Engajada, Ana Cañas mantém luta social na pandemia e prepara novo disco independente 

Engajada em causas sociais e na luta pelo que acredita, a exemplo da igualdade racial, feminismo e combate à homofobia, Ana Cañas paga o preço pelo posicionamento franco na música e na vida. Artista independente, ela viu patrocínios sumirem, como na última sexta-feira (12), quando pretendia fazer uma transmissão ao vivo do Dia dos Namorados. 

 

Em uma live do Bahia Notícias, na tarde desta segunda-feira (14), ela contou como tem superado as dificuldades, agora mais agravadas pela pandemia do novo coronavírus, e reafirmou que não se arrepende de se manifestar, seja contra a escalada do fascismo ou pela prisão do ex-presidente Lula. 

 

Isolada em casa sem poder fazer shows há três meses, Ana contou que precisou se reorganizar financeiramente e cancelar várias despesas, menos os sachês de seus seis mascotes, incluindo Portelinha, uma gata resgatada por ela durante ação social realizada durante a pandemia, em uma comunidade de mesmo nome, em São Paulo. 

 

Durante a conversa, a cantora e compositora falou  ainda sobre novos trabalhos, como um projeto internacional, para o qual gravou a música “Mania de Você”, de Rita Lee, e fez também revelações em primeira mão. 

 

"No final do ano passado teve um período que escrevi durante 20 dias, 15 músicas. Aconteceu um brainstorm para um disco novo. Então, eu vou te contar um segredo. Hoje de manhã eu escrevi uma música...", conta Ana Cañas. "Não é sobre a quarentena, especificamente, a música não chama 'Pandemia', mas, assim, são reflexões que a pandemia me trouxe mais fortes. E fala exatamente sobre essa conversa que a gente tá tendo aqui, que eu não tenho nada e que a riqueza da vida é o afeto. É uma música que fala sobre isso e acredito que ela tem muita chance de entrar pro disco novo”, explica a cantora, que desde a semana passada começou a gravar mais um álbum independente. 

 

Confira o Instagram do BN para ver toda entrevista, com direito a bate-papo sobre música, cultura, política, ativismo, espiritualidade, história e até uma palinha de duas músicas de Belchior, uma delas, “Alucinação”, recentemente regravada por Ana:

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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