arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi o idealizou e dispôs, na década de 1960, um acervo que privilegiasse a arte moderna - a princípio no foyer do Teatro Castro Alves (TCA). Em conversa com o Bahia Notícias, feita por telefone, Pola não se furtou a falar sobre  as polêmicas que envolvem o MAM-BA. Desde a realização dos shows para um grande público (leia aqui e aqui), passando pelas críticas à construção de um bem acabado atracadouro que descaracterizaria o projeto arquitetônico do restauro que deu vida ao velho Solar do Unhão (relembre aqui), ele comentou sobre todas. No dia do bate-papo, uma visita técnica estava marcada para que pudesse ter o primeiro contato com o MAM, que encontra-se fechado por conta dos cuidados sanitários decorrentes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Para ele, a articulação junto às forças políticas, instituições públicas do estado e a proposição de um espaço que converse com Salvador são as potencialidades a serem exploradas nos próximos anos do equipamento cultural. "O MAM precisa se articular para cumprir o seu papel, porque ele hoje está um pouco desidratado, digamos assim. Ele precisa de recursos e estar amparado, precisa dialogar com as pessoas que têm envolvimento com essa coisa, com os vizinhos, com os outros museus e com o IPAC e as pessoas que foram eleitas e podem conseguir recursos", discorreu Pola Ribeiro. 

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Após ano caótico, Guerreiro quer cultura aliada à economia: 'Tirar essa história das belas artes'
Após oito anos à frente da Fundação Gregório de Mattos (FGM) durante a gestão de ACM Neto, Fernando Guerreiro segue como integrante do time de Bruno Reis na prefeitura de Salvador. Em conversa com o Bahia Notícias, o gestor, que também é artista, detalhou o “pesadelo” vivido no ano de 2020 com a pandemia e fez um balanço das atividades realizadas pela fundação no período, com destaque para a implementação da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc. Passados vários meses, a situação dos trabalhadores da cultura foi ficando cada vez mais dramática, mas com a pressão da classe, da sociedade civil e de parlamentares, em junho de 2020 o governo federal sancionou a Lei Aldir Blanc, que segundo Guerreiro “veio salvar a pátria” e ao mesmo tempo chegou “repleta de problemas” por sua complexidade e ineditismo. Apesar da importância do auxílio emergencial, o presidente da FGM faz um alerta sobre o que está por vir. “Eu acho que é um remédio temporário [a Lei Aldir Blanc], eu não tenho ilusões. A gente vai ter que partir para uma outra política o mais rápido possível, porque a gente não sabe quando é que vai poder voltar a trabalhar com normalidade”, declarou, lembrando que a pandemia “quebrou a cadeia produtiva na raiz” e que as atividades online não conseguiram monetizar. “Esse é um problema e uma grande discussão que eu estou querendo puxar na fundação neste ano de 2021”, contou. Com os pés no chão, Guerreiro fala ainda sobre as perspectivas gerais para o futuro próximo, que segundo ele ainda não são favoráveis. “Eu não sou pessimista, mas não estou trabalhando com nenhuma data de libertação. Porque as pessoas pensam ‘quando tomar a vacina eu saio pela rua sem máscara, agarrando todo mundo’, tem esse frenesi da vacina, é óbvio que ela é importante, que ela vai chegar e hoje é o que a gente tem na mão, mas eu vejo 2021 muito parecido com 2020. Eu não visualizo uma normalização. Esse negócio de carnaval em julho eu acho praticamente impossível, eu nem sei se vai ter São João, estou sendo sincero. Podem dizer ‘ah, Fernando boca de caçapa’, mas não, eu estou dizendo o que penso. Se acontecer vai ser ótimo, mas eu prefiro trabalhar com a perspectiva de não acontecer, que eu me previno”, ponderou. Para atravessar mais um ano turbulento, o presidente da FGM apresenta um norte: “Cada vez mais queremos casar o artístico-cultural com o desenvolvimento, a cultura como instrumento de desenvolvimento”.

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Segunda, 13 de Julho de 2020 - 14:25

Salvador terá Centro de Recuperação do Turismo e retomada gradual da cultura 

por Jamile Amine

Salvador terá Centro de Recuperação do Turismo e retomada gradual da cultura 
Empossado como secretário municipal de Cultura e Turismo de Salvador no início da pandemia do novo coronavírus (clique aqui e relembre), Pablo Barrozo falou sobre o desafio inédito enquanto gestor público, durante uma live do Bahia Notícias, no início da tarde desta segunda-feira (13). “Esse trabalho de reestruturação da cidade para o turismo continuou. Aliado a ele, nós começamos a bolar e hoje está tudo pronto - esperando o momento certo para as pessoas voltarem às ruas - para o Centro de Recuperação do Turismo, que vai funcionar aqui no Hub Salvador, no Comércio. Terá um balcão para atendimento da Sefaz e Sedur, para facilitar o acesso de todo setor do turismo com relação aos serviços da prefeitura. Terá balcão também do Sebrai, com diversos cursos importantíssimos para essas empresas, principalmente as pequenas e médias empresas da área do turismo que vão sentir mais dificuldade agora com essa crise”, contou o secretário. Barrozo lembrou também que algumas obras que já haviam sido iniciadas tiveram continuidade, mesmo com a pandemia, a exemplo do Arquivo Público Municipal e a Casa da História, além da Praça Cayru, que será inaugurada nesta semana. Ele comentou também sobre o Monumento à Cidade de Salvador, obra de autoria de Mário Cravo Jr., que passou por um incêndio no fim de 2019. Com o compromisso de refazer o monumento tão emblemático no imaginário soteropolitano, o titular disse que negocia com a família do artista plástico para recuperar a escultura. Um outro destaque do bate-papo foi a campanha “Uma saudade chamada Salvador”, lançada nesta segunda-feira (13), dando início às ações específicas da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo para a retomada das atividades econômicas, dentro do planejamento estratégico da prefeitura. A iniciativa, que inclui vídeos promocionais, ações nas internet e playlists especiais sobre diversos pontos turísticos da cidade, está disponível nas redes sociais da Secult. Durante a entrevista, Barrozo falou ainda sobre a implementação da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, que aguarda regulamentação do governo federal para que auxílio de R$ 600 seja pago aos trabalhadores da cultura. Para este fim, o secretário destacou o esforço conjunto que vem sendo realizado pelas gestões municipal e estadual, e lembrou que a Fundação Gregório de Mattos (FGM) tem cadastrado os trabalhadores que necessitam desta política pública.

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Quinta, 02 de Julho de 2020 - 19:00

'Revisitação histórica' e '2 de Julho' marcam entrevista com professor Rafael Chaves

por Fernando Duarte / Bruno Leite

'Revisitação histórica' e '2 de Julho' marcam entrevista com professor Rafael Chaves
Realizada neste 2 de Julho, data em que é celebrada a Independência do Brasil na Bahia, a Live do Bahia Notícias desta quinta-feira trouxe o professor de História Rafael Chaves. Batendo um papo com o editor-chefe do BN, Fernando Duarte, o estudioso comentou, dentre outras questões, sobre a relevância do dia para a historiografia nacional e os movimentos de contestação de versões construídas historicamente por grupos dominantes. Sobre a possibilidade da existência de uma "história oficial" que exclui a Data Magna baiana, o professor revelou: "Não digo nem que tenha sido colocado de lado pela historiografia oficial, até porque a gente não tem exatamente uma históriografia oficial desde o final do Império, onde a gente construiu sim uma história oficial pelo IHGB (Instituto Histórico e Geográfico do Brasileiro). Não só para consolidar a monarquia, mas para consolidar a 'brasilidade'. Temos uma construção de senso comum. É de senso comum também que tivemos uma independência pacífica, o que não corresponde com a verdade".

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Terça, 30 de Junho de 2020 - 17:00

'A gente precisa tirar o amor da caixinha do clichê', defende escritor Edgard Abbehusen

por Mari Leal / Bruno Leite

'A gente precisa tirar o amor da caixinha do clichê', defende escritor Edgard Abbehusen
Baiano da cidade de Muritiba, no Recôncavo, o jornalista e escritor Edgard Abbehusen foi o entrevistado da Live do Bahia Notícias realizada na tarde desta terça-feira (30). Durante o bate-papo com a repórter Mari Leal, ele conversou sobre sua trajetória profissional e pessoal, a paternidade e outros temas sensíveis ao público que o acompanha. Autor de três livros, o muritibano acaba de lançar o seu mais recente escrito "Acredite na sua capacidade de ser e superar". A inspiração para a escolha do tema que norteia seu mais novo livro, a superação, conta ele, veio do seu percurso de vida. "Na minha história de vida eu assisti muita superação ao meu redor. Tenho uma irmã que sofreu um erro médico ainda criança e vive em estado vegetativo e vejo minha mãe cuidando dela. Meu pai também ficou muito doente e eu via minha mãe cuidando dele. Então quando penso em superação eu lembro da minha mãe, vejo a imagem da minha irmã, que sofreu um erro médico e sobreviveu, teve uma pneumonia muito forte e sobreviveu", revela, acrescentando que as suas experiência como pai de maneira precoce e outras narrativas pessoais também compuseram o processo produtivo.

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