Segunda, 13 de Julho de 2020 - 14:25

Salvador terá Centro de Recuperação do Turismo e retomada gradual da cultura 

por Jamile Amine

Salvador terá Centro de Recuperação do Turismo e retomada gradual da cultura 
Empossado como secretário municipal de Cultura e Turismo de Salvador no início da pandemia do novo coronavírus (clique aqui e relembre), Pablo Barrozo falou sobre o desafio inédito enquanto gestor público, durante uma live do Bahia Notícias, no início da tarde desta segunda-feira (13). “Esse trabalho de reestruturação da cidade para o turismo continuou. Aliado a ele, nós começamos a bolar e hoje está tudo pronto - esperando o momento certo para as pessoas voltarem às ruas - para o Centro de Recuperação do Turismo, que vai funcionar aqui no Hub Salvador, no Comércio. Terá um balcão para atendimento da Sefaz e Sedur, para facilitar o acesso de todo setor do turismo com relação aos serviços da prefeitura. Terá balcão também do Sebrai, com diversos cursos importantíssimos para essas empresas, principalmente as pequenas e médias empresas da área do turismo que vão sentir mais dificuldade agora com essa crise”, contou o secretário. Barrozo lembrou também que algumas obras que já haviam sido iniciadas tiveram continuidade, mesmo com a pandemia, a exemplo do Arquivo Público Municipal e a Casa da História, além da Praça Cayru, que será inaugurada nesta semana. Ele comentou também sobre o Monumento à Cidade de Salvador, obra de autoria de Mário Cravo Jr., que passou por um incêndio no fim de 2019. Com o compromisso de refazer o monumento tão emblemático no imaginário soteropolitano, o titular disse que negocia com a família do artista plástico para recuperar a escultura. Um outro destaque do bate-papo foi a campanha “Uma saudade chamada Salvador”, lançada nesta segunda-feira (13), dando início às ações específicas da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo para a retomada das atividades econômicas, dentro do planejamento estratégico da prefeitura. A iniciativa, que inclui vídeos promocionais, ações nas internet e playlists especiais sobre diversos pontos turísticos da cidade, está disponível nas redes sociais da Secult. Durante a entrevista, Barrozo falou ainda sobre a implementação da Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, que aguarda regulamentação do governo federal para que auxílio de R$ 600 seja pago aos trabalhadores da cultura. Para este fim, o secretário destacou o esforço conjunto que vem sendo realizado pelas gestões municipal e estadual, e lembrou que a Fundação Gregório de Mattos (FGM) tem cadastrado os trabalhadores que necessitam desta política pública.

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Quinta, 02 de Julho de 2020 - 19:00

'Revisitação histórica' e '2 de Julho' marcam entrevista com professor Rafael Chaves

por Fernando Duarte / Bruno Leite

'Revisitação histórica' e '2 de Julho' marcam entrevista com professor Rafael Chaves
Realizada neste 2 de Julho, data em que é celebrada a Independência do Brasil na Bahia, a Live do Bahia Notícias desta quinta-feira trouxe o professor de História Rafael Chaves. Batendo um papo com o editor-chefe do BN, Fernando Duarte, o estudioso comentou, dentre outras questões, sobre a relevância do dia para a historiografia nacional e os movimentos de contestação de versões construídas historicamente por grupos dominantes. Sobre a possibilidade da existência de uma "história oficial" que exclui a Data Magna baiana, o professor revelou: "Não digo nem que tenha sido colocado de lado pela historiografia oficial, até porque a gente não tem exatamente uma históriografia oficial desde o final do Império, onde a gente construiu sim uma história oficial pelo IHGB (Instituto Histórico e Geográfico do Brasileiro). Não só para consolidar a monarquia, mas para consolidar a 'brasilidade'. Temos uma construção de senso comum. É de senso comum também que tivemos uma independência pacífica, o que não corresponde com a verdade".

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Terça, 30 de Junho de 2020 - 17:00

'A gente precisa tirar o amor da caixinha do clichê', defende escritor Edgard Abbehusen

por Mari Leal / Bruno Leite

'A gente precisa tirar o amor da caixinha do clichê', defende escritor Edgard Abbehusen
Baiano da cidade de Muritiba, no Recôncavo, o jornalista e escritor Edgard Abbehusen foi o entrevistado da Live do Bahia Notícias realizada na tarde desta terça-feira (30). Durante o bate-papo com a repórter Mari Leal, ele conversou sobre sua trajetória profissional e pessoal, a paternidade e outros temas sensíveis ao público que o acompanha. Autor de três livros, o muritibano acaba de lançar o seu mais recente escrito "Acredite na sua capacidade de ser e superar". A inspiração para a escolha do tema que norteia seu mais novo livro, a superação, conta ele, veio do seu percurso de vida. "Na minha história de vida eu assisti muita superação ao meu redor. Tenho uma irmã que sofreu um erro médico ainda criança e vive em estado vegetativo e vejo minha mãe cuidando dela. Meu pai também ficou muito doente e eu via minha mãe cuidando dele. Então quando penso em superação eu lembro da minha mãe, vejo a imagem da minha irmã, que sofreu um erro médico e sobreviveu, teve uma pneumonia muito forte e sobreviveu", revela, acrescentando que as suas experiência como pai de maneira precoce e outras narrativas pessoais também compuseram o processo produtivo.

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Engajada, Ana Cañas mantém luta social na pandemia e prepara novo disco independente 
Engajada em causas sociais e na luta pelo que acredita, a exemplo da igualdade racial, feminismo e combate à homofobia, Ana Cañas paga o preço pelo posicionamento franco na música e na vida. Artista independente, ela viu patrocínios sumirem, como na última sexta-feira (12), quando pretendia fazer uma transmissão ao vivo do Dia dos Namorados.  Em uma live do Bahia Notícias, na tarde desta segunda-feira (14), ela contou como tem superado as dificuldades, agora mais agravadas pela pandemia do novo coronavírus, e reafirmou que não se arrepende de se manifestar, seja contra a escalada do fascismo ou pela prisão do ex-presidente Lula.  Isolada em casa sem poder fazer shows há três meses, Ana contou que precisou se reorganizar financeiramente e cancelar várias despesas, menos os sachês de seus seis mascotes, incluindo Portelinha, uma gata resgatada por ela durante ação social realizada durante a pandemia, em uma comunidade de mesmo nome, em São Paulo.  Durante a conversa, a cantora e compositora falou  ainda sobre novos trabalhos, como um projeto internacional, para o qual gravou a música “Mania de Você”, de Rita Lee, e fez também revelações em primeira mão.  "No final do ano passado teve um período que escrevi durante 20 dias, 15 músicas. Aconteceu um brainstorm para um disco novo. Então, eu vou te contar um segredo. Hoje de manhã eu escrevi uma música...", conta Ana Cañas. "Não é sobre a quarentena, especificamente, a música não chama 'Pandemia', mas, assim, são reflexões que a pandemia me trouxe mais fortes. E fala exatamente sobre essa conversa que a gente tá tendo aqui, que eu não tenho nada e que a riqueza da vida é o afeto. É uma música que fala sobre isso e acredito que ela tem muita chance de entrar pro disco novo”, explica a cantora, que desde a semana passada começou a gravar mais um álbum independente.  Confira o Instagram do BN para ver toda entrevista, com direito a bate-papo sobre música, cultura, política, ativismo, espiritualidade, história e até uma palinha de duas músicas de Belchior, uma delas, “Alucinação”, recentemente regravada por Ana:

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Quarta, 27 de Maio de 2020 - 11:44

Presidente de Fórum de Cultura alerta: sem apoio, atividades tradicionais podem morrer

por Bruno Leite / Jamile Amine

Presidente de Fórum de Cultura alerta: sem apoio, atividades tradicionais podem morrer
De fora do auxílio emergencial pago pelo governo federal aos trabalhadores mais vulneráveis, o setor cultural, que tem sido duramente prejudicado diante da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, teve uma vitória nesta terça-feira (26). A Câmara dos Deputados votou e aprovou a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, que prevê o orçamento de R$ 3 bilhões com o objetivo de socorrer o setor. Para explicar detalhes da lei, que agora vai para votação no Senado, o Bahia Notícias realizou uma live com Úrsula Vidal, secretária de Cultura do Pará e presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura. Durante o bate-papo, Úrsula falou do trabalho intenso da relatora Jandira Feghali para costurar um consenso e aprovar a medida emergencial na Câmara, inclusive com apoio do líder do governo, e avaliou que no Senado será menos complicado votar pela implementação do PL 1075. A gestora comentou ainda a importância do auxílio, não só para a economia criativa, mas também para a manutenção do patrimônio cultural, expresso por atividades tradicionais, que sem o apoio do Estado podem desaparecer. A presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Cultura sinalizou ainda que os cadastros realizados pelas prefeituras e governos estaduais poderão ajudar a mapear melhor o setor cultural - que envolve muita informalidade -, e a partir daí possibilitar a implementação de políticas mais eficazes.

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À frente da Osba, Prazeres comenta estratégias no isolamento e anuncia especial junino 
Completando 10 anos à frente da Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) em 2021, o maestro Carlos Prazeres - carioca, com título de cidadão baiano - já enfrentou altos e baixos durante sua trajetória como regente e diretor artístico da Osba, que por pouco não teve que suspender as atividades, antes de ser publicizada. Em um bate-papo durante uma Live do Bahia Notícias, nesta quarta-feira (20), ele contou como a experiência e a criatividade que sempre norteou o trabalho de toda equipe da orquestra têm ajudado a superar essa crise inédita da pandemia do novo coronavírus. Logo em março, no início do isolamento social, a Osba lançou o “Osbaflix - Especial Quarentena”, projeto online, que consiste em uma série de conteúdos a respeito da música de concerto, desde explicações minuciosas sobre os instrumentos musicais, passando por concerto virtual, até bate-papos, tudo isso aproximando os músicos e o público. Na conversa, Carlos Prazeres comentou também a política cultural do país, a saída de Regina Duarte da Secretaria Especial da Cultura, e adiantou alguns projetos da orquestra ainda para este ano, a exemplo de um especial de São João e outro em comemoração ao aniversário de 38 anos da Osba, celebrado em 30 de setembro.

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Em Londres, chef baiana doa marmitas a profissionais de saúde que atuam contra Covid
A chef baiana Luciana Berry, que chegou em Londres (Reino Unido), em 2004, para um curso de inglês com a duração de seis meses, firmou raízes no país europeu, mas mantém preservada a identidade cultural da Bahia, refletida em seus pratos, que já foram servidos para gente importante como atletas e até um príncipe. Ela, que foi uma das finalistas do Masterchef Profissionais britânico, em 2014, sempre fez questão de valorizar os ingredientes e pratos típicos do Brasil e de estado natal, tendo surpreendido seus  mentores e também os jurados do reality culinário com os sabores marcados e o jeito alegre de ser. Nesta terça-feira (12), Luciana participou de um bate-papo descontraído em uma Live do Bahia Notícias no Instagram, onde contou o início de sua jornada na cozinha e no Reino Unido, comentou a realidade local diante da pandemia do novo coronavírus e sobre o que tem feito para passar pelo momento delicado. Na conversa, ela, que atualmente fica impedida de trabalhar, pois atua no ramo de eventos, destacou a importância da solidariedade e contou sobre um projeto no qual prepara marmitas e doa aos profissionais de saúde que têm trabalhado intensamente no combate à Covid-19. Luciana aproveitou também para dar dicas simples para ajudar as pessoas que têm se arriscado na cozinha durante o isolamento social. Uma das dicas foi para incrementar pratos caudalosos com peixes e frutos do mar. De forma descomplicada, ela mostrou como usar o sal para deixar a carne mais firme e suculenta e preparar uma moqueca de chef. A cozinheira deu dicas também para o preparo do frango ou peru assado, suculento por dentro e com a pele crocante.

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Em isolamento, Maglore lança karaokê e formas criativas de interagir com o público
Com metade da banda em São Paulo e outra em Salvador, a banda baiana Maglore tem buscado formas criativas de se manter em atividade e em contato com o público durante o isolamento social, imperativo para conter a pandemia do novo coronavírus. Nesta segunda-feira (11), Lucas Gonçalves (baixo e voz) e Felipe Dieder (bateria) participaram de uma live do Bahia Notícias e contaram sobre a nova rotina, tanto enquanto músicos, como também do ponto de vista pessoal, a exemplo da nova aptidão adquirida pelo baixista, no ramo de eletricista, como o pai. Neste tempo isolado, saindo somente para comprar comida, ele contou que construiu um lustre e tem desmontado aparelhos domésticos. Do ponto de vista criativo, ao longo desses cerca de dois meses de quarentena, a banda se manteve em movimento - ainda que dentro de casa. Participou de liveshows, realizou aulas de instrumentos e na semana passada lançou um karaokê. A primeira canção liberada pelo projeto foi “Dança Diferente”, faixa do disco III (2015). A ideia do novo projeto foi de Lucas e prontamente foi abraçada por Felipe, Teago Oliveira (voz e guitarra) e Lelo Brandão (guitarra, teclado e voz). Durante o bate-papo, Lucas e Felipe falaram também das dificuldades enfrentadas pelo setor cultural, que depende de aglomerações para existir e sobre as perspectivas do retorno às atividades em um “novo normal”. Os artistas comentaram também o episódio envolvendo a secretária Especial da Cultura, Regina Duarte, em entrevista à CNN Brasil e lamentaram o que chamaram de “desprezo” às artes. Entre a pressão psicológica de lidar com as incertezas da pandemia e outras intercorrências, como a de Felipe, cuja mãe foi hospitalizada, a banda deixou em suspenso o projeto de um novo disco autoral, que deveria vir neste ano ou no próximo. Sobre isso, Dieder contou que a Maglore já tem material para ao menos seis canções, mas não descarta incluir inspirações do momento atual no projeto futuro.

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'O fora Bolsonaro pode ajudar', opina Juca Ferreira sobre soluções para guinada na Cultura
Ministro dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff no extinto Ministério da Cultura (MinC), Juca Ferreira participou também, como secretário executivo, da gestão de Gilberto Gil na pasta. Os anos em que estiveram à frente da gestão cultural do país são conhecidos como o período de maior agitação da cultura nacional. Sob a criação de novas políticas públicas para o setor, houve uma nova relação entre o governo e a sociedade civil durante a época, que o entrevistado chama de era "Gil-Juca". Foi nesse mesmo período em que o acionamento de instrumentos de fomento a partir de estratégias de renúncia fiscal - leia-se Lei Rouanet - foi alvo de críticas por parte de setores conservadores da sociedade. Juca concorda que o programa não é o ideal, mas aponta erros diferentes. "Eu sou o maior crítico da Lei Rouanet, mas não é uma crítica parecida com a de [Jair] Bolsonaro". Para ele, Regina Duarte não merece o seu tempo e representa a continuidade do "fascismo" de Roberto Alvim, seu antecessor. "Pega uma pessoa que já foi conhecida como a "namoradinha do Brasil", uma atriz da Globo, com uma trajetória longa, com um nível de popularidade alta, mas altamente reacionária, muito afinada com os valores de Bolsonaro e ela não vai mudar nada", apontou.

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Armandinho celebra criação de Dodô e Osmar: 'Carnaval da Bahia é feito por trios elétricos'
Das fobicas aos caminhões que hoje arrastam multidões ao som de gêneros musicais dos mais ecléticos, os 70 anos do Trio Elétrico são tema do carnaval do governo da Bahia em 2020. Para contar detalhes desta história, Armandinho Macêdo conversou com o Bahia Notícias e lembrou de alguns episódios interessantes sobre a invenção de seu pai, Osmar, e do amigo Dodô. O Trio Elétrico, que na verdade era o nome de um conjunto musical e não do equipamento, surgiu em 1950, após os criadores presenciarem um desfile de uma orquestra de frevo pernambucana pelas ruas de Salvador. “Meu pai já gostava de frevo, e quando ele viu o povo enlouquecer com aquele Vassourinha, ele: ‘olha, essa é a música que vai detonar aqui!’”, recorda Armandinho. “Meu pai tinha uma [fobica] que ele dizia que usava no começo da metalúrgica dele para carregar as ferragens dele. E aí ele abriu o fundo, ampliou, fez meio caminhonete para carregar as ferragens dele, aí ele fez isso. Disse: ‘Olha, Dodô, já tenho meu carrinho, já tem um fundo aberto, vai eu e você ali, a percussão vai andando pelo chão e a gente sai tocando’. Rapaz, o negócio fez um sucesso! Quando saiu tocando aquele cavaquinho, aquelas cornetas, o povo enlouqueceu. E ele foi para a Castro Alves porque ele sabia que ali não tinha carnaval oficial e ficava sempre uma galera fazendo batucada, tinha uma concentração de um povão mais pobre que não tinha clube, que não participava daquele corso, daquele desfile de carros alegóricos e tal. E aí ele levou pra lá”, conta o músico, lembrando ainda que a novidade provocou euforia e confusão ao encontrar o Carnaval oficial. “Foi aí que deu um problema danado, porque na frente do Carnaval vinham uns homens na cavalaria, anunciando os que iam na frente. Quando eles chegaram perto do negócio, que viram ‘terenrenren’, diz que os cavalos empinaram, um caiu, se machucou, aí veio a polícia. Prende, não prende, leva e tal, mas o povo todo ‘solta, solta!’”, conta Armandinho. Criador da guitarra baiana, o multi-instrumentista falou com o BN sobre a evolução da festa, a inclusão dos vocais nos trios elétricos a partir de Moraes Moreira, além da importância da valorização e continuidade do “que representa a cultura baiana”, a exemplo dos blocos afro e afoxés. Armandinho destaca ainda que considera mais do que justa a homenagem aos 70 anos do Trio Elétrico e diz que não existe tema mais democrático. “Veio uma conversa de ‘ah, é que o pessoal está querendo uma coisa mais genérica, pra não favorecer a um e a outro’. E eu ainda falei: ‘mais genérico que o trio elétrico…’ (risos). Todo mundo, é bloco afro, axé, pagode, sertanejo, está todo mundo em cima do trio elétrico. Então, tá todo mundo utilizando o veículo, o carnaval da Bahia é feito por trios elétricos”, defende o artista, que subiu pela primeira vez no trio ainda criança, aos 10 anos, e permanece até hoje, junto com seus irmãos. 

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